ANO XXVI — NÚMERO 38
1971
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COMISSÃO DE REDAÇÃO
A. MATTOS FILHO I. V. GIL O. P. TRAVASSOS
ÍNDICE
Págs.
PAES, Luiz Edmundo — Hymenaea travassíi Kuhlmann \Leg. CaesQ
MATTOS FILHO, Armando de — Estudo comparativo de duas espé-
cies de leguminosas latescentes do cerrado e da caatinga
VATTIMO, Ida de — Contribuição ao conhecimento da tribo Apo-
dantheae R. Br. Parte I — Conspectodas espécies ( Raflesiaceao )
RIZZINI, Carlos Toledo — Árvores e arbustos do cerrado
FALCAO, Joaquim Inácio de A. — “Monografia do gênero Evolvulus
L., no Brasil.” ( Convolvulaceae )
AREIA, Clarisse Alves de — Alguns Aspectos da Parede Celular em
estrutura fina. PO-ullinia cupana H.B.K. var. serbilis (Mart.)
Ducke ( Sapindaceae ) • •
BARREIROS, Humberto de Souza — Uma nova espécie de Heliconia
L. ( Musaceae ) de raque pendula
PER EIR A, Edmundo — Species nova in Brasília Bromeliacearum . .
TRAVASSOS, Odette Pereira — Typus de Herbário do Jardim Bo-
tânico V
GUIMARAES, ELsie, G. M. BARROSO, C. L. falcão ICHASO e Anto-
nia Rangel BASTOS — Flora da Guanabara — Flacourtiaceae,
Olacaceae, Boraginaceae
CARVALHO, L. d’A. Freire de — Novitates Scheioenckianum II —
Solanaceae
SUCRE B., Dimitri — Estudo das Rubiaceas Brasileiras — III. Cinco
novas espécies da Tribo Spermacoceae
FONTELLA PEREIRA, Jorge, Maria da Conceição VALENTE e Fran-
cisca M. M. R. de ALEN CASTRO — Contribuição ao estudo das
Aselepiadaceae Brasileiras V
FALCAO, Wandette Fraga de Almeida — Contribuição ao conheci-
mento anatômico da espécie Imperta brasUiensis Trin. ( Gra -
mineae)
BARBOSA, Elza dos Santos — Catálogo de Herbário do Jardim
Botânico do Rio de Janeiro. Parte I — Alismataceae, Amaryl-
lidaceae , Araceae
SOUZA, Abigail Batista de — Catálogo da Carpeteca do Jardim
Botânico. Parte I
NOTICIÁRIO
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cm ..
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA
l 1. • f. . JAKHM IOUNICO DO H;0 Df JANEIRO
RODRIGUÉSIA
ANO XXVI, NÚMERO 38
DMA DA PUBLICAÇÃO
28 DE JULHO CE W*
1970
Rio de Janeiro
BRASIL
SciELO/JBRJ
11 12 13 14 15
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cm 1
) 11 12 13 14
Dr. Luiz Edmundo Paes
HYMENAEA TRAVASSII Kuhlmann
(Leg. Caes.)
Luiz Edmundo Paes
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Arbor parva ramis foliisque glabris, nitidis, foliolis basi assymetricis,
apice obtusis, sessilibus, translucidis, laminis ellipticis, utrinque paUide
viridibus, subglaucis, facie antica evidentibus et parvi-reticulatis, postiça
obscure reticulatls, densiuscule nigro-punctatis et glandulis sparsis ad basin
notatis, 3, 5-6, 8 cm longis, 2£-3fi cm latis; raque pilosulis-pedunculis brevis-
simis pilosis; Alabastra dense griseo pilosa, pedunculis parvis glabris, pedi-
cellis nullis vel brevissimis, rotundata, bractea extus pilosa, intus glabra,
cálice segmentis extus valde pilosis et intus sericeo-pilosis, valde imbricatis.
concavis, submembranaceis, petalis glabris, evidente translucido-pilosis,
ovário glabro. Fructus unicus, non bene evolutus, dense ruguloso-glandu-
losus, basi breve stipitatus, apice rudimentis styli coronatus, oblongo-el-
lipticus plus minus assymetricus, 4 cm longus et 1,7 cm latus.
Material coletado por Lauro Travassos, em fevereiro de 1955, em Águas
Calientes, Bolívia. (RB 135561)
. >
Examinando os papéis do meu saudoso mestre e amigo, Professor Dr.
João Geraldo Kuhlmann, Ex-Diretor do Jardim Botânico do Rio de Janei-
ro, de quem tive a honra de ser assistente durante todo o tempo em que o
mesmo dirigiu a secular instituição, a descrição de uma interessante legu-
minosa boliviana. Trata-se de uma espécie nova do gênero Hymenaea,
à qual chamou de travassii, em homenagem ao seu grande amigo e ilustre
cientistas, Dr. Lauro Travassos. De acordo com as pesquisas sôbre o assunto
em questão, verifiquei ser, efetivamente, Hymenaea, travassii Kuhl., a
última espécie que descreveu, dias antes de sua morte, isto é, a 23 III
1958. Estivemos juntos na recepção oferecida aos cientistas brasileiros,
pelo Exmo. Senhor Presidente da República, no Instituto Osvaldo Cruz,
a 19 m 1958, quando o saudoso botânico comunicou ao Dr. Lauro Tra-
vassos a sua nova espécie, homenageando-o.
cm l
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Hymenaea Travassii Kuhlmann
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ESTUDO COMPARATIVO DE DUAS ESPÉCIES DE
LEGUMINOSAE LATESCENTES DO CERRADO
E DA CAATINGA
Armando de Mattos Filho *
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
INTRODUÇÃO
Mimosa laticifera Rizz & Mattos e Mimosa caesalpinifolta Benth.
são as duas primeiras espécies de Leguminosas que, positivamente, con-
têm látex. Êste ocorre fluentemente por lesão dos ramos novos e dos
folíolos, inexistindo nas estruturas secundárias.
Habitando, a primeira, o Cerrado e a segunda, a Caatinga, e sendo
bastante semelhantes no conspecto, , surgiu a idéia de estudá-las copa-
rativamente. Com o fito de avaliar melhor possíveis diferenças ambi-
entais, investigamos exemplares de ambas as espécies cultivadas lado a
lado no Cerrado de Paraopeba (Minas Gerais) , bem como indivíduos de
sabiá em cultura no Rio de Janeiro. Procurando ir um pouco além, des-
crevemos ainda folhas de plantas crescendo ao sol e à sombra. Êste
roteiro foi-nos sugerido pelo botânico C. T. Rizzini com vistas aos estudos
ecológico sôbre Cerrado que se vêm desenvolvendo últimamente com
grande ímpeto no Brasil.
1. CARACTERIZAÇAO TAXONÔMICA
Mimosa caesalpiniifolia Benth. apresenta hábito arbóreo, às vêzes
arbustivo. Na Caatinga, pode alcançar até 7 metros.
Tal espécie exibe notável semelhança, no concernente às partes ve-
getativas. com Mimosa laticifera — a despeito das grandes diferenças
ambientais a que estão sujeitas as duas espécies.
Observa-se que Mimosa caesalpiniifolia possui acúleos mais numero-
sos; foliolos atenuados no ápice, ao passo que Mimosa laticifera os leva
orbiculares, bem maiores (3-5cm; em M. Caesalpiniifolia alcançam cêrca
de 2,5cm), e bem mais espêssos; os foliolos são mais abundantes (3 pares) .
As inflorescências, porém, diferem marcadamente: em M. caesalpiniifo-
lia elas são espigas cilíndricas, enquanto que em M. laticifera as mesmas
apresentam-se sob a forma de glomérulos pequenos; as partes florais
são semelhantes nas duas.
• Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas.
Trabalho concluído em 1965 e apresentado no II Simpósio sôbre o Cerrado na 1.*
quinzena de novembro de 1965.
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As árvores, nas duas espécies, são bem diferentes quanto à casca e
à madeira. Veja quadro comparativo das diferenças existentes no caso
em foco.
2. MATERIAL E TÉCNICA
2a. Material: o material das duas espécies, que empregamos neste tra-
balho, tem procedência variada. Lenho e folhas de M. laticifera foram
trazidas de João Pinheiro (Rizzini & Mattos, RB 114.629 e Xil. n.° 4182)
e Várzea da Palma, MG. A. Pereira Duarte, n.° 7397. RB 117.406 e Xil.
4.883. Folhas de exemplares cultivados coletaram-se no Horto Florestal
de Paraopeba, MG, fixando-se imediatamente em FPA; estas plantas são
oriundas de sementes de João Pinheiro (com cêrca de 3 anos de idade) .
Material de M. caesalpiniifolia foi conseguido da seguinte maneira:
a) Folhas fixadas em FPA de espécimes cultivados em Paraopeba
junto com a primeira espécie citada;
b) Lenho e folhas de árvores plantadas em consociação no Horto
Florestal de Santa Cruz (Mattos & Rizzini); Xil. n.° 5.457, em 8/3/965.
Exemplar de um talhão plantado em 1945 com cêrca de 12m de altura por
0,12m de diâmetro Idem, idem Xil, n.° 5.457, com cêrca de 15m de altura
por 0,18m de diâmetro, Estado da Guanabara.
Na primeira localidade a plantação têm 18 anos e se apresenta como
mata densa e úmida, estando localizada em terreno fortemente arenoso.
Embora as folhas sejam moles e caiam abundantemente, não chega a
formar uma camada bem constituída. A espécie, regenera-se facilmente
no ambiente sombrio e úmido que as árvores geram.
Plantas jovens, apresentam, raiz fusiforme, fina, podendo alcançar 26
centímetros para 1 metro de caule e 60 centímetros para 2 metros. O
caule via de regra mostra-se bifurcado no têrço inferior, menos comumente
mútiplo ou indiviso. Aos 18 anos podem atingir 12 metros de altura com
um diâmetro de 0,17m, tendo pràticamente só cerne
A areia que forma o substrato sob o povoamento de sabia leva 7~mg /o
de nitrogênio total, enquanto que a mesma areia revestida por capim exibe
88 mg %.
As árvores renovam a folhagem entre fevereiro e março. Deve assina-
lar-se a existência de indivíduos inermes, vegetando lado a lado, com
outros armados.
Para estudos de anatomia ecológica, aproveitamos as árvores de Santa
Cruz para recolher foliodos de sol e de sombra. Os primeiros foram to-
mados de uma árvore alta abatida para êsse fim. Os segundos foram
obtidos da porção interior da copa da mesma árvore e, ainda do formas
jovens crescendo no interior do povoamento do sabiá ■ Tais folhas dife-
rem marcadamente, sendo as de sol bem menores, mais espêssas e bem
mais coriáceas.
No Horto do Estado da Guanabara, observamos que plantas com 30
dias exibem 8 centímetros de altura; e que com 7 anos levam 10 centí-
metros de diâmetros e 6 metros de altura. É de notar-se que árvores
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jovens, ainda com dois anos, já podem frutificar. As sementes germinam
em cêrca de 15 dias. Finalmente convêm esclarecer que as raízes são
ricas em nodosidade, que se apresentam regularmente esféricas (ca. de
lmm de diâmetro).
2b. Técnicas-. Quanto à anatomia do lenho, veja Rizzini & Mattos (5).
Com relação à estrutura dos foliolos, procedeu-se da maneira
seguinte:
a) Microtomia : usaram-se os micrótomos manual tipo Ranvier e o
de parafina tipo rotativo Spencer.
b) Coloração : técnica comum com safranima x fast-green. Os ta-
nóides foram identificados com o auxílio da reação com o bicromato de
potássio, segundo Guatier (2), a cutícula e os laticiferos com o Sudan IV.
c) Montagem: usaram-se preparações em xarope de Apathy e em
bálsamo do Canadá, além de preparações montadas provisoriamente .
d) Diafanização: o estudo da venação exigiu que as folhas fôssem
clarificadas em soda a 5% e coloridas pelas saframinas hidro-alcoólicas
e montadas em Apathy. O espaçamento venoso foi determinado segundo
Wylie (6) .
e) Separação das epidermes: as epidermes superiores não apresen-
taram dificuldades de técnica particular. As epidermes inferiores só pu-
deram ser investigadas por intermédio da réplica com colódio, conforme
se acha descrita por CASTRO (1).
f) Contagem dos estômatos: nas réplicas, acima referidas, foi rea-
lizada por meio da projeção de um quadrado de um milímetro de lado.
3. ÁREAS DE OCORRÊNCIA
Mimosa laticifera é espécie própria do Cerradão, aparecendo poucas
vêzes no Cerrado. Foi assinalada até agora, no Estado de Minas Gerais,
com duas áreas disjuntas: uma em Ituiutaba e outra na região compre-
endida entre João Pinheiro e Várzea da Palma. Nos últimos anos vêm-se
espalhando nas margens das estradas, em virtudes da proteção exercida
desta faixa contra o fôgo e o gado, por parte das autoridades.
Mimosa caesalpiniifolia é uma espécie muito notória do chamado ser-
tão, desde o Maranhão até o norte de Minas. Muitas vêzes encontra-se
cultivada nas áreas sêcas do Nordeste.
4. UTILIZAÇÃO
Mimosa laticifera é espécie desconhecida das populações locais.
Mimosa caesalpiniifolia, ao contrário, é bem conhecida. Sua madeira,
pelas qualidades de dureza e resistência, encontra emprêgo na confecção
d e postes e mourões: não é usada para caibro por que racha facilmente.
Fornece uma lenha de bôa qualidade.
Devido a sua fácil aclimação e rápido crescimento, o sabiá encontra
grande favor para reflorestamento. Nas áreas sêcas do nordeste, onde a
árvore é abundante, o gado faminto e sedento pasta as folhas, sendo
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bastante apreciada pelos animais. No curso da época sêca o sabiá perde
as suas folhas juntamente com outras espécies. Tais folhas sofrem um
processo natural de fenação na Caatinga e o gado não deixa de apro-
veitar semelhante material nutritivo, sobretudo nos últimos meses do ano,
5. PROPRIEDADES GERAIS
Madeira duríssima e pesada. Alburno estreito (ca. de 1 cm de espes-
sura), bem definido, claro amarelado, tomando com o tempo um tom
amarelo intenso. Cerne distinto e de cõr rósea, tomando-se mais escuro
à luz. Madeira relativamente boa de ser trabalhada à plaina, porém dura
ao corte da serra. Textura média e fina Grão direito, variável, de reto
a reverso. Inodora. Sabor indistinto.
6. CARACTERES MACROSCÓPICOS
Anéis de crescimento: Demarcado por faixas mais escuras do lenho
tardio.
Parênquima : Visível a ôlho nú, porém, não contrastado, pouco abun-
dante; geralmente do tipo paratraqueal, vasicêntrico e confluente.
Póros : Perfeitamente visíveis a ôlho nú, pouco numerosos; solitários
e múltiplos; distribuídos irregularmente, às vêzes com tendência para for-
mar póros em anel. No início do lenho tardio, são em geral numerosos e
de maior diâmetro.
Linhas vasculares: Perfeitamente distintas e longas, em linhas retas,
com presença de goma vermelha.
Conteúdo: Goma de coloração parda amarelada e vermelha.
Raios: Finos, numerosos, perceptíveis nas seções transversal e tan-
gencial; distintos na radial.
Estratificação: Ausente.
Máculas medulares: Não foram observadas.
Canais de goma: Ausentes.
Casca: Relativamente fina, (cêrca de 5mm) constituída por duas partes,
uma porção interna macia e de côr esbranquiçada com cêrca de lmm de
espessura, diretamer.te em contacto com o cambio pela face interna. A
casca externa com aproximadamente 4mm de espessura, é constituída
sobretudo de suber que se desprende regularmente em pequenas placas.
7. CARACTERES MICROSCÓPICOS
VASOS:
Disposição: Irregular (madeira de póros difusos) , apresentando-se em
maior número no lenho inicial, onde sugerem o arranjo conhecido como
“póros em anel”. Muitos dêsses póros mostram o diâmetro máximo nitida-
mente aumentado em direção tangencial.
Póros: De poucos a numerosos, solitários e múltiplos de ate 3 rara-
mente mais; às vêzes agrupados. Predominando os soltários em cêrca de
75% dos casos, e dos múltiplos os de dois (em cêrca de 20% dos casos).
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No lenho tardio os múltiplos são mais freqüentes.
numero: De 7-20 por mm 3 ; freqüentemente entre 11-14; em média 12.
No lenho inicial onde são mais numerosos, contam-se, em geral até 27
por mm 2 .
Diâmetro: De médio a grande. Os maiores diâmetros estão compreen-
didos quase sempre entre 100-210 micra, freqüentemente entre 130-185
micra, sendo que no lenho inicial às vêzes até 235 micra.
Seção: Geralmente subcircular. No lenho inicial são ovalados.
Paredes: Uniformes geralmente espêssas, medindo de 8-11 micra.
Elementos vasculares: Muito curtos a curtos, medindo de 120-270
micra-, geralmente entre 180-230 micra . Apêndices curtos presentes em
um dos extremos, porém, outras vêzes ausentes. Elementos imperfeitos
foram também observados.
Perfuração: Simples, geralmente total.
Tilos: Não foram observados.
Pontuações intervasculares : Pares areolados bastante numerosos, de
disposição alterna; pontuações guarnecidas, de contômo oval, com diâ-
metro entre 5,6-8 micra-, abertura em fenda oblíqua ou horizontal, quase
do tamanho da pontuação; freqüentemente exclusas; pontuações geral-
mente coalescentes (2-6 pontuações).
Pontuações parênquimo-vasculares: Pares semi-areolados, menos nu-
merosos que as anteriores, de disposição alterna, tendendo, às vêzes, para
opostas; pontuações guarnedidas de contômo oval, com diâmetro entre
5,6-11 micra; abertura em fenda horizontal ou oblíqua e menor que a das
anteriores; freqüentemente coalescentes (2-3 pontuações) .
Pontuações rádio-vasculares: Pares semi-areolados, pouco numerosos,
de disposição alterna as vêzes tendendo para opostas; pontuações guarne-
cidas de contômo oval ou subcircular, com diâmetro entre 5,6-11 micra;
abertura em fenda curta e estreita, mais comumente inclusa.
PARÊNQUIMA AXIAL:
Predominantemente do tipo Paratraqueal compreendendo o vasicên-
trico e o unilateral às vêzes tendendo para aliforme. Êste último quando
mais abundante torna-se confluente, formando faixas tangenciais ou obli-
quas mais comumente no início do lenho tardio. O parênquima do tipo
Apotraqueal é inconstante.
Séries: O parênquima é constituído principalmente por células fusi-
formes e com menor freqüência por séries bi-celulares raramente três.
Quando há cristais o número de células é evidentemente mais elevado.
Seu comprimento está compreendido entre 140-350 micra; freqüentemente
entre 198-295 micra.
Diâmetro: Geralmente entre 10-35 micra; porém, nas células epivas-
culares o diâmetro máximo atinge até 52 micra.
Cristais: Abundantes, prismáticos, solitários, encravados. Muitas vêzes
a parede da célula cristalífera torna-se consideràvelmente espessa e lenhi-
íicada. podendo chegar a fusionar-se com a membrana pericristalina.
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Séries geralmente holocristaliferas, dispostas nas margens das faixas do
parênquima, em contacto com as fibras.
Obs Algumas vêzes encontramos células resultantes de outras iniciais
do parênquima que são anexadas aos raios durante a ontogênese, aumen-
tando assim a largura dêstes últimos.
PARÊNQUIMA RADIAL: Homogêneo, tipo II de KRIBS (4). Fig. 7A
Raios — Número : De pouco a numerosos; 4-7 por milímetro; mais
comumente entre 4-6; em média, 5 por mm. Largura : de extremamente
finos a finos, entre 5-28 (30) micra com 1-3 células; mais comumente
entre 18-23 micra, com duas células, mais comumente entre 0,140-195mm
com 12-18 células, sendo que nos raios fusionados verticalmente, aliás
muito freqüentes, atingem até 0,365 mm com 28 células.
Obs.: Comum a esclerose nas células dos raios.
FIBRAS:
Libriformes, de seção variável, geralmente poligonal. Hcmogêneas na
grande maioria, nos cortes transversais observam-se todavia, grupos mais
ou meno sextensos de fibras heterogêneas. A parede secundária das
fibras homogêneas não apresenta grau uniformemente elevado de lenhi-
ficação; há sobretudo nas últimas camadas do lenho tardio, fileiras de
fibras homogêneas, cujas paredes mostram fracamente lenhificadas.
Comprimento : Muito curtas, entre 0,612-1,230 milímetros; mais comu-
mente entre 0,760-1,00 milímetros.
Diâmetro máximo : Geralmente compreendido entre 14-34 micra.
Paredes : De delgadas a muito espêssas; o lúmen das fibras é em geral
de seção poligonal.
Pontuações: Simples, sob a forma de fenda linear, medindo cêrca de
duas micra de comprimento.
Anéis de crescimento: As camadas de crescimento são nítidas, porque o
lenho tardio é caracterizado por póros de diâmetro reduzido, seguem-se
os póros grandes do lenho inicial dispostos em fileiras tangenciais.
Máculas medulares: Não foram observadas.
Estratificação: Ausente.
CASCA INTERNA:
Constituída essencialmente pelo liber secundário que por sua vez com-
preende:
a) elementos condutores que ao lado das células companheiras e do
parênquima axial formam faixas de tecidos moles (elementos celulares de
paredes delgadas, geralmente pectocelulósicas) ;
b) fibras esclerenquimáticas de paredes extremamente espessadas (le-
nhificadas, dispostas em faixas tangenciais em cujas margens ocorrem,
em geral elementos cristalíferos;
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c) raios do liber com 2-3 células de largura, cujas células se esclerozam
freqüentemente ao nível das faixas de esclerênquima, fazendo com que
estas se prolonguem por distâncias tangenciais mais ou menos grandes.
(Veja Fig. 8).
QUADRO COMPARATIVO DOS CARACTERES ANATÔMICOS
Mimosa caesalpiniifolia
Mimosa laticifera
P.ÓÍ
tos
Geralmente subcircular. No lenho
inicial são ovalados e com maior
diâmetro freqüentemente tangen-
cial.
Geralmente subcirculares.
1
Diâmetro
máximo: .
Comumente atinge a 210 micra.
No lenho inicial apresentam maior
diâmetro tangencial (até 235
micra) .
Comumente até 285 micra. No
lenho inicial são nitidamente
maiores no sentido radial (300
micra) .
Camadas de
crescimento:
São nítidas, porque ao lenho tar-
dio, caracterizado por póros de
diâmetro reduzido, seguem-se os
póros grandes do lenho inicial,
dispostos em fileiras tangenciais
(póros em anel).
Não ocorre a disposição nítida en-
tre as várias camadas de cresci-
mento. Aqui os póros sugerem às
vêzes à disposição semelhante à
“póros em anel”.
Elementos
vasculares
Ausência de vasos geniculados.
Presença de vasos geniculados.
(Fig. 9).
PONTUAÇÕES
I
Intervasculares
5,0-8 micra, de contorno ge-
ralmente oval.
Idem. idem, de contorno geral-
mente poligonal.
Parêquimo-vasculares :
De 5,6-11 micra, de disposição al-
terna, tendendo às vêzes para
oposta.
De 5,5-12 micra, de disposição
alternada.
De 5,6-11 micra.
Radio-vasculares:
j D e 12-16 micra.
2 3
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0 11 12 13 14
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cm
Mimosa caesalpiniifolia
1
Mimosa laticifera
PARÊNQUIMA AXIAL
Diâmetro máximo das células:
De 10-35 micra (até 62 micra nas
células epivasculares) .
De 18-54 micra (até 108 micra nas
células epivasculares).
Séries
De 140-350 micra; células freqüen-
temente fusiformes.
De 280-308 micra; freqüentemen-
te células fusiformes e bicélulares.
RAIOS:
Largura:
De 5-28 micra, com 1-3 células,
f reqüentemente bisseriados .
De 10-54 micra, com 1-4 célula^,,
freqüentemente 3-4 células.
FIBRAS:
Tipo:
Homogêneas na grande maioria.
Fibras freqüentemente pouco le-
nhificadas, sôbre tudo no limite
do lenho tardio.
Heterogêneas na imensa maioria,
simulando às vêzes células de pa-
rênquima.
De 0, 612-1, 230mm.
Comprimento:
De 0,800-l,00mm.
CASCA:
I
Externa:
Relativamente fina, cêrca de 5 mm
de espessura, constituída por duas
partes; uma porção interna ma-
cia de côr esbranquiçada com
cêrca de lmm de espessura, dire-
tamente em contacto com o câm-
bio pela face interna. A casca
externa com aproximadamente
4mm de espessura, é constituída
sôbre tudo de suber que se des-
prende regularmente em peque-
nas placas.
Formada de tecidos moles (ele-
mentos condutores, células com-
panheiras e parênquima axial)
e de esclerênquima (fibras de pa-
redes nitidamente espessadas) do
liber secundário.
Relativamente espêssa formando
ritidoma típico. Consta de duas
partes: uma interna de côr parda,
dura, bastante distinta pela colo-
ração e largura uniforme, com
aproxidamente 2 mm de espessu-
ra. Camada externa suberosa. com
10 mm de espessura, macia e de
côr cinza ou parda avermelhada,
freqüentemente rosada, e nitida-
mente estratificada.
Idem, idem.
Interna:
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Mimosa laticifera
cm
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Mimosa caesalpiniifolia
Faixas de
D e 42-140 micra com 6-14 células
de largura.
Faixas de
De 28-42 micra de largura com 3-6
células. As vêzes muito longas por-
que células do raio a seu nível fre-
quentemente se escLerosam pas-
sando a integrar as ditas faixas.
II ■
tecidos moles:
De 28-98 micra com 3-6 células de
largura.
esclerênquima:
De 42-70 micra de largura com 3-6
células. Faixas curtas tangencial-
mente porque sempre limitadas
pelos raios do liber
8. ESTRUTURA DA FÔLHA
Mimosa caesalpiniifolia
FÔLHA DE SOL (fig. 10)
EPIDERME — é constituída de células dispostas em uma só camada
(uniestratlficada) , apresentando em seu interior conteúdo de natureza
tanóide evidenciado que foi pela reação microquímica com auxílio do
bicromato de potássio a 3%. A parede periclínea externa da epiderme
Superior tem uma espessura de cêrca de 4 micra. Suas células são de
se Ção poligonal-plano-convexas. Na direção anticlínea medem aproxima-
damente 11 micra e na periclínea cêrca de 13 micra Na epiderme inferior as
células possuem parede externa ainda mais fina, com cêrca de 2 micra de
espessura. A seção de suas células é mais ou menos semelhante à da
epiderjne superior, medindo aproximadamente 9 micra na direção anti-
cl ínea «11 micra na periclínea.
As células da epiderme superior do limbo são mais ou menos unifor-
mes - medindo cêrca de 17 micra na direção anticlínea, e aproximadamente
3 micra na periclínea. A espessura da parede periclínea externa é de
a Proximadamente 3 micra. Em algumas células encontramos conteúdo
tanóide.
As células da epiderme inferior do limbo são de seção planoconvexa,
revestidas por uma parede externa muito delgada e bastante sinuosa.
Ua espessura é de cêrca de 1 micron. Suas células, na direção anticlínea
m cdem aproximadamente 12 micra e na periclínea 17 micra . Seu conteúdo
e se melhante ao das células da epiderme superior.
NERVURA PRINCIPAL — A nervura principal em seção transversal
e em a forma plano-convexa. É constituída por 2 feixes desiguais, o maior
xposto na face dorsal com seus elementos orientados normalmente; o 2.°
Pmito menor situado na face ventral tem seus elementos orientados de
odo inverso ao normal. Sôbre esta nervura as epidermes apresentam a
are de externa um pouco mais espêssa, de acordo com o quadro an e xo.
SciELO/JBRJ
cm
— 18 —
PARÊNQUIMA — na face dorsal é formado por 3-4 camadas de células
heterodimensionais apresentando meatos intercelulares; a camada sube-
pidérmica é geralmente constituída de células menores, cujas paredes
apresentam às vêzes levemente mais espessas. Na ventral notamos que as
células da paliçada ao penetrarem na nervura central modificam-se tor-
nando-se isodiamétricas, dispondo-se em 3 camadas que afinal se reduzem
a uma ou duas; a parte mediana desta face apresenta, em geral, uma
fileira de células incolores subepidérmicas com 4-8 elementos.
ESCLERÉNQUIMA — apresenta-se muito desenvolvido recobrindo a
região liberiana dos feixes; suas paredes são lenhificadas e espessadas
inclusive nos ângulos.
LIBER — desenvolvido em ambos os feixes com seus elementos ca-
racterísticos: tubos crivosos, células companheiras, célula de parênquima.
Uma peculiaridade anatômica importante é a presença no liber de lati-
ciferos, de contorno circular ou oval com diâmetro bem maior que os do
próprios elementos do lenho. O diâmetro máximo dos laticíferos é em
média de 32 micra. Seu número é naturalmente maior no feixe dorsal
onde contamos nos especimens examinados 14; e o feixe ventral apre-
senta de 4-5 dêsses elementos.
LENHO — pouco desenvolvido, formado por 3-4 elementos dispostos
em fileiras radiais de seção poligonal ou subcircular no feixe dorsal, de
paredes pouco lenhificadas. Entre êsses elementos encontram-se células
radiais e de parênquima.
No feixe ventral o lenho é muito menos desenvolvido, apresentando
inclusive disposição irregular dos seus elementos, cujos diâmetros são com
frcqüência reduzidos a ponto de serem essas células confundidas com as
do esclerénquima (Fig. 11) .
Entre as porções lenhosas dos 2 feixes observam-se com freqüência
células de paredes pecto-celulósicas pequenas dispostas em uma ou duas
fileiras.
As nervuras secundárias, mostram além dos elementos condutores e
de um ou mais laticíferos um revestimento de esclerénquima constante
na face inferior, junto ao liber; e células condutoras parenquimátlcas que
com freqüência se prolongam em direção as epidermes, sobretudo a su-
perior que a seu nível pode apresentar uma ligeira depressão.
Nas nervuras menores desaparece o esclerénquima, permanecendo ape-
nas a bainha de parênquima condutor, ao mesmo tempo que se reduzem
os elementos condutores e desaparecem os laticíferos.
MESÓFILO — o mesófilo é constituído sobretudo de células paliçá-
dlcas, sendo que sob a epiderme inferior além de células pallçádicas
curtas, também se encontram células cúbicas ou isodiamétricas, separadas
por meatos.
SciELO/ JBRJ
.0 11 12
cm
— 19 —
Sob a epiderme superior encontram-se um parênquima paliçadico tí-
Pico, constituído por 2 camadas de células. A primeira camada de células
é formada ordinariamente de elementos mais altos.
Sua espessura total é 56 micra que corresponde aproxidamente a 2/3
da espessura do mesófilo. A primeira camada de células é constituída ge-
ralmente de elementos mais altos.
Sob a epiderme inferior há 2-3 camadas de células separadas por
meatos conspícuos, entre os quais se encontram elementos do tipo pali-
Çádico, combinados com outros isodiamétricos, de forma variável.
Separando as duas porções do mesófilo observam-se elementos incolo-
res, possivelmente aquíferos.
FOLHA DE SOMBRA: As feições estruturais são as mesmas do caso
anterior, com as seguintes diferenças: a espessura do limbo é bem menor
Que a anterior, alcançando cêrca de 90 micra. Quando à estrutura, o pali-
Çádico é constituído de 1-2 camadas de células; é nitidamente distinto
do parênquima lacunoso, formado de elementos isodiamétrico de forma
variável, dispostos em geral em 1-2 camadas. Cf. quadro comparativo da
estrutura foliar.
Mimosa laticifera
Sómente folhas de sol puderam ser investigadas.
EPIDERME — é constituida de células dispostas em uma só camada
(uniestratificada), apresentando em seu interior conteúdo tanóide. A
Parede periclínea externa da epiderme superior tem a espessura aproxi-
mada de 7 micra. Suas células são de seção plano-convexa, medindo na
direção anticlinea cêrca de 14 micra e na periclínea cêrca de 18 micra.
Na epiderme inferior suas células são menores que as da superior, de
seção plano-convexa e com a parede externamente delgada, espessura
cêrca de 4 micra. Apresentam na direção anticlinea cêrca de 6 micra e
ha periclínea medem aproxidamente 14 micra .
As células da epiderme superior do limbo são de seção poligonal ou
a rredondadas, apresentando conteúdo tanóide muito abundante. A parede
externa mede aproximadamente 7 micra. Suas células medem aproxima-
damente 22 micra na direção anticlinea e 24 micra na periclínea.
As células da epiderme inferior são dotadas também de conteúdo
a nóide, são menores que as da superior; apresentam superfície livre (face
Periclínea externa) convexa, e revestidas de paredes relativamente delga-
35 COm cêrca de 1 micron. Na direção anticlinea medem cêrca de 15 micra
e na periclínea 13 micra.
NERVURA PRINCIPAL — em corte transversal tem a forma plano-
convexo. é constituída por 3 feixes desiguais: 1 dorsal maior, 1 ventral
um pouco menor, e um outro mediano bem reduzido. O feixe dorsal
e 0 mediano apresentam seus elementos orientados normalmente enquanto
que o ventral os apresenta inversamente.
PARÊNQUIMA — Na face dorsal é formado por 3-4 camadas de cé-
ulas heterodimensionais apresentando meatos intercelulares, na ventral
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 20 —
apresentam 2-3 camadas. Envolvendo o esclerênquima notamos uma ca-
mada de células contendo cristais de oxalato de cálcio.
ESCLERÊNQUIMA — muito desenvolvido recobrindo a região liberiana
dos feixes externos, interrompendo-se próximo ao limbo. Suas paredes são
lenhificados e espessadas inclusive nos ângulos.
LÍBER — muito desenvolvido em todos os feixes, com seus elementos
característicos, tubos crivosos, células companheiras, células de parên-
quima. Uma peculiaridade anatômica importante é a presença no liber
de laticifercs de contorno circular ou oval com diâmetro bem maior que
os do próprios elementos do lenho.
O diâmetro máximo dos laticíferos, é em média de 58 micra. Exami-
nando-se vários especimens contamos no feixe dorsal 18 laticíferos, no
ventral 12 e no mediano de 4-5 dêsses elementos.
LENHO — formado por 3-4 elementos dispostos em séries radiais de
seção subcircular ou oval. Encontramos entre èsses elementos células ra-
diais, e de parênquima.
Os elementos lenhosos da face dorsal e ventral são razoavelmente de-
senvolvidas, sendo que os da dorsal apresentam suas paredes mais espessa-
das e lenhificadas, enquanto que os das medianas são reduzidos.
As nervuras secundárias, mostram além dos elementos e de um ou
mais laticíferos um revestimento de esclerênquima constante na face infe-
rior, junto ao liber; e células condutoras parenquimáticas que com íre-
qüéncia se prolongam em direção as epidermes, sobretudo a superior que a
seu nível pode apresentar uma ligeira depressão.
Nas nervuras menores desaparece o esclerênquima, permanecendo
apenas a bainha de parênquima condutor, ao mesmo tempo que se reduzem
os elementos condutores e desaparecem os laticíferos.
MESÓFILO — é constituído de células paliçádicas, dispostas sob as
duas epidermes, mas de tal modo que sob a superior há quase sempre 3
camadas (2-4) das quais a primeira é constituída de elementos muito
altos (células paliçádicas típicas), medindo o seu conjunto cêrca de 3/4
da espessura total do mesófilo, sob a inferior há somente uma camada (às
vêzes duas) de células paliçádicas separadas com íreqüência por meatos
conspícuos.
Entre as duas porções de mesófilo ocorrem as nervuras e suas rami-
ficações bem como células incolores, possivelmente aquíferas.
Sóbre as relações anatômicas desta espécie com M. caesalpiniifolia,
veja o quadro comparativo anexo, no qual as colunas designadas com SOL
e SOMBRA referem-se a esta última.
SciELO/JBRJ
0 11 12 13
cm
QUADRO COMPARATIVO DA ESTRUTURA FOLIAR
SOL
SOMBRA
M. LATICIFERA
EPIDERME
NERVURA
MEDIANA
12 micra
12 micra
16 micra
SUPERIOR
LIMBO
20
15.5
23
EPIDERME
NERVURA
MEDIANA
10
10,5
10
INFERIOR
LIMBO
14,5
8,5
14
NERVURA
MEDIANA
SUPERIOR
4
*>
7
PAREDE EXTERNA
INFERIOR
2
O
4
DA EPIDERME
LIMBO
SUPERIOR
3
1,5
7
INFERIOR
1 micron
1 micron
1 micron
PALIÇADA
56 micra
31 micra
86 niicra
LACUNOSO
23
19
25
CÉLULAS PALIÇADICAS
34
35
48
LIMBO
124
90
170
ESPAÇAMENTO VENOSO
46
101
73
NUMERO DE ESTOMATOS
270 mm 2
220 mm 2
329 mm2
SciELO/JBRJ
14 15 16 17 18 19 20
— 22 —
RESUMO E CONCLUSÕES
O estudo anatômico do lenho secundário, casca e folhas de Aí. cae-
salpiniifolia (caatinga) ê de Aí. laticifera (cerradão) mostra que as duas
espécies são bem distintas.
O seguinte sumário esclarece tais diferenças:
Mimosa caesalpiifolia Mimosa laticifera
CASCA
Relativamente fina, cêrca de 5
milímetros de espessura. É cons-
tituída sôbre tudo por suber que
se desprende em pequenas placas.
Relativamente espêssa, formam
do um ritidoma típico.
LENHO SECUNDÁRIO
Madeira duríssima e pesada.
Albumo estreito (cêrca de lcm).
Cerne distinto e de côr róseo.
Textura relativamente fina. Sem
vasos geniculados. Fibras homo-
gêneas quase sempre. Camadas
ae crescimento nítidas.
Madeira relativamente dura e
de pêso médio. Alburno espêsso.
Cerne distinto e de côr róseo. Tex-
tura média. Com vasos genicula-
dos. Fibras heterogêneas, simu-
lando às vêzes células de parên-
quima. Não ocorrem camadas de
crescimento nítidas.
FÔLHA
Apresenta estrutura mesomórfi-
ca característica: cutícula multo
mais delgada, esclerênquima me-
nos desenvolvido e parênquima
paliçádico menor.
Apresenta estrutura xeromórfi-
ca típica: cutícula grossa, escle-
rênquima bem desenvolvido, pa-
rênquima paliçádico amplo com
2-3 camadas: indumento piloso
evidente. Epiderme inferior papi-
losa.
No que diz respeito a estrutura dos folíolos, confirmam-se os resul-
tados de Ferri (3) , segundo as quais as espécies lenhosas do Cerrado
apresentam, c m grau muito mais elevado, as características estruturais
ditas “xeromórficas”. Também se confirma as conclusões de Wylle (6),
que indicam ser o espaçamento venoso tanto maior quanto menos exposta
está a fôlha.
BIBLIOGRAFIA
1) Castro, O. de Oliveira — Emprêgo da ocular interferencial de Françon
no exame de réplicas de material biológico.
Rev. Bros. Biolog. Rio de Janeiro, 21(4) :467-
470. 1961.
2) Dop, P. et A. Gautie, — Manuel de Technique botanique . Histologie et
Microbie végétales, édit. J. Lamarre, Paris.
1928.
3) Ferri' M. G. — Contribuição ao conhecimento da ecologia do cerrado
e da caatinga. Estudo comparativo da economal dá-
gua e sua vegetação. Tese. SPaulo, 1955, 170p.p.
SciELO/ JBRJ
cm
— 23 —
4) Kribs, David A. — Salient lines of Struturae especialization in the
Woods, Rays of Dicotyledons. Botanical Gazette,
96(3) : 547-557. 1935.
5) Rlzzini, C. Toledo & A. de Mattos Filho — Mimosa laticifera n. sp.
Leguminosae latescente do carradão. Arq. do Jard. Bot., Rio
de Jan. vol. XVIII: 73-85 1962-1965.
6) Wylíe, R. B. — Differences in foliar organization among leaves from
four location in the crown of an isolated, tree ( Acer
platanoides) . Proceed. Iowa, Acad. Sciences, 56:189-
198, 1949.
AGRADECIMENTOS
Os nossos sinceros agradecimentos ao Dr. F. R. Milanez, pela colabo-
ração na revisão do estudo anatómico. À bolsista do CNPq. e a estagiária
da Seção de Botânica Geral, Maria da Conceição Valente pelo auxílio que
nos prestou na parte técnica e descritiva do estudo da fôlha. Tomamos
extensivos nossos agradecimentos aos técnicos de laboratório: W alter dos
Santos Barbosa e Valter Mateus dos Santos, pela execução das preparações
microscópicas. Ao Dr. Inael Máximo da Silva, chefe do Horto Florestal de
Paraopeba (MG) agradecemos pelas facilidades concedidas na coleta do
material.
SUMMARY
I
The Author study the anatomy of Mimosa laticifera Rizz. et Mattos
a nd M caesalpiniifolia Benth. The occurrence of latex in the new bran-
ches and folioles of both species is confirmed. The íirst especies occurs
in the "carrado” (Paraopeba M. Gerais) and the second in the “caatinga”
< State of Maranhão and North of Minas Gerais), The study involved
specimens of sunny and shadowy places and contains a taxonomlc chara-
cterazition, explanation of technique and plant material studied, its ha-
bitats, uses, general properties, macro and mlcroscopic characters and
two comparatives tables.
The two species proved, to be distinct. M. caesalpiniifolia has córtex
5mm, thick, malnly suberous, easily detached the secundary wood is hard
a nd heavy, with geniculate vases, fiber almost always homogeneous and
evident growth layers. The leaf is mesomorphic in nature, with a thin
cuticle. The sclerenchyma less developed and palisade parenchyma are
shorter than the ones of M. laticifera.
. M. laticifera has the córtex relatively thick, with typical rythidoma,
the secondary wood relatively hard and heavy, thick albumum geniculate
ve ses, heterogeneous íibers, sometimes looking like parenchyma cells end
no evident growth layers. The leaf has a thlcy cuticle, sclerenchyma
weli developed, large palisade parenchyma and papilose inferior epider-
mis.
The folioles, as stressed by Ferrl (3) are xeromorphic ln nature in
the species of th “cerrado”. Wylie (6) coníirms this point saying that
the intervenose spaces are larger in the leaves less exposed.
SciELO/JBRJ
0 11 12 13 14
cm 1
i K . i _ Fòlha; A: Mimosa caesalpinii/olia Bcnth. e B: Mimosa latici/era Hizz. et. Matt
SciELO/JBRJ
cm
SciELO/JBRJ
Fig. 4 — Aspecto da casca: A: Mimosa caesalpinii/olia Benth e B: Mimosa latici/era Rizz. et Matt.
SciELO/JBRJ
cm 1
Fig. 5 — Aspecto macrográfico da seção tranversal do
lenho (10x): A: Mimosa caesalpinii/olia Benth e B :
Mimosa latia] era Rizz. et Matt.
Fig. 6 — SeçSo transversal do lenho (50x) : A: Mimosa caesalpiniifolia Benth c B: Mimosa latici/era Rizz. et Matt.
cm ..
Fig. 8 — Seção transversal da casca, mostrando tecidos moles de pare-
des delegadas, alternados com fibras esclerenquimáticas de
paredes extremamente espessadas, dispostas em faixas tan-
genciais. <125x); A: Mimosa caesalpiniifolia Benth. e B: Mi-
mosa latici/era Benth.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Fig. 9 — Seção tangencial mostrando “vasos genicu-
lados", onde se observa uma perfuração com
paredes radiais indicada pela seta. (125x).
SciELO/JBRJ
cm
S. 10 Seção transversal dos follolos. A: íôlha de sol de Mimosa caesalpiniifolia
Benth.; B: íólha de sombra da mesma; C: fôlha de sol de Mimosa
tatici/era Rizz. et Matt.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
Fig. 11 — Seçào transversal da nervura principal de Mimosa caesalpinii/olia
Benth. íormada por trés feixes desiguais, sendo o mediano multo
reduzido. No liber numerosos laticíferos com diâmetro bem maior
aue os elementos do lenho <150x).
SciELO/JBRJ
0 11 12 13 14
Fig. 12 — Seção transversal de nervura principal de Mimosa laticifera Rizz. et
Matt. formada por dois feixes desiguais. No liber encontram-se nume-
rosos laticíferos com diâmetro bem maior que os elementos do lenho
(150x)
cm
SciELO/JBRJ 1
cm
CONTRIBUIÇÃO AO CONHECIMENTO DA TRIBO
APODANTHEA R. Br. PARTE I — CONSPECTO
DAS ESPÉCIES ( RA FFLES1A CEA E ) .
Ida de Vattimo
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
É o presente trabalho um esforço no sentido de apresentar uma re-
yisão e atualização da tribo Apodantheae R. Br., estabelecida em 1845 por
Robert Brown para os gêneros Pilostyles Guill. e Apodanthes Poit., da
lamilia das Rafflesiaceae. Foi realizado com o auxílio do Conselho Nacio-
nal de Pesquisas, a quem agradecemos.
As modificações taxonõmicas só foram feitas, quando corroboradas
Pelo estudo dos tipos ou de grande cópia de material botânico.
Nesta primeira parte damos um conspecto da tribo e de todos os gêne-
ros e espécies a ela pertencentes. Em trabalhos subseqüentes daremos as
a ?noses de todos os taxa aqui referidos. Também nesta publicação apre-
sentamos chave para Identificação d c subtribos, gêneros e espécies e bi-
uografia completa, sôbre o assunto estudado.
Tivemos a atenção voltada, pela primeira vez, para a família das
Qfflesiaceae, em 1948, quando o Dr. Luiz Emygdio de Mello Filho, então
Pefe da Divisão de Botânica do Museu Nacional do Rio de Janeiro, nos
cumbiu do estudo de uma espécie, por êle determinada como pertencente
a ° Sênero Pilostyles Guill., a qual suspeitava ser nova para a ciência. Êsse
aterial fôra coletado pela primeira vez no Estado do Paraná, em janeiro
e 1948, pelo Prof. Vitor Stawiarski, daquela mesma instituição.
Feita por nós a análise da planta, comprovamos tratar-se de nova
specie, qu e descrevemos como Pilostyles stawiarskii Vattimo, em 1950.
^nda nesse ano estudamos a flor masculina de P. calliandrae (Gardn.)
te r Br '' at ® en * ao desconhecida, cuja descrição enviamos ao Congresso In-
V i n ^ aciona l de Botânica, realizado em Paris em 1954. Simultâneamente
lo am ° S procedendo a pesquisas também sôbre Apodanthes Poit. Em
d 3 ’ apre sentamos como tese para o Concurso para provimento do cargo
trib NatUraliSta do Minlst ' 6río da Agricultura, um estudo prévio sôbre a
Posit Recebend ° em 1952 > em comunicação, os tipos que Se achavam de-
Nov 1(108 na Universldade de Utrecht e nos Jardins Botânicos de Kew e
sôbr 1 York * ternos oportunidade de aprofundar nossos conhecimentos
e o grupo e concluir o trabalho, que ora apresentamos. Em 1955 publi-
Enírnif, C° n s«lho Nacional de Pesquisas.
gUe Para publicação em 18-7-66.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 38 —
camos em Taxon IV:9, a transferência da Seção Berlinianche Harms do
gênero Pilostyles para a categoria genérica.
Foram por nós examinadas tôdas as coleções de que se tem notícia,
exceto a do British Museum, que se acha em estado precário, segundo
informação, por carta, da Diretoria daquela Instituição. As coleções do
Museu de Berlim e de Viena, depositárias, a primeira dos tipos de Pilos-
tyles ulei Solms-Laub. e P. goyazensis Ule e a segunda des de Apodanthes
flacourtiae e Pilostyles ingae (Karst.) Hook, í., foram destruídas na guer-
ra passada. Os tipos de P. ulei e P- goyazensis possuem duplicatas no Mu-
seu Nacional do Rio de Janeiro e nos foi possível designar lectótipos.
Quanto a P. ingae e A. flacourtiae, só restam delas a diagnose e a estampa
de Karsten.
Muito pouco se poderá oferecer de progresso no estudo dêstes para-
sitas, enquanto as coleções forem tão precárias. A escassez de material
nos herbários não permite uma análise da variação individual dentro de
cada espécie e de espécie para espécie, nem analisar os fatores por ela
responsáveis, procurando determinar até que ponto ela é devida ao meio.
à genética ou à fisiologia. Só nos foi possível o exame de grande número
de flôres para Pilostyles stawiarskii Vattimo, da qual examinamos 118
flores femininas e 104 masculinas. Nosso trabalho para as espécies estran-
geiras baseou-se no exame de cêrca de três, no máximo cinco flôres, tal
a ezeassez e estado precário do material recebido em comunicação. As
melhores coleções são as do Botanisch Museum de Utrecht, do New York
Botanical Garden e do Museu Nacional do Rio de Janeiro.
A distinção entre as espécies de Pilostyles Guill., faz-se apenas pelo
número de séries de anteras e torna-se um problema diferenciá-las quando
não se tem à mão flôres masculinas, ou quando nestas já se deu o rom-
pimento das anteras. Ocorre ainda o fato de às vêzes, uma ou mais séries
abortarem, dando a flor a impressão de possuir menos séries de anteras.
Em um espécime encontramos apenas meia série, sendo impossível iden-
tificá-lo. A determinação, quando falham os caracteres morfológicos, é
feita levando-se em conta o gênero ou a espécie do hospedeiro, mas êste
critério também é falho. É dificil distinguir as espécies pelos hospedeiros,
porque na maioria dos casos êstes não foram identificados com segurança,
por falta de material botânico completo. Também a insuficiência das
diagnoses é um óbice ao melhor esclarecimento desta tribo. Basta citar
o caso das diagnoses originais de P. ulei e P. goyazensis, que quase podem
ser superpostas. Não é possível redigir uma diagnose precisa com base em
um reduzido número de flôres, pois não se pode levar em conta as varia-
ções individuais.
A impossibilidade de realizar trabalhos experimentais, tais como a
infestação artificial, após determinados com segurança os hospedeiros, nos
impede de provar, de modo indubitável, se as espécies atuais, que atacam
um mesmo gênero ou mais de um, são na realidade variedades de uma
mesma espécie ou constituem de fato espécies distintas.
Estamos certos de que o estudo do grupo, em outros setores alheios
à morfologia, trará modificações muito grandes ao presente trabalho.
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 1
cm
— 39 —
Só o futuro poderá responder-nos se pode ser aplicada à tribo Apodantheae
R. Br. a frase de Huxley; The new Systematics : 5. (1940): “Where expe-
rimental analysis has been undertaken it has, in the great majority of
cases, confirmcd the validity of the morphological criterion (especially
icith the geographical one) as a firm basis for minor Taxonomy
MORFOLOGIA
O grupo é constituído por ervas parasitas, que cresc e m em raízes,
ramos e caules de outras plantas, seu corpo quase completamente dentro
do hospedeiro.
A parte vegetativa da planta é representada unicamente por ramifi-
cações haustoriais, difundidas por sob o córtex do hospedeiro.
Neste capítulo estudaremos, de modo sucinto, as partes constitutivas
das flores de Apodantheae R. Br.
A flor feminina é globosa, ovóide ou elipsóide, em sua maior parte
constituída pelo ovário unilocular, cercado por três verticilos de peças
florais, os dois inferiores de sépalas ou tépalas (conforme o gênero) e o
superior constituído por pétalas ou tépalas (conforme o gênero) , todos
de disposição periginica. A parte superior do ovário estreita-se para cima,
at é atingir o estilete crasso, cônico ou cilíndrico, às vêzes subnulo. de ápice
cônico ou arredondado, onde pode apresentar sulcos. Na parte subapical
do estilete fica o estigma anular ou, segundo alguns, tôda essa parte é
cstigmática. A parte superior do ovário, que se estreita até o estilete, não
e coberta pelos elementos do perianto ou perigònio e constitui uma espé-
cie de disco carnoso, plano, côncavo ou convexo, que às vêzes parece um
simples prolongamento do estilete.
A flor masculina apresenta um receptáculo carnoso, que pode ser
uiaciço ou òco, cercado pelos elementos do perianto ou perigònio, dispos-
tos periginicamente, como na flor feminina. No lugar do estilete apresenta
Urn a coluna anterííera. A parte superior do receptáculo, que não é coberta
Pelos elementos do perianto ou perigònio, como na flor feminina, forma
Um disco carnoso que pode ser depresso, plano ou convexo, no centro do
dual fica a coluna que suporta as anteras, dispostas anularmente de 1 a
4 séries. Esta coluna parece corresponder a filetes de estames soldados
'Van Tieghem, 1898). Há flores em que a coluna é ôca, ccm as anteras
n ° bordo superior, dispostas em anel (Berlinianche ) , havendo uma segun-
da coluna para dentro dela, encimada por um pileo, em cujo bordo se
dispõem pêlos glandulares. Em outras flóres a coluna externa e interna
são soldadas, ficando as séries de anteras abaixo do pileo, cercado de
peios glandulares A coluna interna talvez corresponda ao estilete e estigma
abortados.
Damos a seguir um conspecto geral sóbre a tribo, abordando as sub-
tribos, gêneros e espécies.
SciELO/JBRJ ^ 12 13
— 40 —
A tribo Apodantheae R. Br. foi estabelecida por Robert Brown em 1845
para os gêneros Apodanthes Poit. e Pilostyles Guill., ambos de ílôres
unissexuais.
O gênero Apodanthes Poit. (ílôres femininas de A. caseariae ) foi des-
crito em 1824 e, até a presente data, atribuem -se-lhe quatro espécies:
A. casearide Poit., A. Jlacourtiae Karst,, A. surinamensis Pulle e A. tri-
bracteata Rusby. As flores masculinas foram descritas para a espécie
Apodanthes caseariae Poit. (Vattimo, 1956).
Pilostyles Guill. descrito em 1834. tem seu tipo na espécie P. berterii
Guill. (ílôres masculinas), coletada por Bertero no Chile. As ílôres femi-
ninas foram coletadas pela primeira vez por Bridges. também no Chile.
Harms (1935) dividiu o gênero em três Seções:
1 — Sectio Eupilostyles Harms, englobando a maioria das espécies.
2 — Sectio Astragalanche Harms, com uma única espécie: P. haussknechtii
Boiss. da Síria e da Pérsia.
3 — Sectio Berlinianche Harms. com duas espécies africanas.
O fato de a Seção Berlinianche Harms distinguir-se extraordinaria-
mente das outras pelo androceu, levou-nos a considerá-la como de cate-
goria genérica (Vattímo 1955).
Nas espécies de Pilostyles Guill. das outras duas Seções, em que o
androceu é conhecido, êste se apresenta como uma peça única, constando
de uma coluna cilindrácea, encimada por um pileo, provida de pêlos
glandulosos na margem; abaixo do pileo inserem-se as anteras em duas,
três ou quatro séries. Nas duas espécies da Seção Berlinianche Harms
(por nós elevada à categoria genérica), a coluna masculina, una em pe-
quena extensão na parte basal, para cima divide-se nitidamente em duas
peças: a) uma interna maciça, cilindrácea, encimada por um pileo em
cujo bordo se encontram pêlos glandulosos; b) uma externa em forma de
cilindro ôco, cercando a interna, suportando no bordo anular apical uma
série de anteras. Provavelmente a interna corresponde a um gineceu abor-
tado e a externa a filetes de estames soldados.
A diferença entre as peças do verticilo superior correspondente ao peri-
gônio e ao perianto, de Pilostyles Guill. e Apodanthes Poit. respectivamente,
levou os autores a considerá-los gêneros à parte, apesar de desconhecerem
completamente as ílôres masculinas de Apodanthes. Enquanto neste gê-
nero as peças do verticilo superior se apresentam petaliformes e diferentes
em natureza, das dos outros verticilos, em Pilotyles Guill. apresentam-se
da mesma consistência das dos outros verticilos. Dêsse modo, em Apo-
danthes Poit. temos dois tipos de peças constituindo um perianto, com
cálice e corola; em Pilostyles Guill. temos, de um modo geral um perigônio
constituído de tépalos.
Também o tipo de inserção dos elementos do verticilo superior difere
nos dois géneros. Enquanto em Apodanthes as peças petaliformes são
aderentes ao receptáculo ovariano por pequeníssima zona circular basal,
e, pela queda, deixam no lugar de inserção cicatriz puntiíorme; em Pilos-
tyles elas aderem ao ovário por uma larga parte basal, não sendo caducas.
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Ao descrever pela primeira vez as flores masculinas de A. caseariae
p oit., constatamos que as mesmas são semelhantes às de Pilostyles Guill.,
apresentando o androceu numa só peça, que corresponde à soldadura das
duas peças do gênero Berlinianche (Harms) Vattímo.
Como manter constituindo Seção de Pilostyles as duas espécies afri-
canas, que apresentam o androceu em duas peças tão características, sendo
Apodanthes e Pilostyles considerados separados apenas pela diferença
das peças do Verticilo superior, num caso corolíneo, noutro perigonial?
Assim, em 1955, elevamos a Seção Berlinianche Harms à categoria de
gênero, pelos motivos abaixo:
1 — A grande diferença entre o androceu de um lado de Apodanthes Poit.
e das duas Seções do gênero Pilostyles Guill., Eupilostyles Harms e
Astragalanche Harms e do outro da Seção Berlinianche Harms.
2 — A localização geográfica das espécies da Seção Berlinianche Harms
na África, enquanto as espécies de Pilostyles Guill. das outras Seções
se encontram na América, com exceção de uma no Oriente (a única
de Seção Astragalanche) .
3 — O parasitismo do gênero Berlinia Soland., que só ocorre na África
pelas espécies de Berlinianche.
4 — O fato de Apodanthes Poit. e Pilostyles Guill. haverem sido conside-
rados gêneros separados apenas pela diferença de morfologia do
verticilo superior, que nos levou a não julgar acertado o abandono
caráter aifenrenciativo de tão grande importância como é a morfo-
logia do androceu.
Como Apodanthes Pcit. e Pilostyles Guill., apesar de apresentarem
QHerenças nas peças do verticilo superior, possuem o androceu em uma
pe ça única, designamos para ambos a subtribo Apodanthinae Vattimo, de
acòrdo com o art. 19 do Código Internacional de Nomenclatura (1961),
Congresso do Canadá) e para o gênero Berlinianche (Harms) Vattimo,, a
subtribo Berlinianchinae Vattimo.
Constituiu-se portanto do seguinte modo a Tribo Apodantheae R. Br.:
* — Apodanthinae Vattimo
1 ' Androceu em uma peça única, na flor masculina:
a — Verticilo superior provido de peças petalóides
aderentes ao ovário (flor íem.) ou ao receptá-
culo (flor masc.) por pequena extensão basal,
caducas, deixando no lugar de inserção cica-
trizes Apodanthes Poit.
b — Verticilo superior provido de tépalas aderentes
ao ovário (flor íem.) ou ao receptáculo (flor
masc.) por uma larga parte basal, persistentes Pilostyles Guill.
11 ~~ B . erlinían chinae Vattimo
Ancroceu em duas peças, a interior formada por
uma coluna cilindrácea central, tendo na parte su-
perior um píleo, e outra exterior, com a forma de
tubo òco, cercando a interior e sustentando no
bordo anular superior uma série de anteras Berlinianche
(Harms) Vattimo
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O fato de o gênero Berlinianche (Harms) Vattimo não apresentar a
soldadura das duas colunas do androceu, leva-nos a crer que seja o mate
primitivo de todos.
Passamos a um breve esboço da tribo Apodantheae R- Br. e das duas
subtribos, antes de entrar propriamente na parte de sistemática do grupo.
TRIB. APODANTHEAE R. BR.
Apodanthinae Vattimo
Gen. Apodanthes Poit.
Segundo Harms (1935) êsse nome genérico é derivado do grego apoas
(sem pé) e anthos (flor), com referência à ausência de caule nestes
parasitas. Era êste gênero, até a presente data, conhecido apenas pelas
flores femininas. Examinando material no R encontramos um especirne,
que se acha parasitado por flores de ambos os sexos. Trata-se de exempla,
colhido por J. G. Kuhlmann em 1919, em Mato Grosso, parasitando uma
Casearia Jacq. sp. (Flacourtiaceae) . Êsse material foi por nós determinado
como Apodanthes caseariae Poit. e suas flores masculinas serviram de
base para a primeira descrição das flores dêss e sexo para o gênero, que
publicamos em 1956. , „ .
Também o material 48.879A do U, do qual existe duplicata no NY,
coletado no Estado de Minas Gerais, por Ynes Mexia, possui flores mas-
culinas, mas já com as anteras abertas e o pólen expelido, não permi-
tindo que se tenha uma idéia sóbre o número de séries de anteras. A
primeira vista dá a impressão de possuir uma série, mas em corte longi-
tudinal parece possuir duas. Essa dúvida levou-nos a basear nossa des-
crição no material do R. . , ,
As flores femininas de Apodanthes Poit. sao semelhantes as de PVos-
tyles Guill., diferindo apenas pelo verticilo superior, que no primeiro
gênero é caduco, deixando cicatrizes após a queda, e no segundo persis-
tente. A descoberta das flores masculinas veio corroborar mais uma vez
a semelhança dos dois gêneros, pois em ambos elas apresentam uma
coluna encimada por um píleo, abaixo do qual ficam as séries de anteras.
O único caráter seguro, portanto, para separar os dois gêneros é o verticilo
superior, ora constituído de pétalas, ora de tépalas.
0 gênero Apodantes Poit. descrito em 1824, conta até o presente,
quatro espécies: A. caseariae Poit., A. flacourtiae Karst., A. surinamensis
Pulle e A tribracteata Rusby. A espécie A. flacourtiae parasita de uma
Flacourtiae Comm. sp. é bastante afim de A. caseariae Poit. e o que nos
faz mantê-las separadas é apenas o parasitarem gêneros diferentes. São
provàvelmente variedades de uma mesma espécie. Damos a seguir um
resumo do que se conhece até o presente sóbre as quatro espécies citadas.
1 — A. caseariae Poit., descrita em 1824, quando Poiteau estabeleceu
o gênero. Nesse trabalho êle apresenta a diagnose genérica em latim a
a da espécie em francês, derivando o nome específico do gênero do hospe-
deiro. Cita o material como tendo sido coletado na Guiana Francêsa,
não entrando mais em detalhes quanto á localidade. O seguinte trecho
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(grifos nossos) de seu trabalho nos mostra ter sido êle próprio o coletor:
“Les Casearias sur lesquels j’ai observé les Apodanthes avaient de tíouze
■a vingt cinq pieds de hauteur...”. Mais adiante: “j'ai remarqué que les
arbres qui en nourissaient etaient languissans; un seul avait quelques
íruits qui m’ont servi en determinar le genre”. Quanto ao hospedeiro diz:
"La plante parasite qui fait le sujet de ce memoire se trouve a la Guiane
sur le trone et les gros rameaux d'un arbre appelé par les habitans Petit-
Bois-Gaulette, pour le distinguer d’un autre Bois-Gaulette plus grand qui
est le Casearia macrophylla des botanistes. Le Petit-Bois-Gaulette est aussi
un Casearia voisin ou peut être le même que le C. sylvestris”.
Robert Brown (1844) dá o material como estando conservado em
álcool no P. Recebemos em comunicação a exsicata. Segundo a etiqueta
original foi coletada em Karouany, Guiana Francesa e está depositado
■no P. Examinando-o encontramos apenas uma pétala já caída, de forma
oboval-arredondada. Trata-se de material muito escasso e em estado
Precário, não permitindo um estudo acurado.
Poiteau (1844) dá as pétalas de A. caseariae cemo “corda tae, basi
appendiculatae”. Diz ainda “On ne trouve ni corolle ni étamines dans
oette fleur, mais a une certaine distance au-dessus du cálice, on re-
marque sur 1’endroit ou 1’ovaire se retrecit en style, quatre ecailles alternes
a vec les lobes du cálice, ovales, arrondies superieurement, échancrées en
coeur et prolonguées en petit appendice a la base...”
J. D. Hooker (1873) dá as pétalas oboval-arredondadas, alvas, logo
mbescentes, estreitadas em unha brevíssima. Esta descrição aproxima a
espécie de A. flacourtiae Karst, que é dada como tendo pétalas espatula-
das na diagnose original, mas cuja figura (Karsten 1858) mostra-as obo-
vais.
Solms-Laubach (1878 e 1901) cita material dessa espécie coletado por
Glaziou em Babilônia, Rio de Janeiro, Brasil, em 1869, parasitando Ca -
searia sylvestris Sw. ou espécie próxima. Em 1878 cita também material
coletado em Pao Lagarto, Brasil.
Em 1878 descreve Solms-Laubach a espécie com “foliis perigonialibus
Petaloideis obovato-rotundatís fere subcordatis”, dizendo haver visto exsi-
ca tas de material florifero e frutífero em muitas coleções, tendo observado
frutos maduros no P, conservados em álcool. Sua diagnose da pétala é
intermediária entre a de Poiteau e a de Hooker, pois dá-a como oboval-
o-rredondada e substitui o adjetivo cordada de Poiteau, por sub-cordada.
O tipo das pétalas descritas por Hooker para Caseariae Poit. está
e m desacordo com a diagnose original de Poiteau, que dá as pétalas
cordadas. Como Hooker. Solms-Laubach (êste último afirma ter visto o
tipo) descreve A. caseariae com pétalas oboval-arredondadas. Nós quando
examinamos o tipo achamos uma pétala caída com êsse formato.
2 — A. flacourtiae Karst, foi descrita em 1856, a diagnose abrangendo
somente as ílòres femininas, então únicas conhecidas. Karsten, seu autor,
dá-as com pétalas alvas espatuladas, parasitando uma espécie de Fla-
courtia Comm.
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Solms-Laueach (1878) dá-a também com "foliis perigonialibus peta-
loideis spathulatis”, afirmando ter visto o espécime original no Museu de
Viena, lamentando que o material parasitado estivesse completamente
destituído de flores apresentando apenas as cicatrizes das mesmas. O
mesmo autor em 1901 dá-as como “tepalis spathulatis”. O único material
citado na literatura como pertencente a essa espécie é o de Karsten, cole-
tado em Choroni, Ven e zuela, que serviu de base a diagnose original.
Êsse material se achava depositado no Museu de Viena e foi destruído-
pela guerra.
Karsten (1858, tab. 65) dá um desenho de pétala, que pela figura nos
parece mais oboval que espatulada. É muito afim de A. caseariae Poit.,
distinguindo-se talvez somente por parasitar um gênero diferente de hos-
pedeiro .
3 a. surinamensis Pulle, foi descrito em 1909. tendo Pulle baseado
sua descrição em material coletado no Rio Marowijne, Guiana Holandesa
O tipo acha-se no U e sua etiqueta nada esclarece sôbre o hospedeiro.
No entanto carta de Julho de 1951 do Dr. F. P. Jonker informou-nos que
a Dra. E. A. Mennega. da Universidade de Utrecht, estudando a madeira
do hospedeiro concluiu tratar-se de uma espécie de Flacourtiaceae, pro-
vavelmente Casearia Jacq. ou Banara Aubl.
Examinando o tipo (coletado por Versteeg), não conseguimos ver as:
peças do verticilo súpero. O verticilo infero se insere muito abaixo do
mediano. Os óvulos são muito pequenos e não conseguimos vê-los dis-
tintamente. O ápice da coluna apresenta-se aplanado e não não íci
possível saber se esta é sua forma ou se assim se apresentava por haver
sofrido compressão durante o processo de herborização. As cicatrizes que
ficam depois da queda do verticilo súpero apresentam uma orla saliente.
Também foi por nós estudado material do U, coletado em Surinã por
Gongrijp c Stahel em 1923. O habitus é semelhante ao de surinamensis.
as cicatrizes iguais às do tipo. O ápice da coluna entretanto não se apre-
senta achatado como no tipo, mas esférico. Só numa flor o achamos
achatado. Não encontramos as pétalas do verticilo súpero. Determinamos
o material como surinamensis com base no tipo de cicatriz orlada.
4 a. tribracteata Rusby — descrita em 1920 tendo o autor baseado
sua diagnose em material coletado na Bolívia, próximo a Inglis InglLs, em
1902, por R S. Williams. Êsse material acha-se depositado no NY e foi
por nós desenhado. As pétalas do verticilo súpero já haviam caído, fican-
do apenas como sinal de sua existência cicatrizes puntiformes. Esta espé-
cie apresenta as flores de maior tamanho da tribo e têm como principal
característica a presença de três brácteas no verticilo infero.
5 a. matogrossensis Vattimo — consideramos espécie nova o ma-
terial do R n.°53076 coletado por J. G. Kuhlmann em Mato Grosso para-
sitando espécie de Casearia Jacq. Apresenta pétalas obovais e suas ílòres
masculinas serviram de base para descrição das ílòres dêsse sexo para o
gênero. É próxima de A. Jlacourtiae diferindo pelas ílòres subglobosas ou
ovóides e as pétalas não patentes, adpressas ao disco em tômo do estilete.
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De A. casearíae difere pelas pétalas não apendiculadas na parte mediana
basal.
6 — A. mínarum Vattimo — Em meados de 1952 recebemos em comu-
nicação material de U e entre o mesmo encontramos um exemplar n.°
48.879A, coletado em Minas Gerais, por Y. Mexia, em 1930, determinado
como A. casearíae. As pétalas dêsse exemplar apresentam-se diferentes
das dadas por Poiteau para casearíae. Não são cordadas, mas orbiculares,
ou melhor, irregularmente orbiculares, com uma expansão inferiormente
em um dos lados. São portanto, de base assimétrica uma ou outra pétala
apresentando-se simétrica, truncada na base. As brácteas inferiores do
material de Mexia podem apresentar três lobos no ápice, o que também
se pode observar no desenho de A. casearíae dado por Poiteau. Conside-
ramos esta espécie nova.
7 — A. panamensis Vattimo — Há no NY material coletado na Ilha
de Barro Colorado, zona do Canal do Panamá, por Woodson e Scherry em
1940, que foi determinado como A. Jlacourtiae (Karst.) Hook. f. 5 mas cujo
exame das pétalas mostrou-as quase orbiculares ou ovato-orbiculares e
não espatuladas como descreve Karsten para A. flacourtiae (1856). O ma-
terial de Barro Colorado ainda está em botão e aproxima-se do do U,
^ima mencionado. Trata-se de outra espécie, que descrevemos como A
Vanamensis.
GEN. PILOSTYLES GUILL.
É constituído por duas Seções: Pilostyles Harms e Astragalanche Harms.
Distinguem-se pelo fato de Astaragalanche, que ocorre no Irã, Síria e
Palestina, ser parasita apenas do gênero Astragalus Tourn., enquanto Pi-
l °styies Harms, que engloba a maioria das espécies, apresenta parasitas
de Parosela Cav., Galactia P. Br., Adesmia D. C. Patagonim Schranck e
Daviesia Sm. (Lemummosac-Papilionatae)\ Bauhinia L. (Leg. Caesalpi-
n °ideae), Calliandra Benth. e L. (Leg. Mimcsoideae) .
SEÇAO PILOSTYLES
A esta Seção pertence a maioria das espécies, incluindo tôdas as
americanas. São as seguintes: P. berterii Guill., P. ingac (Karst.) Hook.
P. blanchetil (Gardn.) R. Br., P. mexicana (Brand.) Rose, P. pringlei
/S- Wats.) Rose, P. calliandrae (Gardn.) R. Br., P. caulotreti (Karst.)
^°ok. f.. p. covillei Rose, P. galactiae Ule, P. globosa (S. Wats) S.- Laub.
• glomerata Rose, P. goyazensis Ule, P, hamiltonii A. C. Gardner, p. pal-
meTi Rose, p. sessilis Rose, P. stawiarskii Vatt., P. thurberi A. Gray e P.
ulci S.-L. Podemos distribuí-la da seguinte forma, quanto ao tipo de hos-
pedeiro:
A — Parasitas de Leguminosae — Papilionatae:
a — Parasita de Adesmia D. C. e Patagonium Schranck: P. berterii
Guill.
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B —
C —
b — Parasitas de Parosela Cav.: P. thurberi A. Gray, P. glomerata
Rose P. sessilis Rose, P. palmeri Rose, P. pringlei (S. Wats.)
Rose e P. covillei Rose, tôdas muito próximas de P. thurberi
A. Gray.
2 Parasita de Galactia P. Br.: P . galactiae Ule.
d Parasita de Daviesia Sm.: P. hamiltonii A. C. Gardner.
Parasitas de Lcguminosae-Caesalpinoideae: sôbre o gênero Bauhinia
L.: P. blanchetil (Gardn.) R. Br., P. caulotreti (Karst.) Hook. f. e
P. globosa (S. Wats.) S.-Laub.
Parasitas de Leguminosae-Mtmosoideae :
a — Parasita de Calliandra Benth.: P. calliadrae (Gardn.) R. Br..
P. mexicana (Brand.) Rcse e P. ingae (Karst.) Hook. í.
b Parasitas de Mimosa L.: P. ulei S.-Laub., P. goyazensis Ule e
P. stawiarskii Vatt.
Podemos contar ao todo quinze espécies. Passamos ao exame do que
se conhece até o presente sôbre cada uma delas.
A — Parasitas de Leguminosae-Papilionatae
Parasitas de Adesmia D. C. e Patagoníum Schranck.
1 bertcrii Guill.: baseada a descrição em material masculino colhido
por Bertero, em Quillota, Chile
e feminino por Bridges no Chile
(K). O material de Bertero foi encontrado parasitando Adesmia
arbórea. O de Bridges também achado sôbre espécie de Adesmia.
mas não identificada. Kurz (segundo Solms-Laubach, 1901) colheu
material na Província de Mendoza, Argentina, sob o n.° 5.902, pa-
rasitando Adesmia pini/olia Guill.. Spegazzini (1913) refere-se à
sca presença desde o vale do Rio Atuei até os contrafortes do Jujuy,
na Serra de la Ventana, Argentina, sôbre várias espécies de Adesmia
D C e Hauman (1918) a assinala nas proximidades de Santa Cruz.
Patagônia, sôbre Adesmia pinifolia Guill. e Adesmia Irijuga Guill.
Esta espécie apresenta, juntamente com P. covillei Rose (parasita
de Parosella Cav.) três séries de anteras, diferindo de ccvillei pela
coluna do androceu e pelo estilete.
Examinamos material coletado por Werdermann em 1951 em Ca-
dillal, a uma altitude de 3.200m sm. e em Coquimbo, Argentina.
Em úma exslcata do NY encontramos espécimes coletados pelo Sr.
e Sra. J. N. Rose na Bolivia, próximo a La Paz, em Agosto de 1914,
que pertence a esta espécie. O material estava determinado como
p australis Rose n. sp. Não conseguimos encontrar diagnose do
mesmo. Aliás o estado dos exemplares é precário, mas ainda assim
nos foi possível desenhá-lo e verificar que se trata de P. berterii.
É parasita de Patagoníum alcicomutum Rusby. A diferença do gê-
nero do hospedeiro não justifica a descrição dèste parasita como
espécie nova., desde que o gênero patagoníum c Adesmia têm sido
várias vêzes considerados sinônimos.
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b — Parasitas de Parosela Cav.
2 — P. thurberi A. Gray — baseada a sua descrição em material colhido
por Thurber, no Rio Gila, sudoeste do Arizona, parasitando Parosela
emoryi (A. Gray) Heller. Torrey (1858) publicou uma estampa de
flor feminina, parasitando Parosela schottii Heller.
O tipo thurberi (NY) só apresenta flores femininas. O material de
Gooding (Califórnia) apresenta flores masculinas, as quais dese-
nhamos, mas não nos permitiram determinar o número d e anteras
pois o pólen já havia caído,, sendo a coluna do androceu alta como
a de goyazensis Ule, desta se distinguindo pelo disco que é subnulo
e não depresso. Também diferem as duas quanto acs tépalos, que
em goyazensis possuem ápice arredondado e em thurberi parecem
ser truncados. A flor masculina era até agora desconhecida.
O tipo de thurberi apresenta a flor com estigma séssil e de ápice
aplanado, mostrando às vêzes um grande orifício no alto, onde as
outras espécies se mostram sulcadas, achando-se já as ílôres em
estado de frutificação, processo que engrossando as paredes do ová-
rio, faz desaparecer a distinção nitida entre o disco e o. estilete.
Em muitas flóres de thurberi observamos buraco no ápice, seria pois.
muito fácil um rompimento das paredes, se do interior íôsse feita
pressão sôbre elas.
3 — P. glomerata Rose — descrita sôbre material de Tehuacan, México.
coletado por Rose e Painter, sôbre Parosela Cav., talvez P. canescens
Rose. Apenas a flor feminina foi descrita e é semelhante à das
demais espécies. A flor masculina já apresenta as anteras destruí-
das e o pólen caído, sendo impossível determinar o número de séries
de anteras. Rose, na diagnose, diz que estas devem ser em número
bem reduzido pois a faixa em que se dispõem é muito pequena e
pelo crescimento da coluna, as séries de anteras podem ser compri-
midas contra o píleo, o que provoca o rompimento pelo espaço exíguo
em que ficam localizadas.
4 — P. sessilis Rcse — a diagnose é baseada em material coletado por
Rose e m Ixmiquilpan, Hidalgo, México, com flóres masculinas, que
apresentam 4 séries de anteras e brácteas inferiores e sépalas irre-
gularmente lobuladas no ápice.
As femininas foram descritas de material colhido por Painter na
Hacienda Ciervo, Queretaro. México. O hospedeiro é uma espécie de
Parosela Cav., talvez P. tuberculata Rose. Segundo Rose (1909) a
espécie é próxima de P. glomerata, diferindo pelo estigma séssil e
paredes internas do ovário irregularmente rugosas na flor feminina
e pelas quatro séri c s de anteras na flor masculina. Até o presente
não foi determinado o número de séries de anteras de P. glomerata.
É de supor-se que possua três ou quatro. O número de séries não
é invariável numa mesma espécie. Pode haver aborto de uma ou
mais séries, às vêzes de apenas parte de uma série.
Observando-se a figura que Rose (1909, pg. 264, fig. 23) dá da flor
masculina de P. sessillis vê-se perfeitamente que está em botão.
Examinamos ainda material coletado em Hidalgo, México, por Pim-
püs sôbre Dalea (a etiqueta original dá-o como Apodanthes pringlei
Wats., o mesmo ocorrendo com a etiqueta de uma duplicata do ma-
terial de Rose e Painter 9636, tipo de P. sessilis, em que uma das
excicatas apresenta a indicação P. sessilis n. sp. e outra A. pringlei
Wats. isto vem nos mostrar que Rose julgou a princípio tratar-se
de pringlei, porque o material muito se assemelha a esta espécie) .
Achamos que o material de sessilis distingue-se do tipo de pringlei
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pelo formato das pétalas, que neste são ovais e naquele estreitam-se
muito nara a base, sendo quase espatuladas. t
As espécies P. palmeri, P. sessilis, P. pringlei, P. covillei e P. glome-
rata, tôdas parasitas de Parosela Cav. ocorrem em uma area que
vai do Sul do Texas e do Arizona até quase o Sul do México.
5 _ p palmeri Rose — descrita para material coletado por Palmer em
San Luis Potosi, México, sôbre Parosela leucostoma Cav. (NY).
As flôres femininas não se distinguem das demais parasitas de
Parosela, as masculinas apresentam disco subnulo.
6 p covillei a descrição foi baseada em material coletado por Coville
no Texas, parasitando Dale a formosa (Torrey) Vali ( = Parosela
formosa ). Foi também coletado material no Texas sobre Parosela
formosa que apresenta segundo Rose, três series de anteras, o qu-
o aproxima de P. berterii. Êsse material foi coletado entre Big
Springs e o Rancho Dorwood.
7 p. pringlei — coletado em Sierra Madre, México, por Pringle, é
afim de thurberi distinguindo-se pelo estilete passando pouco a
pouco para o disco, e pelo estigma subapical.
c Parasitas de Galactia P. Br.
8 p. aalactiae Ule, descrita em 1915 (Not. Bot.) , baseada em material
coletado no Surumu inferior, região do Rio Branco, Amazonas, Bra-
sil, em 1909 e 1910 (NY) . A descrição desta especie e precaríssima
p o exame do tipo não nos permitiu caracteriza-la melhor, desde
que só encontramos flôres femininas, que nã 0 diferem das outras
conhecidas para o gênero e além do mais ja . se acham em estado
de frutificação. É espécie que precisa ser melhor estudada, quando
fôr coletado mais material, pois tem sua validade firmada apenas
no fato de ser a única parasita do genero Galactia.
d Parasita de Daviesia Sm.
9 — P. hamiltonii A. C. Gardner — descrita para material coletado no
Distrito de Darling, próximo ao Rio Helena, em Mundanng Weir,
Austrália, parasitando caules e ramos de Daviesia pectinata. O tipo
se acha no Herbarium Perthense.
3 Parasitas de Lcguminosae-Caesalpinoidcac
Parasitas de Bauhinia L.
10 _ p. blanchetil (Gardn.) R. Br. — descrita sôbre material da Serra
de Açuruá, coletado por Blanchet, sóbre uma espécie de Bauhinia
da Seção Caulotretus Rich. . . , „ _ . f
Gardner descreveu-a como pertencente ao genero Apodanthes Polt.,
baseando-se apenas nas flôres femininas. R. Brown passou-a para
Pilostijles, referindo-se também a material coletado por J:
positàdo em W. Solms-Laubach cita o material de Pohl, como pro-
veniente de Vila Boa de Goiás, Brasil, parasitando Bauhinia L. Esse
material foi destruído na última guerra.
Recebemos do K fragmentos de espécimes coletados p°r Burchell,
provenientes de Goiás, sôbre Bauhinia sp. Também Ule coletou essa
espécie em Piauí, Bahia, Minas Gerais e Goias.
11 - P. caulotreti (Karst ) Hook. f. - descrita para o gênero Sarna
Karst. (Sin. de Pllostyles) . Hooker ao passa-la para Pilostyles aven
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ta a idéia de que seja a flor masculina de P. blanchetii (Gardn.)
R. Br. A descrição original foi baseada em material coletado em
regiões quentes e úmidas da Venezuela, a 1000 m s.m. O tipo de
Karsten que se achava no W foi destruído na guerra passada Ul e
(1915, Not. Bot.) refere-se a material por êle coletado na Serra
de Nairary, região do Rio Branco Superior, Amazonas. Êste mate-
rial achava-se no B e foi destruído na última guerra. Burkart
(1964) assinala sua ocorrência em Entre Rios (Argentina), E. R
Concordia, Parque Rivadavia, mata em galeria do Rio Uruguai, so-
bre ramos de Bauhinia candicans Bth., coletada por èle ’e H
( Banatena.
12 — P. globosa (S. Wats.) Rose — descrita para o gênero Apodanthes
Poit., foi transferida por Solms-Laubach (1901) para o gênero Fi-
'.ostyles. o material original foi colhido em Sierra Madre, Monterey,
México, sòbre Bauhinia lunarioides A. Gray, por Pringle. Acha-se
depositado no NY e não permite uma boa caracterização da flor.
C — Parasitas de Leguminosae-Mimosoideae
a — Parasitas de Calhandra Benth.
13 — p calliandrae (Gardn.) R. Br. — descrita para o gênero Apodan-
thes, mais tarde transferida para Pilostyles. Solms- Laubach co-
locou-a na sinonimia de P. ingae (Karst.) Hook. f. Ule (Ber. Deut.
1915) restabeleceu-a como espécie válida. O material original foi
coletado sôbre Calhandra Benth., no Estado de Goiás. Apresentava
apenas flores femininas. Glaziou coletou-a entre Lage e o Rio
Tocantins, em Goiás, parasitando Calhandra brevipes Benth. Ule
coletou-a em Remanso, na- região do Rio São Francisco, Bahia,
parasitando Calhandra catingae Harms e C. leptopoda Benth. Não
sabemos onde se acha depositado o material d e Ule. Provavelmente
estaria no B, tendo sido destruído na guerra passada, o que aconte-
ceu com todo o material de Rafflesiaceae. A flor masculina desta
espécie era até recentemente desconhecida.
14 — f- ingae — descrita para o gênero Sarna Karst. (sin. de Pilostyles)
foi baseada em material colhido no Rio Cauca, próximo à cidade de
Popaya, parasitando segundo Karsten, uma espécie de Inga. Ule
*1915 Ber. Deut.) comunica que pelo exame feito por Bentham da
figura do hospedeiro publicada por Solms-Laubach, aquêle autor
concluiu que o mesmo não pode ser uma Inga sp., pois possui folhas
duplamente pinadas. Ule diz tratar-se de uma Calhandra sp. Cremos
Que o material que serviu à descrição original estivesse depositado
no W e foi destruido na guerra.
15 p
P ' niexicana (Brand.) Rose descrita para o gênero Apodanthes, ba-
seada em material de Barranca de Tenampa, próximo a Zacualpan,
México, coletada por Purpus, sôbre Calhandra grandijlora Benth.
Rose passou-a mais tarde para Pilostyles. Estudamos material deter-
minado como pertencente a essa espécie de Chiapas, México, colata-
i Por Purpus (NY) e da Guatemala, colhido por Standley. No mate-
rial de Standley achamos flores masculinas, que são próximas das
ac P. calliandrae, do mesmo sexo. coletadas em Goiás por Ule (R).
b — Parasitas de Mimosa L.
g
~~ ni UJei Solms-Laubach — teve sua figura publicada por Goebel,
que atribuiu a espécie a Solms-Laubach. Segundo Endriss (1902)
cm
SciELO/JBRJ
a diagnose de Solms-Laubach foi enviada por êste a Goebel por
carta. tendo êste último dado a mesma a Endriss que a publicou
em 1902.
O próprio Solms-Laubach colocou-a na sinonimia de P. ingae. Ule
restabeleceu-a mais tarde ccmo espécie válida. Esta espécie é muito
afim de P. goyazensis, aproximando-se dela pelo disco depresso que
circunda a coluna masculina diferindo pela posição do estigma da flor
feminina. Entretanto essa variação pode ser apenas devida a um
fator ecológico, o que torna possivel ser goyazensis uma variedade
de P. ulei. Não temos entretanto nenhum fato que possa comprovar
tal possibilidade.
Todo material de P. ulei foi colhido por Ule e é por êle citado. Não
designou porém, um holótipo, o que fazemos neste trabalho. Há
também exemplares atribuidos a Glaziou. A parte do material de
Ule e Glaziou que estava no Museu de Berlim foi destruída na
guerra passada.
Duplicatas do material de Berlim existem no Museu Nacional do
Rio de Janeiro. Um dos exemplares é proveniente de Santa Catarina,
os outros de Goiás, pudemos assim designar lectótípo o material do
R coletado por Ule n.° 37 na região do Tocantins Superior, Vargem
Grande, Goiás.
As outras duplicatas do material destruído em Beriim existentes
no R passam a ser parátipos.
17 — P. goyazensis Ule — descrita para material coletado em Goiás, pa-
rasitando Mimosa L. O material original citado por Ule foi destruído
no Museu de Berlim, na guerra passada. O lectótípo foi escolhido
entre material do R, coletado por Ule n.° 149, em Sobradinho, região
de Corumbá, Goiás. É muito semelhante a P. ulei, dela se afastando
pelo formato do gineceu e androceu de ambas as flores.
18 — P. stawiarskii Vatt. — descrito para material parasita de Mimosa
scaberrima (Sin. Aí. bracaatinga Hoehne.), encontrado no Distrito
de Bituruna. Mun. de Palmas, Paraná, por V. Stawiarski. Para a
diagnose desta espécie examinamos 104 flores masculinas e 118 fe-
mininas. A planta segundo os coletores, primeiro o Prof . Stawiarsky e
mais tarde êle e o Dr. L. E. de Mello Filho, atacava centenas de pés
de bracatinga. O tipo acha-se depositado no R. havendo uma
secção de tronco infestado, conservado em álcool (R 50592). Difere
de ulei e goyazensis por apresentar o disco da flor masculina con-
vexo e o da flor feminina plano e nitidamente distinto do estilete.
Concluindo esta exposição podemos atribuir à Seção Pilostyles Harms
18 espécies: P. berterii Guill., P. calliandrae (Gardn.) R. Br. P. mexicana
(Brand.) Rose, P. ingae (K) Hook., P. blanchetii (Gardn.) R. Br. P. ulei
Solms-Laubach, P. stawiarskii Vatt., P. thurberi A. Gray, P. pringlei (S.
Wats.) Rose, P. caulotreti (Karst.) Hook. f., P. globosa (S. Wats.) S.-Laub,
P, goyazensis Ule, P. covillei Rose, P. palmeri Rose, P. glomerata Rose,
P. sessilis Rose, P. galactiae Rose e P. hamlltonii A. C. Gardner.
Seção Astragalanche Ilarms
A Seção Astragalanche Harms pertence sòmente uma espécie, P. haus-
sknechtii Boiss., oriunda da Pérsia e Mesopotàmia, parasita de Astragalus
Toum., tendo Bommüller assinalado 14 espécies desse gênero como suas
hospedeiras .
cm
SciELO/JBRJ
10 11 12 13
— 51 —
19 — P- haussknechtii Boiss. — apresenta verticilos hexâmeros. Neste tra-
balho damos desenhos da espécie baseados em material coletado
por Bommüller no norte da Pérsia, sôbre Astragalus erinaceus F.
Berlinianchinae Vatt.
Gen. Berlinianche (Harms) Vatt.
Consta o presente gênero de duas espécies da África: B. aethiopica
(Welw.) Vatt. e B ■ holtzil (Engler) Vatt. Apresentam ambas a coluna
masculina em duas peças, um tubo externo, que suporta as anteras e uma
coluna interna, encimada por um píleo.
1 — B. aethiopica (Welw.) Vatt. — descrita sôbre material do Morro
Monino. Distrito de Huila, na Angola. O autor dá a época de flo-
ração como Abril e Maio. O tipo por nós examinado, acha-se depo-
sitado em Lisboa. Externamente lembra P. ulei. Em algumas flores
se pode observar a queda da coluna interna, juntamente com o pileo.
ficando a externa ôca, com as anteras no bordo anular. A etiquêta
de Welwitsch traz as seguintes indicações: “Iter Benguellense, Distr.
Huilla. In alia arbore lecta sed in species ejus i. e. Macrolobium.
Anthomyces sanguineus. 10-5-1860”. Outro exemplar traz a anota-
ção; "Parasitica ad ramulos arboris Leg. familia, Nigritis=Panda”.
2 — B . holtzii (Engler) Vatt. — descrita sôbre material coletado por
Holtz na estepe de Ugogo, Kilimatinde, entre Wisina ya Wataturu
s Mihama, na Floresta de Miombo, África. O material depositado
no B foi destruído na guerra passada. Resta apenas a diagnose e
a figura de Engler.
Damos a seguir as chaves para gêneros e espécies
CHAVE PARA DETERMINAÇÃO DOS GÊNEROS DE APODANTHEAE
R. Br.
1 ~~ Coluna masculina em uma única peça 2
Coluna masculina dividida superiormente em
duas peças, uma suportando o pileo outra as
anteras Berlinianche Harms
2 — Pétalas do verticilo superior caducas deixando
cicatrizes no disco em que se inserem, por área
circular pequena Apodanthes Poit.
Pétalas ou tépalas do verticilo supero persisten-
tes, inserindo-se na parte superior do recep-
táculo ou ovário por uma área basal larga . . . Pilostyles Guill.
CHAVE PARA DETERMINAÇÃO DAS ESPÉCIES DO GÊNERO APO-
DANTHES POIT.
* Verticilo infero com três brácteas 3 A. tribracteata
Verticilo infero com duas brácteas 2
2 ~~ Cicatrizes deixadas pela queda das pétalas
orladas 4 A. surinamensis
Cicatrizes deixadas pela queda das pétalas
simples 3
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 52 —
cm i
3 Pétalas com apêndice mediano ou expansão
lateral basal
Pétalas sem êsse caráter
4 — Pétalas obovais, de base cordada ou subcorda- ra „ eariae
da, com apêndice mediano basal •••••••••••• 1 A - caseanae
Pétalas irregularmente ovais ou suborbiculares,
de base assimétrica, com expansão única late- ,
ral basal 0 '
4
5
5 pétalas obovais e espatuladas, patentes, não
adpressas ao disco em tômo do estilete. Fiores nacour n ae
oblongas ;; ''
Pétalas adpressas ao disco, em tomo do estilete.
Flores globosas, subglobosas ou ovoideas
6 — Pétalas suborbiculares de base às vêzes trunca- namen sis
da, estigma largo séssil I a - pammensis
Pétalas ovais ou espatuladas estilete presente matoarosse1lS i s
aos poucos passando para o disco 5 A - matogrosse sis
CHAVE PARA DETERMINAÇÃO DO GÊNERO BERLINIANCHE
(HARMS) VATT.
A — Verticilo supero trímero 2 B • holtzii
B — Verticilo súpero pentâmero ou hexàmero .... 1 B. aethiopica
CHAVE PARA DETERMINAÇÃO DAS ESÉCIES DE PILOSTYLES.
GUILL.
0 Verticilos perigoniais hexâmeros ou pentâmeros 1
Verticilos perigoniais tetrãmeros
1 - SStf ílS rt ': ““ Par ”» A kau*™*'» 2
Flores com três verticilos perigoniais
2 Flores masculinas com quatro séries de anteras P. sessüis
Flores masculinas com menos de quatro series j
de anteras
3 verticilo perigonial súpero com 5-8 tépalos
ovais ou oblongos; estilete ausente; parasita de
Parosela (EUA) •••• •• r - 1
Verticilo perigonial súpero com 4-6 tépalas,
oblongas a espatuladas, quaseuriguictiladas; es- ... „
tllete presente; parasita de Daviesia (África) 9 P. nami t
4 — Verticilos perigoniais súperos poúcndo apre-
sentar mais de 4 tépalas, parasita de Dariesia
(África)
Verticilos perigoniais súperos sempre tetrame-
ros, espécies não parasitas de Daviesia
5 — Anteras em quatro séries, parasita de Parosela
(México) 4 P. SeSSUtS g
Anteras em duas ou tres séries
SciELO/JBRJ
cm ..
— 53 —
— Anteras em três séries
Anteras em duas séries
— Estilete presente, espécie parasita de Adesmia
e Patagonium (Argentina, Bolívia e Chile) 1 P. berterií
Estigma séssil, espécie parasita de Parosela
(EUA) 6 P. covillei
8 — Flòres de cêrca de 1 mm de altura, minutíssi-
mas, parasita de Bauhinia (México) 12 P. globosa
Flores de mais de 1 mm de altura
— óvulos dispostos em 4 placentas ou ovário com
parede intemamente quadrilobada
óvulos dispostos por tôda a parede do ovário,
não quadrilobada
— óvulos dispostos por tôda a parede quadriloba-
da do ovário, parasita de Parosela (México) 3 P. glomerata
óvulos em 4 placentas parietais
— Disco da flor masculina subnulo, parasita de
Parosela (México) 5 P. palmeri
Disco da flor masculina conspícuo, parasita de
Bauhinia (Venezuela e Brasil, Amazonas) . 11 P. caulotreti
— Estilete e disco nitidamente distintos na flor
feminina
Estilete nulo ou pouco a pouco passando para
o disco
7
8
9
10
12
11
13
16
— Disco da flor masculina convexo, desenvolvido
Parasita de Mimosa (Paraná) 18 P. stawiarskii
Disco da flor masculina côncavo, depresso a
subplano, conspícuo ou mediocre 14
1 — Suporte do píleo e das anteras bem desenvol-
vido, ultrapassando de modo conspícuo a altura
ao disco. Estigma situado mais ou menos na
parte mediana do estilete, às vêzes bastante
proeminente, parasita de Mimosa (Goiás) . 17 P. goyazensis
Estigma subapical, flor masculina sem o cará-
ter acima referido 15
Disco da flor feminina depresso ou subplano,
Parasita de Mimosa (Santa Catarina, Goiás e
Minas Gerais) 16 P. ulei
Disco da flor feminina plano, parasita de
Bauhinia (Goiás, Bahia, Minas e Piauí) 10 P ■ blanchetii
pi®p° tubuloso ou cónico 17
t-sulete passando pouco a pouco para o disco 19
~~ Tépalos superiores subintegros ou irregularmen-
ie crenulados-dentados, parasita de Calliandrae
ts i^ s * 13 P. calliandrae
•opalas não crenulado-denteados 18
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 54 —
18 _ Tépalos superiores suborbiculares, parasita de
Galactta (Amazonas) 8 P ‘ 9 alactía e
Tépalos elipsóitíeos ou subobovados de ápice ar-
redondado, parasita de Calliandra (México) 15 P. mexicana
19 — Flor ovóldea, tépalos süperos eliticos, parasita
de parosela e Dalea (México) 7 prtngiei
Flor globosa, tépalos súperos ovais ou eliticos,
parasita de Calliandra (Colômbia) 14 P. ingae
BIOLOGIA
Muito pouco se conhece a respeito da vida dêstes parasitas.
O Prof. Vitor Stawiarski e o Dr. Luiz Emygdio de Mello Filho tiveram
oportunidade de fazer observações sòbre a biologia de Pilostyles stawiarskii
Vatt. em 1948, no próprio local onde esta espécie ocorre. O Prof. Sta-
wiarski voltou ao local em 1949 e nos trouxe mais informações a respeito.
Segundo notas do Dr. L.E. de Mello Filho a planta cresce parasitando
Mimosa bracaatinga Hoehne. O local onde se encontra a infestação (Fa-
zenda Etienne, Bituruna, Mun. de Palmas, Paraná) é ocupado por um
bracatingal, com centenas de indivíduos em formação densa e homogênea,
em associação com taquaras, Merostachys sp„ em seguida à destruição
da vegetação primitiva por uma queimada em 1942. Assinala ainda a
dualidade de aparência das superfícies atacadas, umas còr de vinho
escuro, com superfície brilhante, outras de aspecto fanado, menores, aqui
e ali já com invasão de cogumelos, de còr tendendo para o marrom es-
branquiçado. Tratava-se no primeiro caso de flores femininas e no se-
gundo de masculinas. Quando ocorre infestação dos dois sexos na mesma
árvore, coisa mais rara, esta é em áreas contíguas mas distintas, que
podem ser separadas longitudinalmente ou transversalmente.
Esclarece ainda que as infestações aparecem a certa distância do
solo, sendo a menor ditâncla de 10 cm. e a maior cêrca de 1 metro.
A altura máxima atingida por uma infestação sendo de 2m. Os tronco*
afetados exibem abaulamento na região afetada. Na parte inferior do
tronco a infestação apresenta-se em agregados densos que se vao rarefa-
zendo para cima. A infestação per êle observada deveria ter sido iniciada
no ano anterior, pois em alguns pés conseguiu identificar restos de flores
anteriormente recobertos pelos líquens. Nas áreas mais condensadas a
proporção era de 3 a 4 flóres femininas por cm 2 e 4 a 5 masculinas.
Retirada a casca para exame de sua superfície interna encontrou
diferença nítida entre a casca sã e a atacada. A sá é amarelo-esverdeada
e lisa a doente é branco marfim e cheia de saliências a que correspon-
dem depressões no cilindro central. Nos pés de infestação feminina de
espessura de tronco de 5 a 10 cm. e mais, a superfície do cilindro central
é densamente pontuada na zona de infestação.
SciELO/ JBRJ
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cm
— 55 —
Nos pés de Infestação masculina de mesmo diâmetro as pontuações
do cilindro central são raras ou inaparentes. Entretanto os pés de in-
festação masculina e diâmetro pequeno (menos que 5 cm) são tão pon-
tuados quanto os pés de infestação feminina. O grande número de bra-
catingas com diâmetro pequeno e infestação masculina estava morto,
o que não ocorria com os de infestação feminina. Nas porções superiores
da zona atingida tem-se a impressão de que a casca está atacada e o
cilindro não, em desacordo com o que se pode observar na mesma planta
e m nível mais baixo.
Em Dezembro de 1949 recebemos carta do Prof. Vitor Stawiarski, que
se achava no local, e damos em seguida transcrição de parte da mesma,
que contém informações que julgamos de interêsse para o conhecimento
dêstes parasitas:
"Pilostyles stawiarskii em plena floração, centenas de bracatingas
com flôres masculinas e femininas em pés separados. Só foi observada
uma bracatinga com infestação dos dois sexcs, porém em áreas distintas
contíguas.
Em geral as infestações recentes têm flôres maiores. Observam-se
Pés com infestação de três anos ou mais, o que se percebe pelas marcas
distintas de cada floração.
A floração anual pode ser em sobreposição ascendente e, caso mais
r aro, abaixo das anteriores, ou ainda coincidindo com a do ano anterior.
Em geral tendem a se sobrepor em altura, de forma que há bracatingas
e m que a floração atual está a 3,5 m. acima do solo. Os exemplares de
bracatinga apesar de bem infestados, apresentam-se vigorosos. Em infes-
tações escassas observa-se tendência de as flôres de disporem em linhas
verticais.
Há relativamente poucas florações de infestações novas. Dominam
as infestações de dois anos ou mais.
Algumas bracatingas que foram descascadas por nós em Fevereiro de
*948 continuam bem infestadas e vigorosas.
Uma contagem em pequena área deu 59 pés com infestação masculina,
Para 41 com feminina. A disseminação parece acompanhar as estradas
trilhas de gado, embora tenha encontrado pés atacados em pleno taquaral.
As flôres masculinas abrem em média primeiro que as femininas por
causa do pólen que é branco e forma um anel na parte central pa flor.
As flôres masculinas também abrem mais que as femininas Apresentam
U1 *ia fila interna de 4 pétalas côr de vinho, dispostas em cruz, uma fila
€ xterna de 4 pétalas cór de vinho mais escuro. O botão da flor vem re-
coberto por uma escama que se destaca tão logo o botão cresce um pouco.
As flôres têm cheiro de hipoclorína . A polinização é entomófila, sendo
a s flôres muito procuradas por um diptero, abelhas e outros insetos”.
Eato ainda digno de ser assinalado é a presença de pés de Inga sp.
n ° bracatingal, porém não atacados pelo parasita.
SciELO/JBRJ
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cm ..
— 56 —
A presença de ingás não atacados nos leva a considerar de grande
importância o conhecimento do hospedeiro na determinação da espécie
de parasita. Harms (1935) prevê êsse fato quando separa as espécies em
grupos segundo os hospedeiros. O hospedeiro de P. ingae é na realidade
uma espécie de Calliandra.
Poiteau (1824 p. 422) observa: “As casearias sôbre as quais observei
o Apodanthes tinham de 12 a 15 pés de altura e o diâmetro de seu
tronco era o de um punho e o de uma coxa, sua casca era calosa coberta
de Apodanthes até a origem dos ramos grossos, sendo encontradas em
tódas as estações do ano. Pareceu-nos que quando êste parasita se estabe-
lece numa árvore, êle se multiplica mais e mais e termina por fazê-la
morrer, pois eu percebi que as árvores que os nutrem eram atrofiadas; só
uma tinha alguns frutos que me permitiram determinar o gênero".
Guillemin (1834) observa que a inserção parasítica de P. berterii é
das mais evidentes. Os botões se desenvolvem sob a epiderme de Adesmia
arbórea Bert. (A. microphylla Hook. & Arn.), erguendo-a e rompendo-a
e sua base fica aí envolvida, como numa espécie de cúpula. A base da
flor ou seu pedúnculo se confunde com a madeira da planta, da qual a
flor extrái os sucos, de tal sorte que não é possível reconhecer a diversi-
dade de tecidos.
Unger (1840) estudando as plantas parasitas divide-as em nove grupos
quanto ao modo de enxertar no hospedeiro. Coloca Rafjlcsia, Brug-
mansia, Pilostyles, Apodanthes e talvez Cytinus no grau que se caracte-
riza pelo fato de o parasita brotar incomunicável, sob o córtex do hospe-
deiro e os sistemas vasculares de ambos, parasita e hospedeiro, se anas-
tomosarem .
Welwitsch (1869) diz sôbre P. aethiopica : Os troncos e râmulos do
hospedeiro primeiro aparecem um pouco entumescidos e simultâneamente
circuncisos com rímulas longitudinais, com frequência interruptas, reple-
tos no fundo por tecido muito tênue, granuloso. Destas rímulas saem
pouco depois tubérculos mais ou menos agregados, ou dispostos em muitas
séries, quase globosos, duramente corticados, que irrompem através de
sulcos diminutos concêntricos ou de escâmulas. Com a chuva, com o
rompimento ao meio do vértice ou por deiscência irregular, irrompe a
flor única ou mais raro, duas.
Van Thieghen (1898) dá o corpo vegetativo dêsses parasitas, como
composto de um feixe de filamentos ramosos, desenvolvidos no interior
dos ramos jovens da planta hospedeira. Para florescer, êsses filamentos
produzem aqui e ali um tubérculo, que fura a camada epidérmica do ramo
saindo para o exterior.
Kemer e Oliver (1895) esclarecem que enquanto nas Hydnoreae e
Balanophoreae a união entre parasita e hospedeiro é efetuada dentro de
uma estrutura como um tubérculo ou rizoma, os vasos e células do pa-
rasita coalescendo com as células do cilindro central esfoliadas e desor-
denadas, pertencentes à raiz ou caule da planta parasitada, nas Raffle-
siaceae o embrião, tendo penetrado abaixo do córtex do hospedeiro, pro-
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) 11 12 13 14
— 57 —
duz um cilindro õco mais ou menos definido, que cerca o cilindro central
da raiz ou caule do hospedeiro, conforme o caso, e constitui uma espécie
de vestimenta interlaçada entre o córtex e o cilidro central do hospedeiro.
N ão há produção de alargamentos tuberosos como nas Balanophoraceae,
O caule ou a raiz atacados pelo parasita exibem apenas um engrossa-
mento moderado, no lugar onde o parasita jaz abaixo do córtex e o pró-
PHo córtex só é destruído no lugar em que o embrião brota, através dêle,
°nde a flor vai brotar. Quando as raízes constituem o substrato sôbre
0 qual o parasita se estabelece elas são sempre de uma espécie que ocorre
s óbre a superfície do solo; quando os caules são escolhidos para o ataque,
Sao ramos de caules ou arbustos sufruticosos cobertos por folhagem morta,
e m geral arbustos anões ou talvez lianas lenhosas das florestas tropicais.
As . sementes são levadas para as plantas parasitadas pela intervenção
uuimal. Desenvolvem frutos suculentos que são comidos por animais São
Protegidas por integumento córneo que preserva seu poder de germina-
do através os canais alimentares dos animais e são depositadas com
°s excrementos no caule de plantas novas. Podem também, prender-se
e m alguma parte do animal, que roça os hospedeiros ou por êle é sa-
cudida, por considerá-las incômodas, caindo elas sôbre o hospedeiro.
As que ocorrem na Venezuela em lianas lenhosas conhecidas como “es-
cada de macaco”, provavelmente devem sua dispersão na maior parte
a °s macacos. Se a semente foi depositada de um modo ou outro sôbre o
caule da planta lenhosa, o embrião filiforme emergido dela, acha um subs-
rato nutritivo favorável, fura o córtex e desenvolve em baixo, um tecido
que cerca o cilindro central como uma capa. Na Rajflesia e no Pilostyles
Parasita de Astragulus, èste tecido consiste de fileiras de células, que a
° no nu parecem fios. Alguns são simples e grandemente alongados, ou-
°s ramificados e unidos para formar uma rede, que lembra um micélio
e fungo. Os órgãos vegetativos das outras espécies de Pilostyles con-
stem, em cada caso, de um tecido composto de muitas camadas de
e ulas formando um parênquima, mergulhado entre o córtex e o cilindro
^ntral no hospedeiro e incluindo alguns vasos e filas de células capazes
e serem interpretadas como feixes vasculares. Somente em raros casos
e P a rasita forma um cilindro inteiriço ôco cercando o cilindro central
0 hospedeiro, penetra nèle, permeia e rompe o corpo cilíndrico, na forma
d e * aix as, feixes ou fileiras. Muitos elementos dos tecidos que o parasita
10 aC ° U tec ido condutor perecem, mas às vêzes essas camadas des-
su daS permanecem em conexão com os outros tecidos vivos e preservam
1 a vlt aiidade e poder de expansão, desenvolvendo camadas de células
p 0sas que envolvem o parasita. Nesse caso é dlficil dizer que parte
11 ence ao parasita e ao hospedeiro. Quando o tecido do parasita rea-
u suas conexões com o hospedeiro, o último não pode livrar-se mais
u ° invasor.
uj y ma Porção de seiva do hospedeiro passa para o parasita e êste au-
vor' a Ctn V0 * Ume e se reproduz. Brotos se desenvolvem em lugares fa-
ta aveis no corpo reticular do parasita, cada um dos quais se manifes-
0 como um parênquima, de aparência pulvinada. Aos poucos, vasos
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 58 —
e duetos se formam e se nota uma diferenciação em eixo e flor, que
continuam seu desenvolvimento aumentando de tamanho e íinalmente
o botão brota do córtex do hospedeiro, sob cuja cobertura se desenvolveu.
Em Cytinus temos apenas um caule com folhas tendo no ápice um tufo
simétrico achatado de flores. No resto das Raflesiaceas não temos folhas.
O eixo que suporta a flor é muito reduzido e possui apenas algumas es-
camas, sendo as flores sésseis diretamente sòbre a raiz ou caule do hos-
pedeiro. No caso de raízes no solo as flores se desenvolvem no lado vol-
tado para a luz, o mesmo quanto às lianas onde serão mais accessiveis
aos insetos. Em ramos erectos se desenvolvem em tôdas as partes. O
Apodanthes jlacourtice lembra o Daphne mezereon, mas neste as flores
são próprias, naquele do parasita. No P. haussknechtii os brotos se de-
senvolvem regularmente em ambos os lados das bases das fôlhas do hos-
pedeiro, de modo que na inserção de cada uma das fôlhas velhas se acha
um par de brotos que vai se desenvolver em flores do parasita.
Até o presente não se conseguiu explicar o processo de infestação.
Como são levadas as sementes ao hospedeiro? Os autores que estudaram
tais parasitas têm tentado explicar o fato de várias maneiras, que damos
abaixo:
A nlanta desenvolve frutos suculentos, que são comidos pelos animais.
A, sementes tôo protegidas por integumento córneo que preserva seu
^delTe geminarão afravés dos canais alimentares .^nimais, sendo
depositadas com excrementos no caule das hos .
b) As sementes prendem-se a alguma parte do animal que os uos
nedeiros e são por êles sacudidas, caindo sobre outros pes de hospedeiros.
As que ocorrem em regiões da Venezuela em lianas lenhosas (CaujotretM),
conhecidas como escadas de macaco, provavelmente devem a estes sua
dispersão. Segundo informação do Prof. Vitor Stawiarski, a infestação
parece acompanhar as estradinhas de penetração de gado.
c) O Dr. Luiz Emygdio de Mello Filho observando bracatingal atacado
por Pilostyles Stawiarskii Vatt, notou que as formigas faziam ninhos co-
nlcos com fragmentos de bracatinga, sobretudo folhas e gravetos e visi-
tavam as bracatingas com grande íreqüência.
Segundo a maioria dos autores, caída num ramo a semente vai deixai
emergir o embrião filiforme, que penetrando o córtex, vai desenvolver
sob êste um tecido, que cerca o lenho do hospedeiro. Êste tecido pode se.,
simples ou formar uma rêde, que lembra o micélio de um cogumelo. Tra-
ta-se pois de um parênquima mergulhado entre o córtex e o lenho do
hospedeiro, podendo absorver dêste último a seiva. Desenvolvem-se em
lugares favoráveis, parênquimas de aparência pulvinada, cujas células
se dispõem agora de modo definido e apresentando uma diferenciação
no eixo e na flor. Aumentando de tamanho brota do córtex do hospedeiro,
sob cuja cobertura se desenvolveu, sua base fica aí, envolvida por uma
espécie de cúpula.
Nada mais podemos adiantar sòbre a vida dêstes parasitas. É nossa
intenção visitar a bracatingal infestado do Paraná, que se acha em ter-
reno particular, e aí colhêr maiores informações sòbre Pilostyles staiciar-
skil Vatt.
SciELO/JBRJ
cm
— 59 —
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Os gêneros da tribo Apodanthece R. Br. se distribuem pela zona tro-
pical (América e África) e temperada (América e Asia).
Apodanthes Poit. e Berlinianche ( Harms ) Vatt. só ocorrem na zona
tropical. Püostyles Guill. é representado em ambas as zonas citadas.
Das quatro espécies de Apodanthes Poit. conhecidas, A. Caseariae
p oit. é a de maior dispersão, ocorrendo na Guiana Francsa (Karouany),
Venezuela, Peru (Loreto, Serra de Ponasa) e Brasil (Pão Lagarto; Ba-
bilônia, Rio de Janeiro; Amazonas, Juruá-mirim, na região do Juruá
superior) .
Segue-se A. Flacourtiae Karst. registrada para a Venezuela e Brasil
(Mato Grosso, Campo dos Urujás) .
A. surinamensis Pulle é registrada apenas para a Guiana Holandesa
(Rio Marowijine, Surinam) e A. tribracteata Rusby para a Bolívia (Inglis).
Tòdas as espécies de Apodanthes Poit. encontram-se portanto, na
América do Sul, ocorrendo acima da linha do Equador; A. casaeriae, A.
Jtacourtice e A. surinamensis. Abaixo da linha equatorial temos: A. casea-
r< ®. A. flacourtice e A. tribracteata.
As duas espécies do gênero Berlinianche são da África tropical, abaixo
da linha do Equador. B. cethiopica ocorre na parte ocidental, na Angola
(Huila) e B. holtzii no oriente africano, na Tanganica (Kilimatide) .
O gênero Pilostyles Guill. apresenta a maioria de suas espécies na
ZOn a tropical do Brasil, abaixo da linha do Equador. Assim encontramos
n o Estado do Amazonas: P. caulotreti (Serra de Mairari, na região do
Hio Branco superior) e P. galactice (Rio Surumu, na região do Rio Branco
superior) .
No Piauí (Serra Branca) e em Minas Gerais (Caraça Biribiri, Belo
Horizonte próximo a Diamantina) ocorre apenas P. blanchetii.
Na Bahia temos P. calliandrce (Remanso, Rio São Francisco) e P.
blanchetii (Serra de Açuruá).
O Estado de Goiás é o que apresenta o maior número de espécies dis-
Mntas, nêle ocorrendo quatro: P. calliandrce (entre Lage e Rio Tocantins
e Serra de Santa Bárbara) , P. ulei (Serra dos Pirineus; Tocantins; Var-
ge m Grande; Serra Dourada; Ponte Lavrada, Paranaíba; Serra dos Via-
deiros; Campo do Passa Tempo) , P. goyazensis (Serra dos Pirineus; Ponte
bavrada, perto do Paranaíba; Sobradinho) e P. blanchetii (Mossamedes) .
Assim, p. blanchetii é a espécie de maior distribuição no Brasil, ocor-
ren do no Piauí, Bahia, Minas Gerais e Goiás.
Ainda na zona tropical sul-americana temos P. ingce, na Colômbia
(vale do Rio Cauca, próximo à cidade de Popaya).
zona tropical acima da linha do Equador, 0 maior número de es-
Pecies é encontrado no México: P. sessilis (Hidalgo e Querétaro) P. calli-
° ncf r(E (Vera Cruz, Chiapas), P. glomerata (Puebla) e P. palmeri (San
buis Potosi). Na Guatemala (Dept. Guatemala e Dept. Chimaltenango)
Crn os P. calliandrce.
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Na parte temperada do hemisfério boreal temos no México: P. thur-
beri (Coahuila; Sierra Madre; Monterey; Nuevo Leon) e P. globosa (Sierra
Madre e Monterey; Nuevo Leon) Nos Estados Unidos ocorrem P. covillet
(Texas) e P. thurberi (Arizona; Califórnia, Hidalgo).
Na zona temperada austral temos no Brasil duas espécies: P . stawi-
arskii no Paraná (Município de Palmas) e P. ulei em Santa Catarina
(Campo das Capivaras, Serra Geral).
Fora do Brasil ocorre apenas P. berterii na zona austral, na Argentina
(Mendonza; Jujuy; Sierra de la Ventana; Buenos Aires) , no Chile (Chillan
e Quillota; Prov. Atacama, Prov. Coquimbo) e na Bolívia (La Paz).
Na zona temperada asiática temos P. haussknechtii Boiss. no Irã,
Síria e Palestina.
Os países que apresentam o maior número de espécies são, na zona
boreal, o México com seis espécies distintas: P. sessilis, P. calliandrae, P.
glomerata, P. palmeri, P. thurberi c P. globosa e, na zona austral, o Brasil,
com sete espécies: P. galacticc, P. ulei, P. blanchetii, P. goyazensis, P. cal-
liandrae, P. caulotrcti e P. staiviarskii .
P. hamiltonii ocorre na Australia, tendo sido descoberto em 1948.
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SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
ÁRVORES E ARBUSTOS DO CERRADO
Carlos Toledo Rizzini *
Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
As espécies relacionadas abaixo são as reconhecidas, até agora, como
habitantes dos cerrados, incluindo áreas marginais, como Paraíba e Ama-
zônia. Tão-sòmente plantas lenhosas de hábito arbustivo e arbóreo foram
consideradas.
Acacia plumosa Lowe
Adenocalymma paulistarum Bur. & K. Sch.
Ae giphila cuspidata Mart.
Aegiphila exiguiflora Mold.
Aegiphila lhotskyana Cham.
Aegiphila obducta Vell.
Aegiphila pemambucensis Mold.
Aegiphila tomentosa Cham.
Aeschynomene paniculata Willd.
Aponandra brasiliensis Miers.
Alibertia amplexicaulis Sp. Moore
AUbertia edulis Rich.
Ai^ ertia concolor (Cham.) K. Sch.
A íberfia elliptica (Cham.) K. Sch.
Al . l ° er tia rotunda K. Sch.
"«oerffa sessilis (Cham.) K Sch.
Auophyllus leptostachys Radlk.
Anacardium amilcarianum O. Mach.
Anacardium humile St. Hil.
n acardium microcarpum Ducke
Anacardium nanum St. Hil.
Anacardium occidentale L.
Anacardium othonianum Rizz.
n acardium rondonianum O. Mach.
«naira cuyabensis Benth.
AWira humilis Benth.
inermis H. B. K.
Ani a ver ™ifuga Mart.
m someris ribesioides (Benth.) Rusby
^«non a coriacea Mart.
«nnona crassiflora Mart.
AnH ona cra ssifolia Fries
Annona crotonifolia Mart.
Annona dioica St. Hil.
Ar,~ ona Oardneri R. E. Fr.
'"‘nona glaucophylla R. E. Fr.
2°| sirta do Conselho Nacional de Pesquisas.
n »rcgue para publicação em 15-9-69.
Legum.-Mim.
Bignoniaceae
Verbenaceae
Verbenaceae
Verbenaceae
Verbenaceae
Verbenaceae
Verbenaceae
Legum.-Pap.
Opüiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Sapindaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Rubiaceae
Annonaceae
Annonaceae
Annonaceae
Annonaceae
Annonaceae
Annonaceae
Annonaceae
SciELO/JBRJ
— 64 —
Annona malmeana R. E. Fr.
Annona monticola Mart.
Annona tomentosa R. E. Fr.
Antonia ovata Pohl
Apeiba tibourbou Aubl.
Apuleia leiocarpa (Vog.) Macbr.
Arrabidaea brachypoda (DC.) Bur. & K. Sen.
Arrabidaea platyphylla (Cham.) Bur. & K. Sch.
Aspidosperma cuspa (H. B. K.) Blake
Aspidosperma dasycarpon DC.
Aspidosperma hilarianum M. Arg.
Aspidosperma macrocarpon Mart.
Aspidosperma nobile M. Arg.
Aspidosperma platyphyllum M. Arg.
Aspidosperma pohlianum M. Arg.
Aspidosperma tomentosun Mart.
Aspidosperma verbascifolium M. Arg.
Astronium fraxinifolium Schott
Astronium urundeuva (Fr. AU.) Engl.
Banisteria adamantium Juss.
Banisteria adenopoda Juss.
Banisteria argyrophylla Juss.
Banisteria clausenina Juss.
Banisteria crotonifolia Juss.
Banisteria intermedia Juss.
Banisteria Idtifolia Juss.
Banisteria lúcida Rich.
Banisteria megaphylla Juss.
Banisteria metalicolot Juss.
Banisteria oxyclada Juss.
Banisteria pubipetala Juss.
Bauhinia bongardi Steud.
Bauhinia caloneura Malme
Bauhinia cheilantha (Bong.) Benth
Bauhinia cunamensis H. B K.
Bauhinia holophylla Steud.
Bauhinia pulchella Mart.
Bauhinia rufa Steud.
Blepharocalyx sessilijolius Berg
Bocageopsis mattogrossenssis R. E. Fr.
Bômbax campestre (Mart. & Zucc.) K. Sch.
Bômbax contorquipetalum Hoehne
Bômbax crenulatum K. Sch.
Bômbax elegans R. E. Fr.
Bômbax gradlipes K. Sch.
Bômbax grandillorum Cav. Juss.
Gilibertia cuneata March.
Gilibertia resinosa March.
Guatteria selloiciana Schl.
Guatteria vülosissima St. Hil.
Guatteria silvícola Sp. Moore
Guazuma ulmifolia Lam.
Guettarda platypoda DC.
Guettarda viburnioides Cham. & Cchl.
Haemadictyon acutifolium Benth.
Hamelia patens Jacq.
Hancornia speciosa Gomez
Harpalyce brasiliana Benth.
Heisteria Jlexuosa Engl.
Heisteria ovata Benth.
Helicteres brevispira St. Hil.
Helicteres ovata Lam.
Helicteres sacarolha St. Hil.
Heliocarpus americanus L.
Himatanthus Jallax (M. Arg.) Woods.
Himatanthus latifolia (Pilg.) Woods.
Himatanthus hilariana (M. Arg.» Woods.
Himatanthus obovata (M. Arg.) Woods.
Heteropterys coriacea Juss.
Heteropterks crenulata Gris.
Heteropterys cristata Benth.
Heteropterys grandijlora Juss.
Heteropterys leschenaultiana Juss.
Heteropterys ocellata L. B. Smith
Heteropterys trichanthera Juss.
Heteropterys umbellata Juss.
Hibiscus lurcellatus Desr.
Hirtella americana Aubl.
Hirtella ciliata Mart. & Zucc.
Hirtella glandulosa Spreng.
Hortia brasiliana Vand.
Humiria balsamijera (Aubl.) St. Hil. var larina
(Urb.) Cuatr.
Hymenaca courbaril L.
Hymenaea martiana Hayne
Hymenaea parvijolia Huber
Hymenaea stigonocarpa Mart.
Hymenolobium alagoanum Ducke
Hvptis cana Pohl
Hyptis densillora Pohl
Hyptis fruticosa Benth.
ichthyotere cunabi Mart.
llex asperula Mart.
Proteaceae
Proteaceae
Rutaceae
Rutaceae
Rutaceae
Rutaceae
Rubiaceae
Legum.-Pap.
Moraceae
Apocynaceae
Legum.-Pap.
Malpighiaceae
Araliaceae
Araliaceae
Annonaceae
Annonaceae
Annonaceae
Tiliaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Apocynaceae
Rubiaceae
Apocynaceae
Legum.-Pap.
Olacaceae
Olacaceae
Sterculiaceae
Sterculiaceae
Sterculiaceae
Tiliaceae
Apocynaceae
Apocynaceae
Apocynaceae
Apocynaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malpighiaceae
Malvaceae
Chrysobalanaceae
Chrysobalanaceae
Chrysobalanaceae
Rutaceae
Humiriaceae
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Labiatae
Labiatae
Labiatae
Compositae
Aquifoliaceae
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— 69 —
Ilex conocarpa Reiss.
Ilex paraguariensis St. Hil.
Inga affinis DC.
niga fagifolia Willd.
Jacaranda brasiliana Pers.
Jacaranda caroba (Vell.) DC.
Jacaranda decurrens Cham.
Jacaranda heteroptila Bur. & K. Sch.
Jacaranda paucifoliolata Mart.
Jacaranda rufa DC.
Jacaranda semiserrata Cham.
Jacaranda ulei K. Sch.
Kielmeyera coriacea (Spr.) Mart.
Kielmyra corymbosa (Spr.) Mart.
Kielmeyera petiolaris (Spr.) Mart.
Kielmeyera rubriflora Camb.
Kielmeyera speciosa St. Hil.
Lafoensia densiflora Pohl
Lafoensia pacari St. Hil.
Lafoensia replicata Pohl
Ladenbergia chapadensis Sp. Moore
Lantana trifoliata L.
Laplacea fruticosa (Schr.) Kobk.
Laplacea tomentosa (Mart.) Walp.
Lecythis sp.
Leandra ovata Cogn.
Leandra scabra Dc.
Licania humilis Cham. & Schl.
Licania ulei Taub.
Licania utilis (Hook.) Frits.
Lithraea aroeirinha March.
Lithraea molleoides (Vell.) Engl.
Lonchocarpus campestris Mart.
Lonchocarpus floribundus Benth.
Lonchocarpus spruceanus Benth.
Luetzelburgia praecox Harms
Luehea divaricata Mart.
Luehea parniculata Mart.
Luehea rufrescens St. Hil.
Luehea speciosa Willd.
Mabea fistulifera Mart.
Macairea adenostemon DC.
Machaerium aculeatum Raddi
Machaerium acutifolium Vog.
Machaerium amplum Benth.
Machaerium triocarpum Benth.
Machaerium lanatum Tul.
Machaerium mucronulatutn Mart.
haerium opacum Vog.
•uuchaerium scleroxylon Tul.
Machaerium villosum Vog.
Machaonia brasiliensis Cham. & Cchl.
Macairea hoehnei Cogn.
macairea rotundifolia Cogn.
Mvgonia glabrata St. Hil.
magonia pubescens St. Hil.
Manihot grandiflora M. Arg.
MQprounea brasiliensis St. Hil.
ai( *tayba guianensis Aubl.
Aquifoliaceae
Aquifoliaceae
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Guttiferae
Guttiferae
Guttiferae
Guttiferae
Guttiferae
Lythraceae
Lythraceae
Lythraceae
Rubiaceae
Verbenaceae
Theaceae
Theaceae
Lecythidaceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Chrysobalanaceae
Chrysobalanaceae
Chrysobalanaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Tiliaceae
Tiliaceae
Tiliaceae
Tiliaceae
Euphorbiaceac
Melastomataceae
Legum.-Pap.
Legum -Pap.
Legutn -Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Leaum.-Pap.
Legum.-Pap.
Rubiaceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Sapindaceae
Sapindaceae
Euphorbiaceae
Euphorbiaceae
Sapindaceae
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 70 —
Matayba arborescens Radlk
Matayba elaeagnoides Radlk.
Matayba heterophylla Radlk.
Matayba punctaba (Camb.) Radlk.
Memora pubescens (Spr.) K. Sch.
Memora campicola Pilg.
Mezüaurus crassiramea (Meissn.) Taub.
Mezilaurus lindaviana Schw. & Mez
Miconia alata (Aubl.) DC.
Miconia albicans (Sw.) Tr.
Miconia albo-rufescens Naud.
Miconia fallax DC.
Miconia ferruginata (DC.) Cogn.
Miconia herpelica DC.
Miconia macrothyrsa Benth.
Miconia pepericarpa DC.
Miconia rubigínosa (Bonp.) Tr.
Miconia secundiflora Cogn.
Miconia stenostachya DC.
Miconia theezans (Bonp.) Cogn.
Mimosa clausenii Benth.
Mimosa dumetorum St. Hil.
Mimosa glaucescens Benth.
Mimosa hapaloclada Malme
Mimosa laticifera Rizz. & Mattos
Mimosa melanocarpa Benth.
Mimosa platyphylla Benth.
Mimosa pithecolobioides Benth.
Mimosa setifera Pilg.
Moquinea veluiina Bong.
Mouriria elliptica Mart.
Mouriria pusa Gardn.
Moutabea guynensis Aubl.
Myrcia amethystina Berg
Myrcia crassicaulis Berg
Myrcia intermedia (Berg.) Kiaersk.
Myrcia lasiantha DC.
Myrcia prunifolia DC.
Myrcia longipes (Berg) Kiaersk
Myrcia ramulosa Camb.
Myrcia tomentosa (Aubl.) DC.
Myrcia vestita DC.
Myrcia variabilis DC.
Myrciaria mlnensis Berg
Myriocarpus fastigiatus Fr. AU.
Myrsine rapanea R. & Schult.
Myrsine umbellata Mart.
Nectandra lanceolata Nees
Nectandra myriantha Meissn.
Neea theifera Oerst.
Ocotea cordata (Meissn.) Mez
Ocotea corymbosa (Meissn.) Mez
Ocotea fasciculata (Ness) Mez
Ocotea phyllyraeddes Mez
Ocotea pomaderrioides (Meissn.) Mez
Ocotea pretiosa (Ness) Mez
Ocotea pulchella Mart.
Ocotea xanlhocalyx Mart.
Odontadenia hypoglauca iStad.) M. Arg.
Sapindaceae
Sapindaceae
Sapindaceae
Sapindaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Lauraceae
Lauraceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Compositae
Melastomataceae
Melastomataceae
Polygalaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Legum.-Caes.
Myrsinaceae
Myrsinaceae
Lauraceae
Lauraceae
Nyctaginaceac
Lauraceae
Lauraceae
Lauraceae
Lauraceae
Lauraceae
Lauraceae
Lauraceae
Lauraceae
Apocynaceac
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
— 71 —
Odontadenia lutea (Vell.) Mgf.
Ouratea castcni ei folia Engl.
Ouratea crassifolia (Pohl) Engl.
Ouratea floribunda (St. Hil.) Engl.
Ouratea cuspidata (St. Hll.) Engl.
Ouratea hexasperma (St. Hil.) Baill.
Ouratea spectabilis (Mart.) Engl.
Palicourea rigida H. B. K.
Palicourea xanthophylla M. Arg.
Pdinphilia aurea Mart.
Pdrinari gardneri Hook.
Parkia platycephala Benth.
Peireskia sacha-rosa Gris.
Peltogyne eonfertiflora (Hayne) Benth.
Pera glabrata Baill.
Pera obovdta Baill.
Peschiera affinis (M. Arg.) Miers var. campestris
Rizz.
Peschiera fuchsiifolia (DC.) Miers
Petraea subserrata Cham.
Physocalymma scaberrimum Pohl
Piptadenia falcata Benth.
Piptadenia macroparpa Benth.
Piptadenia peregrina Benth.
Piptocarpha rotundifolia (Less.) Baker
Pisonia cafferiana Casar.
Pisonia campestris Netto
Pisonia noxia Netto
Pisonia subferruginea Mart.
Pisonia tomentosa Casar
Pithecolobium avaremotemo Mart.
Pithecolobium campestre Spruce
Pithecolobium cochleatum (Willd.) Mart.
Pithecolobium multlflorum (H. B. K.) Benth.
Pldthymenia reticulata Benth.
Pidtycyamus regnellii Benth.
Pidtypodium elegans Vog.
Plenckia populnea Reiss.
P°ecilanthe subcordata Benth.
Posoqueria latifolia (Rudge) R. & Schult.
Ppsoqueria macropus Mart.
P°uteria lateriflora (Benth.) Radlk.
Pputeria ramiflora (Mart.) Radlk.
P°iiteria torta (Mart.) Radlk.
Pfockia septemnervia Spreng.
Protium almecega March.
Pjotium dawsonii Cuatr.
P r °tium heptalhyllum (Aubl.) March.
Protium ovaturn Engl.
1 riimus brasiliensis (Cham. & Schl.) D. Dietr.
1 run us myrtifolia (L.) Urb.
Prunus ulei Koehne
Psidium aeruginascevs Berg.
£ si dium araca Raddi
Psidium incanescens Mart.
£«««» rubescens Berg.
p t *dium warmingianum Kiaersk.
terandra pyroidca Juss.
Pterocarpus rohrii (H. B. K.) Vahl
Apocynaceae
Ochnaceae
Ochnaceae
Ochnaceae
Ochnaceae
Ochnaceae
Ochnaceae
Rubiaceue
Rubiaceae
Styracaceae
Chrysobalanaceae
Legum.-Mim.
Cactaceae
Legum.-Caes.
Euphorbiaceae
Euphorbiaceae
Apocynaceae
Apocynaceae
Verbenaceae
Lythraceae
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Compositae
Nyctaginaceae
Nyctaginaceae
Nyctaginaceae
Nyctaginaceae
Nyctaginaceae
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Pap.
Leaum -Pap.
Celastraceae
Legum.-Pap.
Rubiaceae
Rubiaceae
Sapotaceae
Sapotaceae
Sapotaceae
Flacourtiaceae
Burseraceae
Burseraceae
Burseraceae
Burseraceae
Chrysobalanaceae
Chrysobalanaceae
Chrysobalanaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Myrtaceae
Malpighiaceae
Legum.-Pap.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 72 —
Pterodon polygaliflorus Benth.
Pterodon pubescens Benth.
Qualea brevipetiolata (Warm.) Malme
Qualea cordata Spreng.
Qualea dichotoma Warm.
Qualea grandiflora Mart.
Qualea multiflora Mart.
Qualea parviflora Mart.
Randia armata (Sw.) DC. var. pubescens (H. B. K.)
Standl.
Randia formosa K. Sch.
Rapanea ferruginea (R. & Pav.) Mez
Rauvolfia weddelliana M. Arg.
Remijia ferruginea DC.
Rhabdodendron amazonicum Benth.
Rhamnidium elaeocarpum Reiss.
Riedeliella graciliflora Harms
Rollinia sylvatica (St. Hil.) Mart.
Rollinia xylopifolia (St. Hil.) R. E. Fr.
Roupala brasiliensis Klotz.
Roupala gradneri Meissn.
Roupala heterophylla Pohl
Roupala lucens Meissn.
Roupala montana Aubl. e a var. tomentosa
(Pohl) Sleumer
Roupala ovalls Pohl
Roupala rhombifolia Mart.
Rourea indulta Planch.
Rourea martiana Baker
Rudgea viburnioides (Cham.) Benth.
Rustia formosa (Cham. & Schl.) Klotz.
Sabicea cana Hook.
Saccoglottis guianensis Benth.
Saccoglottis mattogrossensis Malme
Salacia conferia (Miers) Peyr.
Salada micrantha (Mart.) Peyr.
Salacia crassifolia (Mart.) Peyr.
Salvertia convallariodora St. Hil .
Sapium pedicellatum Huber
Saptum marginatum M. Arg.
Schinopsis brasiliensis Engl.
Schinus terebinthifolius Raddl
Schinus weinmannifolius Engl.
Sclerolobium aureum (Tul. ) Benth.
Sclerolobium paniculatum Vog.
Sclerolobium rugosum Mart.
Sebastiania bidentada (M. Arg.) Pax
Secondatia densiflora DC.
Serjania erecta Radlk.
Serjania glutinosa Radlk.
Serjania lethalis St. Hil.
Simaba cedron Planch.
Simaba ferruginea St. Hil.
Simaba warmingiana Engl.
Simaruba versicolor St. Hil.
Solanum lycocarpum St. Hil.
Strychnos bicolor Prog.
Strychnos parvifolia DC.
Strychnos pseudoquina St. Hil.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Vochysiaceae
Vochysiaceae
Vochysiaceae
Vochysiaceae
Vochysiaceae
Vochysiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Myrsinaceae
Apocynaceae
Rubiaceae
Rutaceae
Rhamnaceae
Legum.-Pap.
Annonaceae
Annonaceae
Proteaceae
Proteaceae
Proteaceae
Proteaceae
Proteaceae
Proteaceae
Proteaceae
Connaraceae
Connaraceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Humiriaceae
Humiriaceae
Hippocrateaceae
Hippocrateaceae
Hippocrateaceae
Vochysiaceae
Euphorbiaceae
Euphorbiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Euphorbiaceae
Apocynaceae
Sapindaceae
Sapindaceae
Sapindaceae
Simaroubaceae
Simaroubaceae
Simaroubaceae
Simaroubaceae
Solanaceae
Loganiaceae
Loganiaceae
Loganiaceae
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
— 73 —
Strychnos pubiflora Kruk.
Stryphnodendron adstringens (Mart.) Cov.
Stryphnodendron goyazense Taub.
Stryphnodendron obovatum Benth.
Stryphnodendron polyphyllum Benth. var. villosum
Benth.
Stryphnodendron rotundifolium Mart.
Styrax comporum Pohl
Styrax ferrugineus Nees & Mart.
Styrax martii Seub.
Swartzia grazielana Rizz.
Swartzia macrostachya Benth.
Swartzia multijuga Vog.
Swartzia pilulifera Benth.
Swartzia psilonema Harms
Sweetia brachystachya Benth.
Sweetia dasycarpa (Vog.) Benth.
Sweetia elegans (Vog.) Benth.
Swettia glabrifolia (TuL) Benth.
Sweetia handroi Mohl.
Sweetia lenticisfolia (Schott) Benth.
Sweetia pseudelegans Mohl.
Stceetla velutina Mohl.
Symplocos lanceolata DC.
Symplocos pubescens Klotz.
Symplocos revoluta (Mart.) Casar.
Symplocos trachycarpos Brand.
Tabebuia alba (Cham.) Sandw.
Tabebuia caraiba (Mart.) Bur.
Tabebuia impetiginosa (Mart.) Standl.
Tabebuia ipe (Mart.) Standl.
Tabebuia roseo-alba (Ridl.) Sandw.
Tabebuia ochracea (Cham.) Standl.
Tabebuia serratifolia (Vahl) Nichols.
Tahsia esculenta Radlk.
Talisia subalbens Radlk.
Tapirira guianensis Aubl.
Tapirira marchandii Engl.
Tapura amazônica Poepp. & Endl.
Terminalia argentea Mart. & Zucc.
Terminalia brasiliensis (Camb.) Eichl.
Terminalia fagifolia Mart. & Zccc.
terminalia modesta Eichl.
Ternstroemia alnifolila Wawra
i,l tra pterys phlomoides (Spr.) Niedz.
tntelcodoxa lanceolata (Hook.) Cham.
tibouchina cuyabensis Cogn.
t‘bouchina spruceana Cogn.
Tipuana cinerascens (Benth.) Malme
ttpuana tipu (Benth.) O. Ktze.
ipcoyena brasiliensis Mart.
*°coyena lormosa (Cham. & Schl.) K. Cch.
tacoyena hispidula Standl.
toulicia tomentosa Radlk.
£ [fiPbleya parviflora (Don) Cogn.
* r \chilia catigua Juss.
L r l c hilia oxyphylla DC.
tngonia simplex Warm.
a Mllosmopsis erythropappa (DC.) Sch.-Bip.
Loganiaceae
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Legum.-Mim.
Styracaceae
Styracaceae
Styracaceae
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Caes.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Symplocaceae
Symplocaceae
Symplocaceae
Symplocaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Bignoniaceae
Sapindaceae
Sapindaceae
Anacardiaceae
Anacardiaceae
Dichapetalaceae
Combretaceae
Combretaceae
Combretaceae
Combretaceae
Theaceae
Malpighiaceae
Rubiaceae
Melastomataceae
Melastomataceae
Legum.-Pap.
Legum.-Pap.
Rubiaceae
Rubiaceae
Rubiaceae
Sapindaceae
Melastomataceae
Meliaceae
Meliaceae
Trigoniaceae
Compositae
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
74 —
Vantanea obovata (Nees & Mart.) Benth.
Vatairea macrocarpa (Benth.) Ducke
Vellozia flavescens Mart.
Vatairea guianensis Aubl.
Villaresia congonha (DC.) Miers
Vernonia Jerruginea Less.
Vernonia polyanthes Less.
Virola sebifera Aubl.
Virola sessilis e Bradeanum
( HB )
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
Oi »9 S2
gu*. \ G. Setterfield, 1558 Am. J. Bctany, 45, 571.
22 — Wardrop, A. B. and H. E. Dadswell, 1955, Australian J. Botany,
3, 177.
23 — Milanez, F. R., R. D. Machado e C. A. Alves 1967. Alguns Aspectos
de Infra Estrutura da Epiderme Foliar. Trabalho apresentado ao
XVIII Congresso Nacional de Botânica, Guanabara 22 a 30/1/67.
24 — Frey-Wyssling, A., 1959, Dupflanzliche Zellwand. Springer. p. 32,
Berlin.
25 — Alves, C„ A. 1966, Anatomia da Fôlha do Guaraná. Rodriguésia,
25 (37): 297-312, 11 figs.
26 — Bucheh, H„ 1;57, Helzforsch, 11, 1.
27 — Moor, H., 1959, Dr. Thesis ETH, Zürich, 1959 and J. Ultrastruct.
Res.. 2, 393.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
Fig. 1 — Electromicrografia de corte transversal ultrafino. P — Parede primá-
ria e N — núcleo, x 40.000.
Fig. 2 Corte transversal ultrafino, com parede primária (P). plasmodesmas
(P^. n _ Núcleo, D — Dictiosomas e R — retículo endoplasmático.
Electromicrografia,. x 22.500.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
Fig. 6 — Electromicrografia de corte ultra-fino paradêrmico. Ps — Parede secun-
dária. P — parede primária. L — Laméla média. Mi — microfibrilas com
disposição lamelar. Pa — plasmalema. Pr — protoplasto. x 30.000.
cm 1
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
Fig. 7 — Corte ultra-fino paradermico. L — Laméla média. P — Pareae primária.
Ps — Parede secundária composta com camadas S,, S, e S.).Pa — Plas-
malema. Electromicro mícrograíia. x 9.450.
Fíg. 8 — Corte ultra-fino paradêrmico. L — laméla média. P — parede primária.
Ps — parede secundária composta com camadas (Si, S. e S,). Pa —
plasmalema. Eletromicrografía. x 30.000.
cm l
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
SPCIES NOVA IN BRASÍLIA BROMELIACEARÜM
Edmundo Pereira
Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Tillandsia segregata E. Pereira (AHardtia)
Epiphytica vel rupicula, florifera usque ad sesquimetralis; foliis per-
dense rosulatis, ligulatis, supra vaginam haud contractis; vagina 12 cm
maxima latitudine, dorso castanea, utrique dense lepidoto-foveolata; limbo
fere lineari, apicem versus paulo tatum sensim angustato, 50 cm longo.
9-11 cm. lato, sparse et inconspicue lepidoto, longitudinaliter praecipue di-
midio superiore manifeste subplicato, apice rotundado et mucronato;
scapo 50 cm alto. 1-2 cm diamet., glabro; bracteis scapi foliaceis, inferio-
ribus 28 cm longis, 8 cm latis, apicem versus sensim decrescentibus.
Inelorescentia ampla bipinato-paniculato,, 80 cm alta; bracteis primariis
valde invaginantibus. axem omnino amplectetibus, infericribus ovato-
triangularibus, 7 cm longis, apice obtuse-mucromatis, sparse punctulato-
lepidotis, spicarum pedunculo aequilongis; superioribus 3-4 cm longis,
suborbicularibus, spicarum pedunculo dimidio brevioribus utraque apicem
versus citrinis vel purpureis; spicis patentibus, 20-25 cm longis, c. 12-floris,
binis iníerioribus paulo minoribus, c. G-floris; pedunculo 6-10 cm longo,
médium versus bractea sterili, ovata, bicarinata rigide-coriaceae. apice
emarginato-apiculata, extus glabra, intus inconspicue lepidota, pedunculum
omnino amplectente, 2 cm longa, 2.5 cm lata. Rachis subquadrata, genicula-
ta, viridis, internodiis 15-20 mm longis, primum bracteis obtectis, demum
visibilis; bracteis floralibus internodiis superantibus vel aequantibus ovatis,
subcarenatis, 17-25 mm longis, 17 mm maxima latitudine, rigide coriaceis,
intus inconspicue lepidota, extus apicem versus tantum lepidota, apice pri-
mum acute apiculado, demum bifido. Flores 4-5 cm longi, distici, in anthesin
et postea conspicue secundi sensu descendente; sepala libera, simétrica, lan-
ceolata, rigide coriaceae, glabra et viridia, 20-25 mm longa, 10 mm lata, brac-
teas superantes; pétala lineari-lanceolata, citrina, quam estamina aequi-
longa vel paulo longiora, basin versus 10-15 mm connata, 40 mm longa, 6 mm
lata; staminibus filamentis paulo complanatis, filamentis illis cum pétala
usque ad faucem connatis, parte libera sinuosa; antheris linearibus apice
obtuso, basi sagitata, 1,5 mm longis, 1 mm latis; Pollinis granulis sulco
simplici longitudinali retique prominulo auctus; stylo teretitiusculo, 32 mm
longo, quam stamina valde longiore. Stigma disciforme-f imbriatum . Ova-
rium pyramidatum, 6 mm longum, placentis loculo dimidio aequantibus,
basifixis; Ovulis longe caudatis. EST. III.
Entregue para publicação em 16-IX-196Ü
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
— 114 —
Habitat: Estado do Rio, Teresópolis, Serra dos órgãos. Leg. Edmundo
Pereira n.° 10.674. 28-1-1968. Holotypus RB 140865.
Esta planta foi por mim encontrada, com freqüência, na Serra dos
órgãos. À primeira vista pensei tratar-se de Vriesia morrenií, mas ao
examinar o material, fiquei surprêso por não encontrar vestígio de escamas
nas pétalas e ainda corola gamopétala verdadeira e filetes concrescidos
com as pétalas até a fauce da corola.
A única diferença atual, entre o gênero Vriesia e Tillandsia, é a pre-
sença ou ausência de escamas nas pétalas, por tal motivo, acho que deve
ser considerada espécie nova de Tillandsia, até que estudos posteriores,
mais profundos, estabeleçam novas diferenças para separar os dois gêneros.
Consultando, por meio de carta, ao Prof. L. B. Smith, respondeu-me
dizendo que considerava a minha planta uma forma que se afasta do
tipo, retornando à uma simples ancestral.
Com todo respeito à opinião do Prof. L. B. Smith, não concordo com
ela, pelo menos no momento, salvo se depois de publicada a minha espécie,
êle argumentar com provas mais convincentes.
Se tivermos que abandonar o caráter fundamental para separar os
dois gêneros, seria mais lógico aceitar a opinião de Baker, juntando Vriesiu
a Tillandsia e subdividi-lo em subgêneros.
Tillandsia appariciana E. Pereira (Anaplophytum)
Saxicola caulescens, solemniter argentata, florifera ad 20 cm alta, caule
dorsiventralí conspicue arcuato. Folia quaquaverse disposita, recurvata
sed haud secunda, rigida et crassa, vagina pellucida, a basi usque ad
apicem sensim angustata, demum filiformia usque 14 cm longa, supra
vaginam 10-12 mm lata valde canaliculato-concava, utrinque perdense
lepidibus peradpressis argenteis, obtecta. Inflorescentia 5-10-ílora, sim-
pliciter spicata, foliorum apicem superans; scapo glabro, usque 10 cm longo,
vaginis rubris oblongis apice in acumen lepidotum, argentatum, longe
productis, glabris, scapum involventibus, quam internodia multo longio-
ribus, inflatis; rache paulo geniculata; bracteis rubris, ovatis acutisque,
concavis nec carinatis, glabris, quaquaversis, 20-25 mm longis, sepala su-
perantibus. Flores erecti 25 mm longi, sessiles quaquaverse; sepala 20 mm
longis, lanceolatis, glabris, posticis usque ad apicem inter sese connatis,
antico libero vel 1 mm connato. Pétala alba ad 22 mm longa ex ungue
lineari in laminam rotundatam dilatata 5 mm latam libera et eligulata,
per antesim apice patente recurva to. Stamina petalis subduplo breviora,
per antesim floris in fauce inclusa, filamentis tenuibus, linearibus, paulo
supra médium solemniter plicatis, liberis; antheris luteis, 3 mm longis,
linearibus, apice rotundatis, basi minute incísis, basifixis. Ovarium trigo-
num 5 mm longum, in partem inferiorem fertilen superioremque sterilem
divisum, sensim in stylum rectum 2-3-plo longiorem, gracilem attenuatum:
placentis interno loculorum angulo e basi usque infra médium lineariter
affixis; ovulis paucis, cylindraceis, brevissime funiculatis, apice rotundatis,
ecaudatis. EST. III.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 115 —
Habitat: Minas Gerais, Serra Grande sôbre afloramento de calcáreo
A. P. Duarte plantas vivas. Holotypus: Edmundo Pereira 10.711 cultivada
em 14-7-1968 RB 137233, Isotypus: HB Herb. Mus. Hist. Nat. B. Hor. Para-
tipo: A. Duarte 10.949.
Caule dorsiventral ac flore affinis T. araujei est, se foliorum magni-
tudine, forma atque indumento valde differt.
In its dorsiventral stem and its flower this species is closely related
as T. araujei, but the size and shape of the leaves and their indument is
Quite different.
Tillandsia sucreii E. Pereira (Anoplophytum)
Saxicola, caulescens, haud dorsiventralis, florífera usque ad 10 cm alta.
Folia persecunda, subulata, acuminata profundo canaliculata et rigida,
subcarnosa, utrique squamis patcntibus albidis vestita, 40-50 mm longa,
7 mm maxirna latitudine. Inflokescentia paniculata, spicis parvulis for-
mata, eaque tota instructa squamis patentibus, albidis non auten scapus
et corolla; .s piculae 15 mm longae, binis floribus fertibus et uno' rudimen-
tari. Scapus erectus, ruber, bracteis 3-4 invaginantibus vestitus; vaginis
ovato-oblongis, rubris; liinbus viridis, subulatus, canaliculatus et perse-
cundus; bracteis primariis ovatis acutis vel breviter acuminatis, concavis,
haud carinatis, rubris, bracteis íloralibus aequelongis vel paulo brevioribus:
bracteis íloralibus ovatis, apice acutis, concavis, obtuse carinatis, cálice
Paulo brevioribus. Flores sessiles 20 mm longi; sepala lanceolata, apice
acuta, dorso acute carinato. rubra, 13 mm longa, anteriora libera, poste-
riora basin versus 4 mm alte connata; pétala unguiculata apicem versus
in laminam fere orbiculare dilatata, apice ipso acutiusculo et assimétrico,
rubro-lilacinea, staminibus duplo longiora, 18 mm longa; staminum fila-
mentis complanatis linearibus, medio plicatis; antherae lineares utrinque
obtusae; Stylus cylindricus, perlongus, ovário 8-10x longior; stigmata li-
nearia, fimbriato-papilosa;orarzim subglobosum, trigonum. EST. IV.
Habitat: Guanabara, Morro do Pavão, Copacabana, sôbre paredão
íngreme, Leg. P. I. Braga e D. Sucre n.° 1.715 em 19-10-1967. Holotypus-
RB; Isotypus: HB.
T. brachyphylla et T. geminiflora valde affine ab his differt foliorum,
bractearum, calicis forma.
This new species is closely related to T. brachyphylla and T. gemini-
jlora but from both it is distinguishcd by the shape of the leaves, bracts,
ealbc and other details. It is dedicated to my collegue Dimitri Benjamin
Rubiacae specialist of the Jardim Botânico, who found it in Rio, near
Copacabana.
Rubiacearum studicso Dimitri Sucre Benjamin haec species nova di-
cata.
Vriesia rubyi E. Pereira (Vriesia)
Epiphyta stolonifera; jlorifera usque as 40 cm alta. Stolones cum 7-15 cm
íongi, dense prophyllis imbricatis obtecti. Folia circa 20, ligulata, dense
rosulata 15 cm longa, supra vaginam haud constricta vagina ovoidea,
utrinque squamulis minutissimis bruneis peradpressis dense obtecta, intus
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
— 116 —
in vivo atro-purpurea, in sicco, castanea; lamina sublinearis, apicem
versus paulo tantum angustata ejusdem magnitudinis ac vagina aut plus
minusve, 3-4 cm lata utrinque albescentis et minutissime punctata, apíce
rotundato leviter emarginato et mucrone tenuiter aucto: scapo erecto fere
ad basim raehidis abrupte curvato, folia valde superans; scapali bracteae
suborbiculares, glabrae, rubrae, intemodia valde superantes et tota longi-
tudine adpresse invaginantes cum marginibus tectis, apiceque in mucro-
nem parvilum producto. Inflorescentia simplex, distica, oblonga-lanceo-
lata, glabra, rubra, basi apiceque acutis 15 cm longa, 3 cm maxima latitu-
dine, circa 20-floribus; bracteae florales, glabrae, rubrae, imbricatae, 3 cm
longae, 3 cm lata fere orbiculares sepalis aequilongae vel paululo breviores,
inflatae, apice acute carinato, incurvado, citrino; imbricatione subanthese
dimidiata, rachem omnino tegentes. Flores sessiles, erecti subanthese
demum paulo secundi, 4 cm longi; sepala 25-30 mm longa, ovata-oblonga,
acuta, rigida, flavita bracteis aequilonga vel paulo longiora. Pétala flavida,
35 mm longa 7 mm lata, linearia, apice obtuso emarginato, infra médium
ligulis binis triangularibus instructa. Stamina conspicue pétala superantia;
filamento teretutiusculo; antherae lineares basi apiceque obtusis. Stylus
37 mm longus, Stigmatibus subtrilobatum, fimbriato-papilosis, anteras val-
de superans. Ovarium anguste pyramidatum 5 mm longus. Placentae ângu-
los loculi internos affixae usque fere ad apicem fertiles. Ovula apice longo-
caudata, cauda ovuli aequilonga. Tab V.
Habitat: Estado do Rio, Serra da Estréia, Rocio Leg. Ruby Braga e
E. Pereira n.° 10.641, 29-10-1967 — HOLOTYPUS — RB 140.862.
V. incurvata, V. inflata et V. petropolitana affinis ab his differt foliis,
inflorescentia et stolone.
This new species is related to Vriesia incurvata, V. inflata and V. pe-
tropolitana but is easely distinguished by its leaves, inflorescence, stolon
and other details. It is dedicated to Mrs. Ruby Eveline Braga, student of
Brazilian Bromeliaceae .
Vriesia tijucana E. Pereira (Vriesia)
Florifera usque ad sesquimetralis. Folia plurima, dense rosulata, ligulato-
lanceolata, super vaginam haud constricta; vagina 10-12 cm maxima lati-
tudine, castanea, utrinque denso iepidoto-foveclata; limbo lineari, apicem
versus paulo tentum sensim angustato, 70-80 cm longo 7 cm lato, sparce et
inconpicue lepidoto, apice lanceolato et acuminato. Scapus 40-45 cm altus,
1-2 cm diamet. erectus, glabrus; scapi bracteae foliaceae, 7-10 cm longae,
internodia superantes. Inflorescentia persimplex, distiche pinnata, 40 cm
longa, 10 cm lata, apice lanceolato; bracteae florales glabrae, pars inferior
brunnea, seperne paleacea et margine purpurea, haud carinatae, ovatae,
apice obtusae, 6 cm longae, sub-anthese dense imbricatae sepala supe-
rantes. Flores divaricati vel reflexi, 55 mm longi nullo modo secundi, nocte
aperiuntur, sepala 4 cm longa, oval-lanceolata haud carinata, apice acute
et purpurascente; pétala suboblcnga 45 mm longa, 20 mm lata, flavescente,
punctato-purpurea, apice obtusiuscula subemarginato, basi ligulis binis
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— 117 —
triangularibus acuminatis vel bifidis intructa, staminam superatia. Fi-
lamenta apicem versus dilatata. Ovulum caudatum, cauda ovuli aequilonga.
EST. VI.
Habitat: Estado da Guanabara, Floresta da Tijuca, leg. Edmundo
Pereira n.° 16.685 em 17-2-1968. Holotypus RB. 140.866. Isotypus: HB.
V. bituminosa peraffinis ab his differt bractearum floralium magni-
tudine, foliarum apice et substantiae betuminosae ausentia.
This new species is closely related to V. bituminosa but is distinguished
specially by the length of its floral bracts. apex of the leaves and no
bituminous substances .
Vriesia pallidiflora E. Pereira (Vriesia)
piphyta haud stolonifera; florifera usque ad 40 cm alta. Folia plurima,
ligulata, dense rosulata, 30-35 cm longa super vaginam haud constricta;
vagina ovoidea, utrinque squamulis minutissimis punctatis obtecta, vires-
centis; lamina lineari, apicem versus paulo tantum angustata, 20 cm longa,
4 cm lata, utrinque viride-pallidescenti, inconspicue punctata, apice angus-
tato-acuto et mucronato; Scapo erecto vel paulo curvato, folia aequalia
vel paulo breviora; scapi bracteae ovatae 20 mm longae 15 mm latae,
glabrae, viride, internodia paulo superantes, apiceque in mucronen pro-
ducto. Inelorescentia circa 15-floribus ,flabellata disticha spicata, apice
rotundaía, 13 cm longa, 5 cm lata; bracteae florales, glabrae, pars inferne
rubro-flava, supeme virides, imbricatae, ovato-lanceolatae, pars apicalis
acute carinata et longe incurvata, 35 mm longae 20 mm latae, sepalis ae-
quilongae vel paulo majores et intemodils majores; imbricatione ultra
dimidio sequentium. Flores sessiles, erecti subanthese demum paulo se-
cundí, 60 mm longi; sepala 30 mm longa 10 mm lata, lanceolata, glabra,
acuta carinata, hyalina, flavo-pallidescentia; pétala linearia, hyalina,
ílavo-pallidescentia, 45 mm longa, 7 mm lata apice obtuso, basi ligulis binis
triangularibus instructa. Stamina conspicue pétala superantia; filamento
teretiusculo; antheris linearibus utrinque obtusa 8 mm longis, lmm latis.
Stylus 55 mm longus; stigmatibus fimbriato-papilosis, antheras va Ide
superantibus; ovarium anguste pyramidatum 5 mm longus; placentis lo-
cuJorum angulis internis adherentibus usque fere ad apicem fertiles;
ovulis haud appendiculatis. EST. VII-VIII.
Habitat: Estado do Rio, Serra dos órgãos, Estrada Itaipava Teresópolis
a 800-900 m alt. Leg. Ruby Braga e Edmundo Pereira 10.700 em 19-3-1968.
Holotypus RB. 140.864 — Isotypus HB.
Species heac affinis V. erythrodactyloni, ab hac differt foliorum va-
gina viridi, bracteis floralibus, sepalis aequilongis, carinati in apice tantum,
corola totaliter flavo-pallidescente et haud stolonifera.
This new species is close to V. erythrodactylon, but differs from it
by the green leaf sheet, by the floral bracts, the lenght of sepals which
are carinate at the apex only by the corolla entirely pale yellow and no
stoloniferus.
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Tillandsia segregata E. Pereira. A: inflorescência parcial (1:1); B: Fôlha (1:2)
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ESTll
Tillandsia segregata. E. Pereira. C: flor com bráctea flora! (2x); E. cálice e
corola (2x) ; F: corola e androceu <2x) ; G: tubo da corola (2x) ; H: antera (2x) ;
I: gineceu (2x) ; J: estigma (10x) e L: óvulo (30x).
SciELO/JBRJ
Tillandisa appariciana E. Pereira. A: hábito (lx). B: ílor (4x) ; C: pétala (4x) ;
D: gineceu (5x> ; E: estame <8x); F: sépala (4x) ; e G: bráctea floral (4)
cm l
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est iv
Tillandsia sucreii E. Pereira
cm ..
Vriesia ruby E. Pereira. A: íôlha (lx); B: flor ccm a bráctea floral (2x); C:
estilete (2x) ; D: flor (2x) ; E: bráctea floral extendida (2x) ; F: pétala com es-
camas e estames (4x) ; E: estame (8x) ; F: Pétala com escama e estames (4x);
e G: Corola com androceu e escamas (2x), H: Cálice (4x).
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Vríesa tijucana E. Pereira. A: fôlha e inflorescência (lx); B: pétala com escamas
e estames (2x); C: gineceu (2x) ; D: sépala (2x) e E: bráctea floral extendida (2x).
cm 1234
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Vriesa pallidi flora. E. Pereira. Hábito (lx)
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ESLVIi
Vriesia pallidiflora E. Pereira. A: fôlha (lx) ; B: flor com a bráctea floral (4x) ; C:
corola com androceu <5x); D: cálice (2x) ; E: bráctea flora (2x) e F: gineceu (2x>.
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cm 1
cm
UMA NOVA ESPÉCIE DE HE LICONIA L. ( Musaccae )
DE DE RAQUE PENDULA
Humberto de Souza Barreiros
Bolsista do CNPq
A presente espécie de Heliconia de raque pêndula, originária do Alto
Solimões, Amazonas, n.° 11721RB, mostra, além dos caracteres abaixo men-
cionados, três flores na inflorescência, caráter não encontrado em ne-
nhuma outra espécie do grupo. Foi coletada pelo famoso botânico Aparício
Duarte e se acha em cultivo no setor de Musáceas do Parque do Jardim
Botânico. As espatas da inflorescência dessa espécie contêm glândulas
nectaríferas e são muito assediadas por pequenas abelhas negras (conhe-
cidas por abelhas-cachorra ou arapuá) em contraste com as inflorescên-
cias ,de outras espécies de Heliconia, cujas flores examinadas ao vivo pelo
autor são solicitadas, em seus nectários contidos no tépalo trífido, por
colibris e beija-flôres.
Dentre as espécies de raque pêndula examinadas pelo autor no Her-
bário e Parque do Jardim Botânico e Herbário do Museu Nacional (além
da literatura quase sempre controvertida sôbre essas espécies) não foi en-
contrada espécie com as características que esta apresenta, razão pela qual
a considera nova para a ciência, apondo-lhe o epítetD de Heliconia trifiora
Barreiros, seção Cannoideae Griggs.
Além de três flores, os caracteres mais destacados dessa nova espécie
são: 1 — habitus canoideo; 2 — inflorescência espiralada-cilíndrica (vá-
rias parásticas) , decídua, com plastochrons (Esau, 65) numerosos de es-
patas complanadas, leguminiformes; 3 — nectário nas espatas; 4 — filo-
taxia basal e dística (as folhas a princípio partem do rizoma, depois são
emitidas do escapo florístico, com intervalos de 30-20 cm; 5 — estaminódio
amplectente envolvendo filetes; 6 — fruto sincarpo, baga.
Convém ressaltar que o autor não encontrou fruto sêco capsular, ou
drupáeo, tão generalizados pela literatura botânica sôbre as espécies de
Heliconia; os frutos examinados ao vivo são bagas como os do gênero Musa.-.
Porém com o pericarpo fino, endocarpo gelatinoso de pouca espessura e
semente dominante com integumento duro, esclerificado, e albúmem ami-
láceo. o estaminódio, por sua vez, considerado apenas como um aborto
floral apresenta-se na maioria das espécies de Heliconia como um órgão
controlador de filetes mantendo-os em limites de angulação.
Essa espécie é afim de H. rostrata R. P. pelo comprimento e côres das
espatas diferindo da mesma pelos itens 1, 2, 3, 4 e pelo número de flores.
Entregue para publicação em 16-9-1969.
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11 12 13 14
cm ..
— 128 —
Em próximo trabalho o autor apresentará uma revisão atualizada do gê-
nero Heliconia que envolve os dois aspectos da fase reprodutiva: raque
pêndula e ereta. Seguem as diagnoses do gênero da nova espécie com icones
do autor, e uma sugestão de chave dicotômica para determinação das es-
pécies examinadas. Foi incluída nas diagnoses a classificação de Raun-
kiaer, 34, sôbre o tamanho das folhas e que bem define as caracteristicas
dessas espécies.
Heliconia L., Mant. 2(1767) 147.
Sin.: Bihai Adans. Fam. 2 (1763)67; Heliconiopsis Miq. Fl. Ind. Bot.
3:590, 1885 (1858)
Tipo: Heliconia bihai (L) L.
Erva grácil ou válida de habitus musóideo ou canóideo, perene, ma-
crófila ou mesófila, 1-12 m alta; folhas basais ou dísticas sóbre o escapo
florístico, pecioladas ou sésseis; inflorescência ereta ou pêndula, bi-multi-
flora, racemosa, terminal, flores homoioclamideas, epíginas, sifonadas, pe-
diceladas ou sésseis, envolvidas por espatas coloridas; estames 5 anteras
basifixas, rimosas, estaminódio breve envolvendo ou não os filetes, estigma
minuto capitado ou redondo, ovário trilocular, uniovulado, fruto baga azul.
Areografia — De acôrdo com o levantamento de ocorrências feito pelo
autor, as espécies de Heliconia aparecem na faixa intertropical que com-
preende a América do Sul, América Central, Antilhas, Ásia e Oceânia.
Aparecem também na zona temperada do Brasil, Sta. Catarina e Rio G.
do Sul, onde são conhecidas como caetê-açú e bananeira-do-mato ( H .
rollinskii Lane e H. bihai L .) .
Helionia triflora Barreiros n. sp.
Herba glacilis, I-2m alta, rizomatis brevissimis, badiis, habito can-
noidea, macrophylla vel mesophylla, scapophylla (foliis basalibus, sursum
in scapo distichis observatis) ; foliis petiolis 8-10 cm longis, limbo 50-65 cm
longo, 10 cm lato, lanceolato, basi rotundata, costa supra impressa, subtus
prominente, utrinque viridi acumine parvo; inflorescentia terete-spiralata,
pendula, triflora decidua, lm longa vel ultra (haud in cultis) , rachidibus fle-
xuosis, rubris, pubescentibus, internodis multis, lcm longis, circa pedunculo
longioribus: nodis multis spatharum deciduarum plastochronum resultan-
tibus; curtispathis horizontalibus, 50 vel ultra, leguminiformibus, 6 cm
longis, 1, 5 cm altis, rubris usque medio, dein prasinis, leviter pubescentibus,
glanduloso nectariferis, in pluris parastychis dispositis; bracteis floralibus,
intra, albi-roseis, subfalcatis, 4 cm longis, triangularibus, glabris, floribus
obvallantibus; perigonio albo apice citrino, 4, 5 cm longo, glabro, basi in-
flato, sursum angustato et curvato, in anthesin spathis clauso adulto se-
miexposito; tepalo trifido et tepalo opposito circinato in annullo basi cum
staminodio connatis; duobus tepalis angustatis, posticis trifido subadnatis:
staminibus albis, apice perigonio exsertis; staminodio albo, crasso, obtru-
lato. curvado, 1 cm longo, filamentos amplectente; stigmate albo ovoldeo,
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tetradentato, stylo albo serpentinoideo trigono; ovário albato, oblongo,
glabro, pedicello breve, albato, ovulo cândido, obovato, anatropo, introrso,
íructu syncarpo, bacca, 1 cm longo, cyaneo, semine magna, integumento
sclereficato, albumine amylaceo. Floret Septembro in cultis Januario.
Holotypus RB 117214; leg. A. Duarte, n.° 7154, 19/9/62.
Habitat: Brasil, Amazonas, Benjamim Constant, Alto Solimões; Ap.
Duarte, n.° 7154 col. septembro anno 1962 (Holotypus in Herbário Horti
Botanici Sebastianopolin RB 117214 servatus).
CHAVE DICOTÔMICA DAS ESPÉCIES DE RAQUE PÊNDULA
EXAMINADAS PELO AUTOR
1 — Inflorescência espiralada 2
— Inflorescência dística 3
2 — Com três flores glabras, espatas horizontais legumi-
niformes, rubro-esverdeadas • H. triflora
— Mais de três flores, inflorescência pubescente, obcõ-
nica, espatas lanceoladas rubras com margem ama-
rela, limbo de base cordata H. platystachys
3 — Espatas variegadas 4
Espatas de uma côr 5
4 — Espatas pequenas, ovais rostradas, arqueadas para
cima, rubro-esverdeadas, inflorescência oblonga . ... H. rostrata
— Espatas lanceoladas, rubras, margens amarelas, in-
florescência obdeltóide marginata
5 — Espatas rubras, lanceoladas, arqueadas para cima,
flores alvas, inflorescência oblonga :; •••• H. pendula
— Espatas largas, ovais, róseas ou rubras, coriáceas,
imbricadas, inflorescência obdeltóide H. mariae
BIBLIOGRAFIA
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SciELO/JBRJ
11 12 13 14
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Hist. Bot., 18:182-184.
Wawra, H., 1866 — Botanische Ergebnisse, Iter. Max. 1, 143, tab. 21.
AGRADECIMENTO
Êste trabalho foi realizado na Seção de Geobotânlca do Jardim Botâ-
nico do Rio de Janeiro, sob os auspícios do Conselho Nacional de Pesquisas,
ao qual o autor expressa os seus agradecimentos. O autor agradece tam-
bém ao Prof. Álvaro Xavier Moreira, chefe do Herbário do Museu Nacional,
que lhe possibilitou as pesquisas.
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Fig. 1 — Inflorescência e hábito de Heliconia. triflora. Barieiros *F. — Fruto)
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3
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cm
cm ..
TYPUS DO HERBÁRIO DO JARDIM BOTÂNICO
DO RIO DE JANEIRO — V.
Odette Pereira Travassos
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Em continuação ao nosso trabalho TRAVASSOS (1965 e 1966) e GUI-
MARÃES (1965 e 1966) apresentamos uma nova contribuição.
Quando transcrevemos literalmente as etiquêtas, fazemos em itálico
tôda a parte impressa.
Foram visto por nós, os seguintes exemplares:
NICTAGINACEAE
Neea krukovii Standl — RB 31356.
Neea madeirana Standl — RB 4244 e 31551.
Neea paraensis Hub. — RB 19597.
Pisonia brevifolia Hub. — RB 19605.
Pisonia Duckei Hub. — RB 19596.
Pisonia steliulata Hub. — RB 19598.
Pisonia subcapitata Hub. — RB 19600 e 19601.
Pisonia subcapitata Hub., var. laxiuscula Hub. — RB 19599.
Pisonia obtusifolia Hub. — RB 19604 e 19602.
POLYPODIACEAE
|l
Doryopteris Apparicioi Brade — RB 71883.
SOLANACEAE
Marckea parviflora Ducke — RB 14805.
VOCHYZEACEAE
Qualea decorticans Ducke — RB 34667 .
Qualea macropetala Warm. — RB 17755.
Qualea magna Kuhlmann — RB 34385.
Qualea retusa Spr. ex Warm., var. conacea Ducke
Qualea psidifolia Warm. — RB 17754.
Qualea sprucei Warm. — RB 11756.
Qualea themistoclesii Ducke — RB 34671.
— RB 34669.
Neea krukovii Standl (1939): 188.
Brazil: State of Amazonas, basm of Rio Madeira, Humayta, near
Livramento, on terra firma .October-November, 1934, B. A. Krukoff 6836
(Type in Herb. Field Mus.; Duplicate in herb. N. Y. Bot. Gard.).”
Bolsista do Conselho Nacional de Pesquisas.
Entregue a publicação em 19 de setembro de 1969.
SciELO/JBRJ
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— 134 —
O exemplar RB 31556, é um ISOTYPUS, consta de duas excicatas
contendo na l. a , as seguintes etiquêtas: l. a ) PHOTOGRAPHED BY H. N.
MOLDENKE, 1930-1931 // 2. a B. A. KRUKOFF'S 5th EXPED1T10N TO
BRAZILIAN AMAZÔNIA / BASIN OF RIO MADEIRA / 6836 Neea krukovii
Stand / sp. nov. / Tree 70 ft high. / State of Amazonas : Municipality
Humayta, near Livramento / on Rio Livramento. On terra firma. Oct.
12 — Nov, 6, 1934 / Specimens distributed through the New York Botanical
Garden // 3 a ) I. B. V. ISOTYPUS (carimbo) / JARDIM BOTÂNICO DO
RIO DE JANEIRO / HERBABIO / N.° 31556 Arb. N.° ... / Fam. Nyctagi-
naceae / Nome scíent. Neea Krukovii Standl / Var / Nome vulgar /
Procedência ... / Observações ... / Collegit 6836 Data 1934 / Determ.
por ... / Data ... //Na segunda excicata encontramos a seguinte etiquêta:
B. A. KRUKOFF’S 5th EXPEDITION TO BRAZILIAN AMAZÔNIA / BASIN
OF RIO MADEIRA / 6836 Neea krukovii Standl. (Type Coll.) (as quatro
últimas palavras foram escritas posteriormente) / Tree 70 ft. high. /
State of Amazonas: Municipality Humayta, near Livramento, / on Rto
Rio Livramento. On terra firma. Oct 12 — Nov. 6, 1934 / Specimens dis-
tributed through the New York Botanical Garden //
Neea madeirama Standl (1939); 189.
“ — Brazil: State of Amazonas, basin of Rio Madeira, Humayta, on
plateau between Rio Livramento and Rio Ipixuna, on Campirana, Novem-
ber, 1934. B. A. Krukoff 7066 (type in Herb. Field Mus.; duplicate in herb.
N. Y. Bot. Gard.) Also N° 6902, collected near Livramento”.
O exemplar RB 4244, é um ISOTYPUS, consta de uma excicata com as
seguintes etiquêtas: I a ) B. A. KRUKOFF’S 5th EXPEDITION TO BRA-
ZILIAN AMAZÔNIA / BASIN OF RIO MADEIRA / 7066 Neea madeira
Standl. (Type Coll.) / Tree 70 ft, high, on campirana. / State of Amazo-
nas: Municipality Humayta, on plateau between / Rio Livramento and
Rio Ipixuna. November 7-18, 1934. / Specimens distributed through the
New York Botanical Garden // 2 a ) S. F. Tipo col (estas duas palavras
foram escritas a tinta e grifadas / JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE
JANEIRO / Herb. 4244 / Fam. Nyetaginaceae / Nome scient. Neea madel-
rana Standl / Nome vulg / Proced. Amazonas: Humayta, no planalto
entre / o Rio Livramento e Ipixuma / Obs. na campinarana / Col. Krukoff
7066 Data 7 e 8 de 11 / Det. p Data 934 //
O exemplar RB 31551 é uma duplicata do PARATYPUS, consta de
uma exsicata com as seguintes etiquêtas: SMITHSONIAN INSTITUTION
/ From THE UNITED STATES NATIONAL HERBARIUM II 2 a ) Nyct.
B. A. KRUKOFF’S 5th EXPEDITION TO BRAZILIAN AMAZÔNIA I BASIN
OF RIO MADEIRA I 6902 / neea madeirana Standl. / “Joa mole” Tree 95
ft high. / State of Amazonas : Municipality Humayta, near Livramento, /
on Rio Livramento. On terra firme. Oct. 12 — Nov. 6., 1934 / Specimens
distributed through the New York Botanical Garden // 3. a ) I. B. V. /
JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 31551
Arb. N.° ... / Fam. Nyetaginaceae / Nome scient. Neea madeirana Standl. /
Var / Nome vulgar “Joá mole” / Procedenda ..../ Observações ..../
Collegit. 6902 Data 1934 / peterm. por .... Data ....//
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
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Denominamos duplicata de PARATYPUS visto ainda não ter um termo
próprio.
Neea paraensis Hub- 1903: 351. , . _ , „
"Hab. Alemquer, beira do campo de varzea 1 1 04 (4948) leg. A. Ducke .
O exemplar RB 19597, é um ISOTYPUS e consta de uma exsicata com
as seguintes etiquêtas: l. a ) H. A. 4948 Neea paraensis Hub. / alemquer,
beira do campo da varzea, 1-1-1904 A. D. // 2. a ) JARDIM BOTÂNICO DO
RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / Fam. Nyctaginaceae / Nome scient.
Neea paraensis Hub. / Var / Nome vulgar ..../ Procedência Alemquer
(Pará) , beira do campo da / várzea do Amazonas / Observações arbusto /
Collegit A. Ducke, Herb. Amaz. Mus. Pará 4948 / Determ. por (encontramos
somente aspas debaixo do coletor) //
O número dado na publicação refere-se ao Herbário do Museu Goeldi
e também, não encontramos nenhuma referente a êste Museu.
Pisonia, b revi folia Hub. (1903): 348. . . . . . 10 „ TT /0110
“Hab. Rio Mapuera, capinarana a NE. do Taboleirmho, 12 XII (9112
A. Ducke.”
O exemplar RB 19605, é um ISOTYPUS, consta de uma exsicata com
as seguintes etiquêtas: l. a ) H. A. 9112 / Pisonia brevifolia Hub. / Campi-
rana a NE. do Taboleirinho, Rio Mapuera, / 12-12-1907 A. D. Arb.° gran-
de, fl. amarelento-esverdeada / muito cheirosa, fr° prêto // 2 a ) JARDIM
BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 19605 Data 12-12-
1907 / Fam. Nyctaginaceaa / Nome scient. Nee ^ , í^ r -
.... / Nome vulgar . . . . / procedência Campina perto da Cachoeira do Ta-
boleirinho, Rio Mapuera / (affl. do Trombetas, Pará) / Observações Ar-
busto grande, fl. amarellento esverdeado, cheirosa / Collegit. A. Ducke,
Herb. Amaz. Mus. Pará 9112 / Determ. por 3. Hubber.
Salientamos que o número citado na obra é do Herbário do Museu
Goeldi e não de coletor bem como não encontramos nenhuma etiquêta
referente aquêle Museu, embora o material seja uma duplicata.
Pisovia Duckci Hub. (1903): 350.
“Hab. Rio Mapuera, cachoeira do Paraiso, ad ripam, 11 XII 07 (9095)
leg. A. Ducke.”
O exemplar RB 19596, é um ISOTYPUS, consta de uma exsicata com
as seguintes etiquêtas: I a ) H. A. 9095 / Pisonia Duckei Hub. 11-12-1907
A. D. / R. Mapuera, Cachoeira do Paraiso, beira, arbusto // 2. a JARDIM
BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / NP 19596 Data 11-12-
1907 / Fam. Nyctaginaceae / Nome scient Neea Duckei (Hub.) Himerl /
Var ..../ Nome vulgar ..../ procedência Beira da Cachoeira Paraiso, Rio
Mapuera (affl. / Trombetas, Pará) / Observações Arbusto / Collegit. A.
Ducke, Herb Amaz Mus. Pará 9095 / Determ. por 3. Huber //
Salientamos que o número dado na obra trata-se do número do Her-
bário do Museu Goeldi e que o referido material sendo duplicata do citado
Herbário não tem nenhuma etiquêta do mesmo.
Embora o exemplar tenha passado para Neea Duckei (Hub.) Himerl
não deixou de ser tipo de Pisonia Duckei Hub.
Pisonia stellulata Hub. (1903): 350 A. Ducke.
“Hab. Óbidos, capueira, 20 XII 05 (4855) leg. A. Ducke .
SciELO/JBRJ
cm
— 136 —
O exemplar RB 19598, é um ISOTYPUS, consta de uma exsicata com
as seguintes etiquêtas: l. a ) H. A. 4855 Pisonia stellulata Hub. / Óbidos,
capoeira na boca do lago, / 20-12-1905 A. D. // 2. a ) JARDIM BOTÂNICO
DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 19598 Data 20-12-1903 / Fam.
Nyctaginaceae / Nome scient. Neea stellulata (Hub.) Himerl / Var. .../
Nome vulgar / Procedência Óbidos (Pará), capoeira na boca do lago !
Observações / Collegit A. Ducke, Herb. Amaz. Mus. Pará 4855 / Determ.
por J. Huber //
Não encontramos nenhuma etiqueta referente ao Museu Goeldi, como
o número citado refere-se ao número do Herbário daquêle Museu.
Pisonia subcapitata Hub. (1903): 349.
“Hab. Almerim (campo baixo) 14 XII 02 (3052 q ) ; Óbidos, capoeira,
20 Xn 03 (4857, ) , leg. A. Ducke”.
O exemplar RB 19600, é um ISOSYNTIPUS e consta de uma exsicata
com as seguintes etiquêtas: l.°) H.A. 3052 / Pisonia subcapitada Hub.
/ Almerim, campo baixo, 14-12-1902 A. D. // 2 a ) JARDIM BOTÂNICO DO
RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 19600 Data 14-12-1902 / Fam. Nycta-
taginaceae / Nome scient. Neea subcapitata (Hub.) / Var„.. / Nome vulgar
... / Procedência Almeirim (Pará) , campo da várzea do / Amazonas /
Observações. . . . /Collegit. A. Ducke Herb. Amaz. Mus. Pará 3052 / Determ.
por J. Huber //
Não encontramos etiqueta original do Herbário do Museu Goeldi nem
indicação de tratar-se de exemplar masculino.
O exemplar RB 19601, é um ISOSYNTYPUS, consta de uma exsicata
com as seguintes etiquêtas: I a ) JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO
/ HERBÁRIO / N.° 19601 Data 20-12-1903 / Fam. Nyctaginaceae / Nome
scient. Neea subcapitata Hub./ Var / Nome vulgar / Procedência
Óbidos (as duas primeiras letras desta palavra foram escritas sóbre
outras que não pudemos distinguir) (Pará), capoeira na boca do lago /
Observações ... / Collegit. A Ducke, Herb., Amaz. Mus. Pará 4857 / Determ.
por J. Huber //
Queremos ressaltar que também não enconUamos a etiqueta ao
Herbário do Museu Goeldi e, também J sinal de tratar-se de exemplar
feminino como indica a obra.
Esclarecemos que os números citados na literatura é do Herbário do
Museu Goeldi e não do coletor.
Embora os exemplares estejam atualmente classificados como Neea
subcapitata Hub. var. laxiuscula Hub. Himerl não deixam de ser “Typus”
de Pisonia subcapitata Hub.
Queremos assinalar que no exemplar RB 3052 encontramos o nome
antigo e o nome atual do exemplar enquanto que no exemplar RB 19601
só encontramos o nome atual.
Pisonia subcapitata vac. laxiuscula Hub. (1903): 349.
“Hab. Rio de Faro, Vista Alegre, 6 IX 07 ( 8939) leg. A. Ducke”.
O exemplar RB 19599 é um ISOTYPUS, consta de uma exsicata com
as seguintes etiquêtas: I a ) H.A. 8639 Arbusto, fl. pardacenta / Pisonia
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
— 137 —
subcapitata Hub. var. laxiuscula Hub. / Vista Alegre, Rio pe Faro, mata
de varzea, 6-9-1907 A.D. // 2. a ) JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JA-
NEIRO / HERBÁRIO / N.° 19599 Data 6-91907 / Fam. Nyctaginaceae / Nome
scient. Neea subcapatata (Hub.) / Var. laxiuscula Hub. / Nome vulgar
/ Procedendo, Vista Alegre, Rio de Faro (Pará), matta da / varzea /
Observações Arbusto; íl. pardacenta / Collegit. A. Ducke Herb. Amaz.
Mus. Pará 8639 / Determ. por J. Huber //
Não encontramos nenhuma etiquêta referente ao Herbário do Museu
Goeldi, outrossim como se pode notar encontramos em cada etiquêta uma
determinação, na l. a a determinação original e na 2. a o nome atual.
Embora esteja atualmente classificada como Neea subcapitata (Hub.)
Himerl., var. laxiuscula Hub. não deixa de ser “Typus” de Pisonia subca-
pitata Hub. var. laxiuscula Hub.
Pisonia obtusifolia Hub. (1903): 347.
“Hab, Óbitos, capoeira 8 1 04 (4879), 21 XI 07 (8848), 20 XII 07
(9178) ; Castanhaes a E. do Lago Salgado, 24 XI 07 (8884) leg. A. Ducke”.
O exemplar RB 19604 é um ISOSYNTIPUS, consta de uma únicata
exsicata com as seguintes etiquêtas: l. a ) H. A. 9178 Pisonia obtusifolia
Hub. / Óbidos, capoeira, 20-12-1907 A. D. / Arbusto // 2 a ) JARDIM
BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 19604 Data 20-12-
1907 / Fam. Nyctaginaceae / Nome scient. Neea obtusifolia (Hub.) / Var.
/ Nome vulgar / Procedência Óbidos (Pará), capoeira / Observa-
ções Arbusto / Collegit. A. Ducke, Herb. Mus. Pará 9178 / Determ. por J.
Huber //
Só encontramos referência ao primitivo nome da espécie na etiquêta
do coletor e não encontramos nenhuma etiquêta do Herbário do Museu
Goeldi. E por se tratar de uma duplicata do exemplar original, denomi-
namos Isosyntypus.
O exemplar RB 19602, é um ISOSYNTYPUS, consta de uma exsicata
com as seguintes etiquêtas: l. a ) H. A. 8884 / Castanhaes a E. do Lago
Salgado / 24-11-1907 A. D. / Arbusto // 2 a ) JARDIM BOTÂNICO DO RIO
DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 19602 Data 24-11-1907 / Fam. Nyctagi-
naceae / Nome scient. Neea obtusifolia (Hub.) / Var / Nome vulgar
/ Procedência Castanhas do l.° Salgado (Trombetas, Pará) / Obser-
vações Arbusto / Collegit. A. Ducke, Herb. Amaz. Mus. Pará 8884 / Determ.
por J. Huber //
As mesmas ressalvas que fizemos no exemplar anterior faremos nêste,
pois não encontramos nenhuma etiquêta do Museu Goeldi.
Salientamos que os números citados no obra referem-se ao número
do Herbário do Museu Goeldi e não ao número de coletor.
Esta espécie passou para Neea obtusifolia (Hub.) Himerl. porém
continua como ‘‘Ttypus” de Pisonia obtusifolia Hub.
FAMÍLIA FOLYPODIACEAE
Doryopteris Apparicioi Brade (1965): 72, tab. 18, figs. 144-149.
"Habitat: Brasil. Estado de Minas Gerais. Patos, Cascata 800 m sôbre
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 138 —
nível do mar. Leg. Apparicio Pereira Duarte n.° 3054. TYPUS: RB 71.883.
l-IX-1950”
O exemplar RB 71883 é um HOLOTYPUS, consta de duas exsicatas, na
primeira as seguintes etiquêtas: I a ) 03054 / Fam. Polypodiaceae / Nome
cient. Doryopteris / Nome vulg / Proced. Cascata, Patos, Fazenda
Exp. do Est. 750 m / Colegit. A. P. Duarte Data 1/9/50 // 2 a ) S. F. I
JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / Herb. N.° 71883 / Fam. Poly-
podiaceae / Doryopteris Lorentzii (Hier) Diels / Nome vulg / Proc.
Patos de Minas — Cascata / 800 m / Obs. Planta rupestre, arenito trássico
/ com desagregação em forma de caldeirões (posteriormente foi escrito as
seguintes palavras:) ven. anastomosantes / Col. A.P. Duarte 3054 Data
1/9/950 / Det. p. Brade Data 1953 // 3. a ) 71883 / Doryopteris Apparicioi
Brade / nov. spec. / det. Brade 1962. // 4 a ) ISOTYPUS (sic) (esta eti-
queta foi escrita em vermelho) . Na segunda exsicata encontramos a
seguinte etiqueta: 71885. / Doryopteris Apparicioi Brade / nov. spec. /
det. Brade 1962 //
FAMÍLIA SOLANACEAE
Marckea parviflora Ducke (1932): 747.
“Habitat civitate Amazonas in silvis alluviorum fluvii Solímões loco
Paciência, 23-1-1924 1. J. G. Kuhlmann, H. J. B. R. n.° 14805 (dupl. Mus.
Paris.)
O exemplar RB 14805, é HOLOTYPUS, consta de duas exsicatas tendo
na primeira exsicata as seguintes etiquêtas: l. a ) N. 1201 Data 23-1-924 /
Nome Solanaceae / Nome vulg. ... / Colh. p. J. G. K. / Local Paciência,
Solimões / Amazonas // 2 a ) JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO /
HERBÁRIO / N.° 14805 Data 23-1-1924 / Fam. Solanaceae / Nome scient.
Marckea parviflora Ducke n. sp. / var / Nome vulgar / proce-
dência Paciência, Solimões, Amazo- / nas / Observações Epiphyta, fl.
verde, estames / brancos: matta de aluvião. / Collegit. J. G. Kuhlmann,
1201 / Determ. por //
FAMÍLIA VOCHYSIACEAE
Qualea decorticans Ducke (1938) : 39.
“Habitat prope Cucuhy in limine Brasiliae cum Venezuela inter Rio
Negro et montes graníticos, silva non inundabili loco leviter paludoso
22-9-1935 leg. A. Ducke, H.J.B.R. 34.667.’
O exemplar RB 34667, é um HOLOTYPUS, com seis exsicatas, tendo
na primeira as seguintes etiquêtas: l. a ) Cucuhy / matta da t. f. perto /
das Pedras, / 22-9-1935 A. D. / arv. gr.; cálice / azul violáceo, pétala / roxa
// 2 a ) Cotypus (sic) / I.B.V. / JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO
/ HERBÁRIO / N.° 34667 Arb. N.° ..../ Fam. Vochyziaceae / Nome scient.
Qualea decorticans Ducke n. sp. / Var. ../ Nome vulgar / Procedência
Cucuhy, Rio Negro (Amazonas) / Observações .../ Collegit A. Ducke Data
22-9-35 / Determ. por (Aspas debaixo do nome do coletor) Data 1937 //
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 139 —
'Qualea macropetala Warm. (1875): 41.
“Crecit prope Panuri ad Rio Uapés: Spruce n. 2713.”
O exemplar RB 17754. é um ISOTYPUS consta de uma exsecata a
as seguintes etiquêtas: l. a ) EX HERB. MUSEI BRITANNICI // 2. a ) JAR-
DIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 17755 Data
1852-3 / Fam. Vochysiaceae / Nome scient. Qualea macrocarpa Warm. ,
Var. Nome vulgar .../ Procedência Rio Uaupés (Amazonas) Determ.
por. ...H E na exsicata encontramos as seguintes anotações: 6040 // Qua-
lea Aubl. / Macropetala, Spruce / O. N. Vochysiacea / Prope Panuri e ad
Rio Uaupés - / (: R. Spruce (estas duas últimas palavras grifadas) n .°
2713) II
Qualea magna Kuhlmann (1940): 80, est. 8.
“Legit J. G. Kuhlmann, Corrego do Durão, Linhares, Rio Doce, Espírito
Santo, n.° 196, 23-IV-1934 (H.J.B.R. n.° 34385).
O exemplar RB 34385, é um HOLOTYPUS, com três exsicatas, tendo
na primeira a seguinte etiquêta: I.B.V. / JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE
•JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 34385 Arb. N.° ..../ Fam. Vochysiaceae / N.
scient. Qualea magna (as duas últimas palavras grifadas) Kuhlmann n.
sp / yar / Nome vulgar / Procedência Corrego do Durão, Linha-
res, Rio Do- / ce, Espírito Santo / Observações Arvore com 32 m de alt.
•e 2 m de circunferência. Mata. Pétala alva, ru- / bra no centro próximo
a base / Collegit J. G. Kuhlmann 196 Data 13-IV-934 / Determ. por (aspas
-debaixo do nome do coletor) Data 1938 / /
Nas outras exsicatas colocaram somente o número de registro.
Qualea retusa Spr. ex Warm., var coriaceae Ducke (1938) : 37.
”... Frequens ad ripas inundatas Igarapé Macacuny Rio Negro af-
fluentesin limine Brasiliae et Colombiac, 19-9-935 leg. A. Ducke, H.J.B.R.
34669.”
O exemplar RB 34669, é um HOLOTYPUS da variedade, consta de uma
exsicata com as seguintes etiquêtas: l. a ) Cucuhy, Igarapé Macacury, / beira
inundada, / 19-9-1935 A. D. / arv. pequ. até med. / pétal. branca com faixa
/ amarella / coanun (esta palavra não está muito legível) // 2. a ) I.B.V. 1
JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / N.° 34669 Arb.
N.° . . . / Fam. Vochysiac. / N. scient. Qualea retusa Spr. ex Warm., / Var.
•coriaceae Ducke n.v. / Nome vulgar ..../ Procedência I garapé Macacuny
perto de Cucuhy, / Rio Negro (Amazonas) / Observações .../ Collegit A.
Ducke Data 19-9-35 / Determ. por (aspas debaixo do nome do coletor)
Data 1937 // 3. a ) S.F . / JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / Herb.
NP 3469 / Fam. Vochysiacea / Qualea obtusa Briq. / Nom. vulg. ... / Pro-
ced / Obs / Col. Ducke Data 19-9-935 / Det. p. Stafleu, Monog.
Vochys. Data / pp. 169-170.
Embora tenha passado para Qualea obtusata Briq. continua sendo o
‘‘Holotypus’ da variedade de Qualea retusa Spr. ex. Warm., var. coriaceae
Ducke.
Qualea psidiifoüa Warm- (1875): 46.
“Crescit prope S. Carlos ad Rio Negro prov. do Alto Amazonas et as
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 140 —
ilumina Cassiquiari, Vaslva et Pacimoni: Spruce. — Floret Aug., Oct. fruc-
tus fert.”
O exemplar RB 17754, é um ISOTYPUS consta de uma seguinte
ctiquêta: Cotypus / JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO /
HERBÁRIO / N.° 17754 Data 1853-4 / Fam. Vochysiaceae / Nome ex-
scient. Qualea psidiiíolia Warm. / Var. ... / Nome vulgar. ... / Procedência
S. Carlos, Rio Negro, Venezuela / Observações... / Collegit Spruce 3059 / De-
term. por ... //Na exsicata encontramos as seguinte anotações: 6388. //
Qualea Aubl. / psidiifolia, Spruce/ O. N. Vochysiaceae / Prope' San Carlos,,
ad Rio / Negro Brasiliae borealis / R. Spruce n.° 3059 //
Qualea Sprucei Warm. (1875): 39.
“Prope Panuri ad Rio Uapés, prov. do Alto Amazonas: Spruce 2740.”
O exemplar RB 11756, é um ISOTYPUS, consta de uma exsicata com
as seguintes etiquêtas: l. a ) EX-HERB. MUSEI BRITANNICI // 2. a ) JAR-
DIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / NP 17756 Data
1852-3 / Fam. Vochysiaceae / Nome scient. Qualea Sprucei Warm. / Var.
■ •■/ Nome vulgar. ... / Procedência Rio Uaupés (Amazonas) / Observações
... / Collegit Sprucei 2740 / Determ. por ... H Escrito na camisa, encon-
tramos as seguintes anotações: 6284 // Qualea Aubl. / roxa Aubl. / O. N.
Vochysiaceae. / Prope Panuré ad Rio / Uaupés. ( : R. Spruce (grifado) num.
2740 //
Qualea Themistoclesii Ducke (1938) : 38.
“Habitat in ripis rupestribus fluminis Curicuriary (Rio Negro Affluen-
tis) cataractae Cuina, 19-11-1936, leg. A. Ducke, H.J.B.R. 34671.”
O exemplar RB 34671, é um HOLOTYPUS, consta de duas exsicatas,.
tendo na primeira, as seguintes etiquêtas — l. a ) Rio Curicuriary / arre-
dores da / cachoeira Cirina, / margem rochosa, 19-11-1936 A. D. / arv. med.,
cálice / fusco-rubro, pétala branca // 2 a ) I.B.V. / JARDIM BOTÂNICO
DO RIO DE JANEIRO / HERBÁRIO / NP 34671 Arb. NP ..../ Fam. Vochy-
siaceae / N. scient. Qualea Themistoclesii Ducke n. sp. / Var. .../ Nome
vulgar . .. / Procedência Rio Curicuriary affl. Rio Negro (Amazonas / Ob-
servações .../ Collegit A. Ducke Data 19-11-1936 / Determ. por (aspas de-
baixo do nome do coletor) Data 1937 // Na outra exsicata foi colocada
somente o número de registro.
Queremos deixar os nossos agradecimentos a todos aquêles que nos
ajudaram na elaboração de nosso trabalho, principalmente aos Srs. Mau-
rício Braga e Augusto de Souza Veríssimo, o primeiro na parte biblio-
gráfica e o segundo nos auxiliando na procura do material Herbário.
BIBLIOGRAFIA
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SciELO/JBRJ
11 12 13 14
FLORA DA GUANABARA *
FLACOURTIACEACEAE — OLACACEAE — BORAGINACEAE
Elsie F. Guimarães.
G. M. Barroso.
C. L. Falcão Ichaso.
Antônia Rangel Bastos.
SeçSo de Botânica Sistemática do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
• Êste trabalho contou com o auxílio do CNPq.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
FLACOURTIACEAE
A. P. De Candolle, DC 1:255. 1824; — l.c. 2:49. 1825; — l.c. 16 (2):
590 .1868; Endl., Gen. PI 916. 1839; Benth. Gen. in. Journ. Linn Soc.
5, 2.° suppl. 75. 1861; Benth. et Ruok — f. ( Gen. Pl. 1:122. 1862; l.c. 3:
412. 1880. Schnizlein, in Mart. Fl. Bras. 4 (1): 278. 1857; Eichler in
Mart. Fl. Bras. 13 (1): 421. 1871; Warburg, in E. Nat. Pflanzenf. 3 (6a):
1. 1893; Krause, 1. c. 2 (21): 321. 1925; Gilg., l.c. 377; Cloz. Ann. Sc.
Nat. 4:362-388. 1855; Saint-Hill. Fl. Bras. Mer. 2: 299. 1829; Baillon,
Hist. Pl. 4:265. 1873.
Árvores ou arbustos. Folhas simples alternas, raramente opostas, in-
teiras, geralmente denteadas. Estipulas 2, foláceas ou não, geralmente
caducas, raras vêzes persistentes. Flores axilares ou terminais, geralmente
dispostas em cimeiras ou rácemos, hermafroditas ou dióicas, hipóginas,
mono ou diclamideas, actinomorfas. Sépalos 3-5, livres vaivares ou às
vêzes imbricados. Pétalos nulos ou 3-5, vaivares. Disco formado por glân-
dulas carnosas, glabras ou pubescentes, às vêzes desenvolvido em processos
alternos e isômeros com os estames. Est ames 5 ou em número indefinido
raro um só, iguais, separados ou unidos; filetes filiformes; anteras rimosas,
dorsifixas. Ovário séssil, unilocular, com 2-10 placentas parietais, às vêzes
pela projeção das mesmas o ovário é completo ou incompletamente dividido
em lóculos; óvulos anátropos de 2 a muitos; estiletes livres ou concres-
cidos. Fruto, baga carnosa ou sêca, cápsula raro drupa. Sementes poucas,
pequenas, freqüentemente com arilo, endosperma sempre presente.
Com 86 gêneros e cêrca de 1.330 espécies tropicais e subtropicais, ocor-
rendo somente 2 gêneros com 9 espécies na América do Sul temperada.
A família Flacourtiaceae é muito interessante para a medicina, pois
a ela pertencem as plantas que fornecem os óleos terapêuticos contra
a lepra.
CHAVE PARA AS TRIBOS OCORRENTES NA GUANABARA
A. Plantas com mais de 1 estame:
a. Flor com pétalos.
b. Pétalos em maior número que sépalos I — Oncobeae
bb. Pétalos em número igual ao de sé-
palos II — Scolopieae
aa. Sem éste característico.
• Flacourtiaceae — Nome dado em homenagem a Estevão Flacourt, governador de
Madagascar.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
— 145 —
c. Estames além de 12 III — Flacourtieae
cc. Estames até 12 IV — Casearieae
AA. Plantas com um só estame V — Lacistemeae
I — ONCOBEAE
A tribo Oncobeae caracteriza-se por apresentar pétalos com ou sem
escamas na base e em número maior do que os sépalos. Receptáculo sem-
pre sem efigurações. Estames em número indefinido, raramente 5.
Na Guanabara é representada por um gênero: Carpotroche Endl.
CARPOTROCHE* •• ENDL.
Endl. Gen. Pl. 918. n.° 5066. 1840; Benth et Hook f. 1: 125 1862 ;
Eichler. in Mart. Fl. Bras. 13 (1): 435. 1871; Pittier, Cont. Nat. Herb.
12: 177. 1909.
Árvores ou arbustos dióicos. Folhas alternas. Flores masculinas dis-
postas em rácemos paucifloros axilares, quando hermafroditas ou femi-
ninas, são solitárias, axilares, com pedicelos articulados. Sépalos 3-2, im-
bricados Pétalos em duas séries, de 6-12, imbricados. Estames, nas flores
femininas, nulos, nas masculinas e hermaproditas muitos com filetes curtos
e anteras lineares, basifixas, rimosas. Ovário, na flor masculina, rudi-
mentar ou nulo, nas femininas e hermafroditas séssil, unilocular, multi-
ovulado, sub-crbicular com 6-7 carpelos, 10-14 alas longitudinais, inteira.*,
onduladas ou crístado-denteadas; estiletes de 5-7, curtos terminais, livres
ou concrescidos; estigmas subcapitados. Baga coriácea ou lenhosa, ovóide
ou globosa, provida de alas ou cristas.
Espécie genérica: C. brasiliensis (Raddi) Endl.
C. BRASILIENSIS* (Raddi) Endl.
Est. I
Endl., in Gen. Pl. 918, 5066, 1840; Eichler in Mart. Fl. Bras. 13 (1) : 436.
1871. .
Mayna brasiliensis Raddi. Mem. Soc. Ital. dei Sei. 18. jig. la. 1820;
A. P. de Candolle in DC Prod. 1: 79 1824; Pittier, Contr. Nat. Herb.
12: 177. 1909.
Arvore de 10-20m, com ramos novos pilosos. Folhas pecioladas, pe-
cíolo com 1,5 cm de comprimento; lâmina obovado oblonga 14,5-17cm de
comprimento, 5,5-6 cm de largura, pilosa na face dorsal, na ventral somente
nas nervuras, obtusa ou acuminada no ápice, aguda na base, com 10 ner-
• Refere-se ao fruto alado ou aristado. Carpo — fruto — Troche — alado.
•• Brasiliensis — Do Brasil.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 146 _
vuras laterais arqueado-patentes levemente serrada na margem, cada
dente da serra terminados por um tufo de pêlos. Flores masculinas bem
desenvolvidas, com pedicelo piloso, 1,3 cm de comprimento, uni-bracteolado
na base. Sépalos obovado-pilosos. Pétalos obovados, pilosos; 1,8-2 cm de
compr. 7-9 mm de largura. Estames com filetes pilosos; anteras li-
neares, 4,5 mm de comprimento. Ovário nulo. Flores hermafroditas, axi-
lares isoladas, com pedicelos pilosos. Sépalos obovados. Pétalos obovados.
Estames com filetes pilosos; anteras lineares. Ovário piloso, com 10 alas
longitudinais; estiletes pilosos; estigmas capitados.
Typus — Corcovado, montagna próxima a Rio de Janeiro.
Nome vulgar — Sapucainha; Pau-de-caximbo; Papo-de-anjo; Canudo-
-de-pito; Pata-de-cotia.
F enologia — Floração de janeiro a dezembro.
Material examinado ; Andaraí, Borda da Matta, leg. Kuhlmann s/n
(12-XII-1939) RB; Horto Florestal, leg. Claudionor s/n (28-IV-1941) RB;
Mata do Pae Ricardo, Horto Florestal leg. Pessoal do Horto 291 (16-XI-926)
RB; Vista Chineza, leg. Otávio A. Silva s/n. (20-1-1945) RB; bidem. leg.
Freire e Peckolt (1943) R; Serra da Carioca, leg. A. C. Brade 10674 (31-
-III-1931) R; ibidem, leg. A.C. Brade 11333 (14-n-1932) R; Campo Gran-
de, Granja do Paraíso, leg. Sampaio, Freire, Peckolt, Costa s/n (1934) R.
Distribuição geográfica: Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
Bahia, Minas Gerais.
II — SCOLOPIEAE
A tribo Scolopieae, caracteriza-se por apresentar pétalos em número
igual ao de sépalos, estames em número indefinido, formando vários ciclos.
Receptáculo não raro com glândulas ou com disco denteado. Na Guana-
bara ocorre apenas um gênero: Banana Aubl.
BANARA* Aubl
Aubl. Hist. Pl. Gui. Fr. 2:547, tab. 217. 1775; A. P. de Candolle, Prod.
1:259. 1824: Cios., in Ann. Sc. Nat. 4. ser. 8: 239. 1857; Benth et Hook
í. Gen. Pl. 1: 798. 1867; Eichler in Mart. Fl. Bras. 13 (1): 497. 1871:
Gilg. in E. P. Pflanzfam. 2 (21): 423. 1925.
Xyladenius £>esv. in Hamilt. Prod. P!. Ind. Occ. 41. 1825. Boca Vell.,
Fl. Flum. 232. 1825, tab. 113. 1827, Ascra Schott. in Spreng. Syst. Cur. Post.
4: 407. 1827. Kuhlia H.B.K. Nov. Nov. Gen. Sp. Pl. 7:234, tab. 652. 1825
Espécie genérica-, b. guianensis Aubl.
Arvores ou arbustos. Folhas alternas, simples, glanduloso-serradas na
margem, pecioladas. Inflorescência terminal, paniculada. Flores pequenas
com pedicelos articulados acima da base, brácteas e bracteolas minúsculas.
Flores hermafroditas, diclamídeas, trímeras, tetrâmeras ou pentâmeras,
• Parece derivar-se de um nome indígena da Guiana Francêsa.
SciELO/ JBRJ
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cm ..
— 147 —
com preflcração do cálice valvar ou aberta e da corola imbricada. Es-
tames muitos com filetes filiformes; anteras pequenas, globosas, rimosas.
Ovário séssil. globoso, atenuado no estilete com estigma capitado; placen-
tas parietais, de 3-8, filiformes, projetadas na cavidade do ovário, óvulos
muitos. Baga subglobosa, apiculada. carnosa ou coriacea.Semeníes oblon-
gas ou ovais, sem arilo e com endosperma carnoso.
Com 23 espécies neotropicais, das quais 3 estão representadas na re-
gião estudada, podendo ser determinadas pelos seguintes caracteres:
A. Placentas 3.
a Pedicelo com 4mm; sépalos com 3mm;
pétalos com 3,5-4mm; ovário com 2mm;
estilete com lmm de comprimento I — B. brasiliensis
aa. Pedicelo com l,9mm; sépalos com lmm;
pétalos com l,2mm; ovário com 0,9mm,
estilete com 0,lmm de comprimento .... II — B. parviflora
AA. Placentas além de 3 m serrata
I — B. BRASILIENSES * (Schott) Benth.
Est. II, fig. 1,2
Benth. in Joum. Linn. Soc. 5. 2.° supp.: 93. 1861; Eichler in Mart. F1
Bras. 13 (1): 499. 1871.
Ascra brasiliensis Schott in Spreng. Syst. Veg. App. Curt. Post. 407.
1827. Kuhlia brasiliensis A. Gray, in Amer. St. Epl. Exped. 74. 1854.
Doliocarpus pubiflorus Miq. in Linnea 19: 432. 1847.
Arvore pequena com ramos glabros. Folhas pecioladas, pecíolo piloso,
7 mm de comprimento; lâmina de elítica a sub-obovoda, oom 7-10,5 cm de
comprimento, 2, 6-4, 6 cm de largura, lúcida na página ventral, com a costa
média esparsamente pilosa em ambas as faces, aguda no ápice e na base,
glanduloso-serrada na margem, com 7-8 nervuras laterais. Inflorescência
disposta cm penículas terminais. Flores trimeras, pediceladas pedicelo
piloso, bracteolado na base; bracteolas pilosas, ovadas, agudas. Sépalos
ovado-lanceolados, agudos com 3 mm de comprimento. Pétalos ovados, ob-
tusos com 3,5-4 mm de comprimento. Estames muitos; filetes filiformes,
glabros; anteras miúdas e arredondadas. Ovário glabro, globoso, 2mm de
comprimento; estilete curtíssimo, lmm de comprimento; estigma provido
de lobos diminutos.
Typus — Brasil, leg. Schott.
Fenologia — Floresce de fevereiro a maio.
Material examinado : Urca, leg. J. G. Kuhlmann s/n (24-IV-1932)
RB; Jacarepaguá, leg. E. Pereira 4534 e A. P. Duarte (24-11-1959) RB;
Sacopã, L. Rodrigues de Freitas, leg. J. G. Kuhlmann s/n (s/data)
RB; Santa Tereza, leg. Schwacke 7335 (16-III-1891) RB; Botafogo, leg. Kuhl-
mann s/n (16-V-921) RB; Horto Florestal, leg. Pessoal do Horto 1946
* Brasiliensis — do Brasil.
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(14-11-930) RB; Mata da Floresta Corcovado, leg. Dionísio e Occhioni 3295
(25-11-922) RB; Corcovado, leg. Glaziou 2921 (9-II-1869) R.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara e Rio de Janeiro.
II — B. PARVIFLORA (A. Gray) Benth.
Est. H, fig. 3,5
Benth. in Jour Lin. Soc. 5, 2.° supp. 91. 1861. Eichler in Marl. Fl.
Bras. 13: (1-) : 498. 1871.
Kuhlia parviflora A. Gray, Bot. Amer. Expl. Exped. 1: 73. 1854. B. exe~
candra Briq. in Ann. Conservat. Bot. Gen. 2: 48. 1898.
Árvore de 3-4m de altura, ramos providos de lenticelas. Folhas pe-
cioladas, pecíolo de 0,5-1 cm de comprimento; lâmina glabra, lanceolada,
6-8 cm de comprimento, 2-3 cm de largura, assimétrica na base acuminada
no ápice, serrado-glandulosa na margem. Inflorescência disposta em pa-
niculas terminais, levemente pilosa. Flores minúsculas, trimeras, com pedi-
celos de 1,9 mm de comprimento. Sépalos ovado-lanceolados, 1 mm de com-
primento, 0,7 mm de largura. Pétalos ovado-lanceolados, levemente agu-
dos no ápice, 1,2-1, 3 mm de comprimento e 0,7 mm de largura. Estames
com filetes filiformes; anteras subarredondadas. Ovário glabro, 0,9 mm
de comprimento, estilete curtíssimo, 0,1-2 mm de comprimento.
Typus — Hab. Brazil in the Organ Mountain’s near Rio de Janeiro.
F enologia — Floresce em janeiro.
Material examinado: Serra da Tijuca, Bom Retiro, leg. Brade 11247
(3-1-1932) RB; Alto da Boa Vista, Estrada de Paulo e Virgínia, leg. Milton
Vale 9 (17-1-1944) R.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara e Rio de Janeiro.
B. SERRATA (Vell) Warb.
Warb. in E. & P Nat. Pflanzenf. 3(6a) : 32. 1893.
Boca serrata Vell Fl. Flum. 5: tab. 133. 1827. Banara velloziti Gard. in
Hook. Lond. Journ. Bot. 2: 331. 1843 ; Benth. in Journ. Linn. Soc. 5,
2°suppz. 93. 1861; Eichelr in Mart. Fl Bras. 13 (1) : 500. 1871.
Espécie citada para o Rio de Janeiro em bibliografia (Eichler, l.c.)
coletada por Gardner 301, mas não verificada a ocorrência por nós, na
região estudada.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara e Rio de Janeiro.
III — FLACOURTIEAE
A tribo Flacourtieae caracteriza-se pela ausência dos pétalos. Estames
em número indefinido, livres. Receptáculo sem corona. Na Guanabara
ocorre o gênero: Xylosma Forst.
• Parviflora — de ílôres miúdas.
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— 149 —
XYLOSMA* G. Forster
Forster, Prod. 72. 1768, nom. conserv.; Benth et Hook., f. Gen. Pl. i:
128. 1862; Eichler in Mart. Fl. Bras. 13 (1): 443. 1871. Gilg. in E.P.
Planzenf . 2 (21): 433. 1925.
Myroxylon J. et G. Foster., Char. Gen. 125. 1776, nec. L. f. 1781. Hisin-
gera Hellen, Vet. Akad Handl Stock. 32, tab. 2. 1792. Hiesingera Spreng.,
Pugill. 2: 90. 1815. Besera Spreng., Pugill. 2: 90. 1815. Rumea Poit., in
Mem Mus. Paris 1: 62, tab. 4.1815 Roumear DC., Prod. 1: 256. 1824.
Limácica F. G. Dietr., Volst. Lex., Gaertn. Nac. Nachtr. 4 : 383. 1818.
Craepaloprumon (Endl.) Karsten., Fl. Colomb. 1: 62, tab. 61. 185it.
Flacourtia b. Craepaloprumon Endl., Gen. 921. 1839. Apactis Thunberg.
Diss. nov. gen 3 : 6. 1783 cf. Juel. in Pl. Thunberg. 198, 1918.
Espécie genética'. X. orbiclulatum ( Forst ) . Forst. f
Árvores ou arbustos, diócos, com ramos espinhosos . Fôlhas alternas,
geralmente curto pecioladas; lâmina quase sempre glanduluso-denteada
ou crenada, sem estipulas. Flores pequenas geralmente verdes ou amare-
ladas, dispostas em fascículos axilares, monoclamideas, com cálice de 4-6
sépalos imbricados. Flôres masculinas com estames exertos, de 15-25, an-
teras subglobosas, basifixas. Flores femininas com 2 estigmas e pouccv
óvulos. Fruto baga.
Com cêrca de 100 espécies nos trópicos e subtrópicos da América, Ásia
até Austrália.
Na Guanabara encontramos X. prockia (Turcz.) Turcz.
XYLOSMA PROCKIA (Turcz.) Turcz.
Est. m
Turcz., Buli. Soc. Nat. Mosc. 36 (1): 554. 1863.
Hisingera prockia Turcz., Buli. Soc. Nat. Mosc. 27 (2) : 332. 1854. Hisin-
gera salzmannii Cios., Ann. Soc. Nat. 4 (8) : 224. 1857. Xylosma salzmannii
(Cios.) Kuntze., Rev. Gen. 1: 44. 1891.
Árvore com ramos lenticelosos e providos de espinhos retos e agudos
com 3 cm de comprimento. Fôlhas curto pecioladas; lâmina elitica, 7-9 cm
de comprimento, 3-4cm de largura, brilhante, acuminada no ápice e aguda
na base, serrada na margem. Inflorescência disposta em fascículos axila-
res ou extra-axilares. Flôres pequenas. Flores masculinas com pedicelos
glabros, 8 mm de comprimento. Cálice glabro, 4-partido, sépalos ovado-
-lanceolados, ciliados. Estames glabros; filetes filiformes; anteras subglo-
bosas. Flôres femininas, não vimos.
Typus — Leg. Salzmann in Bahia.
*• Nome dado por G. Forster, por causa da fragância de algumas espécies.
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— 150 —
Nome vulgar — Resedá.
F enologia — Floresce de maio a setembro.
Material examinado: Pedra do Andaraí, encosta da Serra, leg. Manuel
Matos s/n (13-V-1947) RB; Serra da Carioca, leg. Occhioni 187 (9-VI-
-1945) RB; Corcovado, leg. Glaziou 6467 (3-VI— 1873) R; Inspetoria Flo-
restal, leg. Estrada de Ferro Central do Brasil 109 (23-IX-932) R; D. Fe-
deral, leg. Mario Lima s/n (s/data) R; Matas do Rio Trapicheiro, leg.
C. Freire 623 e Peckolt (5-VI-1935) R.
Dispersão geográfica : Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
Bahia, Minas Gerais e Goiás.
| IV — CASEARIEAE
'
A tribo Casearieae caracteriza-se pela ausência de pétalos. Estames
de 6-12. Receptáculo com efigurações. Na Guanabara ocorre apenas um
gênero: Casearia Jacq.
CASEARIA* Jacq.
Jacq., Enum. Pl. Carib. 4. 1760; Stirp. Amer. Hist. 132. tab. 85. 1763;
H.B.K., Nov. Gen. Sp. Pl. 5: 361. 1821; Prod. 2: 48: 1825; Eichler in
Mart. Fl. Bras. 13 (1): 457. 1871; Benth et Hook f., Gen. Pl. 1 ; 796 .
1867; Gilg. in E. F. Pílanzenfam. 2 (21): 451. 1925.
Piparea Aubl., Hist. Pl. Gui. Fr. 2. Suppl. 30. tab. 386. 1775. Iroucana
Aub., Hist. Pl. Gui. Fr. 1: 328. tab. 127. 1775. Pitumba Aubl., 1 c. 29,
tab. 385. Melistaurum Forst., Char. Gen. 143a tab. 72. 1776. Langleia
Scop., Introd. 231. 1777. Moleria 1. c. 335. Anavinga Lan., Encycl. 1: 147.
1873. Valentínea Sw. Prod. Veg. Ind. Occ. 63. 1788. Vareca Gaertn.
Fruct. 1: 290, tab. 60. 1788. Athenaea Schreb., Gen. 1: 259. 1789. Chae-
tocrater R. et. P. Fl. Per. Chil. Prod. 61, tab. 26. 1794. Clasta Comm.
ex. Vent., Choix. t. 37. 1803. Cr ateria Pers., Syn. 1: 384. 1805. Bedousia
Dennst. Schleussel Hort. Malab. 31. 1818. Bigelovia Spreng., Neue
Entdeck. 2: 150. 1821 Lindleya Kunth., Malvac. 10. 1822. nec.
H. B. K. 1823; Antigona Vell., Fl. Flum. Ic. 4, tab. 145. 1827.
Bedusia Raf., Sylv. Tell. 11. 1838. Chetocrater Raf., l.c. 149. Gossy-
piospermum (Gris) Urb., Fedde Rep. 19: 6. 1923. Coryzospermum
Zipp. ex Bl. Mus. Bot. Ludg. Bat. 1; 255. 1850. Guidonia Gríseb.. Fl.
Brit. W. Ind. Isl. 24. 1859.
Espécie genérica: C. nítida (L.) Jacq:
Arbustos ou árvores com ramos cilíndricos. Folhas alternas com ou
sem pontos translúcidos, pecioladas, estipuladas, (estipulas caducíssimas) .
Inflorescência umbelada ou fasciculada, axial. Flores pediceladas; pedi-
celos articulados acima da base. Flôres alvo-amareladas ou esverdeadas
• Nome dedicado a Joanni Casearlo.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
— 151 —
pequenas monoclamídeas, com sépalos imbricados, erectos, patentes ou
reflexos na antese. Estames de 6-12, nas espécies estudadas sempre em
número de 10; filetes filiformes, de tamanhos desiguais anteras ovais, elí-
cicas ou sub-globosas, com ou sem glândulas no dorso, dorsifixas Disci
constituído por processos (estaminódios) claviformes, tomentosos, isôme-
ros ou alternados com os estames, livres ou concrescidos em tubo. Ovário
supero, séssil, unilocular com 3 placentas parietais, 1-2 a muitos óvulos,
estilete terminal, simples; estigma simples ou trífido no ápice, pequenos,
globosos ou capitados. Fruto, cápsula trivalvar, loculicida de uni a polis-
perma. Semente geralmente envolvida por uma membrana colorida, com
arilo fimbriado e endosperma farto.
Com cêrca de 100 espécies pantropicais das quais cêrca de 40 são
brasileiras, ocorrendo na região estudada 9.
CHAVE PARA AS ESPÉCIES DE CASEARIA
A. Estames alternados com os processos do dis-
co. (estaminódios) . (Est. II, fig- 4; Est. VII,
fig. 2; Est. IV, fig. 3-5) .
a. Estilete indiviso, com estigma globoso
(Est. II, fig 6; Est. IV, fig. 4-6) .
b. Filetes e processos do disco concresci-
dos em tubo. (Est. II, fig. 4)
I — C. oblongifolia
bb. Filetes e processos do disco livres en-
tre si.
c. Anteras providas de glândulas no
aorso .
tf. Glândulas barbeladas (Est. IV,
fig. 3)
II — C. arbórea
dd. Sem esta característica
III — C. pauciflora
cc. Anteras desprovidas de glândulas
no dorso.
t
e. Lacínios no cálice oblongos ou
linear, reflexos na antese Est.
IV, fig. 2.) .
f. Ovário alongado atenua-
do no estilete (Est. IV. fig.
6)
IV — C. decandra
4 SciELO/JBRJ ^ 12 13
cm
— 152 —
ff. Ovário mais ou menos glo-
boso, não atenuado no es-
tilete (Est. V, fig. 2) .... V — C. lasiophylla
ee. Lacínio do cálice ovais erec-
tos ou patentes na antese
(Est. V. fig. 6) VI — C. aculeata
aa. Estilete trífido no ápice, estigmas capita-
dos. (Est. VII, fig. 3) .
g. Base da fôlha visivelmente assimétri-
ca, folhas com nervuras laterais oblí-
quas, salientes, antera sem glândula.
(Est. IX, fig. 4.) VII — C. inaequilatera
gg. Base da fôlha simétrica ou só indistin-
tamente assimétrica, com nervuras la-
terais ereto — patentes pouco salien-
tes, anteras com glândulas no dorso.
(Est. VII. fig. 2) VIII — C. silvestris
AA. Estames e processos do disco em séries distin-
tas. (Est. VII. fig. 5) IX — C. comer ssoniana
I-C. OBLON GIFOLIA * CAMB
Est. II, fig. 4, 6, 7.
Camb., in St. Hill. Fl. Bras. Mer. II: 234. 1829.
C. clauseniana Miq. in Linnaea 19: 441. 1847; Eichler in Mart. Fl. Bras 13
Cl) : 406, tab. 93. 1871.
Arvore pequena, com ramos cilíndricos e armados quando adultos.
Folhas glabras providas de pontos e linéolas traslucidas, pecioladas; pe-
cíolo lcm de comprimento; lâmina de oblongo-lanceolada a elitica, com
7,5-11,5 cm ae comprimento e 2,5-4 cm de largura, aguda na base, papi-
rácea abruptamente acuminada no ápice, obliquivência, de inteira a
levemente serreada na margem. Inflorescê^cia pauciflora; Flores pedice-
ladas; pedicelo plloso, delgado, 4 mm de comprimento. Sépalos elitlcos,
providos de linéolas, membranáceos, levemente pilosos, obtusos ou agudo$
3-4 mm de comprimento, 1,5 mm de largura. Estames com filetes curtos
e glabros, concrescidos com processos do disco; anteras oblongas, des-
providas de glândulas. Processos do disco vilosos. Ovário densamente
viloso, cêrca de 1,1 mm de comprimento; estigma capirado.
• Do la Um — oblogus, a, um -- oblongo; íolium, l — fôlha.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
— 153 —
Typus — Nascitur prope Sebastianopolim.
F enologia — Floresce de dezembro a fevereiro.
Material examinado: Matas da Vista Chineza, leg. P. Occhioni 186
<21-1-1945) RB; J. Botânico, leg. Dionisio (XII-1945) RB; Matas do Pae
Ricardo, leg. Pessoal do Hôrto 302 (30-XII-1927) RB; Reprêsa dos Ciganos
Jacarepaguá, leg. J. G. Kuhlmann (14-11-1933) RB; Corcovado, leg. Glaziou
7516 (10-XII-1874) R; I. do Governador, leg. G. Pabst. 4357 (25-XI-57)
HB
Dispersão geográfica: Brasil, Estado da Guanabara, Rio de Janeiro,
Bahia, Espírito Santo.
II-C. ARBÓREA * (RICH) URBAN
Est. IV, fig. 1, 3, 4; Est. IX, fig. 2
LTrban, Symb. 4:421. 1310.
Samyda arbórea L. C. Rich. in Acta Soc. Hist. Nat. Par. 190. 1792.
C. stipularis Vent., Coix. Tab. 46. 1803; Eichler in Mart. Fl. Bras. 13 (1) ;
478. tab. 92. 1871. C. brasiliensis, Eichler 1. c. 477. C. lanceolata Miq. in
Linnaea 17:753. 1844. C. Hostmanniana Steud in Hostmann. Pl. Surin.
n.° 1104; Grisebach, Fl. Brit. Ind. Isl. 23. 1864.
Arvore de 4-5 m de altura, com ramos tomentosos. Fôlhas pecioladas;
peciolo 5-8 mm de comprimento; lâmina elítica ou lanceolado-elítico;
4,5-9 cm de comprimento; 1,9-2, 4 cm de largura, tomentosa no dorso, bri-
lhante na face ventral, com 3-6 nervuras laterais, ápice abruptamente
acuminado, ou às vêzes atenuado, aguda na base, serrilhada na margem.
Flores pediceladas; pedicelos pilosos, 3 mm de comprimento. Sépalos elí-
ticos, pilosos, 3,5 mm de comprimento, 1,9 mm de largura. Estames com
filetes glabros; anteras sub-arredondadas, com glândula barbelada no
dorso. Processos do disco tomentosos. Ovário glabro na base e piloso em
direção ao ápice, cêrca de 1,5 mm de comprimento, estilete piloso, cêrca
de 0,8 mm de comprimento; estigma capitado.
Typus — in Act. Soc. Hist. Nat. Paris 109. 1792.
Nome vulgar — Erva de lagarto.
Fenologia Floresce de novembro a março.
Material examinado: Corcovado, leg. A. P. Duarte 419 (5-XI-959) RB;
Silvestre, leg. A. P. Duarte 5534 (4-IV-1961) RB; Mata do Hôrto, leg. J.
G. Kuhlmann 299 (14-XI-1927) RB; Matas das Obras Públicas do Rio de
Janeiro, leg. Pessoal do Hôrto 303 (4-1-1927) RB; Estrada da Vista Chi-
neza, leg. E. Guimarães 91 e D. Sucre (7-XII-1966) RB, Morro do Côco
do Bahu, leg Glaziou 10244 (10-XII-1877) R; Estrada do Redentor, leg.
A. c. Brade^s/n (14-XI-1932) R; Tijuca, leg. Escragnole s/n (XI-1893) R.
Dispersão geográfica: Brasil, Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Amazonas, Pará. Guianas. América
Central.
• Reíere-se ao porte da planta.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 154 —
III — C. PAUCIFLORA * * Camb.
Est. VI, figs. 1, 2, 3, 4.
Camb. in St. Hill. Fl. Bras. Mer. 2:170. 1829; Eichler in Mart. Fl. Bras.
13 (1): 471. 1871.
Arvore de 4-6 m de altura. Folhas glabras, pecloladas pecíolo de
0,5-10 mm de comprimento; lâmina elítica ou lanceolada, brilhante na
face ventral. pilosa na dorsal, membranácea, 6,5-11,5 cm de comprimen-
to, 2-5 cm de largura, caudado-acuminada no ápice, aguda na base, ner-
vuras laterais oblíquas. Flores pediceladas; pedicelo piloso, articulado,
2.5- 4 mm de comprimento, árticulo piloso, 1,5-2 mm de comprimento.
Cálice piloso (membranáceo; lacínios erectos na antese, oblongos, obtusos,
4.5- 6 mm de comprimento, 2 mm de largura, papilosos externa e inter-
namente. Estames com filetes glabros; anteras oblongas, providas no
dorso de um grupo de glândulas pequeninas e arredondadas. Processos do
disco tomentosos, claviformes. Ovário híspido-viloso com 2 mm de compri-
mento; estilete piloso, curto, cêrca de 0,5 mm de comprimento; estigma
sub-ca pitado . Cápsula globosa, 3 cm de diâmetro, valvas coriáceas e
pilosas.
Typus — In província Minas Gerais.
Fonologia — Floresce de novembro a março.
Material examinado : Corcovado, leg. P. Occhloni e D. Constantino s/n
(ll-XI-1921) RB; Caminho da Tijuca, leg. E. Pereira 6 (6-II — 946) RB;
Matas do Hôrto Florestal, leg. J. G. Kuhlmann 301 (10-XI-1926) RB; Es-
trada da Vista Chineza, leg. A. C. Brade s/n (1-III-1931) R; Tijuca, leg.
A. C. Brade 10591 (14-11-1931) R; ibidem, leg Neves Armond 276 (s/ data)
R; Corcovado, leg. Glaziou 2564 (28-11-1868) R.
Dispersão geográfica : Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
Minas Gerais.
IV — C. DECANDRA * JACQ.
Est. TV, figs. 2, 5, 6; Est. IX, fig. 3
-Jacq., Enum. Pl. Carib. 21. 1760; Stirp. Amer. Hist. 133, tab. 85, ed. Pict.
tab 127. 1763. Sleumer, in Lilloa 26:47. 1953.
•C.parviflora Willd. Sp. Pl. 2:627. 1799, quoad syn.Sam. parviflorae L. tantum.
C. parvifolia Willd. Sp. Pl. 2:628; DC. Prod. 2:50. 1825; Eichler, in Mart.
Fl. Bras. 13 (1):467. 1871; Lillo, Seg. Contr. conoc. Arb. Argent. 44:56.
1917; Hauman, Esq. Phytogeograf. Arg. Subtrop. 29. 1931; Latzina, Ind. F.
dendr. Arg. ed. 1:69. 1935, ed. II, Lilloa 1:176. 1937; Molfino, maderas
Argent. 32. 1935; Ragonese-Castiglioni, Boi. Soc. Bot. Arg. 1:144. 1946
C. parviflora J. F. Gmelin, Syst, 700. 1791. C. pubiflora Benth., Bot. Voy.
• Do latim. Paucus, a, um — pouco: fios, floris — flor.
* O epíteto foi dado pelo falo de apresentar 10 estames.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
_ 155 —
Sulph . 66. 1844 C. punctata Spreng., Neue Entdeck II: 154 .1891. C. serru-
Jata Sieber ex Gris., Fl. Brit. W. Ind. Isl. 23. 1859. C. adamantium Camb.
in St. Hill. Fl. Bras’. Mer. 2:167, tab. 125. 1829. Samyda parviflora L. Sp.
Pl. ed. 2. 557. 1762.
Arvore peguena até 5 ni de altura, com ramos cilíndricos lenticelados.
Folhas sêsseis ou curto pecioladas; pecíolo até 0,5 mm de comprimento,
lâmina elítica ou elitico lanceolada, 1,4-7, 5 cm de comprimento, 0,6-2, 7 cm
de largura, membranácea, sub-glabra na face ventral, na dorsal pilosa
nas nervuras, aguda no ápice e na base, serrilhada provida de pontos
translúcidos, inflorescência multiflora. Flôres aromáticas, pediceladas; pe-
dicelo piloso 3-5 mm de comprimento. Cálice piloso, com lacínios lanceo-
lados, agudos 4 mm do comprimento, 1 m de largura, reflexos na antese.
Estames 10, livres alternados com os processos do disco; filetes longos
pilosos, 2,5 mm de comprimento; anteras oblongas. Processos do disco cla-
viformes hirsutos. Ovário alongado, hirsuto, 2 mm de comprimento esti-
lete hirsuto, 1 mm de comprimento; estigma globoso.
Typus — Enum. Pl. Carib. 21: 1760.
Fenologia — Floresce de setembro a maio.
Material examinado". Hôrto Florestal, leg. Kuhlmann s/n (V-1925)
RB; ibidem, leg. Pessoal do Hôrto 297 (18-VIII-1927) RB; Silvestre, leg.
A.p. Duarte 4995 (2-IX-959) RB, HB; Mundo Nôvo, Botafogo, leg Kuhl-
mann s/n (28 -IV- 1921) RB; Corcovado, leg. Glaziou 6198 (12-IX-1872) R.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
S. Paulo, Paraná, Santa Catarina. Rio Grande do Sul. Antilhas. Bolívia
Argentina.
V — C. LASIOPHYLLA * EICHLER
Est. V íigs. 1, 2, 3.
Eichler in Mart. Fl. Bras. 13 (1) :468. 1871.
Arbusto com ramos levemente pilosos, providos de lenticelas. Folhas
curto pecioladas; pecíolo 2-3 mm de comprimento; lâmina elítica, 9-14 cm
de comprimento, 3-6 cm de largura, tomentosa na face dorsal, pilosa na
ventral, levemente punctata, ©streitando-se em direção aa ápice e base,
serrilhada na margem, in florescência multiflora. Flôres pediceladas, pe-
dlcelos pilosos 3 mm de comprimento, articulados; artículo piloso, lmm
de comprimento. Cálice com lacínios lanceolados, levemente obtusos, 4-
4,5 mm de comprimento. Estames com filetes pilosos; anteras oblongas.
Processos do disco pilosos. Ovário piloso; estilete piloso, 2,9-3 mm de
comprimento.
Typus — Crescit in prov. Minas Gerais et S. Paulo; Selow, Riedel,
Stephan, Ackerman, Clausen 35.624, Gardner 4494, Regnell III-393, III-392.
Fenologia — Floresce em fevereiro.
• Du grego - lasi lasio — pêlos encrespados: phyUus — íôlha.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 156 —
Material examinado: Floresta da Tijuca leg. Glaziou 2896 (4-II-1868) R.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
Minas Gerais e S. Paulo.
VI — C. ACULEATA * JACQ.
Est. V, figs. 4, 5, 6.
Jacq., Enum. Pl. Carib. 21. 1768; Sleumer, Notzbl. Bot. Gart. Mus. Berlin-
Dahlen 12:52. 1934; Sleumer & Uittien, in Pulle Fl. Surinam. 3:291. 1935;
Sleumer, in Lilloa 26:49. 1953.
C. spinosa (L.) Willd., Sp. Pl. 2:626. 1789; DC. Prod. 2:49. 1825 ; Eichler
ln Mart. Fl. Bras. 13 (11:463. 1871. C. hirta Sw., Fl. Ind. Occ. 2:756. 1800.
C. sessiliflora Camb., in St. Hill. Fl. Bras. Mer. 2:231. 1829. C. aveliana
Miq. in Kapler., Fl. Surin. 1374; Linnaea 18:740. 1844. C. nicoyensis Donn.
Sm., Bot. Gaz. 49:454. 1910. C. Urbaniana Gandoger, Buli. Soc. France
65:27. 1918. C. berberoldea Rusby, Mem. N. York. Bot. Gard. 7:307. 1927.
C. Hassleri Briq., Pl. Hassler. 2:687. 1907; Molfino, Physis 7:95. 1923; Lat-
zina, Ind. Fl. Dendr. Argent. ed. 1:69. 1935, ed. 2 (Lilloa 1:176. 1937 ) .
Samyda spinosa L., Sp. Pl. ed. 2:557. 1762.
Arbusto de 2-2,5 m de altura, com ramos providos de lentícelas, não
raro provido de espinhos curtos pouco encurvados. Folhas glabras, pecio-
ladas; pecíolo 0,4-0, 6 mm de comprimento; lâmina papirácea de elítica a
levemente obovada, 5-8,5 cm de comprimento, 3-4,5 cm de largura, às vêzes
brilhante na face ventral, acuminada no ápice e aguda na base com 5-6
nervuras laterais, inteira, levemente revoluta na margem. Inflorescência
pauciflora. Flores pediceladas; pedicelo piloso delgado, 4 mm de compri-
mento. Cálice provido de linéolas, lacínios elí ticos, obtusos, levemente
pilosos na parte externa, ciliados na margem, 3 mm de comprimento, 1 mm
de largura. Estames com filetes glabros; anteras cordiformes, desprovidas
de glândulas no dorso. Processos do disco tomentosos. Ovário oblongo,
hirto viloso; estilete curtíssimo, quase nulo; estigma capitado, papiloso.
Typus — índia Ocidental?
Fenologia — Floresce em dezembro.
Material examinado: Jacarepaguá, Floresta da Covanca, leg. A. P.
Duarte 4795 (1959) RB; Silvestre, Santa Tereza, leg. Ducke e Kuhlmann
s/n (14-XII-1921) RB.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro.
Paraguai. Argentina. Bolívia.
VII — C. INAEQUILATERA ** CAMB.
Est. VI, figs. 5, 6; Est. IX, fig. 4.
Camb., in St. Hill. Fl. Bras. Mer. 2:237. 1829; Eichler in Mart. Fl. Bras.
13 (1) :480. 1871. C. montana Gard. in Hook. Lond. Journ. Bot. 2:335. 1863.
•* Aculeatus, a, um — aculeado, provido de acúleos.
•• Do latim, Eigniíicandi lados desiguais.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
— 157 —
Arvore com cêrca de 8m de altura, ramos glabros. Folhas glábras
pecioladas; pecíolo 6-8 mm de comprimento; lâmina lanceolada, oblongo-
falcada, 4,5-8,5 cm de comprimento 1.8-3 cm de largura, assimétrica na
base, acuminada no ápice cartácea, serrada na margem, com 4 nervuras
laterais bastante salientes na face dorsal, inflorescência multiflora.
Flôres pediceladas; pedicelos pilosos, tênues articulados, 4 mm de compri-
mento; artículo piloso 1,5 mm de comprimento. Cálice levemente piloso,
membranáceo, com lacínios obovados, 1 mm de comprimento, 0,8-0, 9 mm
de largura. Estames com filetes filiformes, glabros, 1,5 mm de compri-
mento; anteras arredondadas miúdas. Processos do disco claviforme, pi-
losos. Ovário glabro, 0,2 mm de comprimento; estilete glabro, 0,3 mm de
comprimento, trífido no ápice; estigmas capitados.
Typus — Nascitur in silvis primaevis prope Sebastianopolim et urbem
Tagoahy in província Rio de Janeiro.
Nome vulgar — Erva do lagarto; Pau de espeto; Canela de veado.
Material examinado : Corcovado, leg. A P. Duarte e Rizzini 54 (4-II-
1946) RB; ibidem, leg. Glaziou 4205 (23-1-1870) R; Gávea, leg. A. P. Duarte
e Occhioni s/n. (ll-VI-1947) RB; Jacarepaguá, estrada da Boiuna, leg. E.
Pereira 4226 (4-XII-1958) RB, HB; Sacopã, lagoa Rodrigo de Freitas, leg.
A. p. Duarte 5426 (4-XI-1941) RB; Hôrtc Florestal, leg. Pessoal do Hôrto
298 (s/ data) RB; Jacarepaguá, Serra do Pau da Fome, leg. G. Pabst.
n.° 6797 (14-1-62) HB.
Distribuição geográfica .* Brasil; Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
S. Paulo, Minas Gerais, Sta. Catarina.
VIII — C. SILVES TRIS * Sw
Est. VII, fig. 1, 2, 3.
Sw., Fl. Ind. Occ. 2: 752. 1800; DC. Prod. 2: 49. 1825-, Eichler in Mart. Fl.
Bras. 13 (1); 481. 1871; Griseb., Symb. Fl. Arg. 21. 1879; Lillo, Contr.
Conoc. Arb. Argent. Bs. As. 27. 1910; Latzina, Ind. Fl. Dendr. Arg. ed. 1,
69. 1935, ed 2 (Lilloa 1: 176. 1937) ; Haumann, Esq. Phytogeograf. Arg.
subtrop. 29. 1931; Molfino, Maderas Argent. 32. 1935; Macbride, Field.
Mus. Nat. Hist. 13, part. 1 (1): 49. 1941; Parodi, Darwiniana 6: 172. 1943;
Sleumer, in Lilloa 26: 51. 1953.
C. affinis Gardn. in Hook. Lond. Joum. Bot. 1: 529. 1842. c. capitata
(R. et P.) Spren., Syst. 2 355. 1825. Samyda silvestris (Sw) Poir., Encycl.
6: 492. 1804. Chaetocrater capitatum R. et P., Syst. Fl. Per. 108. 1798.
Crateria capitata (R. et P.) Pers., Ench. 485. 1805.
Arvore até 15 m de altura, com ramos flexuosos. Folhas curto pecio-
ladas, pecíolo até 0,5 cm de comprimento; lâmina lanceolada, 4-10 cm de
comprimento, 1,8-3, 3 cm de largura, membranácea, pontuada de glândulas
translúcidas, glabra, esparso-pilosa na nervura mediana em ambas as
• Do laUm — süvestris, que vive nas florestas.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 158 —
faces, caudado-acuminada no ápice, na base de simétrica a assimétrica,
com 8-9 nervuras laterais tênues, serrilhada na margem. Inflorescência.
multiílora. Flores miúdas, alvas, pediceladas; pedicelos glabros, 2 mm de
comprimento. Cálice com sépalos glabros, ciliades na margem, 1,5 mm
de comprimento, 0,9 mm de largura. Estames com filetes curtos pilosos:
anteras sub-arredondadas, com glândulas no dorso. Processos do disco-
pilosos. Ovário glabro, 0,5-0, 6 mm de comprimento; estilete curto com 3
estigmas capitados.
Typus — Jamaica
Nome vulgar — Erva de lagarto
Fenologia — Floresce de maio a agosto.
Material examinado: Estrada do Redentor, Pedra da Onça, leg. A. P.
Duarte 4917 (14-VH-59) RB;, Silvestre, leg. A. P. Duarte 4969 (ll-VIII-1959)
RB, HB; Estrada do Redentor, leg. E. Pereira s/n (17-VI-58) HB; Mesa
do Imperador, leg. A. P. Duarte 4769 e E. Pereira s/n (6-V-1959) RB, HB;
Ibidem, leg. A. P. Duarte 4872 (22-VI-1959) RB, HB; Estrada de Três Rios,
Jacarepaguá, leg. A. P. Duarte 5757 (VI-1960) RB; ibidem, leg. A. P. Duarte
4890 (7-VII-1959) HB; Ilha do Governador, Jardim Guanabara, leg. Pabst
s/n (30-V-58) HB; Matas do Pae Ricardo, leg. P. Occhioni 576 (17-VI-1946)
RB; Matas da Fábrica Carioca, leg. Gonçalves da Silva s/n (s/ data) RB;
Serra da Carioca, leg. Occhioni 185, (20-V-945) RB; Vista Chineza, leg. O
Machado 87 (3-VI-1941) RB; Matas do Hôrto Florestal, leg. Pessoal do
Hôrto 295 (8-VI-1927) RB; Gávea, leg. Frazão s/n (s/ data) RB; Gávea,,
vale da mata, leg. Kuhlmann s/n (s/ data) RB.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
S. Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Pará, Goiás, Piauí, Ceará.
Rio G. do Sul. México. Antilhas. Perú. Uruguai. Argentina.
IX — C. COMERSSONIANA * CAMB.
Est. VII figs. 4, 5, 6.
Camb. in St. Hill. Fl. Bras. Mer. 2: 235. 1829; Eichler in Mart. Fl. Bras.
13 (1): 487. 1871 .
Arbusto de 2,5 m de altura, com ramos cilíndricos. Folhas curto pe-
cioladas; pecíolo até 0,7 mm de comprimento; lâmina sub-coriácea ou
corlácea, glabra, às vêzes brilhante, largamente elítica, 7,5-13 cm de com-
primento, 2,9-6 cm de largura, abruptamente acuminada no ápice, aguda
ou obtusa na base, inteira ou serrada na margem, obliquivênia, com 3-5
nervuras laterais bem salientes no dorso, inflorescência pauciflora. Flores
desenvolvidas, alvas, pediceladas; pedicelos hirsutos, 4-9 mm de comprimen-
to. Cálice externa e internamente seríceo tomentoso, indumento de pêlos
simples unicelulares; lacínios obtusos, 4 mm de comprimento, 3 mm de
largura. Estames livres, dispostos nume série externa; filetes filiformes.
• Em homenagem ao botânico francês P. Commerson.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 159 —
levemente alargados na base, glabros, 4 mm de comprimento; anteras-
oblongas. Processos do disco vilosos, livres, dispostos numa série inter-
mediária entre os estames e o ovário. Ovário piloso, estilete piloso; 1,5 mm
de comprimento, trífido no ápice. Cápsula trivalvar, valvas naviculares
agudas e apiculadas pelos restos dos estiletes, sépalos mais ou menos
acrescidos e adpressos, arilo vermelho.
Typus — Frequens in sylvis prope Sebastianopolim .
Nome vulgar — Pau de espeto.
F enologia: Floresce de janeiro a dezembro.
Material examinado: Jacarepaguá, estrada da Boiuna, leg. E. Pereira
4368, Sucre e Duarte (l-X-58) RB, HB; ibidem, Largo do Anil, leg. A. P.
Duarte 5621 (18-VII-961) RB; ibidem, Taquara, leg. A.C. Brade 10974 (16-
VIII-193D RB; ibidem, estrada do Grajaú, leg. E. Pereira 3925, Liene,
Sucre (24-VI-58) HB; Matas do Jardim Botânico, leg. E. Pereira,
7099, (l-VIII-62) HB; Guanabara, leg. E. Pereira s/n (VIII-62) HB; Rio,
Lagoinha, ieg. E. Pereira 19 (l-IX-41) HB; Ilha do Governador, leg.
Eunice Richter s/n (20-IX-58) HB; ibidem, leg. Pabst. 7001 (28-VII-62)
HB; ibidem, leg. G. Pabst. 4 361 (XI-57) HB;ibidem, leg. E. Richter s/n
(3-VHI-58) HB; Hha de Paquetá, leg, Viegas e Krug. 2393 (12-X-1938)
RB; Matas da Serra da Carioca, leg. P. Occhioni 587 (12-VII-1946) RB,
Mundo Nôvo, Botafogo, leg. Kuhlmann s/n (1-1920) RB; Botafogo, leg.
A. P. Duarte s/n (1949) RB; Gávea, leg. Frazão s/n (V-1916) RB; Matas
do Hòrto Florestal, leg. Pessoal do Hôrto 300 (10-11-1927) RB; Tijuca,.
leg. L. Emygdio 76, Labouriau (17-1944) R; Estação de Anchieta, leg. J.
P. Fontella 42 (13-VI-1959) R; Hha do Governador, Jardim Guanabara,
leg. Z. Trinta 495 e E. Fromm 1571 (23-IX-948) HB, R; Tijuca, leg. B. Lutz;
12068 (24-X-1943) R; Reprêsa dos Ciganos, leg. Ichaso 82 (8-IX-1966) RB.
Dispersão geográfica: Brasil: Estados da Guanabara e Rio de Janeiro.
V — LACISTEMEAE
A tribo Lacistemeae, caracteriza-se por apresentar tépalos de 6-4 ou
nulos. Estames, um só. Flores imbricadas, com brácteas conchiformes.
Ovário com 3-2 placentas parietais, de cada uma pendentes por um longo
funículo, 1 ou 2 óvulos. Na Guanabara encontramos Lacistema Swartz.
LACISTEMA SWARTZ
Swartz., Prod. Veg. Ind. Occ. 12. 1788. Mart. Nov. Gen. Sp. 1: 154. tab.
94, 95. 1824; Schnilzlein in Mart Fl. Bras. 4 (1) : 281. 1857; A. de Candolle.
in Prod. 16 (2) : 591. 1868; Benth et Hook f. Gen Pl. 3: 413. 1880; Chirtoiu,
Buli. Soc. Bot. Genève 2. ser. 10: 317. 1919; Krause in E.P. Nat. Pflanzenf.
2 (21): 323. fig. 143. 1925; Baehni, Candollea 8: 39. 1940.
Nematospermum L. C. Rich., Act. Soc. Hist. Paris 1: 105. 1792. Nematos-
permum Steud. Nom. ed. 2. 2: 180. 1841. Synsyganthera R et P. Fl. Per-
Chil. Prod. 137. tab. 50. 1794. Dydimandra Wllld, Sp. Pl. 492: 971. 1805.
Espécie genérica: L. aggregatum (Berg.) Rusby.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
— 160 —
Arbusto ou árvore pequena. Folhas alternas, pecioladas. In flores-
cência axilar, constituída de pequenas espigas fasciculadas. Flores den-
samente imbricadas, com bráteas conchiformes e 2 bracteolas filiformes.
Sépalos 4-6 desiguais, lanceolados, f alçados, raramente ausentes. Corola
rudimentar (paracorolas) , disciforme, subcarnosa e lobada. Estames 1,
aderente na base ao interior do disco; filete aplanado; anteras globosas
ou ovóide, com rimas quase horizontais, bem separadas por conectivo
largo. Ovário supero, séssil ou curto estipitado unilocular, uniovulado,
óvulo pêndulo, estilete quase nulo ou curto, estigma 2-3. Fruto drupáceo.
Com cêrca de 20 espécies na América do Sul e Central. Na região
estudada ocorrem 4 espécies a saber:
A. Folhas de margem inteira.
a. Folhas pilosas no dorso I L. pubescens
aa. Folhas glabras no dorso II L. intermedium
AA. Folhas serrilhadas.
b . Raminhos do estilete patentes III L. serrulatum
bb. Raminhos do estilete erguidos IV L. leptostachya
I — L. PUBESCENS * MART
Est. VIII, fig. 1, 2.
Mart. in Mart. Nov. Gen. Pl. 1: 155, tab. 94. 1824.
Árvore. Folhas curto pecioladas; pecíolo 0,5-10 mm de comprimento;
lâmina membranácea, pilosa em ambas as faces, oblongo-lanceolada, 6-
10 cm de comprimento, 2, 5-4, 2 cm de largura, acuminada no ápice, obtusa
na base, às vêzes levemente aguda, margem inteira com 4-5 nervuras
laterais obliquas, inflorescência 10-20 espículas fasciculadas, flores den-
samente imbricadas; brácteas conchiformes; bracteolas filiformes; Sé-
palos 5, estreito lanceolados, glabios, agudos. Disco carnoso, trilobado.
Estame com concectivo alargado; anteras sub-arredondadas. Ovário hir-
suto com estilete curto; estigmas 3, agudos.
Typus — Crescit in sylvulis densis udis umbrosis prope urbem Pará et
prope Villam Gurupà. Provinciac Paraensis.
Fenologia — Floresce de julho a setembro.
Material examinado: Serra do Corcovado, leg. E. Pereira (22-VIII-
955) RB; ibidem leg. E. Pereira C90 (14-VII-952) RB; Vista Chineza, leg.
Schwacke 1405 (1878) RB; Matas da Gávea, leg. A. P. Duarte s/n (20-
IX-1946) RB; Mesa do Imperador, leg. Clarindo Lage (8-IX-1943) RB;
Caminho da Lagoinha, Hôrto Florestal leg. G. Silva s/n (s / data) RB.
Dispersão geográfica; Brasil: Estados da Guanabara, Rio de Janeiro,
Minas Gerais, Amazonas e Pará.
• Do latim — pubescens, tis — pubescente piloso.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
— 161 —
II — L. INTERMEDIUM SHNILZ
Schnizl. in Mart. Fl. Bras. 4 (1): 281. 1857.
Espécie citada em bibliografia (Sellcw, ad Rio de Janeiro) mas não
constatada por nós. sua presença na região estudada.
III — L. SERRULATUM * MART.
Est. VIII, figs. 3, 4
Mart. in Nov. Gen. 1: 157, tab. 95. 1824.
Arbustos com ramos flexuoscs. Folhas pecioladas; pecíolo 0,3-06 mm de
comprimento: lâmina membranãcea, glabra em ambas as faces, elítica
ou lanceolada, 7-10 cm de comprimento, 2, 3-3, 5 cm de largura, acuminada
no ápice, aguda na base. inflorescência constituída de 6-8 espículas ci-
líndricas, delicadas e glabras. Flôres imbricadas; brácteas conchiformes.
glabras, côncavas; bracteolas filiformes. Sépalos 5, estreito lanceolados,
glabros e agudos no ápice. Disco carnoso, mais ou menos desenvolvido.
Ovário glabro, estilete curto; estigmas 3, obtusos e patentes.
Typus: Crescit in montosis siccis ad radicem montium tractus Serra
dos Órgãos dictorum in Província Sebastianopolitana.
Material examinado : Gávea, lég. Frazão s/n (1916) RB.
Dispersão geográfica'. Brasil: Estado oa Guanabara, Rio de Janeiro.
IV — L. leptostachya Chodat et Cbirtoiu Chodat et Chirtoiu in Buli.
Soc. Bot. Gen. 10 (2): 343. 1918.
Espécie citada em bibliografia mas não observada por nós, na região
estudada.
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SciELO/JBRJ
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Veixoso, J. m. C. K — 1827 — Fl. Fluminensis 5: tab. 113
£me’„°' (7a, "“si tS C TS aCaU Eneler “■ Prantl - ™»nre„fa-
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
Est. I — Carpotroche brasiliensis (Raddi) Eichler. Fig. 1 Parte florífera da plan-
ta; fig. 2; corola com estaminódios; fig. 3: gineceu.
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cm 1
EstI
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2
3
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cm
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cm 1
EstUL
Est. III — Xylosma prockia (Turcz.) Turcz. Fig. 1 parte da planta florifera;
jig. 2: Cálice e estames.
Estn
Est. VI — Casearia pauciflora Camb. Fig. 1: gineceu; fig. 2: cálice; íig. 3: es-
tames com os processos (estaminódios) ; fig. 4; antera. Casearia inae-
quilatera Camb. fig. 5: gineceu; fig. 6: cálice.
) 11 12 13 14
cm
SciELO/JBRJ-
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cm
Est. IX — Fôlha: fig. 1 e 2: Casearia arbórea
(16b): 19. 1935.
Choristigma Baill in Adans 3: 177 . 1863.
Espécie genérica: r. grandiflorum (Baill.) Sleumer
I
. Arvores ou arbustos, com ramos gráceis, cilíndricos, denso foliosos.
FaUias membranáceas, estreito-eliticas glabras. Flores hermafroditas e
curto pediceladas dispostas nas axilas foliares. Cálice caliciforme, 4-den-
tado, tubo do cálice unido com o disco caliciforme que encerra 0 ovário.
Pétalos 4, muito espessos e coriáceos. Estames 4, unidos na base aos páta-
los, Metes subnulos; conectivo muito dilatado e alongado, elitico-oblongo-
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 181 —
f
anteras com lóculos. lineares. Ovário ovado-oblongo, 4-locular acima da
metade, óvulos 4, alongado-lineares; estilete subnulo; estigmas 4, cilín-
dricos curtos. Pseudofruto drupiforme.
Género com cêrca de 5 espécies no sul do Brasil. Na Guanabara ocorre
T. Janeirensis Kuhlm.
T. JANEIRENSIS Kuhlm.
Foto 6
Kuhlmann, Arq. Jard. Bot. Rio, 4: 354. 1925.
Arvore de 10-15 m de altura, com ramos glabros. Caule cilíndrico.
Folhas glabras, pecioladas, pecíolo de 1,2-1, 5 mm de comprimento; lâmina
ovada 6,5-12 cm de comprimento, 3, 3-6, 9 cm de largura, inteira, obtusa na
base acuminada no ápice. Inflorescência fasciculada axilar de pauci-
multiflora. Flôres pediceladas, pedicelos glabros, 3-5 mm de comprimento.
Cálice 4-dentado, dentes deltiformes, com 2 mm de diâmetro e lmm de
comprimento. Pétalos 4, carnosos elíticos, agudos no ápice, atenuados na
base, externamente glabros, internamente pilosos, com 6-7 mm de compri-
mento e 2,2-3 mm de largura. Anteras glabras, espessas, 4 mm de com-
primento, 1,3-2 mm de largura. Ovário glabro lmm de diâmetro, 0,5 mm
de comprimento, estilete 4, quase nulos.
Typus: Habitat in monte dicitur Morro de Dona Martha, in silvis “Re-
serva Florestal da Fábrica Aliança” circa urben Rio de Janeiro, leg. J. G.
Kuhlmann n.° 3149 J. Bot.
Fenclogia : Floresce de fevereiro a junho.
Material examinado : Reserva Florestal da Fábrica Aliança, leg. J. G.
Kuhlmann (23-11-922) Holotypus, RB; ibidem, leg. J. G. Kuhlmann s/n
(s/data) R: Sumaré, leg. A. P. Duarte 4874 (22-VI-69) RB; Corcovado
J eg. A. p. Duarte 5544 (4-IV-61) RB; Entre Paineiras e Corcovado, leg.
A. P. Duarte 4775 e E. Pereira (19-V-59) RB, HB; Santa Teresa, Sumaré.
le g. Pessoal do Horto Florestal, 923 (14-VI-927) RB; Sumaré, Sylvestre,
le g. Antenor (8-II-28) RB; Mata do Pae Ricardo, leg. P. Horto (10-VIII-
-27) RB.
Distribuição geográfica ; Rio de Janeiro.
IV — TRIBO SCHOEPF1EAE
Caracteriza-se por apresentar estames somente diante dos pétalos.
Ovário infero ou semi-ínfero. óvulos encurvados com 1 tegumento. Cálice
inconspícuo. Um só gênero Schoepfia Schreb.
SCHOEPFIA Schreb. *
Schreb., Gen. 129. n. 323. 1879; Endl., Gen. 4260. 1840; Benth. in Linn.
Trans. n ; 678. 1840 ; Endl., Gen. Suppl. 2: 68-83. 1842; Gardner and
* Nome dado em homenagem a Johann David SchopJ.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 182 _
Champion in Hook, Jorun. Kew. 1: 308. 1849; De Candolle, in DC Prod
14: 622. 1856; Benth et Hook, Gen. Pl. 1; 348. 1862; Baillon in Adansonia
3: 117 1863; Engler in Mart. Fl. Bras. 12 (2): 34. 1872; Miers, in Journ.
Linn. Soc. 17: 70. 1880; Engler, in Engler u. Prantl, Pflanzenf. 3 ( 1 ) ;
233. 1889; Sleumer in Engler u. Prantl, Pflanzenf. 2 (16b): 5 . 1935.
Codonium Rohr ex Vahl, in Skrivit. Naturh. Selk. Kjobnhavn 2: 20(1,
t. 6. 1792; Sym. 3: 36 1794. Hanenkea Ruiz et Pavon, Fl. Per. 3 : 8, tab.'
231. 1802. Diplocalyx A. Rich., in Sagra Hist. Fis. Cuba 11. 81, t. 54.
1850. Ribeirea í. Allemão, trab. Comm. Linn. Soc. 17. 73. 1878.
Espécie genérica: Sch. Schreberi Gmelin.
Arvores ou arbustos. Folhas coriáceas, inteiras. Flores hermafroditas,
grandes, alvas ou amarelas, odoríferas, dispostas em cachos axilares curtos.
Cálice pequeno membranáceo indistintamente 5-denticulado. Pétalos de
4-6, inseridos na margem do disco, na porção mediana freqüentemente
unida formando então uma corola tubo-campanulada, cujo ápice é livre e
reflexo. Disco hipógino, aderente ao ovário. Estames igual ao número de
pétalos; filetes filiformes, unidos com a corola; anteras pequenas, oblon-
gas, oviformes dorsifixas. Ovário semi-imerso no disco, óvulos 3, livres,
pendentes do ápice da placenta livre; estilete filiforme 2 vêzes o compri-
mento do ovário; estigma capitado, quase trilobado. Pseudo fruto seme-
lhante a uma drupa, com camada interna crustácea ou pergamentácea.
Sementes com embrião muito pequeno no ápice do albúmem.
Genero com cêrca de 30 espécies pantropicais . Na Guanabara ocorro
Sch. brasiliensis DC.
SCH. BRASILIENSIS DC. *
Foto 7
De Candolle, in DC. Prod. 14: 622. 1857; Engler in Mart. Fl Bras 12
(2): 35. 1872.
Sch. nigricans Turcz, in Buli. Mosc. 1: 249. 1858.
Arvores ou arbustos. Folhas glabras curto pecioladas; pecíolo 3 mm
de comprimento; lâmina elítica, ovado-elítica, subcoriácea, inteira, aguda
no ápice, atenuada no pecíolo, nervura mediana dorsal saliente, reflexa
na margem, 4-7,3 cm de comprimento 2-3,5 cm de largura. Inflorescênc la
axilar de 1-3 flores pediceladas; pedicelo 1,5 mm de comprimento.
Cálice glabro, irregularmente 2-3 dentado, dentes ciliados, 1 mm de com-
primento, 3 mm de diâmetro. Corola espessa, urceolado-campanulada
interna e extemamente glabra; tubo com 3 mm de diâmetro, e 3 mm de
comprimento, 5 lacínios reflexos, triangulares, agudos com 1,5 mm de com-
primento, lmm de largura. Estames 5, inseridos na fauce da corola; íile-
• Brasiliensis — Do Brasil.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 183 —
tes nulos; anteras oblongas, rimosas, 0,9 mm de comprimento, 0,6 mm de
largura. Disco livre, aderente à metade inferior do ovário, com 2 mm de
diâmetro . Ovário semi-imerso no disco, 1,7 mm de diâmetro; estilete 2 mm
de comprimento; estigma capitado, subtrilobado .
Tipo : Ad Igreja Velha (Blanchet! 3360) Isotypus, G. BR.
F enologia: Floresce de abril a julho.
Material examinado : Ilha de Paquetá, leg. E. Pereira 677 (21-IV-952)
RB; Restinga de Jacarepaguá, leg. Llene, Duarte, E. Pereira 3977 (1-VII-
-958) RB; Ibidem, leg. Liene, Sucre, A. P. Duarte. E. Pereira 3673 (7-
-V-958) RB.
Distribuição geográfica: Brasil; Bahia, Rio de Janeiro, Guanabara.
SUBFAMÍLIA OLACOIDEAE
Caracteriza-se por apresentar óvulos nus. Cálice mais ou menos au-
mentado no fruto. Ovário súpero ou semi-ínfero.
É representada apenas por uma tribo.
I TRIBO OLACEAE
Caracteriza-se por apresentar os estames (incluindo estaminódios) , o
dobro dos pétalos, livres entre si. Ovário livre ou inserido no eixo floral.
Na Guanabara ocorre Liriosma Poepp. et Endl.
LIRIOSMA Poepp. et Endl. *
Poepp. et. Endl. Nov. Gen. et Sp. 3: 33, t. 239. 1842 ; DC. Prod. 8: 673.
1844-, Deless. Icon. Pl. 5, tab. 41. 1846: Miers, in Ann. and. Mag. Nat.
Hist. ser. 2 (8): 105, 1851, ser. 3 (4): 363. 1958 et in Contr. Bot. 1; 16,
225, tab. 3. 1851-61; Benth. et Hook. Gen. Pl. 1: 347. 1862; Baillon in
Adans. 3: 119. 1863\ Engler in Mart. Fl. Bras. 12 (2) 21, tab. 6. 1872 ;
Valeton, Crit. overz. Olacin. 122. 1886; Engler, in Engler u. Prantl
Pflanzenf. 3 (1): 240. 1889; Sleumer in l.c. 2 (16b): 27. 1835.
ilypocarpus A. DC., in Prcd. 8: 245. 1844. Dulacia Vell., Fl. Flum. 1:
tab. 78. 1827; Benth. et Hook. f. 1: 347. 1862.
Espécie genérica: L. candida Poepping et Endlich.
Arvores ou arbustos com raminhos delgados. Fôlhas ovado ou ovado-
-lanceoladas. Flores pequenas, amarelas curto pediceladas. Cálice pe-
queno, caliciforme, truncado, com disco concrescido, também caliciforme,
envolvendo na maturação o pseudo fruto. Pétalos 6, valvares, unidos 2 a
2 até a metade. Estames 3, altemipétalos; filetes planos, pilosos, alonga-
dos; antfras ovado-alongadas. Estaminódios 6, colocados diante de cada
pétalo, bifendidos no ápice. Ovário densamente pubescente. na base tri-
• Do latim: Lilium, i — lirio: Osmo, osmo; do grego — olor odor, aroma. Que apresenta
as flôres com aroma semelhante ao do llrío.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 184 —
locular com 3 óvulos pendentes da placenta central; estilete longo, com
estigma subtrilobado. Pseudo fruto alongado, com endocarpo carnoso e
pericarpo crustáceo. Semente com testa delgada, que pende da placenta
imersa. Embrião no ápice do albúmem carnoso, com cotilédones pequenos,
ovados.
Cêrca de 14 espécies na América do Sul tropical. Na Guanabara ocor-
re L. singularis (Vell) Macbride.
L. SINGULARIS (VELL) Macbride *
Foto 8
Macbride in Candollea 5: 350. 1934.
Dulacia singularis Vell., Fl. Flum. 32. 1825, Icon. 1: Pl. 78. 1827. Olax
Velloziana Benthan, in Lond. Journ. Bot. 2: 375. 1843. Liriosma Vello-
zian a (Benth) A. DC., in DC. Prod. 8: 073. 1844\ Miers, in Ann. and
Mag. Nat. Hist. ser. 2 (8): 107 1851 in Contr. Bot. 1: tab. 3. 1851;
Engler, in Mart. Fl. Bras. 12 (2); 24 1872. Liriosma grandijlora Engler,
in Mart. Fl. Bras. 12 (2) : 25. 1872. Pro syn Dulacia glazcviana Taübert
in Bot. Jb. 15 (34): 7. 1892. Pro syn. Dulacia grandijlora (Engler) O.
Kuntz . , Rev. Gen. 1: 111. 1891.
Árvore com ramos glabros. Folhas glabras, pecioladas, pecíolo de
3-8 mm de comprimento; lâmina de ovada a elitica, glabra, reflexa, mem-
branácea, acuminada no ápice, obtusa, aguda ou atenuada na base, com
3,3-5 cm de comprimento, 15-3 cm de largura. Inflorescência disposta em
rácemos de 1,5-20 mm de comprimento, de 3-6 flores. Botões de 5-9 mm de
comprimento. Flores alvas, pediceladas, pedicelo glabro de 2,5-5 mm de
comprimento. Cálice com bordo inteiro ou inconspicuamente ondulado.
Corola externamente glabra, internamente provida de pêlos alvos, 5-par-
tida, unida da base até a metade. Pétalos linear-lanceolados carnosos,
agudos com 5 mm de comprimento. Estames 3; filetes curtos, achatados;
anteras oblongas com 1 mm de comprimento, 0,5 mm de largura. Estami-
nódios 6 , bifurcados, glabros, até a bifurcação com 1 mm de comprimento,
acima dela com 2 mm de comprimento. Ovário supero, piloso, com 1,1 mm
de comprimento, 1,5 mm de largura; estilete de glabro a esparsamente pi-
loso de 5-6 mm de comprimento; estigma trilobado. Drupa obovada.
F enologia: Floresce de janeiro a dezembro.
Material examinado : Brasil, leg. Riedel G.; Brasil leg. Riedel n.c. 1063,
Isotypus de L. grandijlora Engl., M., Morro Queimado, leg. Glaziou 4182
(18-XI-1869) RB, R; ibidem, leg. P. Occhioni n.° 276 (13-VI-945) RB;
Corcovado, leg. Glaziou 6101 (12-X-1872) RB; Botafogo, Mundo Nevo,
leg. Kuhlmann s/n (XI-1919) RB; Morro de Cantagalo, leg. Schwcke
(VII-1887) R; Morro de S. João, leg. F. C. Hoehne (1-1914) RB; Laran-
• Do latim: singularis, e — característico, exclusivo, singular.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm ..
— 185 —
jeiras Fábrica Aliança, leg. J. G. Kuhlmann (29-11-27) RB; Vista Chine-
za, leg. E. Pereira s/n (25-XII-940) ; ibidem, leg. E. Pereira 69 (25-XII-
-40) HB.
Distribuição geográfica : Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, Ama-
zonas .
Observação : Engler in Mart. Fl. Bras. 12 (2): 26, cita a espécie Li-
riosjna adhaerens Spruce ex Engl., para o Estado da Guanabara (Habitai,
in Monte Corcovado pr. Rio de Janeiro, leg. Riedel) , porém examinando-
-se o referido material, que nos foi gentilmente enviado pelo herbário de
München, chegamos à conclusão tratar-se de uma outra espécie bem dis-
tinta de L adhaerens. O escasso material somente com botões não nos
permitiu a identificação do mesmo, possivelmente trata-se de L. singularis
(Vell.) Macbride.
agradecimentos
Expressamos nosscs agradecimentos ao botânico Jorge Fontelia Pe-
reira e as seguintes instituições: Museu Nacional, Rio de Janeiro (Ri.
Herbarium Bradeanum, Rio de Janeiro (HB), Conservatoire et Jardin Bo-
tanique. Genebra (G), Jardin Botanique de 1’Etat de Bruxelas (BR) e
Botanisches Staatssammlung, Munique (M) .
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SciELO/JBRJ
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Heisteria silviani Schwacke
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
Fotol
te_.Tl**«**♦ — •»****
Ximenia americana L.
^ ■
Foto 5
Schoepfia brasiliensis DC.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
Foto8
ilisia SSlIllCS ii II! i( illíll!
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W^IT " 00
Liriosma singularis (Vell.) Macbride
— 194 _
BORAGINACEAE *
_ e l^/. Gen - P1 - 143 - 1 737 ' Endlicher, Gen. PI . : 644. 1836- A. DC
í»? 7 d 'n : fu 6 ' 1845 et 10: 1- 1846; Fresen - in Mart. Fl. Bras 8 (i) • l ’
«57; Emth. et Hook., Gen. Pl. 2: 832. 1873; A. Gray Proc An Àc '
°/*™ rt l a m d Sc !enc. Boston 20 : 257. 1885 ;Mez ln F.ng. Bot Jahrb. 12: 526.
1890, Baillon, Hist. des Plant. 10: 343. 1891; Gürke in Enul u Prantl
Pflanzenfamilien 4 (3a): 7-131. 1897. g Franu -
Família de larga distribuição pelos Trópicos e Subtrópicos, mais raras
na Asia Oriental e América Ocidental, podendo ser encontrados alguns
exemplares de Borageqe nos Árticos e regiões Alpinas.
Compõem-na cêrca de 2.000 espécies agrupadas em cêrca de 100 gê-
neros pertencentes a 5 subfamílias. Certos autores de Floras locais têm
querido elevar algumas subfamílias à categoria de microfamílias. Entre-
tanto, filogenistas tais como: Bessey, Hallier, Wettstein e Hutchinson não
concordam com tais critérios adotados e conservam a família dividida em
5 subfamílias, ocorrendo na Guanabara duas delas: CORDIOIDEAE (Cor-
dia L.) e HELIOTROPOIDEAE ( Toumefortia L. e Heliotropium L.) com
um total de 29 espécies.
Os caracteres que mais a distinguem das Hydrophyllaceae, Labiatac
o Verbenaceae são as folhas predominantemente alternas, caule cilíndrico,
inflorescência geralmente cimoso-circinada, corola freqiíentemente acti-
nomorfa com apêndices na fauce e pelo fruto característico, geralmente
com embrião reto.
São ervas, arbustos ou árvores, mais raramente lianas (Cordia, Tour-
nefortia sp.) comumente escabras ou híspidas, algumas vêzes glabras.
FOLHAS com cistólitos, geralmente alternadas, as mais inferiores al-
gumas vêzes opostas, simples, geralmente inteiras e estipuladas.
INFLORESCÊNCIA determinada, geralmente composta por uma ou
mais cimeira escorpióide ou helicoidal.
FLORES geralmente hermafroditas, actinomorfas, raramente zigo-
morfas (Lycopsis e Echium) hipógenas; sépalos 5, distinta ou basalmente
concrescidos, imbricados ou raramente valvares no botão; corola geral-
mente 5-lobada, de prefloração imbricada ou contorta, sub-rotada, hipo-
crateriforme, infundibuliforme ou campanulada. Estames tantos quantos
forem os lobos da corola e alternando com os mesmos, inseridos no tubo
ou em sua fauce, iguais ou pouco desiguais; filamentos filiformes ou com
a base dilatada, raramente com apêndices escamiformes; anteras ovaaas,
oblongas ou lineares, dorsifixas, com ápice obtuso ou providas de um co-
nectivo apendiculado; disco hipógeno, anelar, inteiro ou sinuoso-5-lobado,
geralmente pouco conspícuo e continuando com o ovário, ou obsoleto.
Ovário súpero, séssil, bicarpelar, inicialmente bilocular, e, posteriormente
pelo aparecimento de falsos septos, 4-locular, constituindo 4 gomos, cada 1
£“5? ^l n ' en , te d0 Sfnero Borago L. que significa, através do latim - borrago. bor-
planta Alg ^ s íazem \ ir do árabe abu-rash, "pai do suor’, dada a aç3o sudorifera da
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cm
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com um óvulo; estilete geralmente situado entre os gomos, simples ou pro-
fundamente bífido no ápice, tendo, às vêzes, os lobos divididos (bibífido) .
FRUTO ora drupáceo, com endocarpo duro, 2-4-locular ou pirenado
Por abórto, com exocarpo carnoso. Sendo pirenado, o fruto pode apre-
sentar 4 núculas.
CHAVE PARA AS SUBFAMlLIAS OCORRENTES NA GUANABARA
A — Estilete bibipartido CORDIOIDEAE
AA — Estilete não bibipartido HELIOTROPOIDEAE
♦
SUBFAMÍLIA CORDIOIDEAE
Caracteriza-se por apresentar estilete terminal, bibipartido, ovário não
dividido, cotilédones dobrados e por ser constituída de plantas lenhosas.
Na Guanabara, é representada por apenas um gênero: CORDIA L.
Cordia* L., Gen. Pl. ed. 1: 52. 1737; DC., in DC. Prodr. 9: 471. 1845-,
Fresen. Mart. Fl. Bras. 8 (1): 3. 1857; Benth. et Hook., Gen. Pl. 2:
838. 1873 ; Gürke in Engl. u. Prantl. Pflanzenf. 4 (3a): 81. 1897 ; Johns-
ton, Contr. Gray Herb. 5, part. 1 (92) : 4. 1930.
Wyxia Caesalp ex Linn., Hort. Cliff . : 63. 1737. Gerascanthus P. Brown,
Hist. Jamaic.: 170, tab. 29, fig. 3. 1756. Varronia P. Brown, l.c.: 172.
17 56. Macielia Vancf., Fl. Lusit. et Bras. Spec.: 14. 1788. Firenzia Neck.,
Hem. 1 : 275. 1790 Borellia Neck., l.c. Pavonia Domb ex Lam., Tabl.
Encyc. l; 421 . 18 OO. Hemygymmia Griff., Cale. Journ. Nat. Hist. 3: 363.
1643. Gynaion A. DC. Prodr. 9: 468. 1845. Rhabdocalyx Lindl., Veg.
Keindg.: 629. 1847. Macria Tenore, Mèm. Soc. Ital. Moden. 24: 366. 1848.
Faraaig ma Miers, Trans. Linn. Soc. sér. 2 (1): 30, tab. 8. 1875. Ple-
thostephia Miers, l.c.: 32.
O gênero CORDIA L. possui cêrea de 250 espécies tropicais e subtropi-
cais, e caracteriza-se por ser composto por espécies arbóreas ou subarbus-
tivas, de indumento geralmente escabro. Suas FôLHAS são alternas, rara-
mente subopostas, pecioladas, inteiras ou denteadas. FLÔRES sésseis, dis-
postas ora em cimeiras dicótomas de ramos escorpióides, ora em espigas
cilíndricas ou em densos capítulos; cálice tubuloso ou companulado, liso
ou provido de nervuras longitudinais, 3 - 5 -denteado ou dilacerado no ápice.
Após a floração, pode-se apresentar, às vêzes, um pouco aumentado; corola
infundibuliforme, campanulada ou hipocrateriforme, com 4 ou número
indefinido de pontas, geralmente, porém, com 5. No botão, apresenta-se
diversamente plicada ou lisa, imbricada ou subcontorta; estames tantos
Quantos forem os lobos da corola, fixos igual ou desigualmente no tubo,
exsertos ou inclusos; anteras ovais, oblongas ou lineares, sagitadas ou
hastadas; ovário 4-locular; estilete alongado, bífido, com ramos leve ou
Profundamente bífidos, com estigmas capitados ou clavados, óvulos eretos.
Nome dado em homenagem ao botânico Valerius Cordus, 1515-1544.
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FRUTO drupa, cercado, na base, pelo cálice ou cingido por êle, podendo
estar quase todo recoberto pelos sépalos com um caroço duro, espesso, fre-
qüentemente ósseo. A drupa é formada por 4 pirenas, sendo geralmen-
te 3 atrofiadas e a 4. a contém apenas 1 semente; sementes ascendentes
com albumem escasso freqüentemente de poucas camadas de células e
com os cotilédones irregularmente dobrados e espessos ou muito largos
e delgados, formando um leque; radícula curta, dirigida para cima.
Espécie genérica : Cor dia sebestena L.
Encontra-se o gênero representado, na Guanabara, por 18 espécies,
separáveis pelos seguintes caracteres:
I — Plantas com pêlos estrelados.
a. Lobos da corola 1,5-3 mm de largura 1 — C. alliodora
aa. Lobos da corola além de 3 mm de larg .. 2 — C. trichotoma
II — Sem pêlos estrelados.
A. Corolas vistosas além de 1,5 cm de compri-
mento.
a. Folhas glabras.
b. Pecíolo curto, até 2 cm de
compr 3 — C. taguayensis
bb. Pecíolo longo, além de 2 cm
de compr 4 — C. latiloba
aa. Folhas pilosas ou escabras.
c . Folhas até 12 cm de compri-
mento.
d. Folhas com tufos de pê-
los nas axilas das ner-
vuras, corolas além de
2 cm, com lobos sem
acúmen piloso 5 — C. mucronata
dd. Folhas sem tufos cfe pê-
los nas axilas das ner-
vuras, corola até 2 cm
de comprimento, com
lobos de acúmen pi-
loso 6 — C. candida
cc. Folhas além de 12 cm de
compr 7 — C. superba
AA. Corolas pequenas, até 1,5 cm de comprimento,
a. Inflorescência em espiga.
b. Face superior das folhas muricada ou
verrucosa. Folhas lanceoladas não
hirsutas 8 — C. verbenacea
bb. Sem êstes caracteres 9 — C. multispicata
aa. Inflorescência não em espiga.
c. Folhas glabras ou com pêlos esparsos
e caducos.
d. Folhas lanceoladas de 2,5-4 ,5 cm.
de largura 10 — C. ecalyculata
/ I
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dd. Folhas obovadas ou espatuladas. 11 — C. magnoliaefoliu
cc. Folhas pilcsas
e. Folhas de bordo inteiro ou leve-
mente ondulado.
f. Ovário piloso 12 — C. sericicalyx
íf. Ovário glabro.
g. Cálice costado, folhas bu-
ladas 13 — C. trichoclada
gg. Cálice não costado, fo-
lhas não buladas.
h . Filetes g 1 a b r o s na
base 14 — C. ochnacea
hh . Filetes pilosos na
base 15 — C. silvestris
ee. Sem êste caráter.
i. Folhas crenado-denteadas,
com tufos de pêlos brancos. . — C. leucomalla
ii. Sem êsses caracteres.
j . Inf lorescência c o n gesta .
Dentes do cálice deltoides,
levemente aristados e re-
flexos no ápice 17 — C. axilaris
jj. Sem êsses caracteres 18 — C. corymbosa
1 — ALLIODORA * (Ruiz et Pav.) Cham. ex DC.
A. DC., Prodr. 9: 472. 1845; Urban, Symb. Ant. 8: 574. 1921; Johnston,
Contr. Gray Herb. 5 part. 1 (92) : 13. 1930.
Cordia gerascanthus Jacq., Sei. Stirp. Amer. 43: 175, foto 16. 1763. Cer-
d an a alliodora Ruiz et Pav., Fl. Peru 2: 47, tab. 184. 1799. Cordia cerdana
Ruiz et S., Syst. 4: 467. 1819. C. velutina Mart., Fl. Regenb. 21, Bd 2
(85). 1838. Cordia cujabensis Manso & Lhotsky ex Cham., Linaea 8: 121.
1833; DC. Prodr. 9: 473. 1845. C. gerascanthus var. dominguensis Cham.
l.c; DC., l.c.: 472. C. gerascanthus var. súbcanescens DC., l.c.: 472.
Cerdasa cujabensis Manso ex DC., l.c.: 473. Cordia alliodora var. glabra
A. DC., l.c. 472. Gerascanthus velutina Mart. ex Fresen in Mart. Fl.
Rras. 8 (l): 5. 1857. Cordia hartwigsiana Regi, Gartenflora 6: 342. 1857.
Lithocardium aliodorum Kuntze, Rev. Gen. 2: 1891. L. hartwigsiana
Kunntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. L. gerascanthus var. alliodorum Kuntze,
!-c. 3 (2): 206. 1898. L. gerascanthus var. dominguensis Kuntze, l.c.
3 (2) : 206. 1898. Cordia rusbyi Chodat, Buli. Soc. Bot. Genève sér. 2 (12) :
187 e 198. 1921. C. gerascanthus i. martinicensis Chodat., l.c.: 210. C.
gerascanthus í. micrantha Chodat, l.c.: 210. C. consaguinea Klotzch &
ex Chodat, l.c.: 211. C. alliodora var. boliviana Chodat & Vischer in
Chodat, l.c.: 211. C. andina Chodat, l.c.: 211. C. chamissoniana var.
eomplicata (RP.) Chodat, l.c.: 215. Cerdania complicata R. & Pav. ex
Chodat, l.c.: 215. C. goudoti Chodat, l.c.: 215. C. macrantha Chodat^
1 -c.: 215. Cerdania exaltada R. & Pav. ex Chodat, l.c.: 216.
Árvore até 7m de altura; Ramos lenticelados e providos de pêlos
estrelados. Folhas ralativamente curto-pecioladas (1-3 cm) obovado-elí-
Qlliodora — que tem odor a alho.
(Allium) .
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ticas, de ápice às vêzes, levemente acuminado e base aguda, podendo
apresentar-se, às vêzes, assimétrica; as inferiores, medindo de 10-12 cm de
comprimento por 5-5,5 cm de largura e as superiores, variando de 3,5-8cm
de comprimento por 1,5-3, 5 cm de largura, pilosas na face ventral e to-
mentosas na dorsal, mflorescências congestas. Cálice cilíndrico, tomento-
so, sulcado, 6,5-7 mm de ocmprimento por 2,5-3 mm de largura. Corola
de tubo glabro 1,5 mm, do mesmo comprimento do cálice, lobos elíticos,
obtusos ou arredondados no ápice, 6-7 mm de comprimento e 2,5-3 mm de
largura. Estames com filetes providos, na base, de pêlos, com 4-4,5 mm de
compr. Anteras oblongas 1,5 mm de compr. e 0,5 mm de largura. Ovário
glabro lmm. de compr.; estilete 7 mm. de comprimento até a bifurcação,
ramos com 1,5 mm, de comprimento, estigmas 1,1-1, 3 mm de comprimento.
Typus — In Puruviae Silvis ad Puzuzo, Muna, dicitur Arbol de Ajo,
ob cortícem recentem foliaque odorem penetratissimum Allii spirantia.
Fenologia — Encontrada florescendo no mês de maio.
Material estudado — Estrada do Grumari, em formação secundária,
leg. C. L. F. Ichaso, L. F. Carvalho et Sucre 4984 (8-5-1969) RB.
2 — C. TR1CHOTOMA * (Vell.) Arrab ex Steud.
Est. I, Ia íig. 1 a 5
Steud. Nom. ed. 2:419 1840.
Cordiada trichotoma Vell., Fl. Flum. 98. 1825, Ic. 2, tab. 156. 1827. Cordia
frondosa Schott ex Spreng., Syst. 4 (2) : 403. 1827. Cordia tomentosa Cham.,
Linnaea 4: 472. 1829 non R. et S. 1819. Cordia excelsa A. DC., Prod. 9:
473. 1845. Lithocardium excelsum Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. Cordia
chamissoniana Steud., 1 . c. 417 non Don 1837. Cordia hypoleuca DC., 1.
c.: 472. Lithocardium hypoleucum Kuntze, l.c.: 977. Cordia alliodora,
var. tomentosa A. DC., 1. c. 472; Fresen. in Mart. Fl. Bras. 8 (1) : 4. 1857.
Cordia asterophora Mart. ex Fresen, 1. c.: 5. L. asterophorum Kuntze,
l.c.: 986 L. gerascanthus var. puberulum Kuntze, Rev. Gen. 3: 206. 1898.
Cordia gerascanthus, f. puberula Kuntz ex Fries, Ark. Bot. 6 (11, 12)
1906. Cordia hypoleuca, f. minor Chodat, Buli. Herb. Boiss. ser. 2 (2) : 815
1902. Cordia Hassleriana Chodat, 1. c.: 815. Cordia chamissoniana, var.
blancheti, var. martii, var. nemorensis et var. aemilii Chodat. Buli. Soc.
Bot. Genève, sér. 2 (12): 214. 1921. Cordia cujabensis, var. glabrescens
Hass. ex Chodat, 1. c. 214.
Arvore de 8-20 m de altura, com ramos pilosos. Folhas pecioladas
(2-3 cm) . Lâmina foliar lanceolada, inteira, simétrica ou não na base,
com 7,5-16 cm de comprimento por 3-5,5 cm de largura. As lâminas fo-
liares, quando no seu máximo desenvolvimento, apresentam a face dorsal
densamente piloso-estrelada, e a ventral, quase glabra, adensando-se,
os pêlos, nas nervuras. Quando jovens, ambas as faces mostram-se bem
pilosas, sendo a face inferior sempre mais recoberta de pêlos. Johnston
• trichotoma — do latim significando dividido em três.
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(1. c.) , levando em consideração a maior ou menor presença dêstes pêlos,
criou 4 formas, sem entretanto fazer menção à fôlha jovem ou à adulta.
Como não nos apresenta nenhum desenho mostrando a intensidade dos
pêlos da sua forma typica, apenas fazendo uma comparação gradativa
entre tôdas as formas e não nos sendo possível ter às mãos o material por
êle estudado, deixaremos, aqui, de considerá-las, mencionando-as, apenas:
typica, blancheti (Chodat) Johnston, puberula (Kuntze) Johnston e to-
mentosa (Cham.) Johnston.
Inflorescência em cimeiras multifloras. Cálice 10-costado 5-dentado.
Corola 5-lobada. Estames exsertos, filetes pilosos na base. Ovário glabro.
Typus — Habitat silvis maritimis Regii Praedii Sanctae Crucis.
Nome vulgar — Louro pardo, Louro batata.
F enologia — Floresce entre os meses de fevereiro a junho.
Material estudado: Estrada da Barra da Tijuca, leg. E. Pereira 4489
(23-2-1959) RB; Estrada do Joá, leg. A. P. Duarte 4638 (11-3-1959) RB;
Silvestre, leg. A. P. Duarte 5530 (4-4-1961) RB; Horfo Florestal, leg. J. G.
Kuhlmann 50 (21-3-1927) RB; Morro do Jardim Botânico, leg. F. Guerra
(16-5-1933) RB; Morro do Leme, leg. R. Burle Marx e Mello Barreto (15-
3-1946) RB: Morro do Sacopã, Lagoa Rodrigo de Freitas, leg. J. G. Kuhl-
mann (28-6-1940) RB; ibidem leg. A. P. Duarte e Rizzini 18 (18-3-1946)
RB; Tijuca, leg. Schwacke (25-4-1884) R; ibidem leg. W. Bello 45 (1885)
R; Floresta da Tijuca ,leg. Barão d’Escragnolle 349a (1883) R; Corcovado,
leg. Glaziou 1105 (10-4-1867) R; Mendanha, leg. Fr. Allemão 350, (R).
Morro do Bico do Papagaio, João Borges, Reserva de mata secundária do
Horto Florestal, leg. D. Sucre 5286 (14-6-1969) RB.
Distribuição geográfica - BRASIL: do Ceará até o Rio Grande do
Sul. Paraguai, Argentina e Bolívia.
3-1 C. TAGUAHYENSIS * Vell.
Est. II fig. 1 a 3
Vell., Fl. Flum.: 98. 1825; Icon. 2, tab. 154. 1827; Johnston, Contr. Gray
Herb 5 1 (92) ■ 43 1930. C. glabra Cham., Linnaea 8: 124. 1833, non L.
1753 Frésen in Mart. Fl. Bras. 8 (1) : 8. 1857. C. glomerata Lem., Jard.
Fleur. 4, tab. 326. 1853. Sebestena glomerata Lem., 1. c.
Arbusto ou sub-arbusto de ramos levemente estriados. Folhas glabras
lanceoladas, inteiras, de ápice e base agudos, com 14-17 cm de comprimen-
to e 3,8-6 cm de largura, nervoso-reticuladas na face dorsal, pecioladas.
Peciolo com 1 cm de comprimento. Inflot escência em cimeira, flores
vistosas, sésseis. Cálice ob-cônico, intemamente estriado, externamente
liso com pêlos adpressos, 2-3-dentado; Corola infundibuliforme, alva, 5-
-lobada, com 5 cm de comprimento. Estames inclusos, inseridos no tubo
* Nome dado pelo rio Taguahy.
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da corola; anteras oblongas, levemente caudadas. Ovário glabro com sulcos
longitudinais; estilete longo.
Typus; Flora Fluminense Ic. 2, tab. 154. 1827.
F enologia-, Florence entre os meses de novembro a março.
Material estudado: Morro do Corcovado, leg. Altamiro e Walter 160
(18-12-1945) RB; ibidem leg. Bertha Lutz 1787 (18-1-1941) R; Jardim
Botânico, leg. J. G. Kuhlmann (XII-1939) RB; ibidem leg. Dionísio Cons-
tantino (9-2-1916) RB; Matas do Pai Ricardo leg. P. Occhioni 137 (23-3-
1945) RB; Gávea, leg. A. P. Duarte 908 (4-2-1947) RB; Mata do Sacopã.
Morro da Saudade, leg. Otávio da Silva (10-1-1941) RB; Gruta da Im-
prensa leg. A. P. Duarte 88 (20-3-1946) RB; Estrada da Boiuna, Jacarepa-
gua leg. E. Pereira 4095, Liene, Sucre e Duarte (4-8-1958) RB; Lagoa Ro-
drigo de Freitas, Sacopã, leg. A. P. Duarte 5493 (11-1961) RB; Mata do
Horto Florestal leg. J. G. Kuhlmann, 1367 (5-2-1930) RB; Restinga da
Tijuca leg. O. Machado (16-11-1942) RB; Bôca do Mato, leg. Emydio
436 (5-3-1946) RB; Floresta da Tijuca, leg. Osvaldo Peckcolt e A. Sam-
paio (15-1-11934) R; ibidem leg. Glaziou 3065 (23-2-1869) R; Serra da Ca-
rioca leg. A .C. Brade 110337 (14-11-1932) R; Pico da Tijuca, leg. A.
C. Brade 10712 (12-4-1931) R; Santa Tereza leg. Netto 8822 (20-1-1877) R.
Distribuição geográfica: Nos estados litorâneos, desde o Maranhão até
o Paraná. Na Guanabara: Nos locais de altitude.
4 — C. LATILOBA *• Johston
Est. III
Johnston, Contr. Gray Herb. 5, 1 (92): 9. 1930.
I V
Arvore com ramos, quando jovens, esparçamente pilosos e lenticelados.
Folhas longo-pecioladas (5-6 cm de compr.), largo-elíticas ou levemente
obovado-largo-eliticas, 2 vêzes e meia o comprimento do pecíolo por 4-6 cm
de largura, geralmente de ápice acuminado, base aguda, nervuras relati-
vamente delicadas e reticulado diminuto mas conspícuo, quando sêcas,
marrom escuro na face ventral e pouco mais pálidas na dorsal, sub-co-
riáceas, de margem inteira. In florescência terminal, em panículas mul-
tifloras; flôres alvas com 2,7 cm de compr. curto-pediceladas (2-3 mm);
Cálice bilobado, cilíndrico, 10-costado, à primeira vista glabro, sob a lente,
inconspícua e esparsamente glandulifero e pubescente, mais tarde gla-
brescente, com 10-12 mm de compr.; Corola infudibuliforme, marcescente,
com o tubo oculto pelo cálice, 5-lobada, lobos deltoides e ovados; Estames
5, inseridos no tubo, com filetes barbelados próximo à base; anteras basi-
fixas, lineares.
Typus — Glaziou 1106 (K) ; Rio de Janeiro, Riedel (R).
Fenologia — Floresce entre os meses de dezembro a março.
•• latiloba — latim significando de lobos largos.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 201 —
Material estudado — Estrada Nova de Paineiras à Tijuca, leg. J. G.
Kuhlmann 1429 (10-2-1930) RB; Floresta da Tijuca, leg. Glaziou 3065
(23-2-1869) R.
Distribuição geográfia: Rio de Janeiro e Guanabara. .
5 — c. MUCRONATA + Fresen.
Est. IV Fig. 1 a 5
Fresen in Mart. Fl. Bras. 8 (1): 9. 1857; Johnston, Contr. Gray Herb. 5,
1 02): 42. 1930.
Lithocardium mucronatum Kuntze, Rev. 2: 977. 1891.
Arvore com ± 3m de altura; caule sub-cilíndrico, ramos estriados:
Folhas ovais, oblongas e oblongo-lanceoladas, com base mais ou menos
cuneada, de 4-8,5 cm de compr. e 2-3,5 cm de largura, na face dorsal com
tufos de pêlos nas axilas das nervuras e na ventral, levemente pilosa ao
longo da nervura principal. As demais partes, glabras. Peciolo com 11 mm
de comprimento, inflorescência em cimeira, pauciflora; Cálice com 18 mm
de comprimento, estriado, levemente escabro, 5-dentado, mucronado-cuspi-
dado. Co r oia infundiduliforme, 4-5 cm, alva, 5-lobada, nervura mediana
dos lobos formando um múcrom; Estames de diferentes alturas, Inclusos,
inseridos na porção inferior da corola; filetes pilosos na base, anteras
sagitadas. Ovário glabro, estilete filiforme com 2,2 cm de comprimento
com escassos pêlos na bifurcação.
Typus — Insilvis Oceano conterminis inter Victoria et Bahia. Princ.
Vidensis et ex reliq. Sellowian, Herb. reg. Berol: prope Rio de Janeiro:
Schotl, Herb. Vindob. n.° 4954, D. n.° 1747.
Fenologia — Floresce entre os meses de outubro a maio.
Material estudado — Corcovado, leg. Glaziou 7778 (25-5-1874) R; Gua-
nabara leg. Mario, s/n.° (R) ; Quinta da Boa Vista leg. Milton Vieira
(3-10-1937) R; ibidem leg. J. Vidal (17-2-1927) R; Horto Florestal leg. J.
G. Kuhlmann (6-1-1941) RB.
Distribuição geográfica — Espírito Santo, Rio de Janeiro, Guanabara.
6 — C. CANDIDA • ** Vell.
Est. V Fig. 1 a 3
Vellozo, Fl. Flum. 98. 1825, ícones 2, tab. 155. 1827; Johnston, Contr. Gray
He rb. 5, (92) : 43. 1930.
Arbusto com caule cilíndrico. Fôlhas pecioladas (5-7 mm). Lâmina
foliar lanceolada (4-7 cm de compr.), levemente escabra na face ventral
• • mucronautus, a um — mucronada.
ao verbo candere — embranquecer, fazer-se branco, estar branco.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm ..
— 202 —
e na dorsal sub-velutinea . Inflorescência em cimeiras axilares com pedún-
culos não muito desenvolvidos (2 cm de compr.) ; flores com 1,5 cm de
comprimento, Cálice adpresso, piloso, desigualmente 5-dentado; Corola
infundibuliforme (1,5 cm), intemamente glabra, com 5 lobos crespos. A
nervura mediana dos lobos, prolonga-se formando um acúmen piloso;
Estames inclusos com filetes curtos. Ovário glabro.
Typus — Vell. Ic. 2, tab 155. 1827.
F enologia — Floresce quase todo o ano.
Material estudado — Campo Grande, leg. Netto, Glaziou Schwacke
(29-8-1880) R; Entre Jericinó e Realengo, leg. Glaziou 12089 (29-8-1880) R.
Distribuição geográfica — Guanabara.
7 — C. SUPERBA * Cham
Est. VI Fig. 1 a 4
Lithocardium superbum Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. Cordia superba, var.
4888. 1855; Fresen. in Mart. Fl. Bras. 8 (1) : 6. tab. 3, fig. 1. 1857; Johnston,
C. atrofusca Taub., Bot. Jahrb. 15 (38): 12. 1893.
Lithocardium superbum Kunteze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. Cordia superba, var.
cuneata Cham., 1. c. 4: 474. C. superba, var. elliptica Cham., 1. c. 4: 474.
C. grandiflora Lindl., Bot. Reg. 18, tab. 194. 1832, non HBK. 1818. C.
blanchetii DC., Prodr. 9: 477. 1845. L. blanchetii Kuntze, 1. c.: 976.
C. schottiana Fresen. 1. c.: 7. C. intermedia Fresen 1. c.: 8. L. interme-
dium Kuntze, 1. c.: 977. C. ipomaeaeflora Hook., Bot. Mag. 84, tab. 5027. 1858.
Ç. atrofusca Taub. Bot. Jahrb 15 (38) : 12. 1893.
Arvore de 2-3 m de altura, com ramos sub-cilíndricos, lenticelados,
pilosos. Fõl/tas pecioladas; pecíolo de 1,5 a 3 cm de compr. Lâmina
oblongo-laneeolada ou elítico-obovada, pilosa, de bordo serreado acima da
porção mediana. Inflorescência em cimeiras laxas; flores vistosas, sésseis.
Cálice tubuloso, obcônico, levemente estriado, pubescente, de ápice mem-
branáceo e de deiscência circumcisal. Corola vistosa, infundibuliforme de
lobos arredondados. Estames inclusos, com filetes curtos, pilosos na base.
Ovário glabro .
Typus — Brasilia tropica misit Sellowius.
Nome vulgar — Baba de boi, grão de galo, fruta de galo.
Fenologia: Florescendo entre os meses de fevereiro a julho.
Material estudado — Praia da Gávea, leg. A. Frazão (VII-1916) RB;
Passeio Público, leg. Glaziou 745 (9-2-1863) R; Quinta da Boa Vista, leg.
J. Augusto F. Costa 5 (30-3-1957) R; Rio de Janeiro, leg. Lad. Netto 213
(1863) R; São Cristóvão, Rio, Herb. J. Vidal (28-2-1927) R; Tijuca, leg.
Neves Armond 278, s / data, (R) ; Rio de Janeiro, leg. D. Saldanha 3335
(1878) R.
Distribuição geográfica — Rio Grande do Norte até São PauJo.
• superba, do latim, significando bela, magnifica, opulenta notável (com relaçSo ao
porte da planta) .
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 203 —
8 — C . VERBANACEA * DC .
DC., Prodr. 9: 491. 1845; Johnston, Contr. Gray Herb. 5, 1 (92) : 25. 1930.
Lithocardium verbenaceuvi Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. Cordia salidna
DC., 1 . c.: 492. L. salicinum Kuntze, 1. c.: 977. L. fresenii Kuntze,
1. c.: 976.
Arbusto de 2-3 m de altura, caule cilíndrico, glabro; ramos foliares
delicadamente estriados, lenticelados. Folhas pecioladas, pecíolo com 0,5 cm
de comprimento; lâmina foliar lanceolada, de ápice e base agudos, leve-
mente decorrente no pecíolo, serrilhada com 4,5-11,5 cm de comprimento
e 1,5-2, 5 cm de largura, escabra na face ventral e sub-velutina na dorsal;
Inflorescência em espigas de flores pequenas e alvas. Cálice 5-dentado,
piloso. Corola com 7 mm de compr. 5 -lobada, pilosa internamente abaixo
da inserção dos filetes. Estames levemente inclusos. Ovário glabro, estilete
com 1,5 mm de comprimento.
Typus — In Brasília circa Rio de Janeiro, legit Gaudichaud.
Nome vulgar — Balieira, balieira branca.
Fenologia Floresce entre cs meses de outubro a março, estendendo-
se, às vêzes, ao mês de junho.
Material estudado — Guanabara, leg. A. M. Mattos s/n.° (1922) R;
Núcleo da Penha, leg. Eunice o João Antônio Rente 65 (4-1-1965) R; Rio
de Janeiro, GB. leg. H. Florestal n.° 151. (R) ; Rio de Janeiro, Bôca do
Alatto, leg.’ A Sampaio 1398 (22-3-1915) R; Guanabara, leg. Mario Lima,
s/n.° e s/ data (R) ; Quinta da Boa Vista, leg. Freir e e Vidal (1923) R.
Restinga, leg. A. Sampaio 8890 (1942) R; Restinga da Tijuca, leg. O.
Machado (13-2-1946) RB; ibidem leg. O. Machado 49 (24-3-1945) RB;
Ibidem, leg. O Machado (16-6-1945) RB; ibidem leg. A. C. Brade 15496
(XI-1936) RB; ibdem leg. E. Pereira 4390, Sucre e Duarte (15-10-1958) HB;
■Jardim Botânico, leg. J. G. Kuhlmann (14-12-1945) RB; Ilha de
Paquetá, leg. E. Pereira 138 (1943) HB; Ilha do Governador, leg. Z A.
Trinta 499 e E. Fromm 1575 (21-3-1964) HB, R; Barra da Tijuca, leg.
Z. A. Trinta 521 e E. Fromm 1597 (26-3-1964) R; Ilha do Fundão, leg. J.
Vidal (V-1927) R; Covanca, leg. Dalibour Hans 73 (23-3-1946) R.
Distribuição geográfica : BRASIL: Ceará até o Rio Grande do Sul.
Paraguai e Argentina.
9 _ c. MULTISPICATA Cham.
Cham., Linnaea 4: 490. 1829; Fresen. in Mart. Fl. 8 (1) : 17. 1857,. Johnston,
Contr. Gray Herb. 5, par. 1 (92) : 29. 1930.
Dithocardium multispicatum Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. C. bahiensis
DC., Prodr. 9: 489. 1845. Varronia spicata Salzm. ex DC., l.c. C. glandulosa
* verbenacea — por se assemelhar com algumas verbanáceas.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
cm
— 204 —
Fresen, 1. c.: 19. L. glandulosum Kuntze, 1. c.: 977. C. campestris Warm. r
Kjoeb. Vidensk Meddel, 1867: 12, f. 2. 1868.
Espécie citada em bibliografia, Fresen. 1. c., leg. Selow, mas não veri-
ficada a ocorrência por nós na região estudada.
10 — C. EC ALY CUIiATA * * vèll.
Est. VII Fig 1 a 5
Vell., Fl. Flum. 96. 1825, et Ic. 2, tab. 149. 1827; Johnston, 1. c.: 59.
C. digynia Vell., 1. c: 97 et 1. c. tab. 153. C. salicifolia Cham., Linnaea
4: 481. 1829 et 1. c. 8: 129. 1833. Lithocardium salicifolium Kuntze, Rev.
Gen. 2: 977. 1891. C. leptocaula Fresen. in Mart. Fl. Bras. 8 (1): 14.
1857. L. leptocaulon Kuntze, 1. c.: 977. C. coffeoides Warm., Koeb Vidensk
Meddel. 1867: 4 et 44, fig 3. 1868. Patagonula Glazlovii Mez, Bot; Jahrb.
12 (27): 17. 1890. C. glaziovii Taub., Bot. Jahrb 15 (38): 13. 1893.
Arvore pequena de 6-8 metros de altura, glabra, ramos cilíndricos.
Folhas pecioladas, pecíolo com 1-1,3 cm de compr.: lâmina foliar de lan-
ceolada a largamente lanceolada, com ápice acuminado e base aguda,
membranáceo-rígida, de 7-12,5 cm de comprimento e 3-4 cm de largura.
O l.° e o 3.° têrço com larguras mais ou menos iguais o que principalmente,
diferencia a espécie de C. magnoliaefolia. Inflorescência disposta em
cimeira laxa, de pedúnculos pilosos; flores curto-pecioladas, Cálice piloso,
Corola campanulada. Estames exsertos, filetes pilosos na base. Ovário
glabro.
Typus — Vell. Fl. Flum. 96. 1825, et Ic. 2, tab. 149. 1827.
Nome vulgar — Chá de Bugre, Chá de Frade.
F enologia — Floresce entre os meses de outubro a março.
Material estudado — Campo Grande, Mendanha, leg. Glaziou 13476, R.
Distribuição geográfica — BRASIL: do Estado de Minas Gerais até o-
do Rio Grande do Sul. Argentina, Paraguai.
11 — C. MAGNOLIAEFOLIA * Cham.
Est. VIII Fig. 1 a 4
Cham., Linnaea 4: 476. 1829; Johnston, Contrib. Gray Herb. 5, par. I
(92): 60. 1930.
Lithocardium magnoliaefolium Kutze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. C. obliqua
Vell., Fl. Flum. 97. 1825 non Willd 1797. C. diospyrifolia Cham., 1. c.: 477.
L. diospyrifolium Kuntze, 1. c.
• ecalyeulata — do latim, significando desprovido de caliculo. Nome mal empregado,
por estar o autor se referindo a deciduidade do cálice, uma vez que a família nàô
possui caliculo.
• magnoliaefolia — com fôlhas semelhantes às de magnólia.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
— 205 —
Arvore pequena, com ramos foliares sub-cilíndricos, estriados. Folhas
-glabras, nítidas e pecioladas. Pecíolo, 1 cm; lâmina espatulada de ápice
abruptamente acuminado e mucronado, decurrente na base, com 20-27 cm
de comprimento por 6,5-8 cm de largura; Inflorescência em cimeiras pe-
duncaladas, pedúnculos e pedicelos adpresso-pilosos. Cálice campanulado,
3-5-dentado, levemente adpresso-piloso na face interna. Corola hipocra-
teriforme com 5 lobos reflexos e 6 mm de compr. Estamos excertos, com
filetes pilosos na base e inseridos no tubo da corola. Ovário glabro.
Typus — E Brasília aequinoctiali misit Sellowius.
F enologia — Florece entre os meses de janeiro a julho.
Material estudado — Rio de Janeiro, Bico do Papagaio, leg. Brade
15029 (24-1-1936) RB; Mata do Corcovado, leg. Vitorio 51 (7-5-1930) RB;
Estrada do Sumaré, leg. Liene, D. Sucre, Duarte e E. Pereira 3836 (14-7-
1958) RB; Estrada da Vista Chinesa leg. P. Occhioni 138 (15-4-1945) RB;
Estrada do Redentor, leg. A P. Duarte 4840 (16-6-1959) RB; Excelsior,
Tijuca, leg. Duarte 4948 (28-7-1959) RB; Tijuca W. Bello 46 (1885) R;
ibidem leg. Ulle 3845 (9-6-1896) R; Jacarepaguá, Covanca, leg. Dalibour
Hans 75, R; Tijuca, Glaziou 838 (18-7-1854) R.
Distribuição geográfica — BRASIL: do estado da Minas Gerais até o
Paraná.
12 — C. SERICICALYX * A. DC.
Est. IX Fig. 1 a 6
I '
A. DC., Prodr. 9; 485. 1845; Johnston, Contr. Gray Herb. 5, par. 1 (92):
54. 1930 .
1
Lithocardium sericicalyx Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891. C. bicolor A. DC.,
1. c. L. bicolor Kuntze, 1. c.: 976. C. dichotoma Klotzch ex Schomburgk,
Fauna u. Fl. Brit. Guina 1084. 1848. L lokartii Kuntze, 1. c.: 438.
Arvore de 5-8 m de altura com ramos foliares tomentosos. Folhas
tomentosas na face dorsal, levemente escabras na ventral; lâmina ovada,
acuminada no ápice com 8,5 a 17 cm de compr. e 4,5-8 cm de larg. Pecíolo
também tomentoso, com 7 mm de compr. inflorescência em cimeiras; flô-
re s sub-sesseis. Cálice piloso, 5-dentado. Corola 5- lobada. Estames exser-
tos, alternipétalos, com filetes pilosos. Ovário piloso.
Typus — In Guiana Brit. Schomb. 109.
F enologia — Floresce entre os meses de abril a julho.
Material estudado — Jardim Botânico, leg. Dionisio (8.5.1917) RB.
Distribiução geográfica — BRASIL: Rio de Janeiro, Guanabara, Ceará,
Mato Grosso e Amazonas.
* sericicalyx — de cálice serlceo.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 206 —
13 — C. TRICHOCLADA * DC.
Est. X Fig. 1 a 5
DC., Prodr. 9:474.1545; Johnston, Contrb. Gray Herb. 5, par. 1(92) :50.
1930. ,
Lithocardium trichocladum Kuntze, Rev. Gen. 2:977 .1891. C. macrophylla.
Vell., Fl. Flum.: 97 .1825, et Ic. 2, tab. 152. 1827, non L. 1763. C. grandis Cham.
Linnaea 4:473.1529 non Roxb. 1824. C. seilowiana Don., Gen Syst. 4:381.
1837, non Cham., 1829. C. grandifolia DC., c.: 475; Fresen in Mart. FL.
Bras. 8(1) : 10.1557
Arvoreta de 3-6 m de alt. de ramos foliares pilosos, sub-escabros. Fo-
lhas pecioladas. Pecíolo com 6 mm; lâmina oblongo-lanceolada, bulada,
revoluta na margem, escabra. inflorescência pilosa, flores sésseis. Cálice
tubuloso, ob-cónico, sulcado (costado), com pilosidade adpressa. Corola
tubulosa. 5-lobada. Estam.es exsertos, pilosos na base dos filetes. Ovário
glabro, provido, na base, de um disco; estilete longo.
Typus — Circa Bahia in collibus legit Salzmann.
F enologia — Floresce desde julho até março.
Material estudado — Ilha do Governador, leg. G. Pabst (8-8-1954) RB;
ibidem Pabst 7004 (28-8-1962) HB; Dois Irmãos, leg. A. P. Duarte 327
(26-9-1946) RB; Matas da Lagoinha, leg. Pessoal do Horto Florestal 154
(21-10-1927) RB; Corcovado, leg. A. P. Duarte 4961 (11-8-1959) RB; ibidem
leg. Glaziou 146 (5-8-1861) R; Parque da Cidade, Gávea, leg. A. P. Duarte
3728 (26-9-1949) RB; Morro de São João, Botafogo, leg. J.G. Kuhlmann
1680 (1914) RB; Restinga da Tijuca, leg. O. Machado (24-3-1945) RB;
Gruta da Imprensa, leg. A.P. Duarte (10-11-1945) R.
Distribuição geográfica — BRASIL : Bahia até S. Paulo.
14 — C. OCHNACEA * DC.
Est. XI Fig. 1 a 6
DC., Prodr. 9: 485. 1545; Johnston, Contr. Gray Herb. 5, par. 1 (92): 62.
1930.
Lithocardium ochnaceum Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1871. C. brachytricha
Fresen. in Mart. Fl. Bras. 8 (1): 13. 1857.
Arvoreta escabra; Folhas pecioladas; peciolo de 1-1,5 cm de compr.;
lâminas inteiras, oblongo-lanceoladas, de ápice acuminado e base aguda
de 7-12 cm de compr. por 3-4 cm de larg., escabras na face dorsal e gla-
bras na ventral. Inflorescência em cimeiras laxas. Flores sésseis, alvas, até
1 cm de compr. Cálice em ambas as faces escabro, 5-dentado. Corola 5-lo-
• irichoclada — de tricho — pêlos _j_ cladus, a, um — ramo.
• ochnacea — por ter "habitus” semelhante às espécies de Ochnaceae.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 207 —
bada, lobos eretos, internamente glabra. Anteras exsertas. Ovário glabro.
Typus — In Brasiliae sed loc propr. non novi.
F enologia — Floresce entre os meses de janeiro a março.
Material estudado — Morro da Babilônia, leg. Glaziou 18383 (29-3-1891)
R; Sacopã, leg. A. P. Duarte e Rizzini 17 (12-3-1946) RB; Jardim Botânico,
leg. Dionísio (10-1-1916) RB; Matas do Jardim Botânico, leg. E. Pereira,
(28-3-1941) HB;
Distribuição geográfica — BRASIL: Pernambuco até Rio de Janeiro.
15 — C. SILVESTRIS * Fresen.
Est. XII Fig. 1 a 3
Fresen. in Mart. Fl. Bras. 8 (1) : 12. 1857; Johnston, Contr. Gray Herb.
5. Par. l (92) : 61. 1930.
Lithocardium silvestre Kuntze, Rev. Gen. 2: 977. 1891.
Arvore de 4,5 a 6m de altura ou mais, ramos glabros, só adpresso-
pilosos no ápice das cimeiras. Folhas brilhantes, pecioladas, pecíolo de
0,5-1 cm de compr.; lâmina obovada-oblonga, atenuada na base, esparsa-
mente pilosa na face ventral e escabra na dorsal, com 9-11 cm de compr.
Por 2-4 cm de largura. Inflorescência em cimeiras. Flores pequenas.
Cálice piloso, 5 -dentado. Corola 5 -lobada. Estames exsertos, com filetes
Pilosos na base. Ovário glabro.
Typus Habitat planta Dryas in silvis a Campinha usaque in serram
1500 ped. altitud. adscendens prov. Sebastianopolitanae: M. Sched. n.° 299.
F enologia Floresce entre os meses de dezembro a março.
Material estudado — Cascadura, leg. Glaziou 4148 (23-12-1869) R.
Distribuição geográfica — BRASIL'. Amazonas, Bahia até S. Catarina.
16 — C. LEU COMALLA ** Taub.
Est. XIII Fig. 1 a 2
Taub., Bot. Jahrb. 15 (38): 14. 1893. Johnston, Contr. Gray Herb. 5 par.
1 <92) ; 37. 1930.
Arbusto tomentoso-f locoso . Lâmina ovado-lanceolada, de bordo cre-
nado, 5-8 cm de compr. e 2, 5-3, 5 cm de largura nervação na face ventral
com as vênulas bem conspícuas e alvas, pela presença dos pêlos. Pecíolo
com 1,2 cm. Inflorescência disposta em capítulos axilares. Flores alvas
muito pequenas e adpressas. Cálice membranáceo, piloso acima da porção
mediana c mucronado. Corola membranácea, aderente ao cálice e de
difícil separação. Estames inclusos. Estigma tetra-partido igualmente,
* sUvcstrts — silvestre, agreste, não cultivada, que ocorre nas florestas.
leucomalla — de malha branca, retículo branco. Referencia ao desenho produzido
Pela pilosidade alva, no dorso das fôlhas.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 208 —
isto é, não há uma bi-bipartição em diferentes alturas, todos os ramos
divergem a partir de um ponto comum a todos.
Typus — Corcovado, leg. Glaziou 4146. ,
Fenologia — floração a partir de outubro a março.
Material estudado — Corcovado ao Silvestre, leg. Glaziou 4146 (4-12-
1869) Lsotypus R.
Distribuição geográfica — BRASIL: Rio de Janeiro.
17 — C. AXILARES Johnston
Cordia patens var. monocephala Cham., Linnaea 4: 486. 1829. C. patens
var. polycephala Cham., 1. c. C. patens, var. angustifolia Warm., Kjoeb.
Vidensk. Meddel. 1867: 11. 1868 C. patens Fresen in Mart. Fl. Bras. 8 (1) :
21. 1857.
Espécie citada em bibliografia, porém não encontrada nos Herbários
consultados.
18 — C. CORYMBOSA * (L.) Don.
Est. XIV Fig. 1 a 5
Don., Gen. Syst. 4: 383. 1837. Urban, Symb. Ant. 4: 519. 1910; Johnston,
Contr. Gray Herb. 5 par. l (92): 30. 1930.
Lantana corymbosa L., Sp. Pl. 628. 1753. C. ulmifolia Juss. in Dum.
Cours. Bot. Cult. ed. 1 (2): 148. 1802. Varronia guasumaefolia Desv.,
Journ. Bot. 1: 276. 1808. C. guazumaefolia R. et S., Syst. 4. 463. 1819.
L. guazumifolium Kuntze Rev. Gen. 3 (2): 206. 1898. C. discolor Cham.,
Linnaea 4: 482. 1829. Lithocardium discolor Kuntze, Rev. Gen. 2: 977.
1891. c. hermanniaefolia var. calycina Cham., l.c.: 486. C. salzmanni
DC., Prodr. 4: 494. C. salzmanni var. lanceolata Fresen. in Mart. Fl.
Bras. 8 (1): 20. 1857. C. lapensis Warm., Kjoeb. Vidensk. Meddel. 1867:
9, f. 4. 1868. L. corymbosum, forma glabriusculum Kuntze, Rev. Gen.
3 (2): 206. 1898 C. paraguariensis Chodat et Hass., Buli. Herb. Boiss.
ser. 2, v. 305. 1905. Chodat, Buli. Soc. Bot. Genève sé. 2 (12) : 217. 1921.
Árvore pequena escabra com caule cilíndrico. Folhas curto-pecioladas,
pecíolo de 0,5 cm de comprimento; lâmina lanceolada, membranáceo-rígida.
serreada, com 3-8 cm de comprimento e 1-2,5 cm de largura. Inflo-
rescência em corimbo. Flores quase sésseis. Cálice campunulado, ad-
presso-piloso, 5-dentado, com 4 mm de comprimento. Corola 10-dentada.
de 4,5 mm de comprimento, pilosa abaixo da inserção dos filetes. Estames
levemente excertos; anteras oblongas. Ovário glabro, estilete com 1 mm de
comprimento.
• corymbosa — nome dado pela presença de corimbos, como inílorescência
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) 11 12 13 14
cm
— 209 —
Typus : Habitat in Jamaica.
Fenologia : Floresce entre os meses de novembro a junho.
Material estudado: Praia da Gávea, leg. O. Machado (RB); Praia do
Pinto leg. A. Frazão (VII-1916) RB; Estrada do Redentor leg. P. Occhioni
139 (21-2-1945) RB; Rio de Janeiro leg. Peckolt (1936); Restinga da Tiju-
ca, leg. o. Machado (5-5-1945) RB; Rio de Janeiro, leg. Schwacke 1886
(RB) ; Estrada das Furnas de Agasiz, leg. J. Vidal et Milton H. Valle
série l. a n.° 9 (30-1-1944) R; Sapopemba, prov. Sebastian. leg. Rangel et
Schwacke (R) ; Corcovado ao Silvestre, leg. Glaziou 206 (18-2-1862) R;
Quinta da Boa Vista, leg. Freire e Brade (1931) R; ibidem, leg. P. Pabst.
6968 (27-5-1966) Silveira 1962, R; leg. Widgren (em
H S - Parana: Curitiba, Irrobituba, leg. G. Hatschbach 860 21'
XII/1947) RB; Ponta Grossa, leg. Dusén 2433-2432, R; Fóz do Iguassú,
leg. Hatschbach (17/11/1963) US. Rio Grande do Sul: Ilhas dos Marinhei-
ros, ex Herb Schwacke 2797 e J. Saldanha 6615, R; Ilha dos Marinheiros
leg. Sshwacke 282, R. Santa Catarina: Campo Massiambú Palhoça leg ’
P. R Reitz 4938 ( 19/111/ 1952 ) US. São Paulo: São José dos Campos, leg.
A. Lcfgren 486 (22/XI/1909) RB; Carandirú, leg. Tamandaré 271, RB- Vila
Emma, leg. A. C. Brade 13085 (XI//1912), SP, US; Butantan, leg. F. c
Hoehne (5/XII/1918) SP, US; Rio Claro, leg. Lofgren 1195, SP.
Schwenckia grandiflora Benth.
Bentham in DC. Prodr., 10:193.1846. Miers. Ilust. 2:86.1849; Schmidt
in Mart. Fl. Bras. 8 (1): 247.1862.
Schwenckia ulei Dammer, Notizbl. Bot. Gart. Berlin 6:187.1914.
(ISOTYPUS — Brasil, Rio Purus, leg. E. Ule 9739, 11/1912, IAN) . Pro-
syn.
Subarbusto escandente, volúvel, ramos cilíndricos, estriados, tomen-
tosos. Fôlha com peciolo, 5-18 mm de comprimento, viloso; lâmina men-
branácea, ovado-lanceolada ou oblongo-cordada, ápice atenuado, base ar-
redondada à subcordada, margem inteira, 50-80 mm de comprimento e 30-
45 mm de largura, pêlos glandulares pedunculados e pêlos simples unise-
riados, pluricelulares de 3-6 células e esparsos na face dorsal. Nervação
do tipo broquidódromo; nervura primária nítida, mediana; nervuras
secundárias alternas, ascendentes; pseudo secundárias (freqüentes) ; termi-
nações vasculares simples; esclerócitos acompanhando os feixes vascula-
res desde as nervuras secundárias; drusas presentes. Panicula terminal,
laxa, subnuda, ramos divaricados, ascendentes; brácteas lineares-subu-
ladas, 2-3,5 mm de comprimento; pedicelo piloso 4-6 mm de compri-
mento. Flores amarelo-esverdeadas, 27 mm de comprimento. Cálice cam-
panulado, 4-5 mm de comprimento, cinco lacínios agudos, quase da mesma
altura do tubo, pêlos simples, esparsos. Corola tubulosa, reta, glabra;
limbo cinco dentado, 1 mm de comprimento; cinco apêndices laciniformes
lanceolados, acuminados, iguais, 5 mm de comprimento. Estames dois, fér-
teis, exclusos; filetes planes, pêlos nos bordos; anteras rimosas; três es-
taminódios, planos, pêlos na margem. Estigma subclavado, estilete da
mesma altura dos estames férteis. Disco cupuliforme, alcançando quase
a metade do ovário. Cápsula globosa, 6 mm de comprimento, inclusa no
cálice persistente, valvas subcoriáceas, lisas. Sementes cônico-truncadas,
testa ruminada ou reticulado-ondulado.
ISOTYPUS: Guiana Anglica, leg. Schomburg 141, em 1838 (G).
Fenologta: Floresce de novembro à janeiro.
Material estudado: Brasil — Território do Rio Branco: Boa Vista
leg. J. Kuhlmann 830 (1/1913) RB. Território do Amapá: Rio Amapari!
Serra do Navio, leg. R. S. Cowan 38602 (25/XI/1954) RB; Rio Apurema,
leg. R. Fróes e G. Black 27618 (VII/1951), IAN; ibidem, leg. R. Fróes e G.
Black 27617 (23/VII/1951) US. Amazonas: Jarú, Rio Branco, leg J Kuhl-
mann 245 (1/1913) RB; S. Manuel, Ri 0 Tapajós, leg. J. Kuhlman 1329, R;
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) 11 12 13 14
cm
— 249 —
Capihuara, leg. L. William 15755, IAN; Rio Purus, leg. E. Ule 9739 (em
1912) IAN; próximo San Gabriel da Cachoeira, ad Rio Negro, leg. Spruce
2095 (1/1852) BR, W. G. Mato Grosso: Rio Juruema, leg. F. G. Hoehne
5164 (1/1912) US. Pará : Rio Moju, leg. A. Ducke, RB; Santarém, leg. R.
Spruce 710. M; Rio Solimões, leg. Spruce 1557 (em 1851) P. G. Pernambuco :
Jurema, leg. F. C. Hoehne 5217, R.
Guiana Anglica: leg. Schomburg 141 (em 1838) G — Isotypus.
RESUMO
A autora apresenta dois novos sinônimos para Schwenckia curviflora
Benth. e Schwenckia grandiflora Eenth., incluindo diagnose e um estudo
da nervação foliar.
SUMARY
The author presents two new synonymus for the species Schwenckia
curviflora Benth. and Schwenckia grandiflora Benth., including a diagnosis
and study of foliar nervation.
AGRADECIMENTOS
Ao Dr. L. F. G. Labouriau, Chefe da Seção de Ecologia e Fisiologia do
Instituto de Botânica de São Paulo, pela utilização do laboratório, onde
íoi realizado o estudo da nervação foliar das espécies apresentadas.
Aos responsáveis pelos herbários do Botanische Staatesammlung, Mün-
chen (M) ; Conservatoire et Jardin Botanique, Genève (G) ; Instituto
Agronômico do Norte, Pará (IAN) ; Jardin Botanique de L’Etat, Bruxelles
(BR) ; Museu Nacional do Rio de Janeiro (R) ; United State National Mu-
seum, USA (US) , pelo empréstimo de exsicatas que nos forneceram os
elementos imprescindíveis para realizar êste trabalho.
Os desenhos de "habitus” das duas espécies apresentadas, foram exe-
cutadas por H. Manhã.
BIBLIOGRAFIA
BENTHAM, G. Scrophulariaceae in DC. Prodr. 10:193-196. 1846
DAMMER, U. — Solanaceae in Notzbl. Bot. Gart. Berlin 6:187-188.1914
FREIRE DE CARVALHO, L. d’A. — Duas novas especies de Schwenckia.
Loefgrenia 83:3 pp., 2 est., 2 fot. 1969
FREIRE DE CARVALHO, L. d’A. — Novitates Schwenckiarum: I. Leof-
grenia (no prelo) 1969 . „ „
MIERS C. — Illustrations of South American Plants 2:85-88. 1849
MURLÈY. M. R Seeds of Cruciferae in American Midland Naturalist
46:1-81 1951.
SCHMIDT, j. A. — Scrophulariaceae in Mart. Fl. Bras. 8 (1) : 252-254.1862
SMITH, L. B — Solanaceae in Fl. Ilust. Catarinense: 295.1966
SciELO/JBRJ
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400 U
Schwenckia grandi/lora Benth. (leg. A. Ducke). Fig. 1: aspecto gera! da ner-
/acáo- fig. 2: malha; fig. 3: terminação vascular com esclerócitos; fig. 4: ha-
aitus”; fig. 5: fauce da corola; fig. 6: cálice; fig. 7: tipos de esclerocitos quando
isolados.
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cm
ESTUDO DAS RUBIACEAE BRASILEIRAS — III (*)
CINCO NOVAS ESPÉCIES DA TRIBO SPERMACOCEAE .
Dimitri Sucre B.
Jardim Botânico do Rio de Janeiro
BOKRER1A LIMAE D. Sucre sp. nov.
Figuras 1 e 2
Herba erecta gracilis glabra, caules 2-3 radicales 60 cm oiti tetragoni
obtusanguli simplissimi vel apice 2-ramosi, internodiis 2-3,5 cm longis.
stiplis invaginantibus glabris 2.5 m longis, vaginae setis glabris soli-
tariis 02 5 cm longis vel 1 centralis et 2 lateralibus minoribus; folia oppo-
sita sessilia, lamina stricte linearia cartaceae uninervia sicca subcilindrica
1,5-4, 5 cm longa 0,1 cm lata, supra costa depressa, subtus costa paulo
expressis; inflorescentia tantum capitata vel foliis summis spurio-verticil-
lati, aapitulus bracteis 8-14 niaegualibus connatis triangularibus yel subli-
nearíbus basi dilatatis 0,5-1 cm longis suffultus; hypanthio obconico sessili
glabro 0,15-1 cm longe; disco bipartito ; cálice 0J5 cm longo 2-profunde
partito dentibus minutis interjectis, laciniis linearibus abrupte acuminatis
ciliolatis; corola 02 cm longa infundibuliformis glabra superne terdia pars
labata, lobis ovoto-triangularibus; staminibbus exsertis fauci affixis, stylo
exserto capitato-bilcbo 025 cm longo; capsula non matura ovato-oblonga
0,23 cm longa; bilobo 0,25 cm longo; capsula non matura ovato-oblonga
023 cm longa ; semina non visa. — Estado de Mato Groso — Varjão à
margem direita do Rio Tuatuari, em frente ao Pôsto Indígena Cap. Vascon-
celos (entre gramineas e outras ervas) : leg. A. Lima 3167 (maio-1958) IPA
« Holoypo ) RB Usotypo ) ; Rio Manso, Chapada (campo, flor branca): leg
K. Krause 2805 (abril - 1911) R iPartypo).
B. limae parece afim a B. gracillima Pohl ex DC., diferenciando-se
desta por ser mais vigorosa, ter folhas 2-3 vêzes maiores, cálice com 2
sépalos e estilete exserto, que em B. gracillima apenas supera levemente
o disco.
BORRERIA SIMPLICICAULIS K. Schum, sp. nov. en Seher.
Figuras 3 e 4
Herba erecta gracilis, caulibus solitariis simplicissimis vel basim ra-
mosis, tetragonis, glabris, subulatis 23-72 cm altis, internodis 4-7 cm lojigis,
stipulae invaginantes 0,1 cm longe pilosae vel glabrae, vaginae seitis 4-6
~ Éstc” trabalho contou com o auxílio do Conselhi Nacional de Pesquisas.
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— 254 —
glabris 0,1 cm longis; folia opposita sessilia, lamina anguste linearis 1,5-
3 cm longa 0,1-0,13 cm lata herbacea acuta mucronata, margine retrorsa,
basi truncata dílatata, supra costa depressa novellis sparse et diminutc
albido-pilosa demum glabris, subtus glabra vel sparse pilosa costa pro-
minula nervis et nervulis obsoletís; inflorescentia terminalis capitulata
vel capitulo terminali 0,35-0,75 cm diâmetro follis 2-4 caule similaribus;
hypanthio 0,05 cm longo obconico pedicellato glabro vel sparse piloso, pe-
dicello 0,05 cm longo; disco integro; cálice 0,06 cm longo 2-3-4 profunde
partito, laciniis inaequalibus cblongo-lanceolatis basi ciliolatis dentibus
minutis interjectis; corola alba 0,15 cm longa media pars 4-lobata, tubo
cilíndrico glabro, lobis ovato-triangularibus extus pilosis; antheris subses-
silibus diminutis, basi insertis; stylo bilobo discum paulo superante; cap-
sula 0,15 cm longa oblonga coriacea; seinina linearia 0,13 cm longa nigra
punctata parte ventrali profunde sulcata — Estado de Goiás — Fazenda
dc Cipó, perto de Itaquira: leg. Glaziou 21514 (fevereiro - 1895) R ( Holo -
typo); Estado de Minas Gerais — Coromandel: leg. Mendez Magalhães
247 (junho - 1940) HB, BIIMG (Paratypo); Estado de Mato Grosso —
Pórto Murtinho (campo argiloso sub-úmido) : leg. Malme s/n.° (janeiro -
1903) S (Paratypo) .
Em B. simplicicaulis as sépalas no cálice variam entre 2-3-4. A ex-
sicata coletada por Glaziou 21541 (R) , apresenta dois exemplares, onde as
sépalas são sempre quatro, e três exemplares cujas sépalas são sempre
duas.
Os exemplares da exsicata de Mendes Magalhães 247 (HB, BHMG)
apresentam cálices com 2-3 e 4 sépalas, sendo que no caso de três ou
quatro sépalas, as laterais são sempre maiores que as centrais.
B. simplicicaulis é afim a B. eryngioides Cham. et Schl. Desta, porém,
difere, por seus caules simples ou raramente ramificados (se ramificados
apresentam os ramos na base) , folhas mais estreitas, inflorescências mais
globosas e disco bipartido.
DIODIA FROESII D. Sucre sp. nov.
Figuras 5, 6, 7, 8.
Herva sublignosa erecta (?) vel decumbens (?) glabra, caulibus sim-
plicibus 40-55 cm altis subtetragonis, internodiis 2,3-4 cm longis; stipulac
invaginantis 0,2 cm longae, vaginae setis 5 erectis rigidis 0,2-0, 5 cm longis:
folia opposita sessilia, lamina lanceolato-linearis uninerva cartacea 6-8 cm
longa 0,5-0 ,6 cm lata acuta, basi truncata, supra costa impressa, subtus
costa prominula; flores diminutis 4-6 spurio-verticillatis et in capituh
terminali 13-2 cm diametrales foliis involucrales 6-8 eis caulis simlibus;
hypanthio obovato supra pilose 0/2 cm longo; disco integro; cálice 035 cm
longo usque ad 1/4 4 laciniato dentibus minutis interjectis, laciniis minutis
ciliolatos; corola hypocraterimorpha 0,55 em longa usque ad-1/5 4-lobata,
lobis oval-triangularibus extus apice barbellatis, tubus intus et extus glaber;
staminibus inclusis fauce affixis, antherae lineari-oblongis; style incluso
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) 11 12 13 14
cm
— 255 —
bijido 0£5 cm longo; capsula papyracea irregulariter ovata 0,15 cm longa
0,10 cm lata, semina irregulariter ovata bruneo-nitido minuta punctiliata
ventre excavata. — Território do Rio Branco — Boa Vista, Rio Araçá,
sub-afluente do Rio Negro (terra firme, baixa) : leg. A. L. Fróes 29062 et
Addison (outubro - 1952) IAN (Holotypo) .
Não encontramos afinidade de D. froesii, com as demais espécies
brasileiras do gênero. A primeira vista, pareceu-me tratar-se de uma
Borreria, no entanto, seus frutos são típicos do gênero Diodia.
Assinala-se o fato, porém, de que os frutos, no material examinado, sem-
pre apresentarem um único lóculo fértil, com os septos de ambos os
lóculos firmemente aderidos um ao outro, não apresentando o fácil des-
ligamento das cocas, caraterístico dos frutos maduros do gênero Diodia.
MITRA CARPUS BATURITENSIS D. Sucre sp. nov.
Figuras 9, 10, 11
Herba erecta gracilis ramosa 35-45 cm. alta, caulibus tetrgonis obtu-
sangulis glabris vel in angulis sparse pauci pilosis, internodiis 3-12 cm
longis; stipulae invaginantes denso albido-hispidulae 0,18 cm longae, va-
ginae seta 10-14 rígida apice sparse ciliolata 0,05-0,02 cm longa; folia
opposita sessilia, lamina anguste lanceolata 2-4 cm longa 0,3-0, 4 cm lata
herbacea basi et apice acuta, marginis revolutis minutis aculiatis, supra
perminutis rugosis costa sparse albido-hispidula, subtus costa prcminuli
sparse albido-hispidula, nervis lateralibus inconspicuis ; inflorescentia ca-
pitata et 1-2 spurio-verticillata 0,5-0, 6 cm diametrales, capituli foliis 2
4 cauli similaribus; hipanthio obova t o pedicellato glabro 0,05 cm longo,
disco integro; cálice profunde 4 -laciniato, laciniis lateralibus ovato-lan-
ceolatis dense ciliolatis 0,1 cm longis parte mediana longitudinaliter bru-
neo-maculatis, laciniis centralibus lanceolatis ciliolatis 0,06 cm longis,
corola subhypocraterimorpha glabra 0,18 cm longa tertia parte 4-lobata,
lâbis ovatis staminibus subexsertis fauci insertis, antherae lanceolato-
oblongae 0,03 cm longae; stylo bifido 0,18 cm longo; capsula globosa mem-
branacea glabra 0,08 cm longa circuncisa, semina rufescentia subcubifor-
mia diminuta punctiliata ventre X-sulcata 0,03 cm longa Estado do
Ceará — leg. A. Lõfgrem 898 (s/data) RB ( Holotypo ) ; Serra do Baturité,
Sitio B. Inácio de Azevedo: leg. Pe. José Eugênio (S. J.) 1120 (maio-1938)
RB (Paratypo) (material muito deteriorado) .
M. baturitensis enquadra-se no sub-gênero Eumitracarpus Schum.,
sem contudo mostrar afinidade com nenhuma das espécies do grupo.
Convém chamar a atenção, para seu “habitus” herbáceo, com caules fis-
tulosos, e para seus sépalos laterais amplos com máculas alongadas, cas-
tanho-avermelhas a formar uma série centro-longitudinal.
STAELIA PSYLLOCARPOIDES D. Sucre sp. nov.
Figuras 12, 13, 14, 15.
Suffrutex erectus lignosus pauscramosus glaberrimus 30-35 cm altus,
caulibus subtetragonis striatis ad basim decorticantibus; stipulae invagi-
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— 256 —
nantes 0,1 cm longae, vaginae setis 6 coriaceis rigidis 0,4-0, 6 cm longis;
lolia opposita sessilia, lamina anguste-lanceolata 5-6 cm longa 0,2-0, 3 cm
lata uninervata cartacea glabra, basi et apice acutis, supra costa profunde
depressis, subtus costa prominula; floribus 8-12 verticillatis, verticillis flo-
ralibus 7-14; hypanthio anguste obconico glabro sessili vel subsessili 0,1 cm
longo; cálice 0,15 cm longo usque ad tertia partem 4-partida, laciniis trian-
gularibus univervatis apice acutis margine ciliolatis; corola 0,15 cm longa
intus et extus glabra tubus 1/3 corollae lobis breviore, lobis auguste trian-
gularibus margine minutís pulverulentis ; staminibus exertis fauci affixis,
antherae subsessiles 0,03 cm longae; stylo exserto 0,1 cm longo bifido, ramis
revolutis papillosis; capsula late ovata t crustacea glabra 0,5 cm longa sepalis
corcnata, valvis 2 basi coherentibus et apice liberis, septus papiraceus, se-
mina 0, 3cm longa ovato-orbicularia nigra punctiUiata excavata. — Estado
do Amazonas — Rio Urubú, Campinarana; leg. R.L. Fróes 25262 (setembro
- 1949) IAN (Holotypo) .
S. psyllocarpoides não apresenta afinidade imediata com nenhuma das
espécies do gênero. Os frutos lembram muito os do gênero Psyllocarpus.
O material estudado possuía somente duas flores, não em muito boas
condições, mas suficiente material frutífero. Convém chamar a atenção
para o fato da planta ser bem lignificada e o fruto apresentar o cálice
persistente constituído por 4 sépalos.
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) 11 12 13
'Y'
#
\fá
3mm
w
8
3nm
3mm
K/iân hã d p t
Diodia 1 roresii D. Sucre. Fig. 5 — “habitus”; fig. 6 — disco e estilete; íig. 7
flor; fig. 8 — semente.
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) 11 12 13 14
cm
Mitracarpus baturitensis D. Sucre. Fig. 9 — "habitus”; íig. 10 cálice aberto
mostrando o disco e estilete; fig. 11 semente.
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11 12 13 14
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2
3
11
12
13
14
L
cm
CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO DAS ASCLEPIADACEAE
BRASILEIRAS, V.
Estudo taxonômico e anatômico de Oxypetalum Banksii Roem. et Schult.*
Jorge Fontella Pereira **
Maria da Conceição Valente ***
Francisca M. M. R. de Alencastro ***
Examinando um dos “Isotypi” de Oxypetalum maritimum Hook. et
Arn., chegamos à conclusão de que a espécie deve ser incluída como um
sinônimo a mais em Oxypetalum Banksii Roem. et Schult.
Sendo Oxypetalum Banskii Roem. et Schult. a “Espécie Typus” do ge-
nero Oxypetalum R. Br. e além disso, pela sua notável distribuição geo-
gráfica resolvemos estudá-la quer do ponto de vista taxonômico, como do
morfológico-anatômico (caule e fôlha) e apresentar êsse estudo como
uma contribuição para seu melnor conhecimento.
Oxypetalum Banksii ♦*** Roem. et Schult.
Foto 1
Roemer et Schult es. Syst, Veg. 6:91.1820; Martius et Zuccarini, Nov.
Gen. Spec. Plant. 1:48. Pl. 29.1824; Hooker et Arnott in Hooker, Journ, of
Bot 1'287 1834 - Decaisne in De Condolle, Prodr. 8:581.1844; Fournier in
Martius, FL Bras. 6 (4) :268, pl. 77.1885; Malme, K. Sv. Vet. Akad. Handl.
34 (7) *51 1900* Hoehne, Comm. Linh. Tclcgr. Estrat. Matto-Grosso ao
Amazonas! Publ. 38, fase. 1:45, pl. 4, f. 2 et pl. 26.1916; Malme, Ark. f.
bot 21A (3) :33. 1927; Occhioni, Dusenia. 4(4,4) : 254 . 1953 ; ibidem, Trib.
Farm. Curitiba, 22 (4) :51. f. 3. 1954; ibidem, Arq. Jard. Bot. Rio de Janeiro,
14:108, est. 5, 12, tab. 19, f. a. 1956; Rambo, Iheringia, 1:34.1958.
Asclepias communis Vellozo, Fl. Flum.: 115.1825; Icon. 3: pl. 53.1835
(Typus-a estampa de Vellozo, 1. c.),
Oxypetalum maritimum Hooker et Arnott in Hooker Journ. of. Bot.
1:288.1834; Decaisne in De Candolle, Prodr. 8:581. 1844; Fournier in
**
Este trabalho contou cora o auxilio do Conselho Nacional de Pesquisas,
íotânico do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Bank^sir^^^^omenag^m^^Banl^ 6 ran^dos coletores de planta no Rjo de Ja-
neiro (nõvianbro-dezembro — 1768) numa das paradas do navio lngles Endeavour
m sua viagem de circunavcgação 1768-1771.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 262 —
Martius, Fl. Bras. 6 (4) : 268. 1885 (Typus - Apoc. maritimum. Bahia;
in maritimis of Salzmann”s Herb. Brasil.) . Pro syn.
Gothofreda RobanksH (Roem. et Schult.) Kuntze Rev. Gen 2:419.1891.
Caule volúvel, cilíndrico, muito ramificado, 1-3 mm de diâmetro, pu-
bescente, levemente pubérulo ou subglabro, com a parte basal suberosa
ou suavemente pubescente; ramos pubescentes ou tomentosos. Folhas
pecioladas; períolo pudescente ou tomentoso, 6-63 mm de comprimento;
lâminas, ovadas, ovado-oblongas, ràramente suborbiculares, base cordada ou
auriculada e provida de 4 pequenas glândulas na face superior junto ã
inserção do pecíolo, ápice acuminado, agudo ou mucronado, com a face ven-
tral pubescente e mais raramente com pêlos esparsos ou subglabra, excetu-
ando as nervuras, face dorsal tomentosa, subtomentosa, pubescente, mais
raramente pilosa ou subglabra com exceção das nervuras, 25-124 mm comp.,
13-95mm largura. Inflorescências corimbosas, extra-axilares, 2-12 flores;
pedúnculo pubescente ou tomentoso 3-50 mm comp.; pedicelos filiformes
ou subfiliformes, pubescentes ou subtomentosos, 10-20 mm comp., com
1-2 bractéolas na base, linear-lanceoladas ou triangulares, pubescentes,
0, 8-1,5 mm comp., providas ou não na parte basal de 1-2 pequeninas glân-
dulas. Cálice esverdeado com 2-3 glândulas diminutas na base entre os
sépalos ou mais raramente desprovido de glândulas; tubo curtíssimo, ex-
ternamente pubescente ou tomentoso e internamente glabro, 0,3-0, 5 mm
comp.; lacínios linear-lanceolados ou triangular-alongados, extemamente
pubescentes ou tomentosos e internamente com pêlos esparsos, 3-4 mm
comp., 1-1,5 mm larg. na base. Tubo da corola esverdeado, apresentando
pequena giba nos espaços entre os lacínios do cálice, externamente pubes-
cente ou tomentoso e internamente pubérulo ou papiloso, com exceção do
interior da parte gibosa que é glabra, 1,8-2 mm comp.; lacínios da corola
linear-lanceolados, esverdeados, ou verde-amarelados e internamente com
a base de còr levemente vinosa, reflexos, espiralados, agudos ou obtusos no
ápice externamente levemente pubescentes ou mais raramente subtomen-
tosos e internamente pubérulos ou papilosos, 14-25 mm comp., 2-3mm larg.
na base. Segmentos da corona espatulados ou oblongo-espatulados, vinosos,
às vêzes um tanto reflexos, muito levemente concrescidos entre si na base,
2,8-3mm comp.; parte apical e mediana tetragona ou subtetragona, rara-
mente suborbicular, carnosa e rugosa nitidamente exserta e com as mar-
gens muitas vêzes dobradas extrorsamente, 2, 2-2, 5 mm larg.; parte basal
geralmente inclusa, mais delgada e hialina, soldada inferiormente por sua
face externa ao tubo da corola e pela face interna por uma proeminência
carnosa ao ginostégio logo abaixo das anteras, 1-1,2 mm largura. Ginos-
tégio cilíndrico ou subcilindrico, 4-5 mm altura; anteras quadrangulares,
1,6-2 mm comp., 1-1,2 mm larg., membrana apical ovada, nitidamente vi-
sível acima dos segmentos coroninos, 2-2,5 mm comp., 1-1,2 mm larg. na
base. Retináculo em vista anterior subclaviforme, emarginado ou bifido
na base, truncado ou subtruncado no ápice, 1,5-1, 7 mm comp., 0,26-0,30 mm
larg. no ápice, 0,17-0,20 mm larg. na parte mediana, 0,23-0,26 mm larg. na
base; visto de perfil, nitidamente recurvado e percorrido a partir do ápice
— 263 —
até aproximadamente um pouco abaixo da parte mediana, entre a face
interna e o dorso, por uma expansão membranácea de 0,6-1 mm comp.,
0,015-0,06 mm largura. Caudículas horizontais hialinas, 0,26-0,30 mm larg.
junto ào retináculo, percorridas lateralmente por um espessamento linear
(0,72-0,81 mm comp., 0,08 mm larg.) que se prolonga no ápice formando
um pequeno dente curvo divergente em relação ao retináculo e dando ori-
gem na base a um pedículo curvo e mais ou menos espessado (0,08-0,17
mm comp., ü!o6-0,09 mm larg.) que sustenta a polínia. Polínias sigmóides
ou subsigmóides, base obtuso-arredondada, ápice agudo, 1,14-1,33 mm comp.
0,19-0.22 mm largura. Apêndice estigmático vinoso, conóide na base que
mede 0,5-1, 5 mm comp., fendido no ápice em dois ramos divaricados,
1 5-2 5 mm comprimento. Difolículo ou folículo solitário, fusiforme ou ova-
do longamente acuminado, e sulcado e estriado longitudinalmente, pubes-
cente 60-80 mm comp., 10-12 mm diâm. acima da base; pedúnculo e pe-
diceló frutíferos pudescentes, o primeiro 4-40mm comp. o segundo 20-28
mm comprimento. Sementes ovadas, verrucosas 5-6 mm comp., 2-3 mm
larg com as margens nitidamente ou levemente revolutas e irregularmen-
te verrucosas ou denticuladas; face dorsal gibosa acima da base e mais
raramente providas de uma pequena crista; parte ventral bem irregular,
percorrida por uma crista pouco elevada, 2-4 mm comp., que parte do
ápice quase alcançando a base e proveniente da fusão de diversas verru-
gas enfileiradas; coma 22-25 mm comprimento.
Holotypus — In Brasília prope Rio Janeiro ill. Banks. (BM) Visto Fo-
totypus, leg. Banks et Solander-1768.
Material examinado:
Bahia in maritimis, 1830, leg. M. Salzmann 329 (Oxypetalum mariti-
mum Hook. et Arn. Isotypus-P; Foto-isotypus, G) ; 23 VIII 1930, leg. G.
Bondar 1657 (SP) ; 10-XI-1932, leg. P. de CamUlo Torrend 135 (SP) ; I 1934,
leg Margarida M.’ S. Neves 33 (SP) ; Ondina, leg. P. de. CamUlo Torrend
(SP) : Iguassú, 30-XII-1922, leg. P. Campos Pôrto (RB) ; Entre Ajuda e Por-
to Seguro, 28 V 1962, leg. A. P. Duarte 6631 (RB, HB) ; Porto Seguro, 17 IV
1965, leg. Mendes Magalhães (HB) ; Salvador, Itapoã, 13 I 1952, leg. La-
bouriau 922 (RB) ; ibidem, 22 vn 1959, leg. Gomes 888 et Labouriau (RB) ;
ibidem, 31 VII 1964, leg. E. Santos 2005 et J. C. Sacco 2266 (HB) . Minas Ge-
rais: Caeté, 20 IX 1915, leg. F. C. Hoehne (SP). Espirito Santo: Vitória,
Praia Comprida, 16 VI 1920, leg. P. Campos Porto 932 (RB) ; Município de
Cachoeiro, subida para Vargem Alta, 3 V 1966, leg. A. P. Duarte 9770 (RB) .
Rio de Janeiro: V 1941, leg. J. G. Kuhlmann 6155 (RB) ; Parque Nacional
do Itatiaia, 5 IH 1947, leg. P. Occhioni 836 (RB) ; ibidem Km 2, 28 V 1949.
leg. P. Occhioni 1217 (RB) ; ibidem, Maromba, 25 X 1928, leg. P. Campos
Porto 1831 (RB); ibidem, Montserrat, 15 X 1922, leg. J. G. Kuhlmann
(RB); Petrópolis, meio da Serra, leg. O. C. Goes et Dionisio 840 (RB);
Fazenda Sta. Monica, 6 XI 1948, leg. P. Occhioni 1178 (RB) ; Mendes, VI
1935, leg. J. Vidal (R) ; Estrada Presidente Dutra, Km 80, 26 IV 1952, leg.
P. Occhioni 1305 (RB) ; Monnerat, Fazenda da Cachoeira, 22 II 1925, leg.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 264 —
M. C. V. Bandeira (RB) ; Bahia de Sepetiba, ilha Furtada, 3 XI 1967, ]e0 Nome vulgar: Umbu. Loc.: Bahia, Milagre, Col.: Antonia R.
Bastos. Data: 2-11-1964. Carp. 252. Nome vulgar: Umbú Loc.: Pernambu-
co. Col.: J. G. Kuhlmann.
SPONDIAS sp ,
Carp. 1312. Nome vulgar: Cajá. Loc.: E.R. Janeiro, Petropolis. Col.: Vi-
torio e Lourcnço. Data: 24-IV-1932.
TAPIRiRA guianensis Aubl.
Carp. 3280. Nome vulgar: Pau pombo. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Horto
Florestal. Col.: Paulino Rosas. Data XI-1943.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 343 —
ANONA squamosa Linn.
Carp 1373. Nome vulgar: Ata, Pinha, Fruta-de-Conde. Loc.: GB, Rio de
Janeiro, Horto Florestal. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: ni-1932.
ANONA sp. , „ .
Carp. 1160. Loc.: Mato Grosso Corumbá. Col.: Gabriel V. de Barros. Data:
1959 Carp 4021, RB 116835. Loc.: Amazonas, Barcellos. Col.: A. P. Duarte.
6974 Data- 7-IX-1962. Obs.: APPa 152. Carp. 3069. Loc.: Goiás, DF Brasília.
Col.’: E. P. Heringer. Data: VII-1962. Obs. Esta Anonaceae é comum nos
serrados de Brasília. Carp. 3782. Loc.: São Paulo, Itapetininga. Col.. Ja-
cintha I de Lima Data: 24-1-149. Carp. 4134. Nome vulgar: Araticum.
Loc • Minas Gerais, Patos. Col: A.P. Duarte. 4361. Data: VIII-1950 Carp.
4143 Nome vulgar: Cabeça de negro. Loc.: Minas Gerais, Patos. Col.: A.P.
Duarte 4340. Data: VIII-1950. Carp. 4105. Loc.: Minas Gerais, Patos. Col.:
A P Duarte. 4366. Data: VIII-1950. Carp. 3979. Nome vulgar: Marolo. Loc:
Sul de Minas Gerais, S. Gonçalo de Sapucai. Col. Cláudio Carcerelli. Data:
8-1-1947 Carp. 2545. Col.: Machado Nunes. 98 Carp. 630. Loc: São Paulo,
Santos Piassaguera. Col. J.B. Kuhlmann. Carp. 1365. Loc.: Rio de Janei-
ro Mata do Horto Florestal. Col.: Lourenço. Data: 29-H-1932. Carp. 1370.
Nome vulgar- Araticum do norte. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Horto
da Penha Col.: Eurico Viana. Data: 24-IX-1932. Obs. Cultivado. Carp.
1374 Nome vulgar Araticum. Loc.: Minas Gerais, Sete Lagoas. Col.: G.
«sintns Data- 2-IV-1932. Carp. 1375. Nome vulgar: Graviola, Jaca-minei-
ra Loc - Minas Gerais, Belo Horizonte. Col.: G. Santos. Data: IV-1932.
Carv 1377 Nome vulgar: Graviola. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Horto Flores-
tal Col • Paulino Rosas Data: 1932. Obs. Cultivado. Carp. 3511. Loc.: São
Paõin itanetininga Col.: Jacintha I. de Lima. Data: 24-III-1945. Carp.
fne • Pará Rio Tapajós. Col.: J.G. Kuhlmann. Carp. 629, RB 19640.
Loc - Pará Óbidos. Col.: A. Ducke. Data: 3-XII-1926. Carp. 632. Loc.:
Peru! Yurimaguas, Rio Huallaga. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 12-11-1924.
DUGUETIA furfuracea (St. Hil.) Benth.
Cnrn 8752 RB 64332. Loc.: Ceara, Crato, Serra do Araripe. Col.: A.P.
Duarte e Ivone W. Duarte 1389. Data: 20-VIII-1948.
DUGUETIA lanceolata St. Hil. , „
Carp. 2963. Loc.: E. Rio de Janeiro, Itaipava. Col.: F. Stikeney.
DUGUETIA pohliana Mart. , _ _
Carp. 1356. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Matas do Horto Florestal. Col.: J.G.
Kuhlmann. Data: 3-II-1932.
DUGUETIA rhizantha (Eicl.) Huber.
Carp. 627. Loc.: GB, Rio de Janeiro.
DTinuETlA uniüora (Dun.) Mart.
Carp 1531, RB 35307. Loc.: Amazonas, Manáus. Col.: A. Ducke. Data.
15-111-1937'.
nZíí^iíi’ rol A Ducke. 1796. Carp. 4272. Loc.: Amazonas, Manáus.
rní P - ívüíiam A Rodrigues. Data: 2-II-1965. Obs. Herb. I.N.P.A. 8557.
Carp 635 Loc. : ^Estado do Acre, Porvir. Carp. 1362. Nome vulgar: Canicei-
ra Loc • Pará Carp 3534. Loc.: Mato Grosso, Campo Grande. Col.: Nas-
chne^nto Data- XI-1945. Obs.: Fruto comestível. Carp. 1358. Nome vulgar:
Pinha ixS mnas Gerais, Santa Bárbara. Col.: G. Santos. Data: VII-
1932 Caro' 1139 Loc.- Mato Grosso, Corumbá. Col.: Gabriel V. de Barros.
Data- 1959' Carp 1359. Nome vulgar: Envireina-ota. Loc.: Estado do Acre.
SciELO/JBRJ
— 342 —
PAPIRIRA sp.
Carp. 1307. Loc. Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 1935.
Carp. 3281. Nome vulgar: Gonçalves. Loc.: Bahia, Barreira. Data: 1-1943.
ANONACEAE
Anaxagorea dolichocarpa Sprag. et Sandwith.
Carp. 4170. Loc.: GB, Gávea, Rio de Janeiro. Col: Octavio S. Mello. Data:
IX-1955. Obs. Árvore de 3-10 m de altura, terreno de leve elevação.
ANONA acutiflora Mart.
Carp. 3771. Loc.: Inst. Química, GB, Rio de Janeiro. Data: 19-III-1949.
ANONA cherimolia Mill.
Carp. 626. Loc.: Amazonas, Rio Madeira. Col.: J. G. Kuhlmann.
Obs.: Cultivado. Carp. 1351. Loc.: Rio de Janeiro. Col.: J. G. Kuhlmann.
Data: ll-IV-1932.
ANONA coriacea Mart.
Carp. 1314. Nome vulgar: Araticum de Mato Grosso. Loc. Mato Grosso,
Aparecida do Taboado. Data: 3-VIII-1960. Obs.: Doado por Plinio Prata.
Carp. 3750. Loc.: Ceará, Serra do Araripe. Col.: A. P. Duarte, 1372. Data:
20-VIII-1948.
ANONA crassiflora Mart.
Carp. 3831. Loc.: Mato Grosso. Col.: Ignácio. Data: III-1950. Carp. 1613.
Loc.: Goiás, Brasília, Paracatu, Col.: E. Pereira. Data: III-1963. Carp.
2801. Loc.: Minas Gerais, Três Marias. Col.: C. T. Rizzini. Data: 8-XJI-961.
Obs.: Cerrado. Carp. 631 Nome vulgar: Araticum. Loc.: Minas Gerais, Belo
Horizonte
ANONA densicoma Mart.
Carp. 625, RB 19638. Loc.: Pará Óbidos. Col.: A. Ducke. Data: 2-1-1927.
ANONA glabra Linn. (=A. Palustris Lins.)
Carp 623. Nome vulgar: Araticum do brejo, Cortiça. Loc.: E. do R. de Ja-
neiro Col.: J. G. Kuhlmann. Carp. 1369. Nome vulgar: Mangue, cortiça,
sabina. Loc.: E. do R. de Janeiro, Itaguaí. Data: 9-1-1928.
ANONA montana Mací.
Carp. 633, RB 17870. Nome vulgar: Araticum. Loc.: Pará, Belém. Col. A.
Ducke. 12-1X-1922.
ANONA paludosa Aubl.
Carp. 624. Loc.: Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Obs. Cultivado.
ANONA plgmea Warm.
Carp 1775. Loc.: Minas Gerais, Paraopeba. Col.: E. P. Heringer. Data:
3-V-1963 Carp. 3236. Loc.: Distrito Federal, Brasília. Col.: E.P. Heringer.
Data: 4-VII-1962. Obs.: Fruto raramente encontrado.
ANONA reticulata Linh.
Carp. 3883. Loc.: São Paulo, Itapetininga. Col.: Jacintha I. de Lima. Data:
24-11-1951
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
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Col 21 Distrito Agrícola Federal. Data: 1930. Carp. 1352. Loc.: Minas Ge-
rais. Col. Luiz Simões Lopes. Data: 1928. Carp. 1354. Loc.: GB, Rio de Ja-
neiro, Encosta do Corcovado, Lage. Col.: Victório e Paulino Rosas. Data:
18-V-1932 Carp. 3017. Loc.: Est. do Rio de Janeiro, Petrópolis. Col.: E.
Pereira. 7660. Data: 15-IX-1963. Carp. 3094. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Sa-
copã, Salgueirinho. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 21-1-1941. Carp. 2982.
Loc.: GB, Rio de Janeiro, Chácara do Lage. Guatteria. carp. 2587. Loc.:
GB! Rio de Janeiro, Restinga da Barra da Tijuca. Col.: E. Pereira e Dar-
dano A. Lima. Data: 31-VI1I-1961. Carp. 1363. Loc.: GB, Rio de Janeiro,
Horto Florestal. Col.: J.G. Kuhlmann. Data 22-IV-1929. Carp. 1361. Loc..
GB, Rio de Janeiro, mata Teixeira Borges. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
29-X-1928. Carp. 1360 Loc.: Minas Gerais, Viçosa. J. G. Kuhlmann 90.
ONYCHOPETALUM sp.
Carp. 2745. Loc.: Bahia. Col.: A.P. Duarte. Data: 15-IX-1961. Obs.: Fonte
que fornece água para Pôrto Seguro.
ROLLINIA dolabripetala (Raddi) St. Hil.
Carp. 1322. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Corcovado. Col.: J. G. Kuhlmann.
10-1-1930
ROLLINIA geraensis Barb. Rodr.
Carp. 1321. Loc.: GB, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.: A.P. Du-
arte, em X.1948
ROLLINIA longifolia St. Hil.
Carp. 3146. Loc.: E. do Rio de Janeiro, Petrópolis. Col.: J.G. Kuhlmann.
Data: 1941.
ROLLINIA mucosa (Jacq.) Maill.
Carp. 3884. Loc.: São Paulo. Itapetinga. Col.: Jacintha L. de Lima. Data:
24-11-1951. Carp. 3764, RB 64490. Loc.: GB. Rio de Janeiro, Horto Florestal,
Col.: A.P. Duarte e E. Pereira. Data: 22-XI-1948. Carp. 1152. Nome vulgar:
Araticum. Loc.: Mato Grosso, Corumbá. Col.: Gabriel V. de Barros. Data:
1959. Carp. 407. Loc.: Minas Gerais, Horto Florestal de Paraopeba. Col.:
E.P. Heringer. Data: 11-1959. Obs. Cerrado. Carp. 145, RB 138. Loc.: E.
do Rio de Janeiro. Rezende. Col.: José Ignáclo. Data: 29-IX-1958. Carp.
3334. Loc.: E. do Rio de Janeiro, Parque Nacional Serra dos órgãos. Col.:
Dionísio e Octávio A. da Silva. Data: 1942. Carp. 3147. Loc.: E do Rio de
Janeiro, Teresópolis. Col.: Eurico Teixeira. Data: 14-IV-1941. Carp. 2707.
Loc.: GB, Horto Florestal do Rio de Janeiro. Col.: Paulino Rosas. Data:
21-HI-1932. Carp. 2729. Nome vulgar: Biribá. Loc.: GB, Horto Florestal do
Rio de Janeiro. Col.: Victório Facioli. Data: 5-IV-1932. Carp. 1364. Loc.-.
Minas Gerais, Viçosa. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 1935. Corp. 1320. Loc.:
Rio de Janeiro, Horto Florestal da Penha. Col.: Eurico Vianna. Data:
7-HI-1932. Obs. Cultivado Carp. 1319. Loc.: Rio de Janeiro, Horto Florestal
da Penha. Col.: Eurico Viana. Data: lO-XII-1932. Obs. Cultivado. Carp.
1323. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Sumaré. Col.: J.G. Kuhlmann. Carp. 1315.
Nome vulgar: Biribá. Loc.: GB, Rio de Janeiro Perto de séde do Horto
Florestal. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 24-III-1932. Carp. 1318. Nome vul-
gar: Araticum. Loc: Minas Gerais, Viçosa Col.: J.G. Kuhlmann 87. Carp.
3439. Nome vulgar: Araticum, Loc.: GB, Rio de Janeiro, Vista Chinesa.
Col.: P. Occhioni. Data: 18-XII-1944.
TRIGYNAEA oblongifolia Schlec.
Carp. 1127. Nome vulgar: Pêssego do mato. Loc.: GB, Rio de Janeiro, pró-
ximo ao Hôrto Florestal do Rio de Janeiro J.G. Kuhlmann. Data: maio-
Junho de 1927.
SciELO/JBRJ
) 11 12 13 14
— 345 —
UVARIA sp.
Carp. 1326. Nome vulgar: Banana de macaco, Loc.: São Paulo, Atai. Col.:
Jacintha I. de Lima. Data: 10-XII-1929
XYLOPIA excellens Freies.
Carp. 1117, RB 23902. Loc.: Amazonas, Manáus. Col.: A. Ducke. Data: 26-
XI-1932.
XYLOPIA grandiflora St. Hil.
Carp. 3963. Loc.: Minas Gerais. Col.: Arthur L. Vianna. Data: IX-1952.
XYLOPIA sp.
Carp. 634. Loc.: Amazonas, Pará Col.: J. G. Kuhlmann. Carp. 1325. Nome
vulgar: Pindoba. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Horto Florestal de Re-
zende. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 15-VII-1930. Carp. 3656. Nome vulgar:
Imbira. Loc.: Pernambuco. Col.: Ewaldo S. Moreira. Data: XI-1946.
Carp. 1324. Nome vulgar: Pimenta de macaco. Loc..: Minas Gerais, Sete
Lagoas, Col.: G. Santos. Data: IV-1932. Carp. 1146, RB 30101. Loc.: Amazo-
nas. Manáus. Col.: A. Ducke. Data: 7-V-1936. Carp. 1366. Loc.: Pará,
Cupari. Rio Tapajós.Col.: J.G. Kuhlmann. Data: ll-IV-1924.Carp. 3S42.
Nome vulgar: Calunga. Loc.: Mato Grosso, Mimoso. Col.: General Rondon.
Data: XI-1950. Carp. 1376. Nome vulgar: Calunga. Loc.: Mato Grosso. Col.:
General Rondon. Data: 8-VIII-1933. Carp. 3996. Col.: A. Ducke. Data:
11-1-1954. Carp. 3991 Data: 11-1-1954.
APOCYNACEAE
ALLAMANDA cathartica L. var. iDülamsii Hort.
Carp. 1402. Loc.: Indochina. Obs.: Cultivada no Jardim Botânico do Rio
de Janeiro.
ALLAMANDA blanchetti A.DC.
Carp. 1411. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Santa Cruz. Col.: P. Campos Porto.
Data’: 29-X-1935.
ALLAMANDA laevis Mark.
Carp. 3415, RB 49311. Loc.: Espírito Santo, Rio Doce, Fazenda Santa Adelai-
de. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 5-XII-1943.
Carp 4284 Loc : Espirito Santo, Colatina. Col.: A. P. Duarte. Data: 11-1965
Carp 719 Loc • Friburgo. Col.: Pe. Amarante 1956. Obs.: Planta or-
namental, folhas verticiladas, (4) latex. Arbusto. Sementes trazidas de
São Paulo.
AMBELANIA duckei Mgí.
Carp 724 RB 222422 Loc.: Amazonas, Manaus. Col.: A. Ducke. Data:
2-XI-1929’. Carp.~1147, RB 35153. Loc.: Amazonas, Manáus. Col.: A. Ducke.
Data: III-1937.
AMBELANIA grandtflora Hub. j
Carp. 3218. Nome vulgar: Açucena-d’agua, angelica-do-igapo. Loc.: Pará,
Belém. Coí: A. Ducke.
AMBELANIA quadrangularis M. Arg.
Carp. 722 RB 22419. Nome Vulgar: Goiaba-d’anta. Loc.: Amazonas, São
Paulo d*e Olivença. Col.: A. Ducke. Data: 20-VIII-1929.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 346 —
AMBELANIA tenuiflora M. Arg. . T n Ktlhlma nn
Carp. 720. Nome vulgar: Pepino-do-mato. Col.. J. G. Kuhlmann.
ANACAMPTA rigida (Mlers) . Mgf . Mnrkin-af
Carp. 3206. Loc.: Amazonas, Manaus. Col.: A. Ducke. Det. Markgrat.
ASPIDOSPERMA album (Vahl.) R. Ben ex Pichon ..... 1Q49
Carp. 232. Loc.: Amazonas. Manaus. Col. : A .Ducke. °ata . 5 - 11 -
Carp. 692, RB 22442. Loc.: Pará, Rio Tapojós. Col.. A. Ducke. Data. 0 u
1917.
ASPIDOSPERMA anomalum M. Arg. rnl .
Carp. 704, RB 21698. Loc.: Pará, Santa Sulia. Nome vulgar. Cururu. Col..
A. Ducke. Data: 21-V-1927.
Rio Trombeta, Cot, A DuCe. Data:
22-IV-1917.
A. P. Duarte. Data: IX ; 1965. Carp.
31GS. RB 13335. Nome vulgar: carapanuba. Loc.: Pará, Belém. Col.: A.
Ducke. Data: 28-VIII-1914.
ASPIDOSPERMA australe M. Arg. „ rri1 . AP
Carp. 4237. Loc.: Minas Gerais, arredores de Belo Horizonte. Col.. A.P.
Duarte. Data: 7-VII-1964.
ASPIDOSPERMA compactinervium Kuhlm. „
Carp 2724. Loc.: GB, Sumaré. Col.: A. P. Duarte. Data. X-1961 Carp. 713,
RB 6853. Nome vulgar: Peroba-taboada. Loc.: Rio de Janeiro. Col.. G.
Peckolt. Data: 16-XI-1921.
ASPIDOSPERMA cylindrocarpon M. Arg. .
Cara 2308 Loc • Minas Gerais, entre Buenópolls e Augusto de Lima. Col..
A p 7 Duarte Data: V-1963. Obs.: Norte de Minas. Carp. 3988. Loc.: Sao
Paulo Vale do Tieté. Col.: A.P. Duarte. Data: 25-IV-1961. C arv 969
RB 19381. Nome vulgar: Peroba — poca. Loc.: São Paulo. Col.: O. Vecchl.
Carv 1382 Nome vulgar: Peroba. Loc.: Minas Gerais, Engenheiro
Sm ráífi MonL Claros. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 7-111-1929. Obs.
K. 64.
IffitoFetoS Convênio Florestal dc Brasília. Col.:
A P Duarte Data: VIII-1964 Carp. 4139. Nome vulgar: Peroba-do-ccrra-
dõ. Loc.: Minas Gerais, Patos. Col.: A.P. Duarte 4359. Data: VIII-1950.
Carp D 42 S 15 E Lo c.f Bahla^Lençóls, Col.: Aparicio, Graziela e Edmundo. Data:
23-1X-1965.
ASPIDOSPERMA dispermum M. Arg.
Carp. 4268. Loc.: Minas Gerais, Mun. de Diamantina, Serra dos Cristaio,
Alto Jequitinhonha. Col.: A.P. Duarte. 7861. Data. 17-l-196a.
ASPIDOSPERMA duckei Hub. ex Ducke .
Carp. 691, RB 11402. Nome vulgar: Muira-jussara. Loc.: Pará, Óbidos. CoL.
A Ducke. Data: 20-X-1919. Carp. 3736. Loc.: Pará, Santarém. Col.. A.P.
Duarte Data: 7-X-1962. Obs. Entrada que vai para Belterra.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 347 —
ASPIDOSPERMA eburneum Fr. ex Saldanha
Carp. 1378. Nome vulgar: Pequá-marfim, Loc.: GB, Rio de Janeiro, Gávea,
Horto Florestal. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: VIII-1928. Obs.: Cultivado.
Carp. 715 Loc.: Rio de Janeiro. Obs.: Sem coletor.
ASPIDOSPERMA excelsum Benth.
Carp. 1398. Loc.: Guiana Inglêsa. Col.: Basset Maguire. Det. A.P. Du-
arte. Data: 9-VI-1964.
ASPIDOSPERMA gomezianum A. DC.
Carp. 716 RB 6858. Nome vulgar: Pequiá-de-pedra. Loc.: Rio de Janeiro.
Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 9-IX-1922.
ASPIDOSPERMA illustre (Vell.) Kuhlm. ex Pirajá
Carp 1379. Nome vulgar: Qulna-perelra. Loc.: Minas Gerais, Figueira, Rio
Doce. Col.: J.G. Kuhlmann. Data: 9-IX-1930 Carp. 2294. Loc.: Minas Ge-
rais, Mun. de Carandaí, Hermílio Alves Col.: A.P. Duarte Data: V-1963.
ASPIDOSPERMA longipetiolatum Kuhlm.
Carp. 711, RB, 15387. Loc.: GB, Rio de Janeiro, Corcovado Ponte do In-
ferno. Col.: A. Ducke e J.G. Kuhlmann. Data: 15-XI-1920.
ASPIDOSPERMA macrocarpon Mart.
Carp. 1381. Nome vulgar: Pereiro-da-fôlha-larga. Loc.: Minas Gerais, Pro-
priedade de Dolabela Portela, Ramal de Monte Claros. Col.: J.G. Kuhl-
mann Data: 18-111-1929. Obs. K 131. Carp. 1686. Loc.: Bahia, Entre Mari-
riqueta e Penamá Col A.P. Duarte. Data: 25-X-1965. Carp. 2269. Loc.:
Minas Gerais, Várzea da Palma. Col.: A.P. Duarte. Data: III-1963. Carp.
1384. Nome vulgar: Meliano, Sulfato-de-campo. Loc. Mato Grosso, Cuiabá.
Obs.: Sem data e sem coletor.
ASPIDOSPERMA megalocarpon M. Arg.
Carp 3226, RB 127824, Herb. Nac. de Venezuela. Col.: J.A. Steyermark.
Data: 25-H-1964 Obs.: Programa Forestal de Guayana
ASPIDOSPERMA melanocalyx M. Arg.
Carp. 2506, RB 50086. Loc.: Est. do Rio de Janeiro, Itatiaia. Col.: W. Duar-
te Data- 15-VIII-1944. Det.: Marcgraf, 1952. Carp. 4287. Loc.: Minas Ge-
rais Estrada de Lagoa Santa. Col.: A.P. Duarte. Data: VI-1964. Carp. 1400.
Loc.’: GB, Rio de Janeiro, Silvestre. Col. J.G. Kuhlmann. Data: 1927.
ASPIDOSPERMA multijlorum A. DC.
Carp. 3561. Loc.: Pará, Santarém. Col.: A.P. Duarte. Data: IX-1962.
ASPIDOSPERMA nitidum Benth ex M. Arg.
Carp 714 RB 22449. Nome vulgar: Carananaúba. Loc.: Pará, Almeirim.
Col - A Ducke Data: 23-IV-1923. Carp. 1059, RB 24569. Nome vulgar: Ca-
rapànaúba. Loc.: Amazonas, São Paulo de Olivença, Col.: A. Ducke. Da-
ta: 26-11-1932.
ASPIDOSPERMA oblongo A. DC.
Carp. 709, RB 22453. Nome vulgar: Carapanaúba. Loc.: Mato Grosso, Rio
Ouro Preto. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 20-IX-1923.
ASPIDOSPERMA olivaceum M. Arg.
Carp. 3362. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Parque Nacional do Itatiaia.
Col.: W.D. Barros.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
_ 348 —
ASPIDOSPERMA polineuron M. Arg. .
Carn 1390 Nome vulgar: Peroba-rosa, Loc.: Sao Paulo Piracicaba. Col..
G P de Souza. Data: 8-X-1927. Carp. 1389 Nome vulgar: Peroba-rosa.
Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Rezende. Data: 3-IX-1927. Obs. Sem co-
letor. Carp. 718 Nome vulgar: Peroba. Loc.: Sao Paulo. Obs. Sem data e
sem coletor.
ASPIDOSPERMA populipholium A. DC. , „ . _ . .
Carp. 2267. Loc.: Minas Gerais, Engenheiro Dolabela, Granjas Reunida».
Col.: A.P. Duarte. Data: V-1963. Carp. 2648. Obs.: Sem outros detalhe».
ASPIDOSPERMA pvricollum M. Arg. , .
Carp. 707. RB 2170. Loc.: Rio de Janeiro. Col.: Dionisio Constantlno. Data:
l-IX-1921
ASPIDOSPERMA pyrifolhim Mart.
Carp 2896. Loc.: Bahia, de Milagres para Lençóis. Col.. A.P Duarte.
Data: IX-1965. Carp. 712, RB 13330. Nome vulgar: Pau-pereira. Loc.: Cea
rá, Queixada. Col.: A. Ducke. Data: 4-VII-1908.
ASPIDOSPERMA pruimsum Mgí. _ . . .
Carp. 4292. Nome vulgar: Peroba-de-gomo. Loc.: Goias. Col.. A P.
Duarte. Data: VIII-1964.
ASPIDOSPEMA quebracho-blanco Scklecht.
Carp. 1391 Nome vulgar: Quebracho-blanco. Loc : Argentina, Sao Luiz
de las Quijadas Data: 7-XI-1926. Obs.: Sem coletor. Carp. 2692 Obs..
Sem outros detalhes.
ASPIDOSPERMA ramiflorum M. Arg.
Carp. 1396. Loc.: GB, Hòrto Florestal. Col.: Nilo Santos. Data. 13-IX-.»63
Carp. 1623. Loc.: GB, Matas do Pai Ricardo. Col.. A. P. Duarte. Data:
21-111-1961 Carp. 1397. Nome vulgar: Peroba-café. Loc. : GB, Campo
Grande Col.: Aristóteles Silva. Data: 14-11-1932. Carp. 13986. Nome vul-
gar- Gautarubu. Loc.: São Paulo, Piracicaba. Col.: Paulo de Souza.
Data: 8-X-1927. Carp. 717 RB 16366. Loc.: GB, Rio de Janeiro. Col..
J. G. Kuhlmann. Data: 13-VIII-1921.
ASPIDOSPERMA refractum Mart.
Carp. 3119. Loc.: Bahia, de Palmeira para Cafarnaum. Col.
te. Data: IX-1965.
A.P. Duar-
ASPIDOSPERMA rigidum Rusby.
Carp 3955. Loc.: Amapá, Território de Rondonia. Col.. A.P. Duarte 7017.
Data: 21-IX-1962.
ASPIDOSPERMA spruceanum Benth. ex M. Arg.
Carp 3962. Loc.: Amazonas, Barcelos. Col.: A.P. Duarte *007. Data.
1962 Obs- ADDa 105 Carp. 705 RB 21593.: Amazonas, Serra de Pa-
!intins Col, A P Ducke. Da P t:a 18-IX-1926. Carp^ 938. RB 24568 Loc :
Amazonas, Santa Isabel do Rio Negro. Col.: A. Ducke. Data. 9-II-1951.
Carp. 1041. RB 24576. Nome vulgar: Pequià-marfím. Loc.: Amazonas, Ma-
náus. Col.: A. Ducke. Data: 23-IV-1932.
ASPIDOSPERMA subincanum Mart. ex A. DC. .
Carp 4279. Loc.: Minas Gerais, Fazenda do Cipo. Col.: A. P. Duarte. 175
Data: IV-1964. Carp. 706, RB 22466. Nome vulgar: Guatambu. Loc.: Lst.
do Rio de Janeiro. Col.: A. Ducke. Data: XI-1925.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 349 —
ASPIDOSPERMA tomentosum Mart.
Carp. 0336. Loc.: Minas Gerais, Paraopeba. Col.: C. T. Rizzini, Data:
7-III-1962. Carp. 2759. Loc.: Minas Gerais, entre Paraopeba e Sete La-
goas. Col.: A. P. Duarte. Data: XI-1961.
ASPIDOSPERMA verbascifolium M. Arg.
Carp. 2799. Loc.: Mun. de Unaí. Col.: A. P. Duarte. Data: XI-1961.
Carp. 1509. Loc.: DF, Brasilia. Col.: Rogério de Freitas. Data: VII-1963.
Carp. 4136. Nome vulgar: Peroba-amargosa. Loc.: Minas Gerais, Serra de
Catiara. Col.: A. P. Duarte 2938. Data: 23-VIII-1950. Obs.: 1000 m.
ASPIDOSPERMA sp.
Carp. 3292. Loc.: Bahia, Pôrto Seguro. Col.: A. P. Duarte. Data: VI-1962.
Obs.: Km 18 BR-5. Carp. 3755, BR 145. GB, matas do Jardim Botâni-
co. Col.: A. P. Duarte. Carp. 265. Loc.: DF, Brasilia, Catetinho. Col.:
A. P. Duarte. Data: 16-X-1965. Carp. 694. Loc.: Mato Grosso. Obs.: Sem
outros detalhes. Carp. 1601. Col.: Machado Nunes 251. Obs.: Sem pro-
cedência. Carp. 292 Loc.: DF, Brasilia. Col.: E. Pereira 4782 e Pabst
5107. Data: XII-1958. Corp. 1395. Nome vulgar: Pequiá. Loc.: E. Santo
Goítacases, Rio Doce. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 8-X-1930. Carp. 1399.
Nome vulgar: Pereira-branco. Loc.: Minas Gerais, Granjas Reunidas ra-
mal de Montes Claros. Col.: J. G. Kuhlmann 95 Data: 9-III-1929. Carp.
1394. Nome vulgar: Pequiá. E. Santo, Goitacases, Rio Doce. Col.: J. G.
Kuhlmann. Data: 9-X-1930. Carp. 1393. Nome vulgar: Pequiá-marfim.
Loc.: Espirito Santo, Foz do Maruipe, Vitória. Col.: J. G. K uhlm ann
Carp. 1401. Nome vulgar: Tambu-peroba. Loc.: Espirito Santo, Serra Ibi-
turuna. Rio Doce. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 4-IX-1930. Carp. 1591.
Nome vulgar: Peroba. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Estrada do Re-
dentor. Col.: J. G. Kuhlmann. Carp. 3989. Nome vulgar: Tambi-canude.
Loc.: Minas Gerais, Paraopeba. Col.: E. P. Heringer. Data: 20-VII-953.
Carp. 34S6. Loc.: Amazonas, Manaus. Col.: A. Ducke 1156. Carp. 3462.
RB 50970. Loc.: Amazonas, Manaus, Campinas. Col.: A. Ducke 1419. Data:
19-X-1943. Carp. 4249. Col.: A. P. Duarte. Data: VII-1964. Obs.: Sem
procedência. Carp. 4202. Loc.: Minas Gerais Patos. Col.: Mendes Maga-
lhães 19210. Data: 1963. Carp. 790. Minas Gerais, às margens do Rio
Paraopeba, Felixlândia. Col.: E. P. Heringer e A. Mattos Filho. Data:
21-VII-1959. Obs.: Arvore de grande porte, cuja madeira se confunde
com A. cylindrocarpon, madeira n.° 16. Carp. 1868. Loc.: Guanabara,
Alto da Boa Vista, Gávea. Col.: Irmão Vicente. Data: IV-1961.
CONDYLOCARPON obtusiusculum M. Arg.
Carp. 2752. Loc.: Espirito Santo, Goitacases, Rio Doce. Col.: J. G. Kuhl-
mann. Data: 6-X-1930.
CONDYLOCARPON publifomm M. Arg.
Carp. 3229. Nome vulgar: Cipó-grande. Loc.: Amazonas, Esperança. Col.:
A. Ducke 1171. Obs.: Matas de terra firme e úmida.
CONDYLOCARPON rauicolfiac M. Arg.
Carp. 1412. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Silvestre. Col.: J. G. Kuhl-
mann Data- 9-V-1930. Carp. 2970. Loc.: Estado do Rio de Janeiro. Col.:
J. G.' Kuhlmann. Data: 18-III-1940.
CONDYLOCARPON sp.
Carp. 3202. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Pedro do Rio. Col.: J. g.
Kuhlmann. Data: 1941. Carp. 3196. Loc.: Estado do Rio de Janeiro. Col.:
Dr. Morais Mello. Data: VII- 1941.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 350 —
Rotário. Col, Abigall Bapliata
de Souza. Data: ll-VII-1965.
COUMA amara Mgf. . _ , . _ . „ x 1Q ,«
Carp. 283. Loc.: Amazonas, Mindu, Manaus. Col.: A. Ducke. Data: 1-1936.
COUMA macrocarpa Barb. Rodr. „„„ rvu •
Carp. 701. Nome vulgar: Sorva-grande. Loc.: Amazonas, Manaus. Col..
A. Ducke.
Carp. 703. Nome vulgar: Mucuje. Loc.: Bahia. Col.: Pirajá da Silva.
CO UMA sD
Carp. 3762. Loc.: Amazonas, Alto Solimões. Col.: A. P. Duarte. Data:
IX-1962.
Carm 3478 Nome"* vulgar: Jalapa. Loc.: Minas Gerais, Hòrto Florestal,
Par aõ peba CoTeP Heringer. Data: 3-XI-1957. Obs.: Cerrado, planta
com xilopódio, flores vistosas, considerada medicinal pelo povo.
Carp T l E 418 P í oc.?*Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis. Col.: J. G. Kuhl-
mann. Data: 22-VI-1931. Carp. 2083. Loc.: Guanabara Rio de Janeiro,
Base dos Dois Irmãos. Col.: A. P. Duarte. Data: 16-IV-1946.
Carp. E 4100.* Loc.: Pernambuco, Rio Formoso, Saltinho. Col.: J. Falcão,.
Egler, E. Pereira 999. Data: 28-IX-1954.
cSp/íín^lS: Espírito Santo, Linhares. Col.: A. P. Duarte. Data:
H-1965.
FORSTERONIA refracta M. Arg. .
Carp. 3200. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Det..
Markgraí.
Carp S T 3384 °Loc.: ^Bahla, Pòrto Seguro. Col.: A. P. Duarte. Data: VI-1962.
GE1SSOSPERMUM vellosii Aliem. . _.
Carp 1408. Nome vulgar: Pau-pereira. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro,
Obras Públicas. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 5-II-1930.
Carlf IcS^Loc. : Espírito Santo, entre São Mateus e Conceição da Barra .
Col.?' A. P. Duarte. Data: 11-1965. Carp. 4277. Loc.: Espirito Santo, entre
Linhares e São Mateus. Col.: A. P Duarte. Data: H-1964. Carp 1974.
Loc • Guanabara, Rio de Janeiro, Hòrto Florestal da Gávea. Col.. J. G.
Kuhlmann. Data: 1927. Carp. 729. Loc.: Pará. região do médio Tapajós.
Col.: A. Ducke. Carp. 2511. Loc.: Bahia, Pòrto Seguro Col.: A - p
te Data: 1961. Obs.: Sul. Carp. 3043. Loc.: Amazonas. Col.: A. P. Duarte.
Data: IX-1962. Carp. 4276. Loc.: Espírito Santo, proximo a Conceição da.
Barra. Col.: A. P. Duarte. Data: 11-1965.
LACMELLEA arborescens (M. Arg.) Mgf.
Carp. 3203. Loc.: Amazonas, Rio Negro. Col.: R. L. Froes. 22361.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 351 —
LACMELLEA lactescess (Kulhm.) Mgf.
Carp. 3295. Nome vulgar: Chicle. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Jar-
uim Botânico. Col.: J. G. Kuhlmann. Obs.: Cultivado sem data. CarA
3166. Nome vulgar: Chicle. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 25-IX-194Í.
Obs.: Sem procedência. Carp. 1383. Loc.: Minas Gerais, Sete Lagoas. Col.:
E. P. Heringer. Data: 3-X1-1957. Obs.: Sôbre calcáreo. Planta rara, tre-
padeira, somente encontrada nos arredores de afloração calcárea.
LANDOLFIA edulis Kuhlm.
Carp. 2756. Obs.: Sem outros detalhes.
LANDOLFIA sp.
Carp. 1419. Loc.: Espírito Santo, Rio Doce. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
24-IH-1934. Carp. 1406. Nome vulgar: Pão-com-manteiga Loc • Minas Ge-
rais. Caratinga. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: III-1929.
MACOUBEA guianensis Aubl.
Carp. 3374. Loc : Bahia, Pôrto Seguro. Col.: A. P. Duarte. Data: VI-1962.
Carp. 699. Loc.: Pará, Belém. Col.: A. Ducke. Carp. 702, RB 21829. Loc.:
Surinã. Data: 17-IX-1909. Obs.: Sem coletor. Carp. 1410. Nome vulgar-
Jenipapo-da-beira-d”água. Loc.: Espírito Santo, Lagoa do Braz, Rio Doce.
Col.: J. G. Kuhlmann.
MACOUBEA Sprucei (M. Arg.) Mgf.
Carp. 725. RB 22423. Loc.: Amazonas, Manáus. Col.: A. Ducke Data-
30-VII-1929.
M ALOU ET IA duckei Mgf.
Carp. 3163. RB 23952. Loc.: Amazonas, Manáus. Col.: A. Ducke. Det.:
Markgraf .
MANDEVILLA sp.
Carp. 4262. Loc.: Distrito Federal, Brasília, Estrada do Rio Corumbá. Col.:
A. P. Duarte 8188 e A. Mattos Filho 542. Data: IX-1964. Carp. 2609.
Loc.: Minas Gerais, Várzea da Palma, Espigão da Serra da Onça, Próximo
da Vereda da Mãe d”água. Col.: A. P. Duarte. Data: V-1963.
NEOCOUMA duckei Mgf.
Carp. 1142. RB 30103. Loc.: Amazonas, Borba. Col.: A. Ducke.
NERIUM oleander L.
Carp. 1403. Nome vulgar: Espirradeira. Loc.: Guanabara, Rio de Janei-
ro, Hôrto Florestal, Gávea. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 18-1-1928. Obs.:
Cultivado.
PLUMERIA bracteata A. DC.
Carp. 4103. Nome vulgar: Banana-de-papagaio. Loc.; Pernambuco, Rio
Formoso, H. P. Saltinho. Col.: J. Falcão, Egler, E. Pereira 1000 Data:
10-IX-1954 Carp. 4138. Nome vulgar: Banana-de-papagaio. Loc.: Minas
Gerais, Zona da Mata, abaixo do Morro do Pillar. Col.: A. P. Duarte
4336. Data: VIIM950.
PLUMERIA obovata M Arg.
Carp. 3563. Nome vulgar: Mama-cadela. Lee.: Ilha do Bananal. Col.:
Othon Machado. Data: 29-VIII-1945.
4 L L i 'i £f 4V4 44 0 1 * ,
Carp. 698. Loc.: Rio de Janeiro. Col.: Prof. Rocha Vaz. Data: 10-VII-1957.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 352 —
PEITASTES peltatus (Vell.) Woods. . . - r
Carp. 1414. Loc : Guanabara, Rio de Janeiro, Horto Florestal. Col.. J. G.
Kuhlmann . Data: 22-IV-1930.
Carp A 42a2, S Ux:'.: Espírito Santo, entre São Mateus e Nova Venecia. Col.:
Col.: A. P. Duarte. Data: 11-1965.
PESCHIERA affinis (M. Ar*.) Miers. yar. campestris Rto.
Carp 3144. Loc.: Distrito Federal, Brasília. Col.. E. P. Heringer. p a a -
VII-1962 Obs.: Esta leiteira é muito abundante em Brasília. Planta de
80m— lm de altura. Carp. 4291. Loc.: Distrito Federal, Convênio Flo-
restal de Brasília. Col.: A. P. Duarte. Data: VIII-1964.
PESCHIERA australis (M. Arg.) Miers. _ . _ „ .
Carp 2555. Loc.: Guanabara, Recreio dos Bandeirantes. Col.. E. Perei-
ra. Data: 12-V-1963.
PESCHIERA fuchiaefolia (DC.) Miers. T ,. _ .. .
Carp. 3402 RB 49196. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro. Jardim Botânico.
Col.: David Azambuja. Data: 5-V-1944. Obs.: Cultivado.
PESCHIERA hilariana (M. Arg.) Miers. _ .... r . .
Carp 1388 Loc Guanabara, Rio de Janeiro, Jardim Botânico. Col.. Os-
waldô Gomes. Data: 25-VII-1956. Obs.: Cultivado.
Ca rp H 3365 A FB 116023. Loc.: Bahia, Pòrto Seguro, Km 7 da BR-5 Col.:
A P Duarte 6828. Data: 24-VI-1962. Obs.: Planta frequente no sub-
bosaue de formação primária, pequena árvore de 5-8 metros de flores
creme. Carp. 154. Loc.: Distrito Federal. Brasília. Col.: Ovídio M. Pra-
dn Data - 4-X-1958. Carp. 511. Loc.: Guanabara, entre Mesa do Impe-
rado? e Alto da Boa Vista Col.: A. P. Duarte. Data: 16-VI-1959 Carv
510. Loc.: Guanabara, Recreio dos Bandeirantes. Col.: A. P. Duarte.
Data: III-1959. Carp. 525. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Base da Serra
de Terezópolis. Col.: A. P. Duarte. Data III-1939.
Carp. 4204. Loc?: Guanabara, Matas do Jardim Botânico Col.: Abigail Bap-
tlsta de Souza. Data: 10-V-1963.
Can?^152 T RB «424^ Loc!: Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis. Col. Cam-
pos Góes e Dionísio Constantino 973. Det.: David Azambuja.
Carp N 675 T p B S 123430. Loc.: Goiás, arredores da cidade de Goiás-Velha.
Col.: A. P. Duarte 8390 e A. Mattos Filho 526. Data: 15-VII-1964.
RAUWOLFIA af/inis M. Arg.
Carp. 2958. Obs.: Sem outros detalhes.
RAUWOLFIA pentaphylla Ducke , . _ .
Carp. 728. Loc.: Pará, Jutai de Almelrim. Col.: A. Ducke.
Carp^l407. Loc.pGuanabara, Rio de Janeiro, mata das obras públicas. Col.:
j.G. Kuhlmann. Data: 28-11-1929.
RHIPIDIA amazônica Mgí. „ , . „ , T .„. VTT 1Q „
Carp. 3211. Loc.: Pará, Rio Tapajós. Col.: A. Ducke. Data. 21-VII-1923.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
353 —
SKYTANTHUS sp.
Carp. 2613. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Estrada de Cabo Frio. Col.:
Dr. Dardano, Edmundo e Apparicio. Data: 23-IX-1961.
TaBERNAEMONTANA sp.
Carp. 3780. Loc. São Paulo, Rio Piracicaba. Col.: Jacintha I. de Lima.
Amaro, Rezende. Data: 4-IV-1929. Obs.: Sem coletor. Carp. 1417. Loc.:
Data: 3-II-1949 Carp. 1420. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Faz. Santo
Guanabara, Rio de Janeiro, Hôrto Florestal, Gávea. Col.: J. G. Kuhlmann.
Data: 1927.
THEVETIA amazônica Ducke
Carp. 727. RB 11398. Loc.: Pará, Almeirim, Prainha. Col.: A. Ducke. Data:
9-X-1919.
THEVETIA neriifolia Juss.
Carp. 726. RB 7721. Nome vulgar: Chapéu-de-napoleão. Loc.: Guanabara,
Rio de Janeiro, Jardim Botânico. Col.: Dionisio Constantino. Data: ....
31-111-1916. Carp. 1415 Nome vulgar: Chapéu-de-napoleão. Loc.: São Paulo,
Limeira. Col.: Jacintha I. de Lima. Data: 13-IV-1930. Carp. 1416. Nome
vulgar: Chapéu-de-napoleão. Loc.: São Paulo. Data: 17-1-1927. Obs.: Sem
coletor, cultivado. Carp. 1387. Loc.: Minas Gerais, Sete Lagoas. Col.: E.
P. Heringer, Data: 30-X-1957. Obs.: Sôbre rocha calcárea. Trepadeira
vigorosa, frutos globosos, grande vegetação nas fendas da rocha calcárea.
Carp. 1409. Loc.: Bahia, Caatingas do Rio Prêto. Col.: Agenor Data:
VII- 1930. Ccrp. 3248. Nome vulgar: Sanango. Loc.: Amazonas, Esp. B.
do Javari. Col.: A. Ducke. Data: 11-1942. Carp. 3893. Loc.: São Paulo,
Itapetitinga. Col.: Jacintha I. de Lima. Data: 5-III-1951. Carp. 1405.
Loc.: Minas Gerais, Sete Lagoas. Col.: E. P. Heringer. Data: 3-X-1957.
Obs.: Habitat sôbre rocha calcárea. Planta arborecente que vegeta nas
fendas da ro^ha calcárea. Carp. 3988. Nome vulgar: Peroba. Loc.: Minas
Gerais, Paraopeba. Col.: E. P. Heringer. Data: 20-VII-1953. Carp. 4009.
Loc.: Minas Gerais, próximos ao Rio Cipó Col.: A.P. Duarte. Data:
14-11-1963.
AQUIFOLIACEAE
ILEX integerrima Reiss.
Carp. 1299. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Vista Chinesa. Col.: J. G.
Kuhlmann. Data: 2-IV-1929.
ILEX integra Thumb.
Carp. 2784. Lee.: Japão Obs.: sem outros detalhes.
ILEX latifolia Thumb. _ ,
Carp. 2780. Loc.: Japão. Obs. sem outros detalhes. Data: 1939.
ILEX oldhami Mlq.
Carp. 2825. Loc.: Japão. Obs.: sem outros detalhes. Data 1939.
ILEX paraguariensis St. Hil.
Carp. 153. Nome vulgar: Herva-mate. Loc.: Paraguai. Obs.: sem coletor
e data.
4 O .
Carp. 1284. Nome vulgar: Mate. Loc.: Rio Grande (?) Tucunduva, Mun.
de Santa Rosa. Col.: Eurico Viana. Data: 23-XII-1931. Carp. 1292. Loc.:
Guanabara, Rio de Janeiro, Mata do Pai Ricardo. Col.: Paulino Rosas.
Data 21-XIM927.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 354 —
ARACEAE
ANTHURIUM digitatum (Jacq.) G. Don.
Carp. 4169. Loc.: Venezuela. Col.: Graziela M. Barroso.
Obs.: Cultivado no Jardim Botânico, Rio de Janeiro.
Data:
IX-1955.
MONTRICHARDIA arborescens Schottl. , „ ,
Carp. 892. Nome vulgar: Aninga. Loc.: Amazonas. Col.: J.G. Kuhlmann-
ARALIACEAE
ARALIA cordata Thumb.
Carp. 2800. Loc. Japão. Data: 1939. Obs.: sem coletor.
DIDYMOPANAX anomalum Taum. . T
Carp. 1304. Nome vulgar: Canela-mandioca. Loc : Guanabara. Rio de Ja-
neiro, matas das obras públicas. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 23-XI-193-.
DIDYMOPANAX macrocarpum (Cham. Sch.) Seem.
Carp. 4213. Loc.: Goiás, São Joao da Aliança. Col.: A. Mattos Filho 401,
Heringer e C. T. Rizzini. Data: 19-VII-1963. Obs.: Cerrado.
DIDYMOPANAX sp. . , „ , , .
Carv 3306. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Parque Nacional do Itatiaia.
Col' W Duarte de Barros. Data: 14-X-1941. Carp. 4046. Loc.: Minas Ge-
rais’ Caxambu. Col.: A.P. Duarte. Data: VII-1954.
GILIBERTIA cuneata E. March.
Carp. 3714. l oc.: Guanabara, Rio de Janeiro,
Kuhlmann.. Data: 25-VIII-1947.
Jardim Botânico. Col.: J.
G.
PENTAPANAX warmlngli Harms.
Carp. 1306. Nome vulgar: Grimpa, Sabugueiro. Loc.: Minas Gerais, Viçosa.
Col.: J.G. Kuhlmann. Obs.: sem data.
ARAUCARIACEAE
AGATHIS sp. „ ,
Carp. 290. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Horto Florestal. Col.
Data: 1936.
Djalma.
ARAUCARIA bidwilli Hook . , , . _ . . _
Carp. 289. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.. J.
G Kuhlmann. Data: 1936. Carp. 2715. Loc. : Queslândia. Data: 1938. Obs.:
sem coletor. Carp. 1371. Col.: A. P. Duarte. Data: 9-III-1951. Obs. planta
cultivada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, originária da Australla.
ARAUCARIA angustijolia (Bert.). O Ktz.
Carp. 2581. Nome vulgar: Pinho-do-paraná. Loc.: Minas Gerais, Viçosa.
Col.: J. G. Kuhlmann. Carp. 2582. Nome vulgar: Pinhão. Loc.: Estado do
Rio de Janeiro, Itatiaia. Col: Octávio S. Mello. Data: 1939. Carp. 1848.
Nome vulgar: Pinho do Paraná. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col. E.S.
AVE Carp. 899. Nome vulgar: Pinhão. Loc.: Guanabara, Rio de Ja-
neiro. Hórto Florestal. Col.: J. G. Kuhlmann. Obs.: sem data. Carp. 910
Nome vulgar: Pinho-do-paraná, Pinhão. Loc.: Paraná. Obs.: sem outros
detalhes.
ARAUCARIA cookii R. Br. ex D. Don. ,
Carp. 927. Loc.: Guanabara, Hórto Florestal do Rio de Janeiro, Col.: J
G. Kuhlmann Obs.: cultivado.
SciELO/JBRJ
0 11 12 13 14
— 355 —
ARAUCARIA excelsa R. Br.
Carp. 3872. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Data:
III-1951. Obs.: sem col. Carp. 2583. Loc.: Austrália. Obs.: sem outros de-
talhes .
ARAUCARIA imbricata Pav._ (= A. araucana C. Koch.)
Carp. 968. Loc.: Chile, Região do Rio Maipo. Col.: José Corrêa Gomes.
Data: 4-1-1960. Obs.: altitude 1600m. Carp. 914. Data: 1959. Obs. sem ou-
tros detalhes. Carp. 3925. Nome vulgar: Pinho-do-paranã. Loc.: Paraná,
Curitiba. Col.: Nestor Pinho. Data: 10-VII-1951.
ARISTOLOCHIACEAE
ARISTOLOCHIA arcuata Mart.
Carp. 3837. Loc.: São Paulo, Limeira. Col.: Jacintha I. de Lima Data:
31-1-1949.
ARISTOLOCHIA claussenii Duch.
Carp. 4148. Loc.: Minas Gerais, Paraopeba. Col.: E.P. Heringer. Data:
18-11-1955. Obs.: planta típica do cerrado de terras esgotadas e visita-
das pelo íogo todos os anos. Plantinha ereta com 30 cm de altura, flores-
ce muito e frutifica pouco.
Aristolochia cynanchifolia Mart. et Zucc.
Carp. 1293. Loc.: Guanabara, Ilha do Governador. Col.: J.G. Kuhlmann.
Data: 12-VIII-1927.
ARISTOLOCHIA gigantea Mart et Zucc.
Carp. 615. Loc.: Bahia, Jardim Botânico da Bahia. Obs: sem outros deta-
lhes.
ARISTOLOCHIA gracilis Duch. . J „ ,
Caro 1530 Loc : Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
J G Kuhlmann. Data: 12-IX-1940. Obs.: Cultivado.
ARISTOLOCHIA kaempferi Willd J J
Carp. 1297. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Data:
24-IV-1933. Obs.: sem coletor.
Aristolochia pohliana Duch. . ,
Carp 1296 Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
P C Pórtô Carp. 4165 .Loc.: Mato Grosso, Caieira Nery, Sete Lagoas. Col.:
E.P. Heringer. Data: 15-IV-1955. Obs.: vive sôbre a rocha calcárea e nas
Imediações dela, em terras de cultura.
ARISTOLOCHIA ridícula N. E. Br.
Carp. 2860. Loc.: Mato Grosso, Fazenda Manlandia, Corumbá. Col.: E.
Pereira, Egler, Graziela 197.
ARISTOLOCHIA tagala Cham. J J , ,
Carp 2882 Col.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
J.G.' Kuhlmann. Data: 1939. Obs.: Cultivado.
ARISTOLOCHIA
Carp 354. Loc.:
triangularis Cham.
Guanabara. Col.: E. Pereira 4243. Data:
1-1959.
ARISTOLOCHIA uarmingii Mast . n _
Carp 4147 Loc.: Minas Gerais, Paraopeba. Col.: E.P. Heringer. 8. Data:
1955. Obs.: Trepadeira, comumente lastra no solo do cerrado.
SciELO/JBRJ
0 11 12
cm
— 356 —
ARISTOLOCHIA sp.
Carp. 4114. Nome vulgar: Jarrinha. Loc.: Minas Gerais. Col.: A.P. Du-
arte. 4346. Data: VTI-1950. Carp. 3574. Loc.: Guanabara. Jardim Botâ-
nico do Rio de Janeiro. Col.: J. G. Kuhlmann Data: 15-VI-1940. Carp.
3976. Loc.: Guanabara. Obs.: sem outros detalhes.
ASCLEPIADACEAE
ARAUJIA sericofera Brot.
Carp. 4158. Loc.: Estado do Rio de Janeiro. Santa Maria Madalena. Col.:
E. Pereira 1257. Data: III-1955. Carp. 3022. Loc.: Rio de Janeiro. Col.:
Vicente Pinto.
BLEFARODON sp.
Carp. 3348, RB 116128. Loc. Bahia, entre Ajuda e Pôrto Seguro. Col.: A.P.
Duarte 6727. Data: 28-V-1963. Obs.: planta de restinga em formação de
solo arenoso. Carp. 3353, RB 113123. Loc.: Bahia, Pôrto Seguro. Col.: A.P.
Duarte 6061. Data: 30-VIII-1961. Obs.: planta de comunidade secundária.
COLOTROP1S procera Dryand.
Carp. 1298. Nome vulgar: Ciúme. Loc.: Piauí. Col.: Alencar.
CRYPTOSTEGIA çrandiflora R. Br.
Carp. 721, RB 21568. Loc.: Pará, Óbidos. Col.: A. Ducke. Data: 10-XII-1926.
Obs.: cultivado.
DITASSA decussata Mart. et Zucc.
Carp. 4261, RB 28306. Loc.: Minas Gerais, Serra do Cipó, Km 134. Col.:
A.P. Duarte 14899. Data: 15-IV-1935. Det.: Jorge Fontella, em 25-1-1963.
FUNASTRUM sp.
Carp. 4099. Loc.: Pernambuco, Rio Formoso. Col.: J. Falcão, Egler, E. Pe-
reira 862. Data: 28-VIII-1954.
GOMPHOCARPUS brasiliensis R. Br.
Carp. 2266. Loc.: Bahia. Col.: Paulo Athaide. Data: 7-IV-1961.
GOMPHOCARPUS jruticoso (L.) R. Br.
Carp. 4242. Loc.: Guanabara, Pilares. Col.: Sr. Jacy da Conceição. Da-
ta: 15- VII- 1964 Obs: cultivado. Carp. 4253. Loc.: Guanabara, Jardim Bo-
tânico do Rio de Janeiro. Col.: Jorge Fontella. Data: 18-VII-1964. Obs.:
cultivado.
GOMPHOCARPUS physocarpus E. Mey.
Carp. 1180. Obs.: sem outros detalhes.
GONOLOBUS cearensis Malme.
Carp. 4093. Loc.: Pernambuco, Rio Formoso, Tamandaré. Col.: J. Falcão,
Egler, E Pereira 788 Data: 26-VIII-1954.
I BATI A ganglinosa Vell.
Carp. 3197. Loc.: Estado do Rio de Janeiro Cabo Frio. Col.: F.R. Guerra.
Data: VII-1941. Carp. 1767. Loc.: Bahia, Bananeiras. Col.: A. Gossweiler.
Data: 4-XII-1937.
I BATI A marítima Griseb.
Carp. 3794. Loc.: Bahia, de Milagres para Lençóis. Col.: A. P. Duar-
te. Data: IX-1965.
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
— 357 —
MARSDENIA macrophylla (HBK) Fourn.
Carp. 977. Loc.: Minas Gerais, Eng. Dolabela, Granjas Reunidas. Obs.:
sem outros detalhes.
MARSDENIA mollissima Fourn.
Carp. 3869. Loc.: Pernambuc, Mata do Maranguape, Paulista. Col.: Car-
los e Octávio. Data: 24-VI-1950. Carp. 3201. Loc.: Bahia. Data: 1939. Obs.:
sem outros detalhes. Carp. 3758. Loc.: Ceará, Estrada de Quinchará,
Col.: A. P. Duarte. Data: 14-VIII-1948. Carp. 2283. Loc.: Faz. Belgo
Mineira, Várzea da Palma, próximo da Vereda da Mãe d’Água. Col.: A. P.
Duarte. Data: V-1963. Carp. 3325. RB 70858. Loc.: Pernambuco, Matas
de Maranguape. Col.: Carlos Leal e Octávio A. Silva 311. Data:
6-VII-1956. Det. Jorge Fontella, em 10-X-1963.
OXYPETALUM arachnoideum Fourn.
Carp. 578. Loc.: Guanabara, Silvestre. Col.: A. P. Duarte. Data:
16-VI-1959.
OXYPETALUM banksii Roem. et Schult.
Carp 2311 Loc.: Guanabara, Restinga de Jacarepaguá. Col.: A P. Duar-
te. Data: 27-VI-1961.
OXYPETALUM strictum Mart.et Zucc.
Carp 3344, RB 97951. Loc.: Minas Gerais, Estrada de Datas e Cerro. Col.:
E Pereira é Pabst 3694 Data: 4-IV-1957. Det.: Jorge Fontella, em 10-X-1963.
Obs • subarbusto lactescente de flores esverdeadas e estames vinosoescuros.
Carp 3665. Loc.: Minas Gerais, Eng. Dolabela, Granjas Reunidas. Col.:
A P Duartt Data: V-1963. Obs.: crescendo sôbre rochas calcáreas. Carp.
4098 loc • Paraíba, Campina Grande. Col.: J. Falcão, Engler, E. Pereira
1092' Data- 14-1X-1954. Carp. 4303. Loc.: Guanabara, Matas do Hôrto Flo-
restal Col Waldir Macedo. Data: 1963. Carp. 2111. Loc.: Minas Gerais,
Granjas Reunidas, Engenheiro Dolabela, Ramal Montes Claros. Col.: A.
P Duarte Data: 3-V-1963. Carp. 1611. Loc.: Bahia. Col. E. Pereira.
Data- IX-1956. Carp. 3840. Loc.: Espírito Santo, Cachoeiro do Itapemirim.
Col.: Josino do Nascimento. Data: 1950.
ASTERANTHACEAE
ASTERANTHOS brasiliensis Desf.
Carp. 1044 RB 23883. Loc.: Amazonas, Rio Curicuriary, Rio Negro. Col.
A. Ducke. Data: 1931-1932.
BALANOPHORACEAE
helosi*: brasiliensis Schott et Endl.
Curo Loc - Minas Gerais. Col.: P. Parreiras Horta. Data: III-1936.
rnrn rr"74207 Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Serra do Itatiaia,
rní • P Occhloni Data: III-1947. Carp. 3743. Loc.: Estado do Rio de
Janeiro,' Serra dos órgãos. Col.: A.C. Brade. Data: 13-VIII-1948.
HELOSIS auvanensis Rich. ( =H „ cayennensis (Sw.) Sprang).
Can 3747 LOC - Mato Grosso, Rio Jacaré. Alto Xingu. Col.: Dr. H. Sick.
B *419 Data- 3-1-1948, IDet. A.C. Brade em 1948. Carp. 3746. Loc.:
Mato Grosso, Rio Jacaré. Col.: Dr. H. Sick, B. 390. Data; X-1947. Det:
a r Brade em 1948. Carp. 614, RB 3459. Loc.: Amazonas, Rio Jaru, Rio
Eranio Co!.? J. G. KuWaiann. Data: 1-1913.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 358 —
LANGSDORFFIA hypogaea Mart.
Carp. 3806. Loc.: Minas Gerais, São Sebastião da Campina. Col.: A. P.
Duarte. Data: 22-XII-1949. Carp. 1425. Loc.: Minas Gerais. Viçosa. Col.:
J G Kuhlmann. Obs.: sem data. Carp. 3726. Loc.: Bahia. Col.: Gre-
Eório Bondar. Obs.: sem data. Carp. 1423. Loc.: Minas Gerais, Fazenda
Vargem Alegre, Paraopeba. Col.: E. P. Heringer. Data: 2-IX-1957. Oos..
habitat sobre raízes de plantas vivas, margens dos rios. Carp. 1132, RB
26624. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Jussaral, Serra do Mar, Angra dos
Reis. Col.: A. C. Brade. Data: 26-VI-1935.
LATHROPHYTUM peckolti Elchl.
Carp 4157. Loc • Estado da Guanabara, Jacarepaguá, Estrada da Boiuna.
Col-: 'e. Pereira 5645. Data: 16-X-1960.
LOPHOPHYTUM leandrl Eichl.
Carp. 3003. Loc.: Espírito Santo, Cachoeiro do Itapemirim. Data: 196L
Obs.: sem coletor.
LOPHOPHYTUM miráble Schott. et Endl.
Carp. 3072. Nome vulgar: Fel-da-terra. Loc.: Minas Gerais, arredores da
Gruta do Maguiné, Cordsburgo. Col.: E. P. Heringer. Data: 2-IX-1957.
Obs • sôbre raízes das árvores vivas. Carp. 3051, RB 74274. Loc.: Gua-
nabara Rio de Janeiro, Morro do Salgueirinho, Sacopã. Col.: J. G.
Kuhlmann. Data: 20-X-1940. Carp. 3674. Loc.: Estado do Rio de Ja-
neiro, Serra do Itatiaia. Col.: P. Occhioni. Data: III-1947. Carp. 622.
Loc • Guanabara, Rio de Janeiro. Col.: J. G. Kuhlmann. Obs.: sem
data Corp 1130, RB 26623. Estado do Rio de Janeiro, Santa Maria Ma-
dalena. Col.: J. S. Lima. Data: 1935. Carp. 1131, RB 26622. Loc.: Estado
do Rio de Janeiro, Santa Maria Madalena. Col.: J. S. Lima. Data: 1935.
Carp. 1421. Loc.: Minas Gerais, Fazenda Z. Lopes, Viçosa. Col.: J. G.
Kuhlmann, 1936. Carp. 1422. Loc.: Minas Gerais, Fazenda Z. Lopes, Viçosa.
Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 1936.
LOPHOPHYTUM sp.
Carp. 4057. Nome vulgar: Fel-da-terra. Loc.:
Nôvo, Cuiabá. Col.: A. P. Duarte 7267. Data
Rondônia. Vida Nova, Pòrto
: 19-IX-1962. Obs.: APPA 5.
OMBROPHYTUM peruvianum Poepp et Endl.
Carp 987, RB 24986. Loc.: entre Jacurapá e Peruité, afl. Içá- Amazonas.
Col • A Ducke. Data: 13-X-1931. Obs.: planta tôda branca.
SCYBALIUM fungiforme Schott. et Endl.:
Carp. 3424, RB 4941. Nome vulgar: Chão-de-u’a-mata, (Caapão). Loc.:
Minas Gerais, Lavras. Col.: Arai Martins. Data: 13-VIII-1944.
SCYBALIUM glaziovil Eichl.
Carp. 988, RB 24795. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Santa Maria Ma-
dalena. Col.: S. Lima e Brade. Data: 1934. Carp. 3751. Loc.: Estado
do Rio de Janeiro, Estrada Nova, Itatiaia. Col.: A. C. Brade. Data:
21-11-1948. Carp. 2085. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Barreira de Tere-
so polis. Col.: A. P. Duarte. Data: 6-VIII-1961.
BARRINGTONIACEAE
BARRINGTONIA asiatica (L.) Kurz.
Carp. 796. Nome vulgar: Bonet-d’eveque. Loc.: Jardim Botânico do Rio de
Janeiro. Col.: Oswaldo Gomes. Data: IX-1956. Obs.: originária das ilhas
do Pacifico (cultivado no J. B.).
SciELO/ JBRJ
) 11 12 13 14
cm
— 359 —
BIGNONIACEAE
ADENOCALYMMA apparicianum J. C. Gom.
Carp. 1893, RB 68294. Loc.: Ceará, Crato. Col.: A. P. Duarte e Ivone
1249. Data: 2-VIII-1948. Obs.: Typus
ADENOCALYMMA comosum DC.
Carp. 1888. RB 75402. Loc.: Rio de Janeiro, Restinga da Tijuca. Col.:
W. D. de Barros. Data: 26-IX-1940. Obs.: Herb. Itatiaia 962. Carp. 1652.
Loc.; Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.: J.G. Kuhlmann.
Obs.: sem data.
ADENOCALYMMA grandifolium Mart. et DC.
Carp. 3931. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Raiz da Serr. Col.: A. P.
Duarte. Data: 16-11-1952. Det.: J. C. Gomes Jr.
ADENOCALYMMA marginatum DC.
Carp. 1888. RB 75402. Loc.: Rio de Janeiro, Restinga da Tijuca. Col.:
Dr. O. Machado. Data: 1946.
ADENOCALYMMA pleiadenium Bur. et K. Sch.
Carp 3117. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Parque Nacional. Serra dos
órgãos . Col.: J. C. Gomes Jr. Data: 5-X-1951.
ADENOCALYMMA sp. „ , A _ ,
Carp 677 RB 22697. Loc.: Para, Belem. Col.: A Ducke. Data: 12-V-1918.
Carp. 4073. Loc.: Minas Gerais, Coronel Pacheco. Col.: E. P. Heringer.
Data- 8-X-1954. Carp. 2902. Loc.: São Pualo, Limeira. Col.: Jacintha
I de Lima. Data: 10-XI-1939. Carp. 1657. Loc.: Minas Gerais, Viçosa
Col • J G Kuhlmann. Obs.: sem data. Carp. 1658. Loc.: Guanabara,
Gávea Pedra Bonita. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 17-1-1928. Carp.
1659 Coc • Guanabara, Rio de Janeiro. Data: 1930. Obs.: sem coletor.
Carp 2228 Loc : Minas Gerais, Fazenda da Serra Jequitibá. Col.: E.P.
Heringer Data: 24-XI-1957. Obs.: habitat em terra de cultura. É tre-
padeira de lugares sêcos, porém de solos férteis, encontradiça também
sóbre rochas calcáreas.
AMPHILOPHIUM vauthieri DC.
Carp. 3926. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Morro Viração. Col.: Schwacke.
7100.’ Data: 2-Í-1891.
ANEMOPAEGMA laeve DC. _ . _ „ , „ „
Ccirt) 4090 Loc.: Pernambuco, Ibimirim. Col.: J. Falcao. Egler, E. Pe-
reira, 1049. Data: 12-IX-1954.
ANEMOPAEGMA longipcs K. Sch.
Carp. 477. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Lagoinha. Col.: A. P.
Duarte. Data: 16-VI-1959.
ANEMOPAEGMA mirandum Mart. ex DC.
Carp. 2146. Loc.: Minas Gerais, Curvelo. Col.: A. P. Duarte. Data:
4-III-1954."
ANEMOPAEGMA sp.
Caro 683 Loc.: Amazonas, Abunam. Col.: J. G. Kuhlmann. Carp.
1655 Loc - Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann 65. Obs.: sem data.
ARRABIDEAE blanchetii DC.
Cnro 4034 Loc.: Mato Grosso, Município de Corumbá, Fazenda Mari-
làndla Coi. : B. Pereira, Egler, Graziela 286. Data: 8-X-1953.
SciELO/JBRJ
— 360 —
ARRABIDEAE rhodantha Bur. et K. Sch.
Carp. 2127. Loc.: Mato Grosso, Município de Corumbá. Col.: E. Pereira,
Egler, Graziela. Data: 17-X-1953.
ARRABIDEAE sp.
Carp. 1671. Loc.: Bahia. Col.: E. Pereira. Data: IX-1956. Carp. 445.
Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Sacopã. Col.: Otávio A. Silva. Data:
20-V-1941. Carp. 1661. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhl-
mann. Data: 1935.
BIGNONIA corymbifera Vahl. (= Arrabideae corymbifera Bur. ex K. Sch.!
Carp. 688, RB 107653. Loc.: Guanabara, Jacarepaguá, Floresta da Co-
vanca. Col.: A. P. Duarte 4822. Data: 9-VI-1959. Obs.: há material
estéril no herbário.
BIGNONIA unguis-cati Lisn.
Carp. 819. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Data:
1959. Obs.: cultivado sem coletor.
BIGNONIA venusta Ker. (= Pijrostegia venusta Miers.)
Carp. 2956. Loc.: São Paulo, Limeira, Col.: Jacintha I. de Lima. Data:
ll-XI-1939.
BOTHRIOPODIUM glaziovii (Bur. et K. Sch.) Rizzini
Carp. 3773. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Serra dos órgãos. Col.: Car-
los Toledo Rizzini. Obs.: sem data.
BOTHRIPODIUM glaziovii (Bur. et K. Sch.) Rizzini. Var. glabra Rizz.
et J. C. Gomes Jr.
Carp. 3874. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro. Col.: A. P. Duarte. Obs.:
pedreira da rua Lopes Quintas, sem data.
CAILICHLAUYS latifolia K. Sch.
Carp. 2620. Loc.: Minas Gerais, Fazenda S. J. Pandiá, Calógeras. Col.:
J. G. Kuhlmann. Obs.: sem data.
CALLICHLAMYS tomentosa J. C. Gom. n. sp.
Carp. 3935, RB 77385. Loc.: Minas Gerais, Coronel Pacheco. Col.: E. P.
Heringer 721. Data: 20-XI-1941. Det.: J. C. Gomes Jr.
CALLYCHLAMYS sp.
Carp. 1653. Col.: J. G. Kuhlmann 31. Obs.: sem outros detalhes.
CLYSTOSTOMA calystegioides Bur.
Carp. 4081. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
J. G. Kuhlmann. Data: 1954. Obs.: cultivado.
COU RALIS taxophora (Mart.) Benth. et Hook.
Carp. 1028. Nome vulgar: Pau-d’arco-do-igapó, Capitari. Loc.: Amazo-
nas, Lagoa Aleixo, Manaus. Col.: A. Ducke.
CRESCENTIA amazônica Ducke n. sp.
Carp. 541, RB 34696. Nome vulgar: Cula-pequena-do-igapó. Loc.: Ama-
zonas, São Paulo de Olivença. Col.: A. Ducke. Data: 2-II-1937.
CRESCENTIA cujete Linn.
Carp. 4300. Nome vulgar: Cuité. Loc.: Guanabara, Túnel do Pasmado.
Col.: Waldir Macedo. Data: VI-1965. Carp. 3934. Loc.: Guanabara, Jar-
dim Botânico do Rio de Janeiro. Col.: J.C. Gomes Jr. Data: 5-IX-1952.
Obs.: cultivado.
SciELO/ JBRJ
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— 361 —
CRESCENTIA sp.
Carp. 544. Nome vulgar: Cuia-pequena. Loc.: Amazonas, Lago Curary,
Solimões. Col.: A. Ducke. Data: Ul-1937. Obs.: cultivado.
CUSPIDARIA ovalis Rusby.
Carp. 3985. Loc.: Pará, Belém, Rio Itacuna. Col.: R. L. Fróes e E.
G. A. Black 24530. Data: 15-VI-1949.
CUSPIDARIA trijoliata DC. (— C pterocarpa DC.)
Carp. 3799. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
J. C. Gomes Jr. Data: 23-VIII-1949. Obs.: cultiv. Carp. 1682. Loc.: Rio
Doce. Col.: J. G. Kuhlmann. Obs.: sem data.
CUSPIDARIA sp.
Carp. 678. Loc.: Bahia, Seabra. Col.: E. Pereira 2160. Data: IX-1956.
Obs.: escandente de flor lilás. Carp. 4285. Loc.: Esp. Santo, entre
S. Mateus e Nova Venécia. Col.: A. P. Duarte. Data: 11-1965. Carp.
4288. Loc.: Minas Gerais, Serra da Virgem da Lapa. Col.: A. P. Duarte.
Data: 1-II-1965.
CYBISTAX antisyphilitica Mat.
Carp. 1640. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
VII-1936. Carp. 3755. Loc.: Ceará. Sa. do Ararlpe. Col.: A. P. Duarte
e Ivone. Data: 20-VHI-1948.
D1STICTALLA mansoana Urb.
Carp. 3092. Loc.: DF, Brasilia. Col.: E. P. Heringer. Data: VTI-1962.
Obs.: Trepadeira.
DOLICHANDRONE tomentosa Benth.
Carp. 648. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
J. C. Gomes Jr. Data: V-1959. Obs.: cultivado.
FRIDERICIA speciosa Mart.
Carp. 1637. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
VH-1936.
J AC AR AND A acutifolia Humb. et Bonpl.
Carp. 1651. Minas Gerais, Belo Horizonte. Col.: Godofredo Santos. Data:
X-1932.
J AC AR AND A brasiliana Pers.
Carp. 4011. Loc.: Mato Grosso, Rio Aragarça. Col.: H. Sick. Data: 5-III-
1953. Obs.: cerrado. Carp. 687. RB 181170. Nome vulgar: Barbatimão.
Loc • Pará, Jutaí. Col.: A. Ducke. Data: 15-IX-1923. Carp. 1643. Nome
vulgar- Caroba. Loc.: Minas Gerais, Granjas Reunidas. Col.: J. G.
Kuhlmann. Data: 11-III-1929. Carp. 1642. Nome vulgar: Caroba. Loc.:
Piaui. Col.: Alencar. Data: 25-VI-1931.
JACARANDA copaia D. Don. „
Carp. 684 RB 22682. Loc.: Mato Grosso, Rio Pacanova. Col.: J. G.
Kuhlmann. Data: 23-IX-1932. Carp. 686. Loc.: Amazonas, Manaus
Obs.: sem outros detalhes.
JACARANDA cuspidifolia Mart.
Carp. 1650. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Rua Sao Clemente. Col.:
Vitorio. Obs.: cultivado. Carp. 1455. Loc.: Minas Gerais, Paraopeba.
Col.: E. P. Heringer. Data: 1960. Det.: J. C. Gom. Jr. em 1960. Carp.
697. Loc.: Mato Grosso, Município de Corumbá. Col.: E. Pereira, Egler
e Graziela. Data: 25-X-1953.
SciELO/JBRJ
11 12 13 14
— 362 —
Mendes Magalhães 10140.
Heringer. Data: 14-IX-1960.
J AC AR AN D A decurrens Cham.
Carp. 2182. Loc.: Minas Gerais, Araguari. Col.
Data: 1-1956. Obs.: arbusto em 0,50-l,00m.
J r^ R M? A lZ^ a S£^ Ht.no Florestal do Rio de Janeiro. Col :
J"S . 'kÍ^. MtS S-V-1B». Carp. H44. Locu QuanaOara Elo
de Janeiro, Lagoinha, Santa Teresa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data.
5-XII-1932.
JACARANDA mimosaejolia D. Don
Carp. 1404. Loc.: Minas Gerais. Col.: E. P.
Obs.: Rodovia para Brasília.
Botânico do Rio de Janeiro. Col.: J. G. Kuhlmann. Data. 1932.
Serra do Clpô. Col.: A. P. Duarte
Data: 14-11-1963.
trópolis . Col.: J. G. Kuhlmann. Data. 20-X-1931.
C A arv R 3m A boc- São Paulo, Itapetininga. Col.: Jacintha I. de Lima.
Carp. 3901. M 3 ' • - 6g5 RB 22679. Loc.: Bolívia, Riberalta. Col..
? at G KÍhlmann DataY 29 IX 1923 . Carp. 3261. Loc.: Bahia^ Km 5
da BR-5 Col • A P. Duarte. Data: Vl-1962. Carp. 87. Loc.. Br ^ •
rni • *>' P Heringer. Data: V-1963. Carp. 1648. Nome vulgar: Caro-
blnha Loc * Estado do Rio de Janeiro. Rezende. Data: 1927. Obsj sem
còSr Carp 915. Loc.: Estado do Rio de Janeiro.
Col P JaShíl de Ltaa Data: 12-Vm-1947 Carp 2m. I^c.: Sao
Paulo Limeira Col.: Jacintha I. de Lima. Data. 13-XI-1939. Carp.
K« Nome irulBur: Cnroblnhn. Loc : Ouunubra Rio de Janeiro. Oâ.eu,
Col • Vitorio Data: 1927. Carp. 4293. Loc.: Goiás. Col.. A. P. uuarie.
Data- VIII-1964 Carp. 4286. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Pedro
do Rio Fazenda do sr. Bebiano Martins. Col.: A P. Duarte. Data.
1-1965.’ Carp. 4278. Loc.: Espírito Santo, próximo de Vitória. Col.. A. P.
Duarte. Data: 11-1965.
sem outros detalhes.
«Síim Botânico do Rio de Janeiro. Col.:
J. G. Kuhlmann 3219. Obs.: sem data.
MEMORAI sp.
Carp. 1897. Loc.
28-V-1961.
Carp^ S66 ^Loc ^^uanabãra, Jacarepaguá. Col.: E. Pereira. Data: 1959.
Obs P : Emente vinda de Mato Grosso, Corumbá, e cultivada em Jacare-
Guanabara, Ilha de Paquetá. Col.: E. Pereira. Data:
SciELO/ JBRJ
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— 363 —
paguá. Carp. 4033. Loc.: Mato Grosso, Município de Corumbá. Col.:
E. .Pereira, Egler e Graziela. Data: 5-X-1953.
PANDOREA ricasoliana (Baill.) ex K. Sch.
Carp. 1355. Loc.: Guanabara, Barra da Tijuca. Col. C. T. Rizzinl.
Data: 1960. Obs.: cultivada.
PARATECOMA peroba (Record.) Kuhlmann
Carp. 1668. Nome vulgar: Ipê-tabaco, Peroba-tremida, Peroba-tigrina .
Loc • Minas Gerais, Fazenda Ibituruna, Figueira, Rio Doce. Col.: J. G.
Kuhimann. Data: 5-IX-1930. Carp. 3975. Nome vulgar: Peroba. Loc.:
Espírito Santo, Linhares. Col.: J.G. Kuhlmann. Obs.: sem data.
PARMENTIERA cereifera Seem. „ „
Carp 1210 Nome vulgar: Arvore-da-vela. Loc.: Guanabara, Jardim Bo-
tânico do Rio de Janeiro. Col.: Paulino Rosa. Data: 18-VI-1930. Obs.:
cultivado .
PERIANTHOMEGA vellozii Bur.
Carp. 1666. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
VII-1936. * •
PITHECOCTENIUM echinatum (Jacq.) K. Schum.
rnrr, tiQi Nome vulgar: Pente-de-macaco. Loc.: Guanabara, Jardim
Botânico do Rio de Janeiro. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: VH-1941.
Obs : cultivado. Carp. 654. Loc.: Guanabara, Estrada das Canoas. Col.:
A. P. Duarte. Data: IV-1954.
psFTrnnrALYMMA eleçjans (Vell.) Kuhlmann.
rnrn wniloc Estado do Rio de Janeiro. Col.: Moraes MeUo. Data:
TY rnrn 2631 Loc.: Estado do Rio de Janeiro, Estrada de Cabo
Frio Col.: Dardano,' Edmundo e Aparicio. Data: 23-IX-1961.
SPAROTTOSPERMA lithontripticum Mar. (= S. vernicosum Bur. et K.
7Í Loc • Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
vttt i«n« C ar-o" 2957, RB 43314. Nome vulgar: Cinco-fôlhas, Cinco-
rha<*as Loc • Estado do Rio de Janeiro, Aguas-de-Rapôso. Col.: H. Del-
forg°e. Data: IV-1940.
SPATHODEA campanulata Beauv. (— S. nilotica Seem.)
Carp 1680 Locls Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Obs.:
cultivado.
Carp^3S94. L Lo c S sáo Paulo, Itapetinlnga. Col.: Jacintha I. de Lima
Data’: 27-II-195Í.
cirp B 2947 SVmSgcSISs Marias Col.: C. T. Rízzini. Data:
IX-1961 Obs.: árvore de 6-7m, casca grossa, branco acinzentada.
rim D 3 VO C Nome° ! vufg?n Tabebuia-do-brejo, Pau-de-tamanco. Loc.: Rio
deTanciro. Col : J G. Kuhlmann. Data: 26-XI-1941.
ta rftwia leucoxila DC. ( — 7*. obtusifolia Bur.)
Zn™ Nome vulgar: Tabebuia. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro,
VisTa CWnesa Col.: D j alma de Almeida. Obs.: sem data.
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TABEBUIA pyramidata DC. (= Bignonia pyramidata Rich.)
Carp. 3034. Loc.: Guanabara, Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Col.
J. G. Kuhlmann. Data: 8-XI-1939.
TANAECIUM nocturnum Bur. ex Sch.
Carp. 679. Nome vulgar: Corimbo. Loc.: Amazonas, Manaus. Col.: A.
Ducke.
TECOMA aráliacea DC.
Carp 1413. Nome vulgar: Piúva, Ipê. Loc.: Mato Grosso, Município de
Corumbá. Col.: E. Pereira, Egler e Graziela. Data: 8-X-1953. Carp.
1673. Nome vulgar: Ipê-amarelo. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro! Horto
Florestal. Col.: J. G. Kuhlman. Data: 13-VIH-1928.
TECOMA caraiba Mart.
Carp 326. Nome vulgar: Paratudo. Loc.: Mato Grosso, Município de
Corumbá. Col.: E. Pereira, Egler e Graziela. Data: 7-X-1953.
TECOMA chrysotricha Mart.
Carp. 1672. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
1935. Carp. 1670. Nome vulgar. Ipê-tabaco. Loc.: Guanabara, Rio de
janeiro, Horto Florestal. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 15-XII-1930.
TECOMA heptaphylla Mart.
Carp. 1677. Nome vulgar: Ipê-roxo. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro,.
Horto Florestal. Col.: Lourenço. Data: 24-IX-1927.
TECOMA jasminoides Lindl.
Carp. 3230. Col J. G. Kulkmann. Data: 1-1942. Obs.: cultivado no
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, originário da Austrália.
TECOMA longijlora Bur. et K. Sch.
Carp. 676. Nome vulgar: Ipê. Loc.: Rio de Janeiro. Obs.: sem coletor
e sem data.
TECOMA myriantha DC.
Carp. 1654. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kulmann CVI (sic) .
Data: 1935.
TECOMA odontodiscus Bur. et K. Sch.
Carp. 3045. Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Sacopã, Morro do Sal-
guelrinho. Col.: J. G. Kuhlmann. Data: 2-X-1940.
TECOMA pedicellata Bur. et K. Sch.
Carp. 934. Loc.: Guanabara, Restinga de Jacarepaguá. Col.: A. P.
Duarte. Data: VIII-1959.
TECOMA pratensls Bur. et K. Sch.
Carp. 2867. Loc.: Rio de Janeiro, Col.: J. G. Kuhlmann. Obs.: sem
data.
TECOMA radicans Juss.
Carp. 3627 Loc.: Guanabara: Viveiros, Jardim Botânico do Rio de Ja-
neiro. Data: 30-VIII-1946. Obs.: sem coletor.
TECOMA stans Juss.
Carp. 1678. Obs.: cultivado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ori-
ginário da América tropical.
SciELO/ JBRJ
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— 365 —
TE CO MA sp.
Carp. 3923. Nom vulgar: Pinca. Loc.: Mato Grosso, Município de Co-
rumbá. Col.: H. Miranda Bastos. Data: IX-1950. Carp. 4135. Nome vul-
gar: Ipê-amarelo. Loc.: Minas Gerais, Patos, Rio da Prata. Col.: A. P.
Duarte 4360. Data: vni-1950.
XEROTECOMA dardanoi J. C. Gom. n. gen.
Carp. 3785, RB 117901. Loc. Pernambuco, Caatinga 6 Km de Espírito
Santo na estrada para Araripina. Col.: Dardano de A. Lima 61-3590.
Data: 4-1-1961. Det.: J. C. Gomes Jr. em 1962. Obs.: árvore com 5-6m
delgada, flores externamente cinza-amarelado, com leve sombra arro-
xeada, intemamente roxo-violeta.
XYLOPHRAGMA heringeanum Toledo
Carp. 4075. Loc.: Minas Gerais Cel. Pacheco. Col.: E. P. Heringer 145.
Obs.: sem data, Herb. H. F. P. 358.
ZEYHERIA montana Mart. (= Z. tuberculosa Bur. ex Verlot.)
Carp 1685 Loc.: Guanabara, Rio de Janeiro, Gávea, Hôrto Florestal.
Col.: Octávio S. Mello. Data: VII-1956. Carp. 2654. Nome vulgar: An-
gelim-amargoso. Loc.: Estado do Rio de Janeiro, fazenda R. St. Emilia.
Col.: Jacintha I. de Uma. Data: 2-X-1944. Carp. 1683. Loc.: Espírito
Santo, Vitória, Fazenda do Maruípe. Col.: J. G. Kuhlmann. Data:
X-1930. Carp. 3870, RB 73049. Nome vulgar: Piúva (legítima). Col.:
H. M. Bastos 13. Data: 15-XII-1950. Obs.: freqüente nos adjacentes do
maciço do Urucum, solo ferruginoso. Utilizada para carvão, lenha, cons-
trução civil em geral.
ZEYHERIA sp.
Carp. 4126. Nome vulgar: Bòlsa-de-pastor, Loc.: Minas Gerais, Patos.
Col.: A P. Duarte 433. Data: VIII-1950. Carp. 4174. Loc.: Pará, Serra
do Cachimbo. Col.: E. Pereira. Data: IX-1955. Carp. 3240. Loc. Gua-
nabara. Rio de Janeiro, Estrada da Gávea. Col.: Clarindo. Data: 28-11-
1942. Carp. 1669. Loc.: Minas Gerais, Viçosa. Col.: J. G. Kuhlmann
CXV (sic). Data: 1935. Carp. 1638. Loc. Minas Gerais, Viçosa. Col.:
J. G. Kuhlmann. Data: 1935. Carp. 2100. Loc.: Mato Grosso, Município
de Corumbá. Col.: E. Pereira, Egler. Graziela. Data: 5-X-1953. Carp.
1448. Loc.: Minas Gerais, Paraopeba. Col.: E. P. Heringer. Data: 1960.
Carp. 2095. Loc.: Distrito Federal, Brasilândia. Col.: Waldir Macedo.
Data: VII-1961. Carp. 4078. Loc.: Espírito Santo, Linhares. Col. Da-
mião Saint Martin. Data: VII-1963. Obs.: árvore pequena de 2-3m, ílôres
amarelas.
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NOTICIÁRIO
ATUAL DIRETORIA
O atual diretor do Jardim Botânico é o Dr. Luiz Edmundo Paes que
assumiu a direção da casa em 23 de abril de 1968, inicialmente respondendo
pelo Expediente e tomando posse efetivamente como Diretor em 22 de
agôto do mesmo ano.
Conta com a colaboração dos seguintes chefes: Seção de Anatomia
Vegetal Prof. Armando de Mattos Filho; Seção de Botânica Sistemática
Botânico Edmundo Pereira; Seção de Citomorfologia — Prof. Honório
da Costa Monteiro Neto; Seção de Geobotânica — Botânico Joaquim
Inácio de Almeida Falcão; Biblioteca — Sra. Ruth Pia de Assis Távora;
Museu Botânico Kuhlmann — Profa. Odette Pereira Travassos e Assessor
Administrativo — Sr. João Carlos Vieira.
QUEM É O ATUAL DIRETOR DO JARDIM BOTÂNICO DO
RIO DE JANEIRO
Dr LUIZ EDMUNDO PAES, atual Diretor do Jardim Botâniro do Rio
de Janeiro, pertence ao Quadro de Pesquisadores em Botânica da secular
Instituição' Científica, para onde entrou em 1943, efetivando-se no cargo,
através de Concurso de Provas e Defesa de Tese.
Natural de Campos, E. do Rio, de tradicional família daquela histó-
rica cidade, onde realizou os seus estudos de humanidades e superior.
Dedicou-se ao estudo da família Gramineae, tendo tido a sua primeira
e última promoção na carreira, por merecimento. Idealizador e organi-
zador do Museu Botânico Kuhlmann. Foi durante muitos anos, assistente
e secretário particular do saudoso Botânico João Geraldo Kuhlmann,
mundialmente conhecido como uma das maiores autoridades em Botânica
Sistemática, no período em que o mesmo dirigiu o Jardim Botânico. Foi
Chefe Substituto da Seção de Botânica Sistemática, Chefe da Biblioteca e
Administrador do Jardim, na Administração do Dr. Paulo de Campos
Porto- Secretário do antigo Diretor do Serviço Florestal, em Brasília;
Assessor Técnico do Serviço Florestal Dr. Manuel Carneiro; Chefe da
Agência do antigo Departamento de Recursos Naturais Renováveis no
Estado da Guanabara e, íinalmente, convidado pelo ilustre cientista Dr.
Fernando Romano Milanez, ex-Diretor do Jardim, para ser seu Assessor
de Cursos.
SciELO/JBRJ
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A 23 de abril de 1968, foi convidado pelo Exmo. Sr. General Sylvlo
Pinto da Luz, DD. Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento
Florestal para responder pelo Expediente do Jardim, tendo assumido a
14 de maio. Posteriormente, foi escolhido pelo Exmo. Sr. General Syluo
Pinto da Luz, numa lista tríplice, para o cargo de Diretor do Jardim
Botânico, tendo sido nomeado a 10 de julho de 1968 e tomado posse a 22
de agôsto de mesmo ano.
É o atual Diretor do Jardim Botânico, Engenheiro Agronomo pela
Escola Nacional de Agronomia da Universidade Rural-Km. 47, tendo sido
aprovado em Concurso de Títulos para o cargo de Engenheiro Agrônomo
do Ministério da Agricultura. É ainda Professor Licenciado em Línguas
Neo-Latinas e Bacharel em Direito, pelas Faculdades de Filosofia e Direito
da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tendo também
feito o Curso de Doutorado.
Faz parte da Sociedade de Botânica d 0 Brasil (sócio fundador), do
Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, do Clube de Engenharia,
dos Sindicatos dos Engenheiros, da Ordem dos Advogados e de muitas
associações culturais e científicas do Brasil e do mundo, possuindo também
várias condecorações nacionais e estrangeiras.
DISCURSO PRONUNCIADO PELO PROF. DR. LUIZ EDMUNDO PAES,
POR OCASIAO DE SUA POSSE EM 22 DE AGOSTO DE 1968.
É com indisfarçável comoção que assumo neste instante o cargo de
Diretor do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, deste Jardim de tradições
honrosíssimas, desta quasi bicentenária instituição cientifica, desde o Mar-
quês de Queluz, de Sabará e Frei Leandro do Sacramento, Barbosa Rodri-
gues e outros, até as minhas mãos. Recebo, pois, tamanha distinção, com
alegria imensa e profunda humildade cristã. Motivos outros teria eu
para rejubilar-me nesta hora, permitindo-me recordar haver assumido a
Direção do Jardim, como responsável pelo expediente, em pleno mês de
maio e agora assumi-la em carater efetivo, dentro da oitava da festa da
Assunção de Nossa Senhora e na semana de Caxias. Tal coincidência
muito sensibiliza a quem não oculta jamais o seu grande amor a Virgem
Maria, e que descendendo de uma família de militares aprendeu como
Caxias a amar a Deus sôbre todas as coisas e o Brasil sôbre todas as
Nações. Distinguido pelo Exmo. Sr. General Sylvio Pinto da Luz. ilustre
militar e DD. Presidente do I.B.D.F., aceitei a honrosa, porem, difícil
incumbência de responder pelo Expediente do Jardim Botânico. Posterior-
mente resolveu S. Exa. confiar-me n 0 cargo, bem como dar-me a honra
de vir pessoalmente empossar-me, razão por que nesta hora, senslbilizada-
mente agradeço a S. Exa. tão fidalgo gesto. Devo por conseguinte, nao so
agradecer S. Exa., mais a todo o I.B.D.F., de cuja administração tenho
recebido mais inequívocas demonstrações de aprêço e simpatia. Quero
outrosslm, cumprimentar o Sr. General pela brilhante equipe que tao
sàbiamente escolheu e que tão leal e eflcientemente o serve. Há 25 anos
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passados entrei para o Jardim Botânico após haver prestado concurso de
provas e defesa de tese e, onde tive a ventura de conviver com os mais
ilustres cientistas da tradicional instituição, destacando-se a figura impres-
sionante de Kuhlmann, com quem trabalhei 15 anos, Brade, Ducke, Nearch,
Campos Porto, Milanez e tantos outros Botânicos, aprimorando a minha
formação científica, maravilhando-me diante da obra de Deus, o Reino
Vegetal. Chegou-me às mãos a Diretoria do Jardim Botânico. Lanço neste
instante um olhar para o passado, com o coração cheio de saudades e
gratidão para render a minha sincera homenagem aos meus grandes
mestres Kuhlmann e Alberto José Sampaio, êste último meu Professor de
Botânica, conterrâneo e amigo, lá na minha querida Campos, minha terra
natal, a minha idolatrada Mãe que tantos sacrifícios fêz para que eu
realizasse o meu ideal, meus Mestres, a Prof. a Maria Efigênia Emes Bar-
reto, e ao meu colega e amigo Dr. Apolônio Salles que convidou-me para
trabalhar no Jardim Botânico. Sim, trabalhar no Jardim Botânico é um
privilégio porque êle não é uma simples repartição pública, não foi, não
será nunca, mas uma instituição cientifica, de elevadíssimo conceito na-
cional e intemacianal.
Daí a responsabilidade de assumir a direção do mesmo, com tão ilustre
passado e de tanta importância na era em que estamos, a era científica
por excelência. Com a ajuda de Deus e de Nossa Senhora, com o prestí-
gio e a consideração que me foram dados pelo Sr. General Sylvio Pinto
da Luz com o apoio de tôdo o Corpo Técnico (os Botânicos do Jardim,
razão de ser da própria instituição) , a competência e dedicação de seus
servidores conduziremos o Jardim ao seus gloriosos destinos. Tudo farei
para corresponder à confiança em mim depositada, tomando como pontos
básicos de minha administração os seguintes itens:
l o incentivo à pesquisa, concluindo as obras iniciadas pelo meu ante-
cessor dando publicidade aos nossos trabalhos através da Revista
Rodriguésia e Arquives do Jardim Botânico.
2.0 Tratamento da Jardim Botânico como merece, uma vez que além
de ser um parque exclusivamente científico é ponto obrigatório de
atrações turísticas para milhares de pessoas que nos visitam.
3 o cerrar fileiras em torno dos altíssmos ideais do Jardim Botânico,
adotando uma administração moderna que exclue certos anacronis-
mos e não ignora a aplicação de certos princípios e normas cientí-
ficas à mesma, como conhecimentos de psicologia, metodogia
planejamento, liberdade com responsabilidade e trabalho por equipe,
etc. tudo sob o manto da mais pura inspiração cristã e democrática
promovendo a união que faz a força e o amor que constrói. Devo
declarar outrossim, que em três meses de administração tudo que
consegui além do apóio do Sr. Presidente, foi graças a colaboração
que recebi de todo o Jardim Botânico, desde seu mais modesto ser-
vidor ao mais graduado cientista, tudo isto comoveu-me e encara-
jou-me.
A partir da primeira hora encontrei decisivo apóio de meus distintos
colegas e amigos, Drs. Leonam de Azevedo Penna e Armando de Mattos
SciELO/JBRJ
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Filho. Candidatos a Diretoria do Jardim e embora tenha sido eu escolhido,
continuaram a colaborar com dedicação e desvelo dando um exemplo de
compreensão, desprendimento e superioridade raros em nossos dias. Seja
nesta hora cm que tomo posse, uma exaltação a tão nobres colegas e a
todos os Eotânicos do Jardim e e a todos os seus servidores, da Diretoria,
das Seções, do Campo, que não me teem faltado em tôdas as horas e em
todos os momentos. Firmamos um pacto solene, tudo pelo Jardim e assim
Deus nos ajude. Finalmente, agradecendo mais nma vez ao Exmo. Sr.
General Syivio Pinto da Luz e a quantos mais honraram com sua presen-
ças prometo tudo fazer para que o Jardim Botânico seja sempre o que
desejou o seu ilustre fundador, D. João VI, a cujos descendentes estou
ligado por laços de profunda amizade (os Príncipes da nossa Antiga Casa
Imperial) , uma Instituição de que se orgulha sempre o Brasil e a
Ciência e aqui honra-me com sua presença, Sua Alteza Imperial o Prín-
cipe D. Pedro Gastão de Orleans e Bragança.
APPAR1CIO PEREIRA DUARTE
O Botânico Appariclo Pereira Duarte, que durante muitos anos cola-
borou com esta Instituição, principalmente ampliando as Coleções Vivas
e o Herbário, aposentou-se em 1967, e, se encontra atualmente em Minas
Gerais, organizando o Jardim Botânico de Belo Horizonte, pertencente a
Universidade de Minas Gerais.
PAULO CAMPOS PORTO
É com imenso pezar que comunicamos o falecimento de P. Campos
Porto ocorrido em 6 de novembro de 1968. Foi um dos mais ativos colabo-
radores desta Instituição da qual foi por duas vêzes Diretor. Muito deve
o Jardim Botânico a êsse administrador. A 9 de janeiro de 1969, dia em
que completava oitenta anos, o Diretor do Jardim Botânico prestou-lhe
significativa homenagem, inaugurando uma sala e uma aléia com seu nome.
SOCIAIS
NOVEMBRO DE 1965 — Visita de Suas Magestades os Reis da Bélgica,
tendo plantado uma árvore comemorativa no Jardim Botânico.
JANEIRO DE 1967 — Foi inaugurado o Museu Botânico Kuhlmann oficial-
mente, durante o Congresso de Botânico, realizado nessa capital, usando
da palavra do seu idealizador, Dr. Luiz Edmundo Paes e a Exma. Sra. Zilda
Pereira, filha do ilustre Botânico descerrou o seu retrato como também,
plantou um exemplar de Meranthera pulchra Kuhlmann. E. atualmente
está em fase de organização já tendo em funcionamento, o setor de aten-
dimento a alunos .
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SETEMBRO DE 1968 — Festa da árvore, com o plantio de mangueiras,
restaurando assim, a centenária Aléia Barão de Capanema. As mangueiras
foram plantadas por altas autoridades presentes, entre as quais, o Exmo.
Sr. Ministro da Agricultura, Dr. Ivo Arzua Pereira, Exmo. Sr. Presidente
do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, General Sylvio Pinto
da Luz, S. Alteza o Príncipe D. Pedro Gastão de Orleais e Bragança, Sr.
Diretor do Jardim Botânico, Dr. Luiz Edmundo Paes, General Jaguaribe
de Mattos e pelos Drs. Leonam de Azeredo Penna e Armando de Mattos
Filho, dois dos mais antigos Técnicos da Instituição, sendo que o último
é o Vice-Diretor da mesma.
NOVEMBRO DE 1968 — Visita de S. Magestade a Rainha Elisabeth II.
13 DE DEZEMBRO, 1968 — Grande homenagem junto ao busto do grande
cientista Von Martius, por ocasião da passagem do l.° centenário de sua
morte. Compareceu elevado número de autoridades especialmente do
mundo científico, entre as quais, o Senhor Diretor do Museu Nacional,
Dr. Feio, o Exmo. Sr. Embaixador da Alemanha, Exmo. Sr. Von Holleben
e ã missão que veio especialmente da Alemanha chefiada por um des-
cendente de Von Martius, Dr. Hans Von Martius. Após a cerimônia, houve
uma outro solenidade no novo edifício da Seção de Botânica Sistemática.
O Sr. Diretor do Jardim Botânico convidou o Dr. Hans Von Martius para
dcsccrrsr o retrato de Von Martius, tendo na oportunidade exaltado a
figura po grande cientista, focalizando o seu profundo saber botânico, seu
espirito cristão c o seu grande amor ao Brasil. Terminou agradecendo
ao Exmo. Sr. Embaixador da Alemanha, a ilustre comitiva e aos presentes,
pedindo uma calorosa salva de palmas para o Brasil e para a Alemanha,
berço glorioso de Von Martius. À noite, numa recepção na Embaixada
da Alemanha, o Diretor do Jardim Botânico, Dr. Luiz Edmundo Paes,
recebeu das mãos do Dr. Hans Von Martius uma preciosa relíquia da
família de Von Martius.
9 DE MARÇO DE 1969 — Inauguração do novo edifício da Seção de Bo-
tânica Sistemática pelo Exmo. Sr. Ministro da Agricultura, Dr. Ivo Arzua
Pereira e Exmo. Sr. General Sylvio Pinto da Luz, Presidente do I.B.D.F.
O novo edifício veio dar melhores condições à pesquisa no Jardim, reali-
zando assim velha aspiração dos Botânicos. A construção foi iniciada
pelo Eng° Agm.° Gil Sobral Pinto, diretor naquela época. O aconteci-
mento fez parte das comemorações do 2.° aniversário do Govêrno do Exmo.
Sr. Marechal Arthur da Costa e Silva.
30 DE MAIO DE 1969 — Plantio de árvores tradicionais da Venezuela no
Jardim* Botânico, oferecidas pelo Exmo. Sr. Embaixador daquele pais
amigo Prof Dr.' Elbano Provenzall, a fim de estreitar cada vez mais a
amizade Brasil-Venezuela. O Diretor agradeceu em castelhano fazendo
votos para que as árvores plantadas no Jardim Botânico sejam sempre
um elevado testemunho da inquebrantável amizade Brasil-Venezuela. Em
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seguida foram inauguradas pelo Exmo. Sr. General Sylvlo Pinto da Luz
as aléias Couto Magalhães, João Geraldo Kuhlmann e Adolpho Ducke,
respectivamente, pela Viúva Couto Magalhães, D. Zilda Pereira, filha do
Dr. Kuhlmann e pela Viúva Ducke. Foram condecorados na mesma oca-
sião com a Medalha Couto Magalhães e Exmo. Sr. Dr Elbano Provenzah,
Embaixador da Venezuela, Exmo. Sr. Marechal Odylio Denis, Chancheler
da Ordem Nacional do Mérito, Exmo. Sr. General Sylvio Pinto da Luz,
Presidente do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, Sra. D.
Malhia Sonder e Sr. Luiz Edmundo Paes, Diretor do Jardim Botânico.
21 DE SETEMBRO DE 1969 — Festa da árvore. Plantio de uma palmeira
pelo Marechal Odylio Denis. Visita ao Jardim Botânico pelas várias auto-
ridades e pessoas presentes.
NOTA DA REDAÇAO
I
Depois de um período de três anos, a Diretoria do Jardim Botânico
conseguiu novamente verba para as publicações dos trabalhos científicos
de seus técnicos. Êste é o motivo do lapso de tempo entre a última revista
(1966) e a presente. Deixamos aqui os nossos agradecimentos pelos esfor-
ços feitos pela atual Diretoria, nas pessoas dos Drs. Luiz Edmundo Paes
e Armando de Mattos Filho, na obtenção da verba.
Comissão de Redação
Em 22-IX-1969
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